Não falaremos sobre axé neste texto. A Eva em questão é pequena em estatura e assinatura, mas gigante em imagem da mulher negra americana dos anos 1960 – apesar de hoje pouca gente reconhecer seu nome.
Little Eva pode ser considerada só mais um nome no catálogo de intérpretes dos tempos em que a Motown reinava. Nascida no sul dos Estados Unidos, filha de pastor, dona de uma voz poderosa: três características que poderiam contar a história de qualquer cantora do rhythm and blues da época – como bem mostra o excelente documentário A um passo do estrelato(2013), de Morgan Neville, vencedor na categoria no Oscar de 2014.
Contando assim, até parece conto de fadas. Eva foi para Nova York em busca do sonho de ser cantora, mas o que encontrou foi trabalho de babá. A casa na qual trabalhava, porém, não era qualquer uma: pertencia a dois dos maiores hitmakers da história, o casal Carole King e Gerry Goffin. Juntos, eles compuseram canções como Will You Love Me Tomorrow. Da carreira solo de Carole King, no mínimo, você conhece You’ve got a friend (com James Taylor) e Natural Woman (com Aretha Franklin).
O ano era 1962. Eva tinha 19 anos e se dividia entre cuidar da filha de Carole e Gerry, cantar com as The Cookies (um girl group que fazia backing vocals eventuais) e ficar com o namorado. Um dia, Little Eva apareceu com hematomas no rosto, havia apanhado do companheiro. Conta a história oficial que o casal de compositores tentou ajudá-la, mas Little Eva respondera “Ele me bateu, e eu senti como se fosse um beijo”.
Se você gosta de R&B já sabe o desfecho desse episódio história. As desconcertantes palavras de Eva deram título a uma canção, escrita por Carole King e Gerry Goffin e gravada pelas The Crystals, uma das bandas mais famosas da Motown, com produção do lendário Phill Spector. He hit me (And It felt like a kiss) caiu como bomba na sociedade americana em transformação daquele período. A narrativa de uma mulher que sofre abuso e mantém-se no relacionamento soou como uma apologia à violência doméstica. Foram tantos os protestos, que as rádios deixaram de tocar a canção, e a popularidade das Crystals foi brevemente abalada através da queda nas vendas de discos.
Mas a vida de Little Eva não era só tristeza. Enquanto cuidava da filha do casal King-Goffin, costumava dançar alegremente o twist, ritmo que misturava rock’n roll e jazz e que se popularizou graças a Chubby Checker (o famoso cantor de The Twist e Let’s twist again). E foi desses flagrantes de Little Eva dançando durante o expediente, que seus patrões inspiraram-se para escrever Loco-motion. A ideia inicial era que a cantora Dee Dee Sharp (que cantava com Chubby Checker) gravasse a música, mas ela recusou.
Convencida por Carole a cantar (ela estava tímida), Little Eva alcançou o primeiro lugar da Billboard em 1962, e vendeu milhões de cópias com Loco-motion. A seguir veio Keep your hands off my baby, que você deve conhecer pela versão posterior com um grupo chamado Beatles. :P
Depois desses anos de sonho, o sucesso não durou muito e, para sobreviver, Little Eva voltou a trabalhar como babá. Nos anos 1990 houve um revival musical, e várias trupes de ex-cantores saíram em turnês. Uma delas incluiu Little Eva ao lado de Little Richard, mas a verdade é que a pequena Eva morreu pobre em 2013, vítima de câncer, na Carolina do Norte.
Não falaremos sobre axé neste texto. A Eva em questão é pequena em estatura e assinatura, mas gigante em imagem da mulher negra americana dos anos 1960 – apesar de hoje pouca gente reconhecer seu nome.
Little Eva pode ser considerada só mais um nome no catálogo de intérpretes dos tempos em que a Motown reinava. Nascida no sul dos Estados Unidos, filha de pastor, dona de uma voz poderosa: três características que poderiam contar a história de qualquer cantora do rhythm and blues da época – como bem mostra o excelente documentário A um passo do estrelato(2013), de Morgan Neville, vencedor na categoria no Oscar de 2014.
Contando assim, até parece conto de fadas. Eva foi para Nova York em busca do sonho de ser cantora, mas o que encontrou foi trabalho de babá. A casa na qual trabalhava, porém, não era qualquer uma: pertencia a dois dos maiores hitmakers da história, o casal Carole King e Gerry Goffin. Juntos, eles compuseram canções como Will You Love Me Tomorrow. Da carreira solo de Carole King, no mínimo, você conhece You’ve got a friend (com James Taylor) e Natural Woman (com Aretha Franklin).
O ano era 1962. Eva tinha 19 anos e se dividia entre cuