Empodere uma criança e mude seu futuro

Você provavelmente viu este vídeo semana passada. Se não viu, aperta o play!

A pequena Carolina Monteiro de oito aninhos dá um show de sensatez e empoderamento, quebrando aquele estigma chato de que cabelo crespo é “cabelo duro” e contando como ela rebateu as críticas de coleguinhas na escola. De quebra ela ainda dá dicas de literatura para meninas de sua idade.

A escola é um dos primeiros locais em que uma criança pode estar exposta a preconceitos, principalmente com relação a aparência das meninas. Sabemos que esse tipo de educação para aceitação do próximo deve vir de casa e como isso afeta o mal olhar de uma criança para outra, mas é comum também ver professores ajudando a oprimir a aparência de uma menina de cabelos volumosos.

Por isso a conversa e o empoderamento desde a infância é tão importante. As meninas ainda crescem acreditando que alisar o cabelo é um processo natural da vida, que elas devem se submeter a isso pois é o certo a se fazer, e não é bem assim.

Depois de passar pela transição tive o baque de perceber que foi muito mais fácil para mim, com somente dez anos de idade, convencer a minha mãe que eu queria fazer uma mudança permanente na minha aparência, do que, como adulta, convencer minha família de que voltar para meu cabelo natural era algo positivo para mim.

Assistindo a este vídeo, não pude deixar de pensar que se ela tivesse sido minha coleguinha na escola, talvez eu nem tivesse alisado meu cabelo. Quando alisar e corrigir “erros” na aparência de crianças torna-se mais comum do que empoderá-las e ensiná-las a se amar, precisamos nos preocupar.

E para comprovar a importância do empoderamento na infância, dá uma olhada nesta lista com crianças que já reconhecem sua identidade, não ligam para o preconceito das pessoas e ainda rebatem as críticas, seja numa conversa muito inteligente, seja mostrando inteligência e talento desde cedo. É impossível não se inspirar nessas personalidades!
 

Carolina Monteiro:

E tem a Carolina de novo, porque não dá pra se cansar dessa menina! Este é o primeiro vídeo dela que bombou na internet, já quebrando estereótipos estéticos. Não mexa com essa criança!


 

Siahj Tatiana Chase: 

Esse vídeo também tornou-se um viral há algumas semanas. E não é pra menos! Olha a resposta dessa menina de quatro anos de idade para um garoto da escola que a chamou de feia. Ponto para Cici!


 

Júlia:

E quem lembra do discurso da Júlia? De novo gente dando pitaco em cabelo. Mas que bom que existem meninas fortes como ela.


 

Heaven:

Quando vi esse vídeo de mãe e filha, cacheadas e dançando Beyoncé, deu vontade de sair correndo me juntar a elas pra sacudir o cabelo! Pesquisando mais sobre a dupla, descobri que a pequena Heaven dança com a mãe Tianne King, que é dançarina profissional, desde os dois anos de idade. No canal no Youtube de Tianne tem mais performances das duas… Por enquanto estou focada em aprender a coreografia de Bo$$ do grupo Fifth Harmony que elas arrasam no vídeo.


 

Aliyah Kolf:

A jovem holandesa apareceu em 2011 no Holland’s Got Talent, fazendo um cover maravilhoso de I Have Nothing da Whitney Houston. Hoje um pouco mais velha, mantém o sucesso no seu país de origem, com músicas animadas e clipes cheio de dança, energia e cabelo pra lá e pra cá! Tá na hora dessa moça ficar conhecida pelo mundo todo né?

 
Seja tomando seus lugares, mostrando talento, ou indo direto ao ponto, representatividade importa, e muito mais na infância. Por isso, sempre que vir uma menina pedindo para alisar o cabelo porque acha que é feia, mostre esses vídeos pra ela. Empodere e mude o futuro da criança, não sua aparência.
 
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Pra completar, uma galeria com fotos de garotinhas super-poderosas:

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Kbela: Filme sobre transição capilar e identidade ganha primeiro teaser

As histórias de transição capilar ou mesmo da resistência e luta de mulheres pelo direito de ter sua beleza natural sem intervenção da indústria e da opinião da sociedade são tão fortes e inspiradoras que podem ser facilmente transformadas em enredos para filmes. E foi isso que fez a estudante de Comunicação Social Yasmin Thayná, que roteirizou e dirigiu o filme Kbela. O primeiro teaser já foi divulgado, e com previsão de estreia. Dá o play lá em cima!

Yasmin contou a Ovelha que o filme busca refletir sobre o lugar da mulher negra na sociedade contemporânea, os atuais padrões de beleza, sua expressão, autoimagem e identidade. Ela define: “Temos dito que é uma experiência sobre ser mulher e tornar-se negra. O filme é uma sequência de metáforas presentes no cotidiano de boa parte das mulheres negras do mundo”.
 

 
O roteiro do filme é baseado no conto da MC K_bela, que narra a história de uma menina negra, moradora da Baixada Fluminense, que passou por um processo de embranquecimento durante a sua vida e decidiu se libertar disso, deixando o cabelo natural crescer de novo, se livrando das interferências químicas.

“Essa foi a maneira que MC K_bela achou para se sentir bonita, poder olhar para si sem qualquer estranhamento”, conta Yasmin.

O conto da MC K_bela foi publicado pela editora Aeroplano, e adaptado para o teatro, até que em 2013 com o apoio de alguns amigos, Yasmin resolveu ir a internet convocar mulheres com a história parecida com a da Mc K_bela para contar. “Em três dias mais de 100 mulheres de todo o Brasil responderam à convocação, contando suas histórias e manifestando interesse em participar do filme”, disse.
 

