Ouça: Kali Uchis

Kali Uchis é uma rapper e produtora mezzo colombiana mezzo americana que tem apenas 20 aninhos e já está causando por aí. A moça mudou-se para os EUA pré-adolescente, mas sua vida não foi nada fácil, especialmente por causa das gangues da comunidade onde morava, que até ameaçaram sequestrá-la (!). Com medo de sair de casa, o lance foi mergulhar no que podia fazer dentro do próprio quarto. Tendo a avó bibliotecária, Kali viveu em um mar de livros, gravuras e contos. A moça desenhava para ilustrar suas histórias e ainda brincava de fazer vídeos e de tocar alguns instrumentos musicais, como sax e piano.

Daí ela foi criando coisas e colocando no mundo. Então a moça foi descoberta e amada do dia pra noite. E não é pra menos. Seu som tem uma atmosfera gostosa e macia, meio vintage, mas com rimas que sobram na atitude. Poderosa, deixou o queixo do Snoop Dogg no chão depois de trabalharem juntos numa música.

https://www.youtube.com/watch?v=ab0h-wgc5CQ

Seu EP, “Por Vida”, já conta com produtores de primeira, como Tyler, The Creator e Kaytranada & BADBADNOTGOOD. A moça não é pouca coisa. O som dela é delícia, sensual, jovem e bem feminino. Dê o play.

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Ouça: Lim Kim

Lim Kim é uma cantora sul-coreana da cena musical indie da Coréia. Ela era integrante do duo musical Togeworl junto com o cantor Do Dae-yoon e, em 2013, estreou como cantora solo.

Vamos nos concentrar no último e terceiro álbum de Kim, Simple Mind (2015), porque foi como conheci seu trabalho. Talvez você já tenha escutado o seu famoso single Awoo, que é suave, dreamy e viciante. É o som que abre o álbum e já nos prepara para outras músicas igualmente interessantes (mas talvez não tão singulares):

Em seguida temos a Love Game, que é mais enérgica e divertida. É o segundo single do álbum e o segundo clipe (bastante eye candy):

Barama, que vem na sequência, é uma música mais romântica, em que faz um duo com o cantor Beenzino. Parece aquele tipo de música que você ouviria em um café. Mais jazzy, acompanhado por um piano.

You First é aquela música que ou passa despercebida ou que eu pulo a faixa. Romântica num nível mais ingênuo, um pouco introspectiva, que tem uma quebra com sintetizadores inesperada, mas não suficiente para transformar seu clima. Ela termina do mesmo jeito que começou e já parte para a faixa No More, que é animada como a Love Game, com um som que lembra de leve algumas baladas do Jamiroquai (me julguem, foi meu repertório musical me levou até lá).

Daí que de repente temos o synthpop de Upgrader. É a mais anos 80 e sem muitas quebras e excessos comuns ao pop atual. Do álbum todo, é a música que mais vale destacar (fora os singles). Podia terminar aí de forma maestral, mas o álbum fecha com Paper Bird, uma balada acústica “voz e violão” que quebra muito a magia do som anterior. É bonitinha.

Dá o play!


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Daí ela foi criando coisas e colocando no mundo. Então a moça foi descoberta e amada do dia pra noite. E não é pra menos. Seu som tem uma atmosfera gostosa e macia, meio vintage, mas com rimas que sobram na atitude. Poderosa, deixou o queixo do Snoop Dogg no chão depois de trabalharem juntos numa música.

https://www.youtube.com/watch?v=ab0h-wgc5CQ

Seu EP, “Por Vida”, já conta com produtores de primeira, como Tyler, The Creator e Kaytranada & BADBADNOTGOOD. A moça não é pouca coisa. O som dela é delícia, sensual, jovem e bem feminino. Dê o play.

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