Cindy Sherman é principalmente uma multi-artista. A fotógrafa e diretora nova-iorquina transborda por inúmeras plataformas, e através de um olhar irônico, grotesco e imaginativo diante do cotidiano, utiliza o próprio corpo como base para extravasar e materializar personagens existentes em realidades possíveis porém imaginárias.
Para personificação de múltiplas personalidades, o processo de Cindy vai desde a experimentação em seu próprio corpo de prostéticos para modificação corporal e maquiagem, até uma pesquisa genuína diante do contexto emocional que circunda tais personas.
Este repertório imagético e psicológico guia a postura, olhar e feições da artista quando está diante das câmeras, o que torna a maioria destes auto-retratos assustadores, na conclusão de que podem ser inúmeras as presenças, porém há apenas uma artista.
Se não bastasse, ainda interpretou Maria Callas na ópera “Prima Donna” assinada por Rufus Wainwright, colaborou com marcas como Comme des Garçons,M.A.C e Chanel, John Waters à entrevistou para o catálogo de sua retrospectiva no MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York – disponível on-line), e em 2011, sua obra “Untitled #96” foi leiloada pelo valor mais alto pago à uma fotografia na história, no valor de $3.89 milhões de dólares. Sendo assim, uma das mais bem pagas artistas mulheres da atualidade.
Quanto mais perfeito o artista, maior é a distância entre o indivíduo que sofre e a mente que cria.
Tradução da citação “[…] but, the more perfect the artist, the more completely separate in him will be the man who suffers and the mind which creates”, T.S. Eliot (1888-1965) em “The Sacred Wood” (1921).
No livro “A Vida dos Artistas” (2009), o crítico norte-americano Calvin Tomkis quota o poeta modernista T.S. Eliot para sucintar quão surpreendente é a imensa calma na pessoa da artista, em relação à sua obra subversiva e que causa desconforto para alguns.
Porém, a multiplicidade de Cindy denota uma mente exaustivamente receptiva, que guia a curadoria cuidadosa em seu olhar para compreender e identificar onde está a expressão contemporânea real de sua obra, ainda, como tudo pode ser subjetivo e possível: as ferramentas, as realidades, a criação em si.
No início de agosto, Cindy Sherman tornou público sua conta no Instagram – até então privada, mesmo existente desde outubro de 2016 – com dezenas de novas imagens representativas ao seu trabalho, ao meio de muitas outras fotografias cotidianas e relacionadas à sua vida pessoal. Assim, o que torna esse repentino “retorno” emocionante, está exatamente no fato das margens diante do que realmente é o lugar da arte e quais suas plataformas ideais estarem novamente borradas.
O digital expandiu as possibilidades de criação da artista que, além da maquiagem e figurino usados normalmente, agora têm aplicado filtros do Instagram e Snapchat, e também utilizado os app’s Facetune e Perfect365 – segundo o jornal The New York Times – para enriquecer suas personificações e modificações corporais com distorções de efeito fish-eye, maquiagens aplicadas digitalmente por facetrack, multiplicadores de faces, e outros efeitos que beiram o bizarro, e com isso demonstram o quanto a própria artista consegue se reinventar.
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Seja em auto-retrato ou “selfie”, a obra de Cindy é gigantesca, e igualmente importante é sua representatividade criativa como artista mulher na arte contemporânea e mercado de arte, principalmente na vigência da decaída de estruturas patriarcais que ainda inviabilizam a obra de mulheres artistas.
Ainda, a internet têm sido principal ferramenta de expansão para jovens criadores, e a possibilidade de embasamento desta plataforma por artistas consagrados, permite que cada vez mais as vias de visibilidade e vocalização sejam plurais e dinâmicas.
Cindy Sherman é principalmente uma multi-artista. A fotógrafa e diretora nova-iorquina transborda por inúmeras plataformas, e através de um olhar irônico, grotesco e imaginativo diante do cotidiano, utiliza o próprio corpo como base para extravasar e materializar personagens existentes em realidades possíveis porém imaginárias.
Para personificação de múltiplas personalidades, o processo de Cindy vai desde a experimentação em seu próprio corpo de prostéticos para modificação corporal e maquiagem, até uma pesquisa genuína diante do contexto emocional que circunda tais personas.
Este repertório imagético e psicológico guia a postura, olhar e feições da artista quando está diante das câmeras, o que torna a maioria destes auto-retratos assustadores, na conclusão de que podem ser inúmeras as presenças, porém há apenas uma artista.
Se não bastasse, ainda interpretou Maria Callas na ópera “Prima Donna” assinada por Rufus Wainwright, colaborou com marcas como Comme des Garçons,M.A.C e Chanel, John Waters à entrevistou para o catálogo de sua retrospectiva no MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York – disponível on-line), e em 2011, sua obra “Untitled #96” foi leiloada pelo valor mais alto pago à uma fotografia na história, no valor de $3.89 milhões de dólares. Sendo assim, uma das mais bem pagas artistas mulheres da atualidade.
