As histórias de transição capilar ou mesmo da resistência e luta de mulheres pelo direito de ter sua beleza natural sem intervenção da indústria e da opinião da sociedade são tão fortes e inspiradoras que podem ser facilmente transformadas em enredos para filmes. E foi isso que fez a estudante de Comunicação Social Yasmin Thayná, que roteirizou e dirigiu o filme Kbela. O primeiro teaser já foi divulgado, e com previsão de estreia. Dá o play lá em cima!
Yasmin contou a Ovelha que o filme busca refletir sobre o lugar da mulher negra na sociedade contemporânea, os atuais padrões de beleza, sua expressão, autoimagem e identidade. Ela define: “Temos dito que é uma experiência sobre ser mulher e tornar-se negra. O filme é uma sequência de metáforas presentes no cotidiano de boa parte das mulheres negras do mundo”.
O roteiro do filme é baseado no conto da MC K_bela, que narra a história de uma menina negra, moradora da Baixada Fluminense, que passou por um processo de embranquecimento durante a sua vida e decidiu se libertar disso, deixando o cabelo natural crescer de novo, se livrando das interferências químicas.
“Essa foi a maneira que MC K_bela achou para se sentir bonita, poder olhar para si sem qualquer estranhamento”, conta Yasmin.
O conto da MC K_belafoi publicado pela editora Aeroplano, e adaptado para o teatro, até que em 2013 com o apoio de alguns amigos, Yasmin resolveu ir a internet convocar mulheres com a história parecida com a da Mc K_bela para contar. “Em três dias mais de 100 mulheres de todo o Brasil responderam à convocação, contando suas histórias e manifestando interesse em participar do filme”, disse.
Representatividade e a busca por igualdade
Dessas inscrições, sete mulheres negras, atrizes e não atrizes, foram escolhidas e aceitaram desafios cênicos para entregar a equipe a realizar o curta-metragem. Equipe esta da qual Yasmin fala com orgulho.
“Sou muito preocupada com representação. Nos festivais de cinema que vou a maioria dos diretores são homens brancos. Eu disse: quem tem que fazer esse filme são mulheres negras. O Kbela tem em sua equipe cerca de 80% de mulheres negras fazendo o filme. Elas são produtoras, atrizes, diretoras de núcleos diversos”.
No quesito representatividade, o filme ainda conta com uma atriz transexual* no elenco. Na página oficial do filme no Facebook, a equipe fala da importância da participação de Maria Clara Araújo:
“Fizemos questão de ter nesse time Maria Clara Araújo, pernambucana que com apenas 18 anos vem se destacando na luta por empoderamento das mulheres trans no Brasil, com discurso e ativismo atravessados pela questão racial. Vibramos quando ela aceitou participar, é um prazer para toda equipe tê-la entre as atrizes que encararam essa produção que é metade suor e metade coração. Não dá para enfrentar o racismo sem discutir o transfeminismo negro”.
Yasmim destaca ainda a contribuição do material para discussões sociais. “Sei que tenho grandes responsabilidades com as mulheres negras. E sendo assim, tenho o dever de devolver um trabalho que some na discussão das desigualdades raciais. Talvez o que Kbela queira passar já esteja passando: mais mulheres negras no cinema brasileiro”.
Um novo formato
Kbela vem em um formato diferente e impactante, que não segue necessariamente a trajetória da personagem principal, mas agrega as histórias das mulheres que participam dele ao conto.
“O filme é muito forte imageticamente falando”, define Yasmin. “Pode te causar um estranhamento, um impacto. Mas o que ele destaca é a questão da transição capilar e toda a beleza nesse renascimento, de que pra nós, mulheres negras, o céu é o limite”.
Como divulgado no primeiro teaser do filme, Kbela tem previsão de estreia para o mês de agosto. Você pode acompanhar e obter outras informações no site oficial ou na página do filme no Facebook.
As histórias de transição capilar ou mesmo da resistência e luta de mulheres pelo direito de ter sua beleza natural sem intervenção da indústria e da opinião da sociedade são tão fortes e inspiradoras que podem ser facilmente transformadas em enredos para filmes. E foi isso que fez a estudante de Comunicação Social Yasmin Thayná, que roteirizou e dirigiu o filme Kbela. O primeiro teaser já foi divulgado, e com previsão de estreia. Dá o play lá em cima!
