Como não jornalista que sou, porém muito curiosa nas artes da escrita, fui ousada e alegre em fazer uma entrevista. O problema de não ter nenhuma graduação em jornalismo é não ter um parâmetro de como entrevistar alguém (entre muitos outros problemas, risos), mas também pode ser uma grande virtude porque pode quebrar o formato academicista e quadrado. Tenho certeza que não sou pioneira, mas fiz essa introdução apenas para te confirmar que as coisas sairão dos trilhos nos próximos parágrafos, tá, querida? #AquiÉfreeStaile
Provavelmente conheci a Luiza em 2014 quando, no Rio de Janeiro, estavam bombando os encontros de coletivos e grupos virtuais de feminismo. Nos esbarramos várias vezes, entre eventos feministas, marchas, feiras de arte gráfica independente. Depois de um período sem internet no começo do ano, quando a luz do http voltou à minha vida, descobri com o maior sorrisão no rosto que ela havia aberto um canal no YouTube. Sem mais delongas, postarei nossa conversa maravilhosa em forma de uma entrevista desconstruída (palavra do ano, amo).
Tá, Querida, #RumoAos15k
(Quem está lendo a entrevista em 2020 está rindo com o #RumoAos15k, certeza)
Ovelha: Oi miga, tudo bem? Desculpa a demora para te mandar a entrevista, é que é muito difícil entrevistar alguém que, apesar de você já conhecer pessoalmente e ter compartilhado ambientes de luta, admira tanto pode acabar sendo um empecilho, hahaha. Então na verdade eu não estava atribulada não, só chupando o dedo tentando não parecer uma idiota, fazendo perguntas mais do mesmo.
O que me leva à primeira pergunta. Como mulheres, sabemos que temos inseguranças mil e você trabalha muito bem a segurança de nossos corpos. Se você puder contar um pouco como foi realizar o seu trabalho de conclusão de curso, tenho certeza que muitas de nós vamos amar saber sobre!
Tá, Querida: quando eu fui num rolê que você tava fiquei muito besta de ver que a gente era tipo migas hahahahahaha. Enfim…fiquei muito feliz de saber que é um amor louco mútuo!!! <3 haha. Agora vamos as perguntas que eu tbm amei!!!! <3333
A história é meio longa. Vou tentar resumir. Em 2013 eu fiz um intercâmbio de 1 ano para a Inglaterra. Como era uma bolsa do Ciências Sem Fronteiras eu precisaria executar um projeto durante o intercâmbio para apresentar ao CNPQ. O projeto que fiz foi o #curtadocumentárioexperimental Espelho Torcido. O curta se trata de imagens de partes do meu corpo pelado, mostrando todas aos pedaços que mais odiava em mim. A ideia era tentar de alguma forma me forçar a encarar meu próprio corpo. Eu coloquei o vídeo na internet e tive uma ótima repercussão! Saiu em blogs, páginas, tumblrs etc. A partir daí várias pessoas me procuraram com depoimentos maravilhosos de como o filme havia ajudado em seus processos de empoderamento. E dessa forma eu acabei me empoderando também. E foi maravilhoso! Esse projeto serviu de partida inicial para eu depois vir a desenvolver meu TCC, um curta documentário chamado GORDA.
A ideia era tentar proporcionar a outras mulheres o mesmo processo que aconteceu comigo. Ao se deixarem ser filmadas, elas poderiam de alguma forma conseguir enxergar beleza em seus corpos. Sendo assim, o documentário trata da relação de 3 mulheres gordas com seus próprios corpos.
Quando fechei a ideia do projeto, coloquei na internet um formulário para a seleção das personagens! Em duas semanas, obtive 554 inscrições! Eu fechei imediatamente com medo de não dar conta do volume de depoimentos que teria para ler. (Os depoimentos desse formulário são maravilhosos, inclusive. Valeria fazer uma página só disso! haha) Fiquei uns bons meses debruçada nesses depoimentos para selecionar as personagens! Foi um processo bem difícil e demorado. As gravações também foram complicadas.
Produzi tudo praticamente sozinha entre arranjar locação, comprar figurino, conseguir equipamento, alimentação… Tudo saindo do meu bolso. Mas em compensação, tive uma rede de apoio imensa na internet. Toda a equipe do filme foi formada por mulheres que conheci na internet! Isso sem contar todas as outras que ajudaram compartilhando, apoiando e dando amor e força pra continuar! Foi um processo super difícil e desgastante, mas hiper recompensador e maravilhoso. Nunca havia experimentado tanto amor em uma relação de trabalho assim! Só pra falar que as minas são ABSOLUTAS! Enfim… O filme ainda não está pronto, mas vai sair! Se tudo certo até o final do ano eu lanço ele bem lindão no YouTube! A ideia é que todas as gordas (e as não gordas tbm) assistam! Como eu sei que não tô só, tenho fé que esse filme vai fazer muito barulho na interweb e vai ajudar muitas minas!
Ovelha: Como eu sempre queimo a largada, me conta, qual o seu nome, o que você faz, quantos anos você tem, onde você mora, de onde você é, qual o seu signo (brinks, sei que você não acredita) etc? Resumidamente, WHO ARE YOU IN THE LINE OF THE BREAD, Risos.
Tá, Querida: Meu nome é Luiza Santos Junqueira Ribeiro, eu trabalho como editora de vídeo (e trocentas outras coisinhas) no Canal Curta! que é um canal muito massa e um dos únicos independentes da TV brasileira. Tenho 24 anos. Moro no Rio de Janeiro. Sou de São José dos Campos – SP. Não acredito muito em signo (mas acredito um pouco haha), sou aquariana com os outros dois coisos em libra e um monte de outros coisos em capricórnio também. Eu curto muito comida! Acho que é isso!
Ovelha: Eu, como você, também migrei e isso mudou muita coisa em mim. Conhecer uma nova realidade, fazer parte dessa nova realidade e conhecer pessoas novas fora da minha zona de conforto mudou muito a minha cabeça. Como foi para você sair de Sanja City (São José dos Campos) para o Rio de Janeiro?
Tá, Querida: Meus primeiros 3 anos fora de casa foram bem difíceis. Nunca fui diagnosticada com depressão (porque nunca fui em psicólogo infelizmente), mas acredito que nessa época vivi uma depressão bem complicada. Não fiz muitos amigos, mas amadureci um monte também. Depois dessa época eu fui fazer intercâmbio e foi aí que deu restart na minha vida. O fato de você sair do país e poder ver as coisas de longe ajuda muito. Sou imensamente grata por ter tido esse privilégio. Durante o intercâmbio eu tinha muito tempo livre então comecei a ficar mais ativa em grupos do facebook. Nesses ambientes conheci pessoas, novas realidades e o feminismo. Melhorei e me desconstruí muito naquele ano. Voltei pro Brasil com outra cabeça e daí sim consegui aproveitar a distância de casa para abrir ainda mais minha cabeça pra um mundo bem diferentão do que era o meu em Sanja City!
Ovelha: Qual foi o seu primeiro contato com o feminismo e como ele se desenvolveu na sua luta/militância (eu considero que muito orgânica e maravilhosamente haha)?
Tá, Querida: Meu primeiro contato com feminismo foi em grupos do Facebook sobre o assunto. Eu consumo muito literatura de Facebook. Aprendi muito em grupos com depoimentos de várias minas. Aprendi sobre a importância dos recortes dentro do feminismo e principalmente me empoderei. Grupos como Zine XXX, Selfless Poirtrait das minas (que entrei por um acaso) e todas as outras vertentes de grupos das minas foram minha escola feminista. Nunca li Simone de Beauvoir! Nunca nem conseguiria pois não me dou muito bem com literatura tradicional. (medo de assumir isso aqui e perder minha carteirinha de feminista hahaha mas é a verdade). Mas foi o feminismo que me tirou do buraco que eu estava. O feminismo salva! Amém! Então acaba que tudo o que eu faço tem alguma mensagem feminista por trás. Mas não me considero militante justamente pelo meu afastamento em relação aos movimentos e tal. Acho que é isso mesmo que você falou. O feminismo se desenvolveu organicamente nos meus discursos porque eu absorvi muito dele na internet! Mas militante mesmo eu não sou. Nem de facebook hahaha (sou daquelas lê tudo e não dá um piu).
Ovelha: É difícil perguntar alguma coisa específica sobre o seu canal porque já vi todos os seus vídeos, mas qual a chamada que você gostaria de fazer para as leitoras da Ovelha conhecerem seu canal? Qual é o vídeo que você mais gostou de fazer?
Tá Querida: Oi, Querida! Eu tenho um canal no YouTube que é uma das coisas que mais amo na vida! O Tá, Querida aborda empoderamento feminino, auto estima, receitinhas mara, cabelo colorido, cultura pop diferentona e mais um monte de coisas que não necessariamente tem relação uma com a outra. É o meu canal e eu faço o que eu quero (no ritmo de It’s My Party). Meu vídeo preferido é o que eu ensino limpar a bunda com rolinho de papel em casos emergenciais.
Ovelha: Sabemos que você estudou cinema. Qual é a sua rotina de trabalho e pesquisa para o Tá, Querida? Para alguém que quer fazer um canal, o que você indica/sugere (material e coragi)?
Tá, Querida: Minha rotina é bem orgânica (adorei essa palavra, miga hahaha). As ideias dos vídeos vão surgindo a partir das sugestões dxs queridxs. Eu vou anotando tudo, meio desorganizada, mas anoto tudo. Como eu trabalho durante a semana, uso o final de semana para gravar os vídeos e aproveitar a luz do dia. Mas as vezes me enrolo e tenho que gravar dia de semana de noite. Deixo para editar durante a semana, depois que chego do trabalho. É BEM cansativo e às vezes eu penso em diminuir isso. Mas ao mesmo tempo é tão divertido e gratificante que eu acho que estou viciada! Por enquanto sigo firme!
Pra quem fez cinema dá sempre medinho de colocar qualquer produto audiovisual na internet e chover críticas. Mas a real é que raramente isso vai acontecer, e se acontecer, foda-se! Claro que eu prezo pela qualidade audiovisual do meu canal pois eu sou formada nisso e ele meio que funciona como meu portfolio. Mas no fundo eu sei que ninguém precisa ser bonzão em audiovisual pra fazer um ótimo canal no YouTube. Eu acho que acima de tudo, o canal tem que ser feito pra própria pessoa. Faça vídeos porque você gosta de fazer vídeos, porque você gosta de assistir seus vídeos! Assim, mesmo que ninguém mais goste, será divertido e gratificante!
Ovelha: Miga, se você pudesse indicar 5 canais no YouTube, quais seriam eles? Ah, obrigada por ter indicado o Dario, eu sou apaixonada por ele! Hahaha.
Tá, Querida: Conheço muito mais de 5 canais maravilhoooosos que eu indicaria, mas de supetão indico:
– Mariri (vídeos lindos de um ponto de vista hiper sensível que é da mariri! É maravilhoso)
– FaM (Isabella e Felipe postam vídeos TODO DIA do cotidiano deles. Os vídeos são absurdos com edição maravilhosa, imagens incríveis e o que há de mais topper shower em SP.)
– Vinni Zone (acho que é um dos meus favoritos. Tenho muito orgulho de ser amiga desse menino. Os vídeos são MUITO engraçados. A edição é impecável e ele tem um jeito com a câmera maravilhoso. Fala sobre cultura pop e coisas diversas e sempre me faz rir muito)
– Jana Viscardi (uma deusa maravilhosa que fala sobre comunicação e linguagem. É muita desconstrução e amor. Sem contar que as vezes rolam umas diquinhas de mercado de trabalho BAPHO)
– Dario (Meu preferido sem dúvidas. Ele posta de dois a três vídeos POR DIA! Ele faz vídeos virais e essas coisas de internet (DIY, 100 camadas de alguma coisa…) mas com o jeitinho mais cativante do universo. Ele é muito engraçado, honesto e singelo. Não tem como não amar o Dário. Sou fã tiéte mesmo.
Só temos a agradecer essa pessoa maravilhosa que a Luiza é. Ela tem uma percepção de que o trabalho dela não é um tipo de militância, mas miga, aqui sem tréplicas, é sim, haha! Falar sobre empoderamento feminino, mostrar que podemos ter escolhas dentro desse universo capitalista cheios de padrões inalcançáveis, quebrar isso é sem dúvida um tipo muito impactante de militância. Principalmente com o o trabalho de áudio, onde você mostra seu rosto e abre para pessoas que você nunca viu, quem você é. Apenas muito orgulho do seu trabalho, desejo que você tenha cada vez mais inscritos e seja felizona nessa vida de minha Deusa! Digo mais, você poderia pegar aqueles todos depoimentos e montar um livro, tenho certeza que ficaria incrível.
E se você curtiu a Luiza e alguns dos vídeos que postamos dela aqui, vai lá se inscrever no canal dela, mostra para as miga e sejamos todas felizes juntas! #migas Ai, vou deixar mais um vídeo dela aqui porque amo. Hahaha.
Como não jornalista que sou, porém muito curiosa nas artes da escrita, fui ousada e alegre em fazer uma entrevista. O problema de não ter nenhuma graduação em jornalismo é não ter um parâmetro de como entrevistar alguém (entre muitos outros problemas, risos), mas também pode ser uma grande virtude porque pode quebrar o formato academicista e quadrado. Tenho certeza que não sou pioneira, mas fiz essa introdução apenas para te confirmar que as coisas sairão dos trilhos nos próximos parágrafos, tá, querida? #AquiÉfreeStaile
Provavelmente conheci a Luiza em 2014 quando, no Rio de Janeiro, estavam bombando os encontros de coletivos e grupos virtuais de feminismo. Nos esbarramos várias vezes, entre eventos feministas, marchas, feiras de arte gráfica independente. Depois de um período sem internet no começo do ano, quando a luz do http voltou à minha vida, descobri com o maior sorrisão no rosto que ela havia aberto um canal no YouTube. Sem mais delongas, postarei nossa conversa maravilhosa em forma de uma entrevista desconstruída (palavra do ano, amo).
Tá, Querida, #RumoAos15k
(Quem está lendo a entrevista em 2020 está rindo com o #RumoAos15k, certeza)
Ovelha: Oi miga, tudo bem? Desculpa a demora para te mandar a entrevista, é que é muito difícil entrevistar alguém que, apesar de você já conhecer pessoalmente e ter compartilhado ambientes de luta, admira tanto pode acabar sendo um empecilho, hahaha. Então na verdade eu não estava atribulada não, só chupando o dedo tentando não parecer uma idiota, fazendo perguntas mais do mesmo.
