8 animações para assistir e amar

Saindo do forno uma lista quentinha sem glúten de 8 animações para você assistir (tipo lição de casa mesmo) e mudar a sua vida. Euzinha, Bárbara Malagoli, diretora de arte, ilustradora e guerreira da Lua nas horas vagas, escolhi algumas obras b-sides de encher os olhos e o curaçaum. Pode ter certeza que é só o crème de la crème para as ovelhetes de plantão. Com amor e emoção (;

 

La planète sauvage – René Laloux (1973)

Ou “Planeta Fantástico” é pura piscodelia sci-fi anos 70. Se passa em um planeta chamado Ygam, onde os humanos são pequenininhos e tratados como”pets” pelos gigantes humanóide azuis os Traags. Uma obra fora do comum, pode causar um estranhamento por fugir dos padrões de animação, mas cara, duvido você assistir a cena da meditação e não pirar!

 

Paprika (2006) – Satoshi Khon

O longa animê fala sobre um experimento que grava os sonhos das pessoas (lança um aê, Google!), uma mistura de sequências entre sonhos e a vida real tendo a linda Paprika “saltitando” entre os dois. Feito pelo mestre Satoshi Khon (R.I.P), gênio que influenciou diretamente diretores como Darren Aeronovsky e Christopher Nolan. Um curto video fala mais sobre ele e suas memoráveis criações. Vale assistir as outras incríveis obras dele como Perfect Blue.

 

L’Illusionniste – Sylvain Chomet (2010)

Do mesmo criador de As bicicletas de Belleville, o longa animado se passa no final dos anos 50 mostrando a vida de um mago decadente tentando acompanhar a mudança dos tempos . Todo o filme é envolvido por um ar nostálgico e melancólico, bem no estilo francês.

AVISO: Altamente triste, tenha um programa muito alto-astral pós filme! Eu tive que ver duas temporadas de Bob Esponja para me recuperar.

 

Tekkonkinkreet – Taiyō MatsumotoStudio 4° (2006)

Dirigido por Michael Arias e animado pelo Studio 4°C, (<3) a animação é baseada no mangá “preto e branco” do lindo, muso gostoso (uhu!) Taiyō Matsumoto. Seus cenários são de cair o queixo a e história é super emocionante. A história é sobre dois irmãos moradores de rua denominados “gatos” na perigosa “Cidade do Tesouro”. Não tem como não se apaixonar pela relação dos dois. Nem se segurar para dar um pause só pra ver cada detalhe da arte (ou, melhor, comprar o livro pra não ter que ficar pausando o filme).

 

Fantasia – Disney (1940)

Um clássico meio esquecido. Imagina em 1940 (repetindo: mil novecentos e quarenta): os caras fazem uma integração ferrada de música clássica (com orquestra e tudo por conta da The Philadelphia Orchestra) e um visual extremamente inovador e criativo pra época que virou uma obra-prima da animação? Imaginou? Isso é Fantasia, a pérola da Disney.

Vale ver Fantasia 2000 que é, também, lindo de morrer.

 

Akira – Katsuhiro Otomo (1988)

Um clássico que muita gente diz que viu, mas não viu. Tipo Poderoso Chefão, sabe? Pois então, VEJA! Se puder assista todo ano pelo menos uma vez. No estilo cyberpunk, a animação é super bem feita, enche os olhos com suas cenas detalhadas e os ouvidos com sua trilha sonora futurista.

 

Æon Flux  – MTV (1991)

Esqueça o filme com a Charlize Theron,ok?

animação AeonFlux é infinitamente melhor. A protagonista é uma agente secreta em roupas de dominatrix. Ela ágil, violenta e super sexy. Em todos os episódios ela morre e aparece no outro vivinha da silva. Quando eu era piveta, minha mãe não me deixava ver na MTV, hoje em dia eu entendo o por quê.

 

Mind Game – Masaaki YuasaStudio 4°C (2004)

Mais uma vez, dois gênios se unem para uma obra maravilhosa. Pra quem curte animação, vale dar uma pesquisada no Studio 4C. Uma viagem de cores e sentidos no ritmo de uma motanha-russa. Explora temas polêmicos de uma maneira que só a animação doida e frenética desse estudio consegue. Você termina de assistir o filme pensando: “A vida é uma só, não há outra chance, é preciso aproveitar”.

PS: A cena erotica com música brasileira é demais!

Tags relacionadas
, ,
Mais de Bárbara Malagoli

Conheça: Pan Alves

Conheça Pamela Santana Alves, artista de 29 anos de idade que mora e fotografa em São Paulo. Formada no curso superior de fotografia na Universidade Anhembi Morumbi, trabalhou com fotografia de moda tendo publicações nacionais e internacionais de seus trabalhos. Desenvolveu a partir dessa experiência uma estética minimalista que expressasse suas paisagens interiores.

 

 

Conheci seu trabalho em uma exposição aqui em São Paulo e achei suas obras tão sensíveis e leves. Com um senso de estética apurado, ela trabalha a sensibilidade e as mãos, expressadas através de cores claras em tom de amanhecer. Decidimos bater um papo com ela, que você pode conferir na entrevistinha a seguir:

 
tumblr_oa2rlz8bms1ucwfngo1_1280
 

Ovelha: Como e quando você se interessou em fotografia?

Engraçado, não sei responder com exatidão, mas eu sempre fotografava quando eu era pequena, a câmera da família sempre ficava na minha mão. Foi natural eu procurar conhecer mais sobre a fotografia quando cresci.

Ovelha: Você se lembra da sua primeira câmera?

Ah, eu tinha uma camerinha analógica da Kodak quando era pequena, fazia altas fotos loucas das viagens. Mas a primeira em sã consciência foi uma Pentax K1000 linda!

 
tumblr_oa2r7cjrqj1ucwfngo1_1280
 

Ovelha: Filme ou digital? Quais são as vantagens de cada um?

Depende da intenção, da pesquisa né? Eu sempre falo para os amigos iniciantes a começarem fotografando com filme, a percepção sobre seu próprio olhar é muito mais aguçado no analógico. Eu sinto aquele frio na barriga sempre que faço um filme novo, é sempre uma descoberta. Mas com a praticidade vem a digital, né? Tudo na hora, passa pro Instagram rapidinho e fica muito mais econômico, infelizmente.

 
tumblr_nwuk99bfmr1ucwfngo1_1280
 

Ovelha: Conta um pouco mais sobre o que você mais gosta de fotografar.

Eu gosto muito de fotografar pessoas, interações com a natureza, detalhes, muitos detalhes. Esses tempos eu tenho gostado muito de fotografar coisas de decoração, lugares, coisas… Tem muita coisa bonita me chamando a atenção.

 

Ovelha: Como você trabalha com suas modelos/amigas nas fotos?

Eu sempre procuro deixar a pessoa bem à vontade, até falo besteiras se precisar para descontrair, é muito importante adquirir uma certa proximidade da pessoa ali no momento das fotos, porque o sentimento, a leveza, tudo transparece na foto, e é assim que eu quero que seja mesmo.

 

Ovelha: O que mais te inspira?

Nossa, difícil… eu acho que me inspiro muito em tudo, um pouco de tudo, nas coisas boas e ruins. Eu quando estou triste tenho algumas inspirações, por exemplo. O dia-a-dia tá sempre me mostrando pra onde eu devo olhar.

 
tumblr_nyhiu7ap1x1ucwfngo1_1280
 

Ovelha: Qual reação você espera passar para as pessoas com seu trabalho?

Eu quero que a pessoa que vê, seja a mesma que foi fotografada, que seja eu também. Que haja sentimento, no antes e no depois do processo de fotografar.

 

Ovelha: Quais câmeras você usa? Tem alguma preferida?

Eu tenho a Pentax k1000 que eu amo, mas ela trava muito. E uso a Cânon 6D, essa é a guerreira do dia a dia mesmo. Eu sou uma péssima entendedora de equipamentos, eu tenho aquelas que me atendem bem e tô satisfeita por hora.

 
tumblr_nymye7wkdr1ucwfngo1_1280
 

Ovelha: Se você não fosse fotógrafa, o que seria?

Vixi… hahaha, eu sempre penso nisso. Cada hora que você me perguntar isso, pode ser que a resposta seja diferente, sabe? Hoje eu arrisco dizer chef de cozinha ou envolvida em alguma área de cinema.

 

Ovelha: Se você pudesse fotografar qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo, como seria?

Acho que nunca pensei nisso, de verdade, não tem uma pessoa ou lugar tão especial assim, pensando em foto. Eu quero muito conhecer o mundo, e nisso eu fotografaria pessoas diferentes e lugares incríveis, né?

 
tumblr_oa2rc8aveu1ucwfngo1_1280
 

Ovelha: Quais outras fotógrafas você admira?

Eu admiro muitas fotógrafas, tanto (as que estão) longe, quanto perto. Por exemplo, eu me inspiro muito na Martina Matêncio, Annette Pehrsson, Cris Romagosa e Lieke Romeijn. E tem umas meninas maravilhosas que tem um trabalho maravilhoso e que uso de inspiração também aqui no Brasil: Perola Dutra, Naira Mattia, Janis Lima, Pryscilla Dantas, Ju Colinas, Eduarda Hipolito e Carine Wallauer. Vale a pena conhecer o trabalho delas.

 

Ovelha: Você está trabalhando em algum projeto no momento?

Estou agora envolvida em um projeto para retratar jovens afro descendentes. A ideia é usar a mesma linguagem que tenho para ressaltar a beleza da pele negra, com sutileza e sensibilidade.

 
tumblr_o6s9lpx4qn1ucwfngo1_1280
 

Ovelha: Qual foi o momento que você se sentiu mais feliz fotografando?