 

Representatividade e a busca por igualdade

Dessas inscrições, sete mulheres negras, atrizes e não atrizes, foram escolhidas e aceitaram desafios cênicos para entregar a equipe a realizar o curta-metragem. Equipe esta da qual Yasmin fala com orgulho.

“Sou muito preocupada com representação. Nos festivais de cinema que vou a maioria dos diretores são homens brancos. Eu disse: quem tem que fazer esse filme são mulheres negras. O Kbela tem em sua equipe cerca de 80% de mulheres negras fazendo o filme. Elas são produtoras, atrizes, diretoras de núcleos diversos”.
 

 
No quesito representatividade, o filme ainda conta com uma atriz transexual* no elenco. Na página oficial do filme no Facebook, a equipe fala da importância da participação de Maria Clara Araújo:

“Fizemos questão de ter nesse time Maria Clara Araújo, pernambucana que com apenas 18 anos vem se destacando na luta por empoderamento das mulheres trans no Brasil, com discurso e ativismo atravessados pela questão racial. Vibramos quando ela aceitou participar, é um prazer para toda equipe tê-la entre as atrizes que encararam essa produção que é metade suor e metade coração. Não dá para enfrentar o racismo sem discutir o transfeminismo negro”.
 

 
Yasmim destaca ainda a contribuição do material para discussões sociais. “Sei que tenho grandes responsabilidades com as mulheres negras. E sendo assim, tenho o dever de devolver um trabalho que some na discussão das desigualdades raciais. Talvez o que Kbela queira passar já esteja passando: mais mulheres negras no cinema brasileiro”.
 

 

Um novo formato

Kbela vem em um formato diferente e impactante, que não segue necessariamente a trajetória da personagem principal, mas agrega as histórias das mulheres que participam dele ao conto.

“O filme é muito forte imageticamente falando”, define Yasmin. “Pode te causar um estranhamento, um impacto. Mas o que ele destaca é a questão da transição capilar e toda a beleza nesse renascimento, de que pra nós, mulheres negras, o céu é o limite”.
 

 
Como divulgado no primeiro teaser do filme, Kbela tem previsão de estreia para o mês de agosto. Você pode acompanhar e obter outras informações no site oficial ou na página do filme no Facebook.

Leia mais

 

Siahj Tatiana Chase: 

Esse vídeo também tornou-se um viral há algumas semanas. E não é pra menos! Olha a resposta dessa menina de quatro anos de idade para um garoto da escola que a chamou de feia. Ponto para Cici!

 

Júlia:

E quem lembra do discurso da Júlia? De novo gente dando pitaco em cabelo. Mas que bom que existem meninas fortes como ela.

 

Heaven:

Quando vi esse vídeo de mãe e filha, cacheadas e dançando Beyoncé, deu vontade de sair correndo me juntar a elas pra sacudir o cabelo! Pesquisando mais sobre a dupla, descobri que a pequena Heaven dança com a mãe Tianne King, que é dançarina profissional, desde os dois anos de idade. No canal no Youtube de Tianne tem mais performances das duas… Por enquanto estou focada em aprender a coreografia de Bo$$ do grupo Fifth Harmony que elas arrasam no vídeo.


 

Aliyah Kolf:

A jovem holandesa apareceu em 2011 no Holland’s Got Talent, fazendo um cover maravilhoso de I Have Nothing da Whitney Houston. Hoje um pouco mais velha, mantém o sucesso no seu país de origem, com músicas animadas e clipes cheio de dança, energia e cabelo pra lá e pra cá! Tá na hora dessa moça ficar conhecida pelo mundo todo né?

 
Seja tomando seus lugares, mostrando talento, ou indo direto ao ponto, representatividade importa, e muito mais na infância. Por isso, sempre que vir uma menina pedindo para alisar o cabelo porque acha que é feia, mostre esses vídeos pra ela. Empodere e mude o futuro da criança, não sua aparência.
 

Pra completar, uma galeria com fotos de garotinhas super-poderosas:

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Siahj Tatiana Chase: 

Esse vídeo também tornou-se um viral há algumas semanas. E não é pra menos! Olha a resposta dessa menina de quatro anos de idade para um garoto da escola que a chamou de feia. Ponto para Cici!

 

Júlia:

E quem lembra do discurso da Júlia? De novo gente dando pitaco em cabelo. Mas que bom que existem meninas fortes como ela.

 

Heaven:

Quando vi esse vídeo de mãe e filha, cacheadas e dançando Beyoncé, deu vontade de sair correndo me juntar a elas pra sacudir o cabelo! Pesquisando mais sobre a dupla, descobri que a pequena Heaven dança com a mãe Tianne King, que é dançarina profissional, desde os dois anos de idade. No canal no Youtube de Tianne tem mais performances das duas… Por enquanto estou focada em aprender a coreografia de Bo$$ do grupo Fifth Harmony que elas arrasam no vídeo.


 

Aliyah Kolf:

A jovem holandesa apareceu em 2011 no Holland’s Got Talent, fazendo um cover maravilhoso de I Have Nothing da Whitney Houston. Hoje um pouco mais velha, mantém o sucesso no seu país de origem, com músicas animadas e clipes cheio de dança, energia e cabelo pra lá e pra cá! Tá na hora dessa moça ficar conhecida pelo mundo todo né?

 
Seja tomando seus lugares, mostrando talento, ou indo direto ao ponto, representatividade importa, e muito mais na infância. Por isso, sempre que vir uma menina pedindo para alisar o cabelo porque acha que é feia, mostre esses vídeos pra ela. Empodere e mude o futuro da criança, não sua aparência.
 

Pra completar, uma galeria com fotos de garotinhas super-poderosas:

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