O que me leva à primeira pergunta. Como mulheres, sabemos que temos inseguranças mil e você trabalha muito bem a segurança de nossos corpos. Se você puder contar um pouco como foi realizar o seu trabalho de conclusão de curso, tenho certeza que muitas de nós vamos amar saber sobre!
Tá, Querida: quando eu fui num rolê que você tava fiquei muito besta de ver que a gente era tipo migas hahahahahaha. Enfim…fiquei muito feliz de saber que é um amor louco mútuo!!! <3 haha. Agora vamos as perguntas que eu tbm amei!!!! <3333
A história é meio longa. Vou tentar resumir. Em 2013 eu fiz um intercâmbio de 1 ano para a Inglaterra. Como era uma bolsa do Ciências Sem Fronteiras eu precisaria executar um projeto durante o intercâmbio para apresentar ao CNPQ. O projeto que fiz foi o #curtadocumentárioexperimental Espelho Torcido. O curta se trata de imagens de partes do meu corpo pelado, mostrando todas aos pedaços que mais odiava em mim. A ideia era tentar de alguma forma me forçar a encarar meu próprio corpo. Eu coloquei o vídeo na internet e tive uma ótima repercussão! Saiu em blogs, páginas, tumblrs etc. A partir daí várias pessoas me procuraram com depoimentos maravilhosos de como o filme havia ajudado em seus processos de empoderamento. E dessa forma eu acabei me empoderando também. E foi maravilhoso! Esse projeto serviu de partida inicial para eu depois vir a desenvolver meu TCC, um curta documentário chamado GORDA.
A ideia era tentar proporcionar a outras mulheres o mesmo processo que aconteceu comigo. Ao se deixarem ser filmadas, elas poderiam de alguma forma conseguir enxergar beleza em seus corpos. Sendo assim, o documentário trata da relação de 3 mulheres gordas com seus próprios corpos.
Quando fechei a ideia do projeto, coloquei na internet um formulário para a seleção das personagens! Em duas semanas, obtive 554 inscrições! Eu fechei imediatamente com medo de não dar conta do volume de depoimentos que teria para ler. (Os depoimentos desse formulário são maravilhosos, inclusive. Valeria fazer uma página só disso! haha) Fiquei uns bons meses debruçada nesses depoimentos para selecionar as personagens! Foi um processo bem difícil e demorado. As gravações também foram complicadas.
Produzi tudo praticamente sozinha entre arranjar locação, comprar figurino, conseguir equipamento, alimentação… Tudo saindo do meu bolso. Mas em compensação, tive uma rede de apoio imensa na internet. Toda a equipe do filme foi formada por mulheres que conheci na internet! Isso sem contar todas as outras que ajudaram compartilhando, apoiando e dando amor e força pra continuar! Foi um processo super difícil e desgastante, mas hiper recompensador e maravilhoso. Nunca havia experimentado tanto amor em uma relação de trabalho assim! Só pra falar que as minas são ABSOLUTAS! Enfim… O filme ainda não está pronto, mas vai sair! Se tudo certo até o final do ano eu lanço ele bem lindão no YouTube! A ideia é que todas as gordas (e as não gordas tbm) assistam! Como eu sei que não tô só, tenho fé que esse filme vai fazer muito barulho na interweb e vai ajudar muitas minas!
Ovelha: Como eu sempre queimo a largada, me conta, qual o seu nome, o que você faz, quantos anos você tem, onde você mora, de onde você é, qual o seu signo (brinks, sei que você não acredita) etc? Resumidamente, WHO ARE YOU IN THE LINE OF THE BREAD, Risos.
Tá, Querida: Meu nome é Luiza Santos Junqueira Ribeiro, eu trabalho como editora de vídeo (e trocentas outras coisinhas) no Canal Curta! que é um canal muito massa e um dos únicos independentes da TV brasileira. Tenho 24 anos. Moro no Rio de Janeiro. Sou de São José dos Campos – SP. Não acredito muito em signo (mas acredito um pouco haha), sou aquariana com os outros dois coisos em libra e um monte de outros coisos em capricórnio também. Eu curto muito comida! Acho que é isso!
Ovelha: Eu, como você, também migrei e isso mudou muita coisa em mim. Conhecer uma nova realidade, fazer parte dessa nova realidade e conhecer pessoas novas fora da minha zona de conforto mudou muito a minha cabeça. Como foi para você sair de Sanja City (São José dos Campos) para o Rio de Janeiro?
Tá, Querida: Meus primeiros 3 anos fora de casa foram bem difíceis. Nunca fui diagnosticada com depressão (porque nunca fui em psicólogo infelizmente), mas acredito que nessa época vivi uma depressão bem complicada. Não fiz muitos amigos, mas amadureci um monte também. Depois dessa época eu fui fazer intercâmbio e foi aí que deu restart na minha vida. O fato de você sair do país e poder ver as coisas de longe ajuda muito. Sou imensamente grata por ter tido esse privilégio. Durante o intercâmbio eu tinha muito tempo livre então comecei a ficar mais ativa em grupos do facebook. Nesses ambientes conheci pessoas, novas realidades e o feminismo. Melhorei e me desconstruí muito naquele ano. Voltei pro Brasil com outra cabeça e daí sim consegui aproveitar a distância de casa para abrir ainda mais minha cabeça pra um mundo bem diferentão do que era o meu em Sanja City!
Ovelha: Qual foi o seu primeiro contato com o feminismo e como ele se desenvolveu na sua luta/militância (eu considero que muito orgânica e maravilhosamente haha)?
Tá, Querida: Meu primeiro contato com feminismo foi em grupos do Facebook sobre o assunto. Eu consumo muito literatura de Facebook. Aprendi muito em grupos com depoimentos de várias minas. Aprendi sobre a importância dos recortes dentro do feminismo e principalmente me empoderei. Grupos como Zine XXX, Selfless Poirtrait das minas (que entrei por um acaso) e todas as outras vertentes de grupos das minas foram minha escola feminista. Nunca li Simone de Beauvoir! Nunca nem conseguiria pois não me dou muito bem com literatura tradicional. (medo de assumir isso aqui e perder minha carteirinha de feminista hahaha mas é a verdade). Mas foi o feminismo que me tirou do buraco que eu estava. O feminismo salva! Amém! Então acaba que tudo o que eu faço tem alguma mensagem feminista por trás. Mas não me considero militante justamente pelo meu afastamento em relação aos movimentos e tal. Acho que é isso mesmo que você falou. O feminismo se desenvolveu organicamente nos meus discursos porque eu absorvi muito dele na internet! Mas militante mesmo eu não sou. Nem de facebook hahaha (sou daquelas lê tudo e não dá um piu).
Ovelha: É difícil perguntar alguma coisa específica sobre o seu canal porque já vi todos os seus vídeos, mas qual a chamada que você gostaria de fazer para as leitoras da Ovelha conhecerem seu canal? Qual é o vídeo que você mais gostou de fazer?
Tá Querida: Oi, Querida! Eu tenho um canal no YouTube que é uma das coisas que mais amo na vida! O Tá, Querida aborda empoderamento feminino, auto estima, receitinhas mara, cabelo colorido, cultura pop diferentona e mais um monte de coisas que não necessariamente tem relação uma com a outra. É o meu canal e eu faço o que eu quero (no ritmo de It’s My Party). Meu vídeo preferido é o que eu ensino limpar a bunda com rolinho de papel em casos emergenciais.
