Mulheres invencíveis e seus términos

Nada como uma música empoderadora e motivacional para começar a semana. Em Invincible, novo single da cantora Kelly Clarkson no seu último álbum Piece By Piece, ela canta “Agora sou invencível/ não sou mais uma garotinha medrosa/ É, sou invencível / Não, não sou mais uma garotinha medrosa /É, sou invencível/ Do que eu estava fugindo? / Eu estava me escondendo do mundo/ Eu estava com tanto medo, me sentia tão insegura/ Agora, sou invencível/ Mais uma tempestade perfeita, em tradução livre.

Tem uns cubos espalhados por aí que explodem do nada revelando lindas e poderosas mulheres se livrando dessas prisões que a gente cria. A música é parceria com a sempre requisitada das parcerias cantora australiana Sia (que fez um ensaio lindo pra revista Interview de abril que não tem nada a ver com o post mas que vou linkar aqui por motivo de ser lindo como dito anteriormente)

Aliás, essa Kelly sempre traz umas músicas cafonamente poderosas. Lembro bem de como algumas letras passaram a fazer sentido depois de um término. Mas até jingles de comercial pareciam falar comigo. Usei cada uma das músicas para lidar com o luto pós-término.

 

Fase 1 – Because of You – Sofrimento

 

 
giphy
 

 

Fase 2 – Never Again – Raiva e uma leve misoginia

 

 
Não a entendam mal quando digo “misoginia”. Na verdade é uma coisa que passa na cabeça, algo meio inevitável quando estamos enfurecidas com o término. Odiamos todo mundo, a culpa pela ruína é dos outros – da OUTRA.
 

 

Fase 3 – Negociação – Você tenta imaginar como poderia ter feito as coisas de maneira diferente, ou o que poderia mudar.

Esse é daqueles momentos que você se vê fazendo coisas estranhas como, por exemplo, mechas no cabelo. MECHAS. Por isso, melhor que qualquer música, preferi ilustrar esse momento com essa capa do disco da Kelly. Haha MECHAS!
 
Preferi ilustrar com essa linda capa do disco da Kelly com essas mechas! haha MECHAS!
 

 

Fase 4 – Stronger – Aceitação e superação

 

 
giphy (1)
 

 

Fase 5 – Since U Been Gone

 

 
A Kelly me ajudou a superar e evoluir para o que apelidei de:

Fase Beyoncé = sou muito poderosa e era demais para ele

 
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Mais de Anna Crô

E o Oscar vai para… igualdade de gênero

A última edição do Oscar vinha sendo criticada pela falta de representatividade. Dizem que isso acontece por causa da composição da Academia (Academia de Artes e Ciências Cinematográficas – AMPAS), mais conhecida como >>THE ACADEMY<<. Ela é aquela “entidade” a que todos os premiados agradecem e é esse grupo seleto de pessoas que define quem é indicado e quem ganha o que na grande festa do cinema. Segundo o jornal LA Times, 94% da Academia são brancos, 2% são afrodescendentes e menos de 2% são latinos. Sendo que 77% são homens brancos na casa dos 60 anos. Os dados são de 2012.

Em 2013, Cheryl Boone Isaacs foi eleita a primeira presidente negra da Academia (e terceira mulher). E ela diz que existem esforços para que a organização se torne mais diversa e inclusiva. Ainda não é o que se vê, mas vamos acompanhar.

Mesmo com esse contexto, algumas mulheres brilharam durante a premiação.

 

1. Patricia Arquette discursou pela equiparação de salários

 
arquette-oscars
 
A Patricia Arquette ganhou o Oscar – merecidamente na minha humilde opinião – por melhor atriz coadjuvante pelo papel dela em Boyhood e fez uma declaração sobre igualdade das mulheres. A piada da internet é que ela ficou 12 anos ganhando mal, tempo que o Boyhood demorou pra ser filmado, e aproveitou o discurso de agradecimento para reclamar. Essa piada costuma não ter muita graça para quem sabe que nos EUA, as mulheres ganham 82 centavos para cada dólar faturado pelos homens. No Brasil, o cenário também é crítico. No ranking do último relatório de Desigualdade de Gênero, do Fórum Econômico Mundial, o Brasil ficou em 71º lugar. Isso na igualdade geral. Na lista que compara o salário que homens e mulheres ganham para realizar o mesmo trabalho, o país cai para a 124º, de um total de 142 países.
 

 

 

 

 

2. Reese Witherspoon apoiou a campanha #AskHerMore

 
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A atriz concorreu ao Oscar de melhor atriz pelo filme Livre, que conta a história real da Cheryl Strayed, uma moça que depois de perder a mãe, se divorciar e se drogar loucamente, decide espairecer fazendo uma trilha de APENAS 1.800 quilômetros lá nos EUA. Antes da premiação, a Reese postou no Instagram uma foto com mensagem de apoio ao movimento #AskHerMore (algo como Pergunte-a Mais, em português). Criado pelo grupo feminista The Representation Project, esse movimento joga luz no sexismo presente em Hollywood e na cobertura do Oscar. A ideia é pressionar jornalistas a questionarem menos as mulheres sobre os seus respectivos looks, o que estão vestindo, e mais sobre os seus trabalhos.
 

insta reese

 

3.Robin Roberts, a apresentadora gringa que a gente não sabe quem é, arrasou nas perguntas

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Pressionada ou não, a apresentadora do Good Morning America e uma das entrevistadoras do tapete vermelho, não só questionou a Reese sobre o movimento, dando mais visibilidade a ele, como fez perguntas interessantes para todas as entrevistadas. Nenhumazinha sobre vestidos ou pedrarias. Obrigada, Robin.
 