Yasmin contou a Ovelha que o filme busca refletir sobre o lugar da mulher negra na sociedade contemporânea, os atuais padrões de beleza, sua expressão, autoimagem e identidade. Ela define: “Temos dito que é uma experiência sobre ser mulher e tornar-se negra. O filme é uma sequência de metáforas presentes no cotidiano de boa parte das mulheres negras do mundo”.
O roteiro do filme é baseado no conto da MC K_bela, que narra a história de uma menina negra, moradora da Baixada Fluminense, que passou por um processo de embranquecimento durante a sua vida e decidiu se libertar disso, deixando o cabelo natural crescer de novo, se livrando das interferências químicas.
“Essa foi a maneira que MC K_bela achou para se sentir bonita, poder olhar para si sem qualquer estranhamento”, conta Yasmin.
O conto da MC K_belafoi publicado pela editora Aeroplano, e adaptado para o teatro, até que em 2013 com o apoio de alguns amigos, Yasmin resolveu ir a internet convocar mulheres com a história parecida com a da Mc K_bela para contar. “Em três dias mais de 100 mulheres de todo o Brasil responderam à convocação, contando suas histórias e manifestando interesse em participar do filme”, disse.
Representatividade e a busca por igualdade
Dessas inscrições, sete mulheres negras, atrizes e não atrizes, foram escolhidas e aceitaram desafios cênicos para entregar a equipe a realizar o curta-metragem. Equipe esta da qual Yasmin fala com orgulho.
“Sou muito preocupada com representação. Nos festivais de cinema que vou a maioria dos diretores são homens brancos. Eu disse: quem tem que fazer esse filme são mulheres negras. O Kbela tem em sua equipe cerca de 80% de mulheres negras fazendo o filme. Elas são produtoras, atrizes, diretoras de núcleos diversos”.
No quesito representatividade, o filme ainda conta com uma atriz transexual* no elenco. Na página oficial do filme no Facebook, a equipe fala da importância da participação de Maria Clara Araújo:
“Fizemos questão de ter nesse time Maria Clara Araújo, pernambucana que com apenas 18 anos vem se destacando na luta por empoderamento das mulheres trans no Brasil, com discurso e ativismo atravessados pela questão racial. Vibramos quando ela aceitou participar, é um prazer para toda equipe tê-la entre as atrizes que encararam essa produção que é metade suor e metade coração. Não dá para enfrentar o racismo sem discutir o transfeminismo negro”.
Yasmim destaca ainda a contribuição do material para discussões sociais. “Sei que tenho grandes responsabilidades com as mulheres negras. E sendo assim, tenho o dever de devolver um trabalho que some na discussão das desigualdades raciais. Talvez o que Kbela queira passar já esteja passando: mais mulheres negras no cinema brasileiro”.
Um novo formato
Kbela vem em um formato diferente e impactante, que não segue necessariamente a trajetória da personagem principal, mas agrega as histórias das mulheres que participam dele ao conto.
“O filme é muito forte imageticamente falando”, define Yasmin. “Pode te causar um estranhamento, um impacto. Mas o que ele destaca é a questão da transição capilar e toda a beleza nesse renascimento, de que pra nós, mulheres negras, o céu é o limite”.
Como divulgado no primeiro teaser do filme, Kbela tem previsão de estreia para o mês de agosto. Você pode acompanhar e obter outras informações no site oficial ou na página do filme no Facebook.
As histórias de transição capilar ou mesmo da resistência e luta de mulheres pelo direito de ter sua beleza natural sem intervenção da indústria e da opinião da sociedade são tão fortes e inspiradoras que podem ser facilmente transformadas em enredos para filmes. E foi isso que fez a estudante de Comunicação Social Yasmin Thayná, que roteirizou e dirigiu o filme Kbela. O primeiro teaser já foi divulgado, e com previsão de estreia. Dá o play lá em cima!
Yasmin contou a Ovelha que o filme busca refletir sobre o lugar da mulher negra na sociedade contemporânea, os atuais padrões de beleza, sua expressão, autoimagem e identidade. Ela define: “Temos dito que é uma experiência sobre ser mulher e tornar-se negra. O filme é uma sequência de metáforas presentes no cotidiano de boa parte das mulheres negras do mundo”.
[caption id="attachment_2640" align="aligncenter" width="1024"] A atriz Isabel Martins Zua. Foto por Alile Dara Onawale. [/caption]
O roteiro do filme é baseado no conto da MC K_bela, que narra a história de uma menina negra, moradora da Baixada Fluminense, que passou por um processo de embranquecimento durante a sua vida e decidiu se libertar disso, deixando o cabelo natural crescer de novo, se livrando das interferências químicas.
