Nostalgia nerd: Super Pig

A porquinha dos anos 90 não era a Peppa, era Super!

Em meio à febre das magical girls dos anos 90, dominada inicialmente por Sailor Moon e Guerreiras Mágicas de Rayearth, nós fomos agraciadas com uma super heroína engraçada, divertida e cujo anime era puro deboche: Super Pig (とんでぶーりん)!

A sinopse do anime é bem parecida com a de Sailor Moon, só que um tanto mais estapafúrdia: Kassie (Karin na versão japonesa) é uma menina de apenas 14 anos que certo dia encontra um porquinho amarelo no seu caminho para a escola. Porém, mal sabia ela, mas o porco era Iggy, um príncipe alienígena. Ele entrega à Kassie o “Porcompacto”, que a permite transformar-se na heroína suína Super Pig.

O treinamento de Kassie é parte da aprovação de Iggy para se tornar o rei de um planeta em forma de maçã chamado Oinko (Burringo na versão japonesa). A cada boa ação feita como heroína, Kassie recebe uma pérola mágica. Após juntar 108 destas pérolas, Kassie poderia escolher uma nova transformação além da forma de porca.

O mangá foi criado por Taeko Ikeda para a revista Ciao. Uma série animada foi criada no estúdio da Nippon Animation e transmitida no Japão pela TBS entre 9 de setembro de 1994 e 26 de agosto de 1995. No total, foram produzidos 51 episódios. No Brasil, a série animada foi exibida pela Fox Kids e Rede Globo no fim dos anos 90.

Quem conheceu a porquinha não deixa de ter saudades. Há inúmeras homenagens e menções pela internet, ainda que bem raras se comparadas com outras fanbases. Tem até cosplay!


Infelizmente é muito difícil de achar os episódios para assistir. Encontramos os quarto primeiros, dublados em português, numa qualidade decente. Mas não achamos continuação. Uma pena :(
 
Quando alguma coisa está errada ela vem nos ajudaaaar! Vem voando, vem depressa, ela vem para nos salvaaaar!
SUPER, SUPER PIG! SUPER, SUPER PIG!

 


 


Para saber mais detalhes sobre Super Pig, visite a Magical Girl Wiki.
 

Mais de Nina Grando

Priya Shakti: uma HQ contra o estupro

A falta de representatividade da mulher nos quadrinhos está, aos poucos, sendo preenchida com boas iniciativas. A Marvel, por exemplo, trouxe uma garota de origem muçulmana para viver a super-heroína Ms. Marvel, transformou Thor em uma mulher e nos apresentou a Silk.

Também vemos o quadrinho independente ganhar força com histórias incríveis e divertidas de protagonistas femininas poderosas, como Rat Queens e Lumberjanes.

Recentemente, o cineasta indo-americano Ram Devineni lançou uma HQ para discutir a ainda latente violência sexual contra mulheres na Índia. Priya Shakti conta a história de Priya, uma jovem que sobrevive a um estupro coletivo e resolve lutar – com a ajuda de um tigre e das deusas hindu Parvati e Shiva – contra os agressores, com a missão erradicar os crimes de gênero no país.
 

 
Ram Devineni diz que teve a ideia da HQ após o assassinato de uma estudante em um ônibus em Nova Déli em decorrência de um estupro coletivo, que gerou uma onda de protestos na Índia. Ele disse que, ao conversar com um policial, ouviu que “garotas sérias não deveriam andar sozinhas à noite” – claramente culpabilizando a vítima. Isso fez com que ele percebesse que o estupro e a violência sexual são culturais. Assim, usou de uma das mídias pop mais poderosas para conseguir falar com crianças entre 10 a 12 anos sobre esse problema sério, afim de educá-las desde cedo sobre o problema.

A HQ é ainda transmídia, feita para interagir com tablets e smartphones, proporcionando uma experiência amplificada através da tecnologia da realidade aumentada. Essas interações do leitor com a história ajudou a espalhar a campanha #IStandForPriya (tradução livre: eu apoio Priya), que potencializa a missão do quadrinho.

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