Quanto mais perfeito o artista, maior é a distância entre o indivíduo que sofre e a mente que cria.
Tradução da citação “[…] but, the more perfect the artist, the more completely separate in him will be the man who suffers and the mind which creates”, T.S. Eliot (1888-1965) em “The Sacred Wood” (1921).
No livro “A Vida dos Artistas” (2009), o crítico norte-americano Calvin Tomkis quota o poeta modernista T.S. Eliot para sucintar quão surpreendente é a imensa calma na pessoa da artista, em relação à sua obra subversiva e que causa desconforto para alguns.
Porém, a multiplicidade de Cindy denota uma mente exaustivamente receptiva, que guia a curadoria cuidadosa em seu olhar para compreender e identificar onde está a expressão contemporânea real de sua obra, ainda, como tudo pode ser subjetivo e possível: as ferramentas, as realidades, a criação em si.
No início de agosto, Cindy Sherman tornou público sua conta no Instagram – até então privada, mesmo existente desde outubro de 2016 – com dezenas de novas imagens representativas ao seu trabalho, ao meio de muitas outras fotografias cotidianas e relacionadas à sua vida pessoal. Assim, o que torna esse repentino “retorno” emocionante, está exatamente no fato das margens diante do que realmente é o lugar da arte e quais suas plataformas ideais estarem novamente borradas.
O digital expandiu as possibilidades de criação da artista que, além da maquiagem e figurino usados normalmente, agora têm aplicado filtros do Instagram e Snapchat, e também utilizado os app’s Facetune e Perfect365 – segundo o jornal The New York Times – para enriquecer suas personificações e modificações corporais com distorções de efeito fish-eye, maquiagens aplicadas digitalmente por facetrack, multiplicadores de faces, e outros efeitos que beiram o bizarro, e com isso demonstram o quanto a própria artista consegue se reinventar.
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Seja em auto-retrato ou “selfie”, a obra de Cindy é gigantesca, e igualmente importante é sua representatividade criativa como artista mulher na arte contemporânea e mercado de arte, principalmente na vigência da decaída de estruturas patriarcais que ainda inviabilizam a obra de mulheres artistas.
Ainda, a internet têm sido principal ferramenta de expansão para jovens criadores, e a possibilidade de embasamento desta plataforma por artistas consagrados, permite que cada vez mais as vias de visibilidade e vocalização sejam plurais e dinâmicas.
Cindy Sherman é principalmente uma multi-artista. A fotógrafa e diretora nova-iorquina transborda por inúmeras plataformas, e através de um olhar irônico, grotesco e imaginativo diante do cotidiano, utiliza o próprio corpo como base para extravasar e materializar personagens existentes em realidades possíveis porém imaginárias.
Para personificação de múltiplas personalidades, o processo de Cindy vai desde a experimentação em seu próprio corpo de prostéticos para modificação corporal e maquiagem, até uma pesquisa genuína diante do contexto emocional que circunda tais personas.
Este repertório imagético e psicológico guia a postura, olhar e feições da artista quando está diante das câmeras, o que torna a maioria destes auto-retratos assustadores, na conclusão de que podem ser inúmeras as presenças, porém há apenas uma artista.
[caption id="attachment_15769" align="alignnone" width="800"] Cindy Sherman: Auto-retrato em suas personificações.[/caption]
Se não bastasse, ainda interpretou Maria Callas na ópera “Prima Donna” assinada por Rufus Wainwright, colaborou com marcas como Comme des Garçons,M.A.C e Chanel, John Waters à entrevistou para o catálogo de sua retrospectiva no MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York – disponível on-line), e em 2011, sua obra “Untitled #96” foi leiloada pelo valor mais alto pago à uma fotografia na história, no valor de $3.89 milhões de dólares. Sendo assim, uma das mais bem pagas artistas mulheres da atualidade.
[caption id="attachment_15765" align="aligncenter" width="800"] “Untitled #96” (1981) foi leiloada pelo valor mais alto pago à uma fotografia na história, no valor de $3.89 milhões.[/caption]
Quanto mais perfeito o artista, maior é a distância entre o indivíduo que sofre e a mente que cria.
Tradução da citação “[…] but, the more perfect the artist, the more completely separate in him will be the man who suffers and the mind which creates”, T.S. Eliot (1888-1965) em “The Sacred Wood” (1921).
No livro “A Vida dos Artistas” (2009), o crítico norte-americano Calvin Tomkis quota o poeta modernista T.S. Eliot para sucintar quão surpreendente é a imensa calma na pessoa da artista, em relação à sua obra subversiva e que causa desconforto para alguns.
Porém, a multiplicidade de Cindy denota uma mente exaustivamente receptiva, que guia a curadoria cuidadosa em seu olhar para compreender e identificar onde está a expressão contemporânea real de sua obra, ainda, como tudo pode ser subjetivo e possível: as ferramentas, as realidades, a criação em si.