“Essa foi a maneira que MC K_bela achou para se sentir bonita, poder olhar para si sem qualquer estranhamento”, conta Yasmin.
O conto da MC K_belafoi publicado pela editora Aeroplano, e adaptado para o teatro, até que em 2013 com o apoio de alguns amigos, Yasmin resolveu ir a internet convocar mulheres com a história parecida com a da Mc K_bela para contar. “Em três dias mais de 100 mulheres de todo o Brasil responderam à convocação, contando suas histórias e manifestando interesse em participar do filme”, disse.
[caption id="attachment_2638" align="aligncenter" width="1024"] A atriz Thamyris Capela. Foto por Alile Dara Onawale.[/caption]
Representatividade e a busca por igualdade
Dessas inscrições, sete mulheres negras, atrizes e não atrizes, foram escolhidas e aceitaram desafios cênicos para entregar a equipe a realizar o curta-metragem. Equipe esta da qual Yasmin fala com orgulho.
“Sou muito preocupada com representação. Nos festivais de cinema que vou a maioria dos diretores são homens brancos. Eu disse: quem tem que fazer esse filme são mulheres negras. O Kbela tem em sua equipe cerca de 80% de mulheres negras fazendo o filme. Elas são produtoras, atrizes, diretoras de núcleos diversos”.
[caption id="attachment_2637" align="aligncenter" width="1024"] O turbante. Foto por Alile Dara Onawale.[/caption]
No quesito representatividade, o filme ainda conta com uma atriz transexual* no elenco. Na página oficial do filme no Facebook, a equipe fala da importância da participação de Maria Clara Araújo:
“Fizemos questão de ter nesse time Maria Clara Araújo, pernambucana que com apenas 18 anos vem se destacando na luta por empoderamento das mulheres trans no Brasil, com discurso e ativismo atravessados pela questão racial. Vibramos quando ela aceitou participar, é um prazer para toda equipe tê-la entre as atrizes que encararam essa produção que é metade suor e metade coração. Não dá para enfrentar o racismo sem discutir o transfeminismo negro”.
[caption id="attachment_2636" align="aligncenter" width="1024"] A atriz Maria Clara Araújo. Foto por Alile Dara Onawale.[/caption]
Yasmim destaca ainda a contribuição do material para discussões sociais. “Sei que tenho grandes responsabilidades com as mulheres negras. E sendo assim, tenho o dever de devolver um trabalho que some na discussão das desigualdades raciais. Talvez o que Kbela queira passar já esteja passando: mais mulheres negras no cinema brasileiro”.
[caption id="attachment_2630" align="aligncenter" width="1024"] Yasmin Thayná e algumas das Kbelas durante gravação do filme[/caption]
Um novo formato
Kbela vem em um formato diferente e impactante, que não segue necessariamente a trajetória da personagem principal, mas agrega as histórias das mulheres que participam dele ao conto.
“O filme é muito forte imageticamente falando”, define Yasmin. “Pode te causar um estranhamento, um impacto. Mas o que ele destaca é a questão da transição capilar e toda a beleza nesse renascimento, de que pra nós, mulheres negras, o céu é o limite”.
[caption id="attachment_2639" align="aligncenter" width="1024"] As atrizes Dandara Raimundo, Isabel Martins Zua, Lívia Laso, Daí Ramos. Foto: Alile Dara Onawale.[/caption]
Como divulgado no primeiro teaser do filme, Kbela tem previsão de estreia para o mês de agosto. Você pode acompanhar e obter outras informações no site oficial ou na página do filme no Facebook.
Muito se sabe sobre o tempo histórico em que o filme Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures) se passa: 1961, os Estados Unidos inicia uma corrida espacial contra União Soviética, que já está “adiantada” na disputa por mandar satélites ao espaço para estudar, como dizia o governo dos EUA na época, “God knows what” e avançam tanto que chegam a mandar seu primeiro astronauta para as estrelas. Tudo isso é reflexo da Guerra Fria que ambas as nações estão envolvidas, iniciada logo após o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Com o tempo, os americanos tomam a dianteira e finalmente começam a mandar seus homens ao espaço: Alan Shepard, John Glenn e, finalmente, Neil Armstrong, que pisou na lua.
Os astronautas viram heróis, o governo de John Kennedy é aclamado, a NASA pode prosseguir com suas pesquisas e avanços e assim a história começa a ser contada. Exceto que detalhes de bastidores muito importantes são ignorados e Estrelas Além do Tempo existe para contar histórias perdidas em meio a documentos e registros históricos dessa época.