Bônus: Todo esse papo me lembrou a cena mais sensacional do ano passado quando a Cate Blanchett fez uma perguntinha para um cinegrafista no tapete vermelho do SAG Awards.
 

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“Você faz isso com os caras?”

 

Bônus 2: Ano passado, o Buzzfeed entrevistou atores com perguntas superficiais corriqueiramente feitas a mulheres. Abaixo a entrevista com o Kevin Spacey, que naturalmente perguntou se a repórter tinha começado a ~~fumar~~ antes de ir para a entrevista. Tá em inglês.

 

4.Emma Watson agradeceu fofa o apoio de Steve Carell

A cruzada feminista da eterna Hermione seguiu durante a premiação. Para dar mais visibilidade ao movimento HeforShe a atriz enviou abotoaduras a atores que quisessem demonstrar o apoio de maneira discreta. Um deles, foi o comediante Steve Carell. E ela agradeceu:

 

emma carell 

“Caro Steve Carell,

Você foi genial em “Pequena Miss Sunshine” (um dos meus filmes favoritos), meu irmão tornou-se obcecado com você em “O Âncora”, eu queria me casar com você ou que você me adotasse depois de “Amor a Toda Prova” , eu odiava aquele cara que você fez em “O Verão da Minha Vida”, e então você foi alucinante em “Foxcatcher”. Eu acho você tão incrível e agora você está usando as abotoaduras do #HeForShe no Oscar para apoiar a igualdade de género. Não poderia estar mais orgulhosa! Obrigada.
Com amor,
Emma”

 

5. Julianne Moore finalmente ganhou um Oscar que ela sempre mereceu

O prêmio foi de melhor atriz por seu papel no filme Para Sempre Alice. Mas na real eu só coloquei aqui porque ela merece e para colocar esse gif dela rindo da Emma Stone quando elas ganharam estatuetas do Oscar de Lego.

#Miguxas #MelhorPrêmio

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Interview de abril que não tem nada a ver com o post mas que vou linkar aqui por motivo de ser lindo como dito anteriormente)

Aliás, essa Kelly sempre traz umas músicas cafonamente poderosas. Lembro bem de como algumas letras passaram a fazer sentido depois de um término. Mas até jingles de comercial pareciam falar comigo. Usei cada uma das músicas para lidar com o luto pós-término.

 

Fase 1 – Because of You – Sofrimento

 

 
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Fase 2 – Never Again – Raiva e uma leve misoginia

 

 
Não a entendam mal quando digo “misoginia”. Na verdade é uma coisa que passa na cabeça, algo meio inevitável quando estamos enfurecidas com o término. Odiamos todo mundo, a culpa pela ruína é dos outros – da OUTRA.
 

 

Fase 3 – Negociação – Você tenta imaginar como poderia ter feito as coisas de maneira diferente, ou o que poderia mudar.

Esse é daqueles momentos que você se vê fazendo coisas estranhas como, por exemplo, mechas no cabelo. MECHAS. Por isso, melhor que qualquer música, preferi ilustrar esse momento com essa capa do disco da Kelly. Haha MECHAS!
 
Preferi ilustrar com essa linda capa do disco da Kelly com essas mechas! haha MECHAS!
 

 

Fase 4 – Stronger – Aceitação e superação

 

 
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Fase 5 – Since U Been Gone

 

 
A Kelly me ajudou a superar e evoluir para o que apelidei de:

Fase Beyoncé = sou muito poderosa e era demais para ele

 
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Interview de abril que não tem nada a ver com o post mas que vou linkar aqui por motivo de ser lindo como dito anteriormente)

Aliás, essa Kelly sempre traz umas músicas cafonamente poderosas. Lembro bem de como algumas letras passaram a fazer sentido depois de um término. Mas até jingles de comercial pareciam falar comigo. Usei cada uma das músicas para lidar com o luto pós-término.

 

Fase 1 – Because of You – Sofrimento

 

 
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Fase 2 – Never Again – Raiva e uma leve misoginia

 

 
Não a entendam mal quando digo “misoginia”. Na verdade é uma coisa que passa na cabeça, algo meio inevitável quando estamos enfurecidas com o término. Odiamos todo mundo, a culpa pela ruína é dos outros – da OUTRA.
 

 

Fase 3 – Negociação – Você tenta imaginar como poderia ter feito as coisas de maneira diferente, ou o que poderia mudar.

Esse é daqueles momentos que você se vê fazendo coisas estranhas como, por exemplo, mechas no cabelo. MECHAS. Por isso, melhor que qualquer música, preferi ilustrar esse momento com essa capa do disco da Kelly. Haha MECHAS!
 
Preferi ilustrar com essa linda capa do disco da Kelly com essas mechas! haha MECHAS!
 

 

Fase 4 – Stronger – Aceitação e superação

 

 
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Fase 5 – Since U Been Gone

 

 
A Kelly me ajudou a superar e evoluir para o que apelidei de:

Fase Beyoncé = sou muito poderosa e era demais para ele

 
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