Acho que foi quando eu comecei esse meu trabalho autoral, foi que nem criança dando os primeiros passos. Ver que eu tinha me encontrado dentro de alguma forma de fotografar, foi muito legal.

 

Ovelha: Se você pudesse escolher uma trilha sonora para descrever suas fotos, qual seria?

Nossa eu tenho trilha sonora para tudo, chega até a ser um toque (risos)! Mas eu vou de Beach House, para ser mais objetiva.

 
tumblr_nysmye7wkdr1ucwfngo1_1280
 

Siga a Pân Alves: Site / Tumblr / Flickr / Instagram

 
tumblr_o58k8bmjgr1ucwfngo1_1280
 

Leia mais
Bárbara Malagoli, diretora de arte, ilustradora e guerreira da Lua nas horas vagas, escolhi algumas obras b-sides de encher os olhos e o curaçaum. Pode ter certeza que é só o crème de la crème para as ovelhetes de plantão. Com amor e emoção (;

 

La planète sauvage – René Laloux (1973)

Ou “Planeta Fantástico” é pura piscodelia sci-fi anos 70. Se passa em um planeta chamado Ygam, onde os humanos são pequenininhos e tratados como”pets” pelos gigantes humanóide azuis os Traags. Uma obra fora do comum, pode causar um estranhamento por fugir dos padrões de animação, mas cara, duvido você assistir a cena da meditação e não pirar!

 

Paprika (2006) – Satoshi Khon

O longa animê fala sobre um experimento que grava os sonhos das pessoas (lança um aê, Google!), uma mistura de sequências entre sonhos e a vida real tendo a linda Paprika “saltitando” entre os dois. Feito pelo mestre Satoshi Khon (R.I.P), gênio que influenciou diretamente diretores como Darren Aeronovsky e Christopher Nolan. Um curto video fala mais sobre ele e suas memoráveis criações. Vale assistir as outras incríveis obras dele como Perfect Blue.

 

L’Illusionniste – Sylvain Chomet (2010)

Do mesmo criador de As bicicletas de Belleville, o longa animado se passa no final dos anos 50 mostrando a vida de um mago decadente tentando acompanhar a mudança dos tempos . Todo o filme é envolvido por um ar nostálgico e melancólico, bem no estilo francês.

AVISO: Altamente triste, tenha um programa muito alto-astral pós filme! Eu tive que ver duas temporadas de Bob Esponja para me recuperar.

 

Tekkonkinkreet – Taiyō MatsumotoStudio 4° (2006)

Dirigido por Michael Arias e animado pelo Studio 4°C, (<3) a animação é baseada no mangá “preto e branco” do lindo, muso gostoso (uhu!) Taiyō Matsumoto. Seus cenários são de cair o queixo a e história é super emocionante. A história é sobre dois irmãos moradores de rua denominados “gatos” na perigosa “Cidade do Tesouro”. Não tem como não se apaixonar pela relação dos dois. Nem se segurar para dar um pause só pra ver cada detalhe da arte (ou, melhor, comprar o livro pra não ter que ficar pausando o filme).

 

Fantasia – Disney (1940)

Um clássico meio esquecido. Imagina em 1940 (repetindo: mil novecentos e quarenta): os caras fazem uma integração ferrada de música clássica (com orquestra e tudo por conta da The Philadelphia Orchestra) e um visual extremamente inovador e criativo pra época que virou uma obra-prima da animação? Imaginou? Isso é Fantasia, a pérola da Disney.

Vale ver Fantasia 2000 que é, também, lindo de morrer.

 

Akira – Katsuhiro Otomo (1988)

Um clássico que muita gente diz que viu, mas não viu. Tipo Poderoso Chefão, sabe? Pois então, VEJA! Se puder assista todo ano pelo menos uma vez. No estilo cyberpunk, a animação é super bem feita, enche os olhos com suas cenas detalhadas e os ouvidos com sua trilha sonora futurista.

 

Æon Flux  – MTV (1991)

Esqueça o filme com a Charlize Theron,ok?

animação AeonFlux é infinitamente melhor. A protagonista é uma agente secreta em roupas de dominatrix. Ela ágil, violenta e super sexy. Em todos os episódios ela morre e aparece no outro vivinha da silva. Quando eu era piveta, minha mãe não me deixava ver na MTV, hoje em dia eu entendo o por quê.

 

Mind Game – Masaaki YuasaStudio 4°C (2004)

Mais uma vez, dois gênios se unem para uma obra maravilhosa. Pra quem curte animação, vale dar uma pesquisada no Studio 4C. Uma viagem de cores e sentidos no ritmo de uma motanha-russa. Explora temas polêmicos de uma maneira que só a animação doida e frenética desse estudio consegue. Você termina de assistir o filme pensando: “A vida é uma só, não há outra chance, é preciso aproveitar”.

PS: A cena erotica com música brasileira é demais!

" />