Para começar, o filme considera outro fator histórico importante de 1961, um ano marcado pela segregação racial nos Estados Unidos, que também atingia a NASA e provocava protestos por todo o país. Apesar de narrar uma história que se passa no estado de Virgínia, o roteiro também dá uma noção de tempo com a luta de Martin Luther King Jr. no Alabama e outros movimentos raciais no país, simplesmente porque isso também conta a história das protagonistas da história.
Katherine Goble Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), trabalham como “computadores da NASA” para ajudar nos cálculos considerados básicos para os engenheiros que planejavam as missões especiais. Esta era a tarefa para mulheres na instituição, além de secretarias e faxineiras. Mas elas também eram negras e, por isso, ganhavam ainda menos para trabalhar dobrado em ambientes isolados como “computadores negros”, muitas vezes recebendo ordens dos “computadores brancos”. Ou seja: as barreiras de gênero e raciais são as principais vilãs nessa história.
Acontece que, não fosse a resiliência e, principalmente, insistência das três ao lutarem para ultrapassar estas barreiras, as missões espaciais da NASA não teriam sido bem sucedidas. E o roteiro de Estrelas Além do Tempo, que é baseado no livro “Hidden Figures: The Story of the African-American Women Who Helped Win The Space Race”, de Margot Lee Shetterly, mostra isso de maneira realista, deixando bem clara a existência de privilégio branco, sem espaço para nem ao menos uma sugestão de meritocrática.
Tudo isso explorando as capacidades de cada personagem da vida real e sem deixar de lado um drama hollywoodiano poucas vezes direcionado para histórias de pessoas negras, fazendo desse filme belo e emocionante. Katherine é uma gênio dos números e passa a trabalhar diretamente com cálculos de coordenadas para as viagens espaciais da NASA. Dorothy, que é uma mecânica excelente e autodidata, acaba tornando-se uma peça fundamental no funcionamento de uma das primeiras máquinas de cálculo utilizadas usadas na instituição, a IBM, mas ela é também uma grande líder e luta para avançar junto com suas companheiras de trabalho. Já Mary, tem a “ousadia” de trabalhar na engenharia das espaçonaves enviadas nas missões e, para isso, inicia uma luta pelo direito de estudar e conquistar seu diploma.
A mim, mulher negra, esta narrativa me aproximou das personagens, por me identificar com a luta de ocupar espaços que são frequentados majoritariamente por pessoas brancas e também me inspirou a continuar batalhando para que um dia este não seja mais uma opressão. Ao espectador branco (assim espero!), há uma aula sobre a importância de reconhecer seus privilégios e colaborar para esta batalha das formas que lhes cabem.
Reconhecimento merecido
Na vida real, Katherine Johnson, cuja história o filme centraliza, foi homenageada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em 2015, com a honraria da medalha presidencial da liberdade e pela NASA em 2016, tendo uma instalação de estudos batizada com seu nome. Tudo isso mais de 50 anos depois de sua trajetória na NASA.
Merecidamente, o filme também está sendo reconhecido por críticos de cinema e especialistas da indústria. Depois das indicações ao Golde Globes, Estrelas Além do Tempo também aparece na lista de indicados ao Oscar, nas categorias “Melhor Filme” e “Melhor Roteiro Adaptado”, além da indicação de Octavia Spencer para “Melhor Atriz Coadjuvante”, ajudando a edição de 2017 ser “menos branca”.
E, vale sempre a pena destacar: a representatividade que traz esse filme, seja colocando em destaque as histórias reais de Katherine, Dorothy e Mary ou mesmo destacando e premiando os trabalhos de Taraji, Octavia e Janelle, importa e muito!
Trouxe essa review depois de me emocionar com o filme na pré-estreia promovida pela Fox em São Paulo. Para poder prestigiar Estrelas Além do Tempo, anote na agenda: o filme estará disponível em todo o Brasil no dia 2 de fevereiro.
foi publicado pela editora Aeroplano, e adaptado para o teatro, até que em 2013 com o apoio de alguns amigos, Yasmin resolveu ir a internet convocar mulheres com a história parecida com a da Mc K_bela para contar. “Em três dias mais de 100 mulheres de todo o Brasil responderam à convocação, contando suas histórias e manifestando interesse em participar do filme”, disse.
Representatividade e a busca por igualdade
Dessas inscrições, sete mulheres negras, atrizes e não atrizes, foram escolhidas e aceitaram desafios cênicos para entregar a equipe a realizar o curta-metragem. Equipe esta da qual Yasmin fala com orgulho.
