Julie Ruin está de volta com álbum novo

Kathleen Hanna (Bikini Kills, Le Tigre, The Julie Ruin) é enérgica e poderosa, aquela pessoa incrível que você quer andar lado a lado e ainda aprender muita coisa.

[caption id="attachment_11398" align="alignnone" width="640"]hannasplit Kathleen Hanna encerrando um show no Primavera Sound, em Barcelona. Girl Power é pouco![/caption]

Mas no passado Kathleen passou por um processo de auto-conhecimento por questões que facilmente a deixavam confusa. Ela tinha 20 anos e muitas dúvidas: “Eu ainda sou aquela criança bagunçada que tinha muito medo? Sou realmente uma feminista? Sou uma pessoa doente ou uma pessoa boa? Sou uma pessoa forte que quer pular pra fora do palco ou uma pessoa tímida?”

Foi nessa busca por seus profundos sentimentos que Kathleen percebeu que estava na hora de tentar algo novo. Julie Ruin nasceu em 1997, como um projeto solo de Kathleen Hanna para Kathleen Hanna. “Não vou sentar aqui e escrever músicas para ajudar as outras pessoas. Eu vou escrever essas músicas para colocar meus sentimentos para fora, descobrir quem eu sou e tudo bem”.

Hit Reset” é o novo álbum de The Julie Ruin lançado agora em 8 de julho pela Hardly Art. O primeiro single “I decide” é forte e libertário. ♡

No novo vídeo, “I’m done” Kathleen Hanna vai a um karaokê e declara sobre como já está de saco cheio dos trolls da internet. Sim, Hanna! Você é mais forte que eles!

Mais de Fernanda Garcia

A filosofia kaiseki por Niki Nakayama

A terceira temporada de Chef’s Table* já está disponível na Netflix, mas esses dias eu estava lembrando de um episódio lá da primeira temporada que me marcou muito. Nele conhecemos a chef Niki Nakayama e seu premiado restaurante em Los Angeles, nos EUA, o N/Naka.

Niki é americana, nascida e criada na Califórnia por seus pais imigrantes japoneses. Ela começou sua carreira no renomado restaurante Takao e depois seguiu para o Japão, onde por um período de três anos pôde experimentar técnicas e aprendizados tradicionais.

Foi lá que ela iniciou seu treinamento na arte e filosofia do kaiseki – prática culinária que, basicamente, foca na valorização dos alimentos sazonais disponíveis para o desenvolvimento do prato. “Nós devemos representar a área em que moramos. Quando trabalhava no interior [do Japão], pegávamos o que havia ao nosso redor, tirando o melhor proveito do que a estação nos fornecia”, explica.

As inspirações que Niki Nakayama transmite são infinitas! Seu trabalho é sempre delicado e meticulosamente pensado, desde o preparo cuidadoso com os ingredientes até o empratamento simples e belo. Seguindo sempre as influências japonesas, mas adicionando sua personalidade aos pratos. Algumas vezes, o visual é como um ikebana comestível – e saboroso, imagino.

Ao longo do episódio, a chef ainda conta um pouco sobre o começo de sua jornada, a relação com sua exigente família japonesa e os desafios da mulher na cozinha.

Em japonês, existe a palavra kuyashii, usada quando alguém te rebaixa ou diz que você não consegue fazer algo, e você sente um desejo ardente de provar que estão errados.

Foi nessa expressão que Niki se inspirou no início e encontrou força para continuar tentando abrir seu próprio restaurante, apesar das dificuldades. Ainda é comum em famílias tradicionais japonesas não se esperar que mulheres sejam bem-sucedidas profissionalmente, mas que exerçam seu papel em casa. E assim também foi com os Nakayama. “Toda a motivação vinha da ideia de não fracassar”.

Evan Kleiman, do programa “Good Foods”, comenta que “rola todo um papo sobre mulheres na cozinha e como a imprensa não lhes dá muita atenção. E é verdade, é assim mesmo. Mas ela te deixa de queixo caído como qualquer super chef tatuado todo masculino.”

No N/Naka – seu segundo restaurante – Niki trabalha com a sous chef e atual companheira Carole Iida-Nakayama, que tem um importante papel no equilíbrio do restaurante, na preparação dos pratos e menus.

Para fechar:

No começo da minha carreira, eu sentia que tinha que provar meu valor. Só que agora, o sentimento de cozinhar virou outra coisa. Gosto desse trabalho mais por mim mesma sem pensar em agradar as pessoas.


*Chef’s Table é uma série original de documentários da Netflix sobre chefs e suas diferentes práticas ao redor do mundo. Se você ainda não conhece, assista! É bastante inspirador :)

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deixavam confusa. Ela tinha 20 anos e muitas dúvidas: “Eu ainda sou aquela criança bagunçada que tinha muito medo? Sou realmente uma feminista? Sou uma pessoa doente ou uma pessoa boa? Sou uma pessoa forte que quer pular pra fora do palco ou uma pessoa tímida?”

Foi nessa busca por seus profundos sentimentos que Kathleen percebeu que estava na hora de tentar algo novo. Julie Ruin nasceu em 1997, como um projeto solo de Kathleen Hanna para Kathleen Hanna. “Não vou sentar aqui e escrever músicas para ajudar as outras pessoas. Eu vou escrever essas músicas para colocar meus sentimentos para fora, descobrir quem eu sou e tudo bem”.

Hit Reset” é o novo álbum de The Julie Ruin lançado agora em 8 de julho pela Hardly Art. O primeiro single “I decide” é forte e libertário. ♡

No novo vídeo, “I’m done” Kathleen Hanna vai a um karaokê e declara sobre como já está de saco cheio dos trolls da internet. Sim, Hanna! Você é mais forte que eles!

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deixavam confusa. Ela tinha 20 anos e muitas dúvidas: “Eu ainda sou aquela criança bagunçada que tinha muito medo? Sou realmente uma feminista? Sou uma pessoa doente ou uma pessoa boa? Sou uma pessoa forte que quer pular pra fora do palco ou uma pessoa tímida?”

Foi nessa busca por seus profundos sentimentos que Kathleen percebeu que estava na hora de tentar algo novo. Julie Ruin nasceu em 1997, como um projeto solo de Kathleen Hanna para Kathleen Hanna. “Não vou sentar aqui e escrever músicas para ajudar as outras pessoas. Eu vou escrever essas músicas para colocar meus sentimentos para fora, descobrir quem eu sou e tudo bem”.

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No novo vídeo, “I’m done” Kathleen Hanna vai a um karaokê e declara sobre como já está de saco cheio dos trolls da internet. Sim, Hanna! Você é mais forte que eles!

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