Ovelha: Sabemos que você estudou cinema. Qual é a sua rotina de trabalho e pesquisa para o Tá, Querida? Para alguém que quer fazer um canal, o que você indica/sugere (material e coragi)?
Tá, Querida: Minha rotina é bem orgânica (adorei essa palavra, miga hahaha). As ideias dos vídeos vão surgindo a partir das sugestões dxs queridxs. Eu vou anotando tudo, meio desorganizada, mas anoto tudo. Como eu trabalho durante a semana, uso o final de semana para gravar os vídeos e aproveitar a luz do dia. Mas as vezes me enrolo e tenho que gravar dia de semana de noite. Deixo para editar durante a semana, depois que chego do trabalho. É BEM cansativo e às vezes eu penso em diminuir isso. Mas ao mesmo tempo é tão divertido e gratificante que eu acho que estou viciada! Por enquanto sigo firme!
Pra quem fez cinema dá sempre medinho de colocar qualquer produto audiovisual na internet e chover críticas. Mas a real é que raramente isso vai acontecer, e se acontecer, foda-se! Claro que eu prezo pela qualidade audiovisual do meu canal pois eu sou formada nisso e ele meio que funciona como meu portfolio. Mas no fundo eu sei que ninguém precisa ser bonzão em audiovisual pra fazer um ótimo canal no YouTube. Eu acho que acima de tudo, o canal tem que ser feito pra própria pessoa. Faça vídeos porque você gosta de fazer vídeos, porque você gosta de assistir seus vídeos! Assim, mesmo que ninguém mais goste, será divertido e gratificante!
Ovelha: Miga, se você pudesse indicar 5 canais no YouTube, quais seriam eles? Ah, obrigada por ter indicado o Dario, eu sou apaixonada por ele! Hahaha.
Tá, Querida: Conheço muito mais de 5 canais maravilhoooosos que eu indicaria, mas de supetão indico:
– Mariri (vídeos lindos de um ponto de vista hiper sensível que é da mariri! É maravilhoso)
– FaM (Isabella e Felipe postam vídeos TODO DIA do cotidiano deles. Os vídeos são absurdos com edição maravilhosa, imagens incríveis e o que há de mais topper shower em SP.)
– Vinni Zone (acho que é um dos meus favoritos. Tenho muito orgulho de ser amiga desse menino. Os vídeos são MUITO engraçados. A edição é impecável e ele tem um jeito com a câmera maravilhoso. Fala sobre cultura pop e coisas diversas e sempre me faz rir muito)
– Jana Viscardi (uma deusa maravilhosa que fala sobre comunicação e linguagem. É muita desconstrução e amor. Sem contar que as vezes rolam umas diquinhas de mercado de trabalho BAPHO)
– Dario (Meu preferido sem dúvidas. Ele posta de dois a três vídeos POR DIA! Ele faz vídeos virais e essas coisas de internet (DIY, 100 camadas de alguma coisa…) mas com o jeitinho mais cativante do universo. Ele é muito engraçado, honesto e singelo. Não tem como não amar o Dário. Sou fã tiéte mesmo.
Só temos a agradecer essa pessoa maravilhosa que a Luiza é. Ela tem uma percepção de que o trabalho dela não é um tipo de militância, mas miga, aqui sem tréplicas, é sim, haha! Falar sobre empoderamento feminino, mostrar que podemos ter escolhas dentro desse universo capitalista cheios de padrões inalcançáveis, quebrar isso é sem dúvida um tipo muito impactante de militância. Principalmente com o o trabalho de áudio, onde você mostra seu rosto e abre para pessoas que você nunca viu, quem você é. Apenas muito orgulho do seu trabalho, desejo que você tenha cada vez mais inscritos e seja felizona nessa vida de minha Deusa! Digo mais, você poderia pegar aqueles todos depoimentos e montar um livro, tenho certeza que ficaria incrível.
E se você curtiu a Luiza e alguns dos vídeos que postamos dela aqui, vai lá se inscrever no canal dela, mostra para as miga e sejamos todas felizes juntas! #migas Ai, vou deixar mais um vídeo dela aqui porque amo. Hahaha.
Como não jornalista que sou, porém muito curiosa nas artes da escrita, fui ousada e alegre em fazer uma entrevista. O problema de não ter nenhuma graduação em jornalismo é não ter um parâmetro de como entrevistar alguém (entre muitos outros problemas, risos), mas também pode ser uma grande virtude porque pode quebrar o formato academicista e quadrado. Tenho certeza que não sou pioneira, mas fiz essa introdução apenas para te confirmar que as coisas sairão dos trilhos nos próximos parágrafos, tá, querida? #AquiÉfreeStaile
Provavelmente conheci a Luiza em 2014 quando, no Rio de Janeiro, estavam bombando os encontros de coletivos e grupos virtuais de feminismo. Nos esbarramos várias vezes, entre eventos feministas, marchas, feiras de arte gráfica independente. Depois de um período sem internet no começo do ano, quando a luz do http voltou à minha vida, descobri com o maior sorrisão no rosto que ela havia aberto um canal no YouTube. Sem mais delongas, postarei nossa conversa maravilhosa em forma de uma entrevista desconstruída (palavra do ano, amo).
Tá, Querida, #RumoAos15k
(Quem está lendo a entrevista em 2020 está rindo com o #RumoAos15k, certeza)
Ovelha: Oi miga, tudo bem? Desculpa a demora para te mandar a entrevista, é que é muito difícil entrevistar alguém que, apesar de você já conhecer pessoalmente e ter compartilhado ambientes de luta, admira tanto pode acabar sendo um empecilho, hahaha. Então na verdade eu não estava atribulada não, só chupando o dedo tentando não parecer uma idiota, fazendo perguntas mais do mesmo.
O que me leva à primeira pergunta. Como mulheres, sabemos que temos inseguranças mil e você trabalha muito bem a segurança de nossos corpos. Se você puder contar um pouco como foi realizar o seu trabalho de conclusão de curso, tenho certeza que muitas de nós vamos amar saber sobre!
Tá, Querida: quando eu fui num rolê que você tava fiquei muito besta de ver que a gente era tipo migas hahahahahaha. Enfim…fiquei muito feliz de saber que é um amor louco mútuo!!! <3 haha. Agora vamos as perguntas que eu tbm amei!!!! <3333
A história é meio longa. Vou tentar resumir. Em 2013 eu fiz um intercâmbio de 1 ano para a Inglaterra. Como era uma bolsa do Ciências Sem Fronteiras eu precisaria executar um projeto durante o intercâmbio para apresentar ao CNPQ. O projeto que fiz foi o #curtadocumentárioexperimental Espelho Torcido. O curta se trata de imagens de partes do meu corpo pelado, mostrando todas aos pedaços que mais odiava em mim. A ideia era tentar de alguma forma me forçar a encarar meu próprio corpo. Eu coloquei o vídeo na internet e tive uma ótima repercussão! Saiu em blogs, páginas, tumblrs etc. A partir daí várias pessoas me procuraram com depoimentos maravilhosos de como o filme havia ajudado em seus processos de empoderamento. E dessa forma eu acabei me empoderando também. E foi maravilhoso! Esse projeto serviu de partida inicial para eu depois vir a desenvolver meu TCC, um curta documentário chamado GORDA.