“Sou muito preocupada com representação. Nos festivais de cinema que vou a maioria dos diretores são homens brancos. Eu disse: quem tem que fazer esse filme são mulheres negras. O Kbela tem em sua equipe cerca de 80% de mulheres negras fazendo o filme. Elas são produtoras, atrizes, diretoras de núcleos diversos”.
No quesito representatividade, o filme ainda conta com uma atriz transexual* no elenco. Na página oficial do filme no Facebook, a equipe fala da importância da participação de Maria Clara Araújo:
“Fizemos questão de ter nesse time Maria Clara Araújo, pernambucana que com apenas 18 anos vem se destacando na luta por empoderamento das mulheres trans no Brasil, com discurso e ativismo atravessados pela questão racial. Vibramos quando ela aceitou participar, é um prazer para toda equipe tê-la entre as atrizes que encararam essa produção que é metade suor e metade coração. Não dá para enfrentar o racismo sem discutir o transfeminismo negro”.
Yasmim destaca ainda a contribuição do material para discussões sociais. “Sei que tenho grandes responsabilidades com as mulheres negras. E sendo assim, tenho o dever de devolver um trabalho que some na discussão das desigualdades raciais. Talvez o que Kbela queira passar já esteja passando: mais mulheres negras no cinema brasileiro”.
Um novo formato
Kbela vem em um formato diferente e impactante, que não segue necessariamente a trajetória da personagem principal, mas agrega as histórias das mulheres que participam dele ao conto.
“O filme é muito forte imageticamente falando”, define Yasmin. “Pode te causar um estranhamento, um impacto. Mas o que ele destaca é a questão da transição capilar e toda a beleza nesse renascimento, de que pra nós, mulheres negras, o céu é o limite”.
Como divulgado no primeiro teaser do filme, Kbela tem previsão de estreia para o mês de agosto. Você pode acompanhar e obter outras informações no site oficial ou na página do filme no Facebook.
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foi publicado pela editora Aeroplano, e adaptado para o teatro, até que em 2013 com o apoio de alguns amigos, Yasmin resolveu ir a internet convocar mulheres com a história parecida com a da Mc K_bela para contar. “Em três dias mais de 100 mulheres de todo o Brasil responderam à convocação, contando suas histórias e manifestando interesse em participar do filme”, disse.
Representatividade e a busca por igualdade
Dessas inscrições, sete mulheres negras, atrizes e não atrizes, foram escolhidas e aceitaram desafios cênicos para entregar a equipe a realizar o curta-metragem. Equipe esta da qual Yasmin fala com orgulho.
“Sou muito preocupada com representação. Nos festivais de cinema que vou a maioria dos diretores são homens brancos. Eu disse: quem tem que fazer esse filme são mulheres negras. O Kbela tem em sua equipe cerca de 80% de mulheres negras fazendo o filme. Elas são produtoras, atrizes, diretoras de núcleos diversos”.
No quesito representatividade, o filme ainda conta com uma atriz transexual* no elenco. Na página oficial do filme no Facebook, a equipe fala da importância da participação de Maria Clara Araújo:
“Fizemos questão de ter nesse time Maria Clara Araújo, pernambucana que com apenas 18 anos vem se destacando na luta por empoderamento das mulheres trans no Brasil, com discurso e ativismo atravessados pela questão racial. Vibramos quando ela aceitou participar, é um prazer para toda equipe tê-la entre as atrizes que encararam essa produção que é metade suor e metade coração. Não dá para enfrentar o racismo sem discutir o transfeminismo negro”.
Yasmim destaca ainda a contribuição do material para discussões sociais. “Sei que tenho grandes responsabilidades com as mulheres negras. E sendo assim, tenho o dever de devolver um trabalho que some na discussão das desigualdades raciais. Talvez o que Kbela queira passar já esteja passando: mais mulheres negras no cinema brasileiro”.
Um novo formato
Kbela vem em um formato diferente e impactante, que não segue necessariamente a trajetória da personagem principal, mas agrega as histórias das mulheres que participam dele ao conto.
“O filme é muito forte imageticamente falando”, define Yasmin. “Pode te causar um estranhamento, um impacto. Mas o que ele destaca é a questão da transição capilar e toda a beleza nesse renascimento, de que pra nós, mulheres negras, o céu é o limite”.
Como divulgado no primeiro teaser do filme, Kbela tem previsão de estreia para o mês de agosto. Você pode acompanhar e obter outras informações no site oficial ou na página do filme no Facebook.