Empreendedorismo sangue no olho: parte 1

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Saudações meninas! Sou a Elisa, mas podem me chamar de Lisa. Vim aqui contar um pouco sobre como é empreender com sangue no olho (ou sanguenozói, como preferir), algo que tenho feito desde 2010. Mas aí você me pergunta: “Ok Elisa Lisa, mas o que é empreender com sangue no olho?” – É justamente sobre o que vamos falar durante nossa jornada juntinhas.

Você, minha amiga, que tem uma ideia, uma vontade louca de fazer alguma coisa, que anda procrastinando infeliz na vida laboral, quer mudar de vida e fazer o que ama. Pois então eu e você temos muito o que conversar.

Primeiramente, já vou deixando claro que não sou nenhuma expert no assunto. O que tenho pra contar vem de um conjunto de acontecimentos ao longo de 5 anos de experiências com a Kola, minha empresa. É resultado de muitos tapas na cara, alguns sucessos e 100% de aprendizado. Como começar a empreender foi um dos grandes marcos na minha vida, acho que vale contar um pouco sobre a trajetória pessoal que antecedeu essa empreitada.

Às vésperas de completar 30 primaveras, já somava mais de 12 anos de experiência no mercado publicitário online, onde atuei como diretora de arte e designer em agências. Quem conhece essa história sabe o quanto pode ser frustrante trabalhar nesse esquema, pular de empresa para empresa, ter um trabalho reprovado atrás do outro, lidar com egos e competições, etc. A lista é grande. Mas como tudo também tem um lado bom,  é possível aprender absurdos, tirar o famoso leite de pedra, aplicar teoria na prática do dia a dia, trabalhar em equipe e descobrir amigos para toda vida.

Com toda essa bagagem nas costas, frustrações, mimimis, vontade de fazer algo novo somados ao meu espírito aventureiro e desapego material, decidi que precisava mudar. Então nessa época minha amiga e atual sócia Tais Barboza me alertou para a luta empreendedora. Eu pensei comigo, mas que raio entendo de empresas? Me deu um pouco de enjoo. Mas enjoo de quê? De frio na barriga. E eu sou viciada em frio na barriga, sinto isso principalmente quando estou para me mudar. Mudar é comigo mesmo, já mudei trocentas vezes, de casa, de namorado, de trabalho, de país, de cabelo.  Se não estou feliz, vou lá e mudo.
 
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Passado o enjoo inicial, começaram os questionamentos básicos. Tais, mas o que vamos fazer? Quando, como, por que? Ela já tinha algumas respostas, enquanto eu formulava ainda mais e mais perguntas. Um dos principais aspectos que me fizeram continuar a conversa é que Tais é quem é.  Até então, ela era minha amada amiga. Moramos juntas quando voltei de Barcelona em 2008. Apesar de muito diferentes, compartilhávamos sonhos parecidos, inclusive o de trabalhar em algo que amássemos. A Tais é do tipo que adora números e projeções, ela organizava tudo, arrumava até minha cama e curtia colocar datas finais para projetos. Foi uma troca muito rica desde o começo da amizade. Ponderei muito esse lado, pois assumia que esses eram pontos adormecidos em minha personalidade. Então passei a acreditar que a parceria tinha potencial para funcionar e partimos para as ideias.

A premissa foi esta: a Tais gosta muito de decoração e eu gosto muito de arte e design. Olhamos no mercado o que estava acontecendo e quem estava fazendo e como. De repente a ideia: vender adesivo de parede pela internet.
 
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Mas adesivo de parede, pela internet? Dá pra ganhar dinheiro com isso?  Eu tive uma boa experiência com user experience em e-commerce na época em que trabalhei em um estúdio de design em Barcelona. Cuidava do site esprit.de e da adaptação das campanhas para a Europa. A Tais tinha sólidos conhecimentos em atendimento, venda e gerenciamento de projetos online. Em uma das empresas em que trabalhou, ela foi responsável pelo crescimento considerável do portifólio de clientes. Nós duas tínhamos um DNA puramente digital e acreditávamos cegamente em nosso potencial. Foi aí que tudo começou.
 
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A Kola nasceu em  2011, de investimento próprio, ajuda da família e amigos, sangue, suor, lágrimas e alegrias, na forma de e-commerce: shopkola.com.br. Hoje vendemos adesivos de parede, papel de parede adesivo e pôsteres. Os produtos são muito legais (modéstia à parte), simples de aplicar, mudam a cara do ambiente rapidinho, dá aquele tchans e você gasta pouco. O potencial criativo das peças é enorme e vender algo assim pela internet é um desafio no mínimo empolgante!
 

♡ a primeira imagem gerada por cliente a gente nunca esquece  ♡
♡ a primeira imagem gerada por cliente a gente nunca esquece ♡
 
O portifólio de desenhos é de curadoria nossa. Eu sou responsável por uma parte das criações, mas também temos artistas e designers convidados do Brasil e até do exterior. Todas as fotos e vídeos são nossos, o conteúdo é 100% autoral. Lembro como se fosse ontem, fiquei tão apaixonada pela ideia de vender arte e design online, que foi no mínimo um ano sem dormir direito. Passávamos o dia todo trabalhando e a noite eu não conseguia parar de ter ideias, vivi insone por um bom tempo.
 
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Desde os primeiros testes com os adesivos, a primeira venda no site, lidar com a primeira reclamação, a dificuldade em gerar visitas, o correio atrasando entrega, a foto do resultado das aplicações dos clientes enviadas por e-mail… olha gente, é tanta história que poderia escrever um livro aqui. Mas em vez disso, vou contando aos poucos exclusivamente aqui na Ovelha. Assim, eu e vocês vamos aprendendo juntas o significado do que é empreender com sangue no olho. Mas de momento deixo alguns ensinamento preciosos que acumulei durante esses 4 anos:
 
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Até a próxima :)

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