A ideia era tentar proporcionar a outras mulheres o mesmo processo que aconteceu comigo. Ao se deixarem ser filmadas, elas poderiam de alguma forma conseguir enxergar beleza em seus corpos. Sendo assim, o documentário trata da relação de 3 mulheres gordas com seus próprios corpos.
Quando fechei a ideia do projeto, coloquei na internet um formulário para a seleção das personagens! Em duas semanas, obtive 554 inscrições! Eu fechei imediatamente com medo de não dar conta do volume de depoimentos que teria para ler. (Os depoimentos desse formulário são maravilhosos, inclusive. Valeria fazer uma página só disso! haha) Fiquei uns bons meses debruçada nesses depoimentos para selecionar as personagens! Foi um processo bem difícil e demorado. As gravações também foram complicadas.
Produzi tudo praticamente sozinha entre arranjar locação, comprar figurino, conseguir equipamento, alimentação… Tudo saindo do meu bolso. Mas em compensação, tive uma rede de apoio imensa na internet. Toda a equipe do filme foi formada por mulheres que conheci na internet! Isso sem contar todas as outras que ajudaram compartilhando, apoiando e dando amor e força pra continuar! Foi um processo super difícil e desgastante, mas hiper recompensador e maravilhoso. Nunca havia experimentado tanto amor em uma relação de trabalho assim! Só pra falar que as minas são ABSOLUTAS! Enfim… O filme ainda não está pronto, mas vai sair! Se tudo certo até o final do ano eu lanço ele bem lindão no YouTube! A ideia é que todas as gordas (e as não gordas tbm) assistam! Como eu sei que não tô só, tenho fé que esse filme vai fazer muito barulho na interweb e vai ajudar muitas minas!
Ovelha: Como eu sempre queimo a largada, me conta, qual o seu nome, o que você faz, quantos anos você tem, onde você mora, de onde você é, qual o seu signo (brinks, sei que você não acredita) etc? Resumidamente, WHO ARE YOU IN THE LINE OF THE BREAD, Risos.
Tá, Querida: Meu nome é Luiza Santos Junqueira Ribeiro, eu trabalho como editora de vídeo (e trocentas outras coisinhas) no Canal Curta! que é um canal muito massa e um dos únicos independentes da TV brasileira. Tenho 24 anos. Moro no Rio de Janeiro. Sou de São José dos Campos – SP. Não acredito muito em signo (mas acredito um pouco haha), sou aquariana com os outros dois coisos em libra e um monte de outros coisos em capricórnio também. Eu curto muito comida! Acho que é isso!
Ovelha: Eu, como você, também migrei e isso mudou muita coisa em mim. Conhecer uma nova realidade, fazer parte dessa nova realidade e conhecer pessoas novas fora da minha zona de conforto mudou muito a minha cabeça. Como foi para você sair de Sanja City (São José dos Campos) para o Rio de Janeiro?
Tá, Querida: Meus primeiros 3 anos fora de casa foram bem difíceis. Nunca fui diagnosticada com depressão (porque nunca fui em psicólogo infelizmente), mas acredito que nessa época vivi uma depressão bem complicada. Não fiz muitos amigos, mas amadureci um monte também. Depois dessa época eu fui fazer intercâmbio e foi aí que deu restart na minha vida. O fato de você sair do país e poder ver as coisas de longe ajuda muito. Sou imensamente grata por ter tido esse privilégio. Durante o intercâmbio eu tinha muito tempo livre então comecei a ficar mais ativa em grupos do facebook. Nesses ambientes conheci pessoas, novas realidades e o feminismo. Melhorei e me desconstruí muito naquele ano. Voltei pro Brasil com outra cabeça e daí sim consegui aproveitar a distância de casa para abrir ainda mais minha cabeça pra um mundo bem diferentão do que era o meu em Sanja City!
Ovelha: Qual foi o seu primeiro contato com o feminismo e como ele se desenvolveu na sua luta/militância (eu considero que muito orgânica e maravilhosamente haha)?
Tá, Querida: Meu primeiro contato com feminismo foi em grupos do Facebook sobre o assunto. Eu consumo muito literatura de Facebook. Aprendi muito em grupos com depoimentos de várias minas. Aprendi sobre a importância dos recortes dentro do feminismo e principalmente me empoderei. Grupos como Zine XXX, Selfless Poirtrait das minas (que entrei por um acaso) e todas as outras vertentes de grupos das minas foram minha escola feminista. Nunca li Simone de Beauvoir! Nunca nem conseguiria pois não me dou muito bem com literatura tradicional. (medo de assumir isso aqui e perder minha carteirinha de feminista hahaha mas é a verdade). Mas foi o feminismo que me tirou do buraco que eu estava. O feminismo salva! Amém! Então acaba que tudo o que eu faço tem alguma mensagem feminista por trás. Mas não me considero militante justamente pelo meu afastamento em relação aos movimentos e tal. Acho que é isso mesmo que você falou. O feminismo se desenvolveu organicamente nos meus discursos porque eu absorvi muito dele na internet! Mas militante mesmo eu não sou. Nem de facebook hahaha (sou daquelas lê tudo e não dá um piu).
Ovelha: É difícil perguntar alguma coisa específica sobre o seu canal porque já vi todos os seus vídeos, mas qual a chamada que você gostaria de fazer para as leitoras da Ovelha conhecerem seu canal? Qual é o vídeo que você mais gostou de fazer?
Tá Querida: Oi, Querida! Eu tenho um canal no YouTube que é uma das coisas que mais amo na vida! O Tá, Querida aborda empoderamento feminino, auto estima, receitinhas mara, cabelo colorido, cultura pop diferentona e mais um monte de coisas que não necessariamente tem relação uma com a outra. É o meu canal e eu faço o que eu quero (no ritmo de It’s My Party). Meu vídeo preferido é o que eu ensino limpar a bunda com rolinho de papel em casos emergenciais.
Ovelha: Sabemos que você estudou cinema. Qual é a sua rotina de trabalho e pesquisa para o Tá, Querida? Para alguém que quer fazer um canal, o que você indica/sugere (material e coragi)?
Tá, Querida: Minha rotina é bem orgânica (adorei essa palavra, miga hahaha). As ideias dos vídeos vão surgindo a partir das sugestões dxs queridxs. Eu vou anotando tudo, meio desorganizada, mas anoto tudo. Como eu trabalho durante a semana, uso o final de semana para gravar os vídeos e aproveitar a luz do dia. Mas as vezes me enrolo e tenho que gravar dia de semana de noite. Deixo para editar durante a semana, depois que chego do trabalho. É BEM cansativo e às vezes eu penso em diminuir isso. Mas ao mesmo tempo é tão divertido e gratificante que eu acho que estou viciada! Por enquanto sigo firme!
Pra quem fez cinema dá sempre medinho de colocar qualquer produto audiovisual na internet e chover críticas. Mas a real é que raramente isso vai acontecer, e se acontecer, foda-se! Claro que eu prezo pela qualidade audiovisual do meu canal pois eu sou formada nisso e ele meio que funciona como meu portfolio. Mas no fundo eu sei que ninguém precisa ser bonzão em audiovisual pra fazer um ótimo canal no YouTube. Eu acho que acima de tudo, o canal tem que ser feito pra própria pessoa. Faça vídeos porque você gosta de fazer vídeos, porque você gosta de assistir seus vídeos! Assim, mesmo que ninguém mais goste, será divertido e gratificante!