No início de agosto, Cindy Sherman tornou público sua conta no Instagram – até então privada, mesmo existente desde outubro de 2016 – com dezenas de novas imagens representativas ao seu trabalho, ao meio de muitas outras fotografias cotidianas e relacionadas à sua vida pessoal. Assim, o que torna esse repentino “retorno” emocionante, está exatamente no fato das margens diante do que realmente é o lugar da arte e quais suas plataformas ideais estarem novamente borradas.
O digital expandiu as possibilidades de criação da artista que, além da maquiagem e figurino usados normalmente, agora têm aplicado filtros do Instagram e Snapchat, e também utilizado os app’s Facetune e Perfect365 – segundo o jornal The New York Times – para enriquecer suas personificações e modificações corporais com distorções de efeito fish-eye, maquiagens aplicadas digitalmente por facetrack, multiplicadores de faces, e outros efeitos que beiram o bizarro, e com isso demonstram o quanto a própria artista consegue se reinventar.
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Seja em auto-retrato ou “selfie”, a obra de Cindy é gigantesca, e igualmente importante é sua representatividade criativa como artista mulher na arte contemporânea e mercado de arte, principalmente na vigência da decaída de estruturas patriarcais que ainda inviabilizam a obra de mulheres artistas.
Ainda, a internet têm sido principal ferramenta de expansão para jovens criadores, e a possibilidade de embasamento desta plataforma por artistas consagrados, permite que cada vez mais as vias de visibilidade e vocalização sejam plurais e dinâmicas.
Para personificação de múltiplas personalidades, o processo de Cindy vai desde a experimentação em seu próprio corpo de prostéticos para modificação corporal e maquiagem, até uma pesquisa genuína diante do contexto emocional que circunda tais personas.
Este repertório imagético e psicológico guia a postura, olhar e feições da artista quando está diante das câmeras, o que torna a maioria destes auto-retratos assustadores, na conclusão de que podem ser inúmeras as presenças, porém há apenas uma artista.
Se não bastasse, ainda interpretou Maria Callas na ópera “Prima Donna” assinada por Rufus Wainwright, colaborou com marcas como Comme des Garçons,M.A.C e Chanel, John Waters à entrevistou para o catálogo de sua retrospectiva no MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York – disponível on-line), e em 2011, sua obra “Untitled #96” foi leiloada pelo valor mais alto pago à uma fotografia na história, no valor de $3.89 milhões de dólares. Sendo assim, uma das mais bem pagas artistas mulheres da atualidade.
Quanto mais perfeito o artista, maior é a distância entre o indivíduo que sofre e a mente que cria.
Tradução da citação “[…] but, the more perfect the artist, the more completely separate in him will be the man who suffers and the mind which creates”, T.S. Eliot (1888-1965) em “The Sacred Wood” (1921).
No livro “A Vida dos Artistas” (2009), o crítico norte-americano Calvin Tomkis quota o poeta modernista T.S. Eliot para sucintar quão surpreendente é a imensa calma na pessoa da artista, em relação à sua obra subversiva e que causa desconforto para alguns.
Porém, a multiplicidade de Cindy denota uma mente exaustivamente receptiva, que guia a curadoria cuidadosa em seu olhar para compreender e identificar onde está a expressão contemporânea real de sua obra, ainda, como tudo pode ser subjetivo e possível: as ferramentas, as realidades, a criação em si.
No início de agosto, Cindy Sherman tornou público sua conta no Instagram – até então privada, mesmo existente desde outubro de 2016 – com dezenas de novas imagens representativas ao seu trabalho, ao meio de muitas outras fotografias cotidianas e relacionadas à sua vida pessoal. Assim, o que torna esse repentino “retorno” emocionante, está exatamente no fato das margens diante do que realmente é o lugar da arte e quais suas plataformas ideais estarem novamente borradas.
O digital expandiu as possibilidades de criação da artista que, além da maquiagem e figurino usados normalmente, agora têm aplicado filtros do Instagram e Snapchat, e também utilizado os app’s Facetune e Perfect365 – segundo o jornal The New York Times – para enriquecer suas personificações e modificações corporais com distorções de efeito fish-eye, maquiagens aplicadas digitalmente por facetrack, multiplicadores de faces, e outros efeitos que beiram o bizarro, e com isso demonstram o quanto a própria artista consegue se reinventar.
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Seja em auto-retrato ou “selfie”, a obra de Cindy é gigantesca, e igualmente importante é sua representatividade criativa como artista mulher na arte contemporânea e mercado de arte, principalmente na vigência da decaída de estruturas patriarcais que ainda inviabilizam a obra de mulheres artistas.
Ainda, a internet têm sido principal ferramenta de expansão para jovens criadores, e a possibilidade de embasamento desta plataforma por artistas consagrados, permite que cada vez mais as vias de visibilidade e vocalização sejam plurais e dinâmicas.