Ovelha: Miga, se você pudesse indicar 5 canais no YouTube, quais seriam eles? Ah, obrigada por ter indicado o Dario, eu sou apaixonada por ele! Hahaha.
Tá, Querida: Conheço muito mais de 5 canais maravilhoooosos que eu indicaria, mas de supetão indico:
– Mariri (vídeos lindos de um ponto de vista hiper sensível que é da mariri! É maravilhoso)
– FaM (Isabella e Felipe postam vídeos TODO DIA do cotidiano deles. Os vídeos são absurdos com edição maravilhosa, imagens incríveis e o que há de mais topper shower em SP.)
– Vinni Zone (acho que é um dos meus favoritos. Tenho muito orgulho de ser amiga desse menino. Os vídeos são MUITO engraçados. A edição é impecável e ele tem um jeito com a câmera maravilhoso. Fala sobre cultura pop e coisas diversas e sempre me faz rir muito)
– Jana Viscardi (uma deusa maravilhosa que fala sobre comunicação e linguagem. É muita desconstrução e amor. Sem contar que as vezes rolam umas diquinhas de mercado de trabalho BAPHO)
– Dario (Meu preferido sem dúvidas. Ele posta de dois a três vídeos POR DIA! Ele faz vídeos virais e essas coisas de internet (DIY, 100 camadas de alguma coisa…) mas com o jeitinho mais cativante do universo. Ele é muito engraçado, honesto e singelo. Não tem como não amar o Dário. Sou fã tiéte mesmo.
Só temos a agradecer essa pessoa maravilhosa que a Luiza é. Ela tem uma percepção de que o trabalho dela não é um tipo de militância, mas miga, aqui sem tréplicas, é sim, haha! Falar sobre empoderamento feminino, mostrar que podemos ter escolhas dentro desse universo capitalista cheios de padrões inalcançáveis, quebrar isso é sem dúvida um tipo muito impactante de militância. Principalmente com o o trabalho de áudio, onde você mostra seu rosto e abre para pessoas que você nunca viu, quem você é. Apenas muito orgulho do seu trabalho, desejo que você tenha cada vez mais inscritos e seja felizona nessa vida de minha Deusa! Digo mais, você poderia pegar aqueles todos depoimentos e montar um livro, tenho certeza que ficaria incrível.
E se você curtiu a Luiza e alguns dos vídeos que postamos dela aqui, vai lá se inscrever no canal dela, mostra para as miga e sejamos todas felizes juntas! #migas Ai, vou deixar mais um vídeo dela aqui porque amo. Hahaha.
Não sei vocês, mas eu já sou fã da Brit Marling faz alguns anos. Desde que vi Another Earth (2011) fiquei fascinada pela história, pela atuação e pela própria Brit (bff) quando descobri que tinha sido ela quem havia escrito o roteiro do filme (em conjunto com o Zal Batmanglij, também em The OA). Logo depois assisti The East(2013), também escrito por ela, e Sound of my Voice (2011).
Esse último foi o que eu menos gostei e, ainda assim, muitas coisas interessantes. Inclusive, muitas coisas relacionadas com The OA, muitas mesmo. Acho que ela também não deve ter ficado muito satisfeita com o final e quis elaborar mais a ideia (pretensiosa, eu? risos). Inclusive uma sequência de movimentos de saudação, tão ~ infantis quanto a construção dos Movimentos em The OA.
Segue o trailer, vejam o que vocês acham.
Quando soube que ela havia feito (escrito e produzido) uma série, fiquei super feliz, fazia anos que não ouvia o nome dela. Apesar de ter lido críticas contundentes vindas de amigos próximos, fui logo assistir.
Não esperava nada menos vindo dela. Continua a mesma linha de raciocínio de sempre, traz problematizações reais e fortes, assuntos sérios dentro de de um universo que é ao mesmo tempo fantástico e realista. Uma direção de arte maravilhosa, com uma ambientação muito natural, uma narrativa fluída, trilha sonora boa, é muito bem amarrado. #táamarrado
Pessoalmente achei a série um ode à excelente narrativa. Coisas maravilhosas que só a mágica do cinema pode nos trazer tão bem, inclusive eu acredito que The OA seja um filme de 8 horas, haha. A série pode ser contemplada de diferentes formas, de acordo com a expectativa e ideologia do espectador. Explico.
Caso você seja uma pessoa cética, a história é sobre uma superação de trauma e tudo o que pode discorrer dentro disso, histórias justificadas, personagens fictícios, muitos detalhes. Mas o melhor é que, durante toda a história, você pode fazer essa construção tranquilamente na sua cabeça e editar o que foi real e o que foi imaginário, sendo cético ou não. Até porque, o roteiro traz todas as peças para que isso aconteça, o psicólogo do FBI e a aceitação de Nina/Prairie/OA sobre suas deliberações, os livros embaixo da cama etc.
Trata também de pessoas acreditarem em fantasias e ilusões dependendo do seu estado de vulnerabilidade para suprir alguma necessidade. Ou seja, ter um apoio moral, psicológico e físico, um tipo de pertencimento e acolhimento.
Muito provavelmente, se você é uma dessas pessoas mais céticas, os movimentos trazidos e executados pelos personagens foram infantis e podem até ter beirado o ridículo, o que pode ter culminado na distração do atirador no final da série e permitiu que ele fosse desarmado.
O que eu acredito desse tipo de interpretação da narrativa é que a nossa vida segue essa mesma linha. Acredito que nós também fazemos movimentos ridículos, nossas rotinas, nossas manhas, nossos trabalhos, nossos relacionamentos, sexo, tudo é uma composição de movimentos que nos levam a outros lugares, coisas e sentimentos. Acredito também que todos nós em algum estado de vulnerabilidade nos abrimos para ser pertencidos, acolhidos, que seja por um grupo e/ou uma religião, e/ou tantas outras coisas mais. Por isso, acredito que essa série, mesmo que a pessoa seja muito cética, possa fazer alusões à narrativa do dia a dia, do mortal, do material com base no fantástico e continuar sendo boa.
Não é uma medida de saúde mental para ser bem ajustado em uma sociedade que está muito doente.
Caso você não seja uma pessoa cética, a série é o que ela realmente apresenta, a vivência de um trauma com uma base mística, com um aninhamento em algo agnóstico, apresentando uma experiência diferente de pós-morte para cada pessoa. Isso eu achei incrível. Uma representação feminina, com aparência indiana e falando árabe, um ser superior, a Kathun. Mas vai para muito além de algo místico-religioso, misturando uma maravilhosa ficção científica, falando sobre outras dimensões e de sentimentos de forma subjetiva e linda.
Fiquei apaixonada pela escolha de colocar pessoas com experiência de quase-morte com alguma capacidade de fazer algo com excelência, como a música, tocar algum instrumento, cantar com uma potência sentimental muito grande etc. Isso porque as artes, de alguma forma, nos tiram da nossa rotina maçante e nos colocam em algum estado alfa. Quem nunca se pegou viajando vendo alguma apresentação de dança ou música ou lendo um livro, uma poesia/poema, olhando um quadro? É difícil expressar esses sentimentos tão subjetivos e eu acredito que a série fez isso com maestria.
O mais interessante, na minha opinião, é que não interessa a forma que você tenha escolhido acreditar em como a história tenha se desdobrado porque, para a personagem principal, tudo aquilo foi verdade. Para os personagens secundários, pode ser que não além do aninhamento e pertencimento, mas ela viveu aquilo de forma intensa, assim como todos os outros. Inclusive, ela faz tudo para poder se reencontrar com o Homer, homem que também é mantido em cativeiro junto com ela e mais 4 pessoas. Nina/Prairie/OA mesma diz que não é o desfecho de um trauma, é o início de uma história.
A história apresenta realidades super pesadas: uma criança que sofreu um acidente e ficou cega, precisou imigrar para sobreviver, perdeu um pai, foi vendida pela tia, foi adotada por um casal e teve imensos problemas psicológicos, precisou tomar remédio a vida toda, foi sequestrada e mantida em cativeiro por 7 anos, tentou escapar, apanhou, voltou a enxergar. Depois de livre, não conseguiu se adaptar ao mundo real e foi contar sua história para pessoas extremamente vulneráveis, e tudo isso, todo esse concentrado de vida real, foi diluído em 8 episódios da forma mais linda possível. Ainda temos as histórias dos personagens secundários que lidam com suicídio (Jesse) e falecimento (DDA) de parentes próximos, transexualidade (BUCK), bullying (STEVE), pressão da sociedade por ser não-branco e precisar fazer tudo perfeito para tentar se igualar num privilégio branco (Alfonso) e o ataque à escola no final. São todos temas atuais que foram colocados de forma explícita e ao mesmo tempo muito bem colocados, naturalmente colocados.
Sinceramente, não sei se espero ou não uma segunda temporada. Claro que, por causa do ~ capitalismo selvagem, tudo vai depender da aceitação do público. Mas como eu disse, já está tudo tão bem amarrado que seria muito difícil continuar a história com sua dubiedade por mais episódios. Mas boto fé na menina, vamos ver o que acontece. Pra finalizar, quero dizer que eu amei o final e chorei pra cacete, parece que eu saí da história por dois minutos e assisti a um espetáculo de dança, pra depois voltar à não-realidade, mas realidade da série. Como em outra dimensão, haha. Ah, claro, sua percepção do final fica inteiramente por sua conta dependendo de como você acredita ou não na sucessão dos fatos! E não é só sobre ser cético ou não, é a mistura de tudo e todas as suas variáveis. <3 ~ #migasualouca#doubleinception
um canal no YouTube. Sem mais delongas, postarei nossa conversa maravilhosa em forma de uma entrevista desconstruída (palavra do ano, amo).
Tá, Querida, #RumoAos15k
(Quem está lendo a entrevista em 2020 está rindo com o #RumoAos15k, certeza)
Ovelha: Oi miga, tudo bem? Desculpa a demora para te mandar a entrevista, é que é muito difícil entrevistar alguém que, apesar de você já conhecer pessoalmente e ter compartilhado ambientes de luta, admira tanto pode acabar sendo um empecilho, hahaha. Então na verdade eu não estava atribulada não, só chupando o dedo tentando não parecer uma idiota, fazendo perguntas mais do mesmo.
O que me leva à primeira pergunta. Como mulheres, sabemos que temos inseguranças mil e você trabalha muito bem a segurança de nossos corpos. Se você puder contar um pouco como foi realizar o seu trabalho de conclusão de curso, tenho certeza que muitas de nós vamos amar saber sobre!
Tá, Querida: quando eu fui num rolê que você tava fiquei muito besta de ver que a gente era tipo migas hahahahahaha. Enfim…fiquei muito feliz de saber que é um amor louco mútuo!!! <3 haha. Agora vamos as perguntas que eu tbm amei!!!! <3333
A história é meio longa. Vou tentar resumir. Em 2013 eu fiz um intercâmbio de 1 ano para a Inglaterra. Como era uma bolsa do Ciências Sem Fronteiras eu precisaria executar um projeto durante o intercâmbio para apresentar ao CNPQ. O projeto que fiz foi o #curtadocumentárioexperimental Espelho Torcido. O curta se trata de imagens de partes do meu corpo pelado, mostrando todas aos pedaços que mais odiava em mim. A ideia era tentar de alguma forma me forçar a encarar meu próprio corpo. Eu coloquei o vídeo na internet e tive uma ótima repercussão! Saiu em blogs, páginas, tumblrs etc. A partir daí várias pessoas me procuraram com depoimentos maravilhosos de como o filme havia ajudado em seus processos de empoderamento. E dessa forma eu acabei me empoderando também. E foi maravilhoso! Esse projeto serviu de partida inicial para eu depois vir a desenvolver meu TCC, um curta documentário chamado GORDA.
A ideia era tentar proporcionar a outras mulheres o mesmo processo que aconteceu comigo. Ao se deixarem ser filmadas, elas poderiam de alguma forma conseguir enxergar beleza em seus corpos. Sendo assim, o documentário trata da relação de 3 mulheres gordas com seus próprios corpos.
Quando fechei a ideia do projeto, coloquei na internet um formulário para a seleção das personagens! Em duas semanas, obtive 554 inscrições! Eu fechei imediatamente com medo de não dar conta do volume de depoimentos que teria para ler. (Os depoimentos desse formulário são maravilhosos, inclusive. Valeria fazer uma página só disso! haha) Fiquei uns bons meses debruçada nesses depoimentos para selecionar as personagens! Foi um processo bem difícil e demorado. As gravações também foram complicadas.
Produzi tudo praticamente sozinha entre arranjar locação, comprar figurino, conseguir equipamento, alimentação… Tudo saindo do meu bolso. Mas em compensação, tive uma rede de apoio imensa na internet. Toda a equipe do filme foi formada por mulheres que conheci na internet! Isso sem contar todas as outras que ajudaram compartilhando, apoiando e dando amor e força pra continuar! Foi um processo super difícil e desgastante, mas hiper recompensador e maravilhoso. Nunca havia experimentado tanto amor em uma relação de trabalho assim! Só pra falar que as minas são ABSOLUTAS! Enfim… O filme ainda não está pronto, mas vai sair! Se tudo certo até o final do ano eu lanço ele bem lindão no YouTube! A ideia é que todas as gordas (e as não gordas tbm) assistam! Como eu sei que não tô só, tenho fé que esse filme vai fazer muito barulho na interweb e vai ajudar muitas minas!
Ovelha: Como eu sempre queimo a largada, me conta, qual o seu nome, o que você faz, quantos anos você tem, onde você mora, de onde você é, qual o seu signo (brinks, sei que você não acredita) etc? Resumidamente, WHO ARE YOU IN THE LINE OF THE BREAD, Risos.
Tá, Querida: Meu nome é Luiza Santos Junqueira Ribeiro, eu trabalho como editora de vídeo (e trocentas outras coisinhas) no Canal Curta! que é um canal muito massa e um dos únicos independentes da TV brasileira. Tenho 24 anos. Moro no Rio de Janeiro. Sou de São José dos Campos – SP. Não acredito muito em signo (mas acredito um pouco haha), sou aquariana com os outros dois coisos em libra e um monte de outros coisos em capricórnio também. Eu curto muito comida! Acho que é isso!
Ovelha: Eu, como você, também migrei e isso mudou muita coisa em mim. Conhecer uma nova realidade, fazer parte dessa nova realidade e conhecer pessoas novas fora da minha zona de conforto mudou muito a minha cabeça. Como foi para você sair de Sanja City (São José dos Campos) para o Rio de Janeiro?
Tá, Querida: Meus primeiros 3 anos fora de casa foram bem difíceis. Nunca fui diagnosticada com depressão (porque nunca fui em psicólogo infelizmente), mas acredito que nessa época vivi uma depressão bem complicada. Não fiz muitos amigos, mas amadureci um monte também. Depois dessa época eu fui fazer intercâmbio e foi aí que deu restart na minha vida. O fato de você sair do país e poder ver as coisas de longe ajuda muito. Sou imensamente grata por ter tido esse privilégio. Durante o intercâmbio eu tinha muito tempo livre então comecei a ficar mais ativa em grupos do facebook. Nesses ambientes conheci pessoas, novas realidades e o feminismo. Melhorei e me desconstruí muito naquele ano. Voltei pro Brasil com outra cabeça e daí sim consegui aproveitar a distância de casa para abrir ainda mais minha cabeça pra um mundo bem diferentão do que era o meu em Sanja City!
Ovelha: Qual foi o seu primeiro contato com o feminismo e como ele se desenvolveu na sua luta/militância (eu considero que muito orgânica e maravilhosamente haha)?
Tá, Querida: Meu primeiro contato com feminismo foi em grupos do Facebook sobre o assunto. Eu consumo muito literatura de Facebook. Aprendi muito em grupos com depoimentos de várias minas. Aprendi sobre a importância dos recortes dentro do feminismo e principalmente me empoderei. Grupos como Zine XXX, Selfless Poirtrait das minas (que entrei por um acaso) e todas as outras vertentes de grupos das minas foram minha escola feminista. Nunca li Simone de Beauvoir! Nunca nem conseguiria pois não me dou muito bem com literatura tradicional. (medo de assumir isso aqui e perder minha carteirinha de feminista hahaha mas é a verdade). Mas foi o feminismo que me tirou do buraco que eu estava. O feminismo salva! Amém! Então acaba que tudo o que eu faço tem alguma mensagem feminista por trás. Mas não me considero militante justamente pelo meu afastamento em relação aos movimentos e tal. Acho que é isso mesmo que você falou. O feminismo se desenvolveu organicamente nos meus discursos porque eu absorvi muito dele na internet! Mas militante mesmo eu não sou. Nem de facebook hahaha (sou daquelas lê tudo e não dá um piu).
Ovelha: É difícil perguntar alguma coisa específica sobre o seu canal porque já vi todos os seus vídeos, mas qual a chamada que você gostaria de fazer para as leitoras da Ovelha conhecerem seu canal? Qual é o vídeo que você mais gostou de fazer?
Tá Querida: Oi, Querida! Eu tenho um canal no YouTube que é uma das coisas que mais amo na vida! O Tá, Querida aborda empoderamento feminino, auto estima, receitinhas mara, cabelo colorido, cultura pop diferentona e mais um monte de coisas que não necessariamente tem relação uma com a outra. É o meu canal e eu faço o que eu quero (no ritmo de It’s My Party). Meu vídeo preferido é o que eu ensino limpar a bunda com rolinho de papel em casos emergenciais.
Ovelha: Sabemos que você estudou cinema. Qual é a sua rotina de trabalho e pesquisa para o Tá, Querida? Para alguém que quer fazer um canal, o que você indica/sugere (material e coragi)?
Tá, Querida: Minha rotina é bem orgânica (adorei essa palavra, miga hahaha). As ideias dos vídeos vão surgindo a partir das sugestões dxs queridxs. Eu vou anotando tudo, meio desorganizada, mas anoto tudo. Como eu trabalho durante a semana, uso o final de semana para gravar os vídeos e aproveitar a luz do dia. Mas as vezes me enrolo e tenho que gravar dia de semana de noite. Deixo para editar durante a semana, depois que chego do trabalho. É BEM cansativo e às vezes eu penso em diminuir isso. Mas ao mesmo tempo é tão divertido e gratificante que eu acho que estou viciada! Por enquanto sigo firme!
Pra quem fez cinema dá sempre medinho de colocar qualquer produto audiovisual na internet e chover críticas. Mas a real é que raramente isso vai acontecer, e se acontecer, foda-se! Claro que eu prezo pela qualidade audiovisual do meu canal pois eu sou formada nisso e ele meio que funciona como meu portfolio. Mas no fundo eu sei que ninguém precisa ser bonzão em audiovisual pra fazer um ótimo canal no YouTube. Eu acho que acima de tudo, o canal tem que ser feito pra própria pessoa. Faça vídeos porque você gosta de fazer vídeos, porque você gosta de assistir seus vídeos! Assim, mesmo que ninguém mais goste, será divertido e gratificante!
Ovelha: Miga, se você pudesse indicar 5 canais no YouTube, quais seriam eles? Ah, obrigada por ter indicado o Dario, eu sou apaixonada por ele! Hahaha.
Tá, Querida: Conheço muito mais de 5 canais maravilhoooosos que eu indicaria, mas de supetão indico:
– Mariri (vídeos lindos de um ponto de vista hiper sensível que é da mariri! É maravilhoso)
– FaM (Isabella e Felipe postam vídeos TODO DIA do cotidiano deles. Os vídeos são absurdos com edição maravilhosa, imagens incríveis e o que há de mais topper shower em SP.)
– Vinni Zone (acho que é um dos meus favoritos. Tenho muito orgulho de ser amiga desse menino. Os vídeos são MUITO engraçados. A edição é impecável e ele tem um jeito com a câmera maravilhoso. Fala sobre cultura pop e coisas diversas e sempre me faz rir muito)
– Jana Viscardi (uma deusa maravilhosa que fala sobre comunicação e linguagem. É muita desconstrução e amor. Sem contar que as vezes rolam umas diquinhas de mercado de trabalho BAPHO)
– Dario (Meu preferido sem dúvidas. Ele posta de dois a três vídeos POR DIA! Ele faz vídeos virais e essas coisas de internet (DIY, 100 camadas de alguma coisa…) mas com o jeitinho mais cativante do universo. Ele é muito engraçado, honesto e singelo. Não tem como não amar o Dário. Sou fã tiéte mesmo.
Só temos a agradecer essa pessoa maravilhosa que a Luiza é. Ela tem uma percepção de que o trabalho dela não é um tipo de militância, mas miga, aqui sem tréplicas, é sim, haha! Falar sobre empoderamento feminino, mostrar que podemos ter escolhas dentro desse universo capitalista cheios de padrões inalcançáveis, quebrar isso é sem dúvida um tipo muito impactante de militância. Principalmente com o o trabalho de áudio, onde você mostra seu rosto e abre para pessoas que você nunca viu, quem você é. Apenas muito orgulho do seu trabalho, desejo que você tenha cada vez mais inscritos e seja felizona nessa vida de minha Deusa! Digo mais, você poderia pegar aqueles todos depoimentos e montar um livro, tenho certeza que ficaria incrível.
E se você curtiu a Luiza e alguns dos vídeos que postamos dela aqui, vai lá se inscrever no canal dela, mostra para as miga e sejamos todas felizes juntas! #migas Ai, vou deixar mais um vídeo dela aqui porque amo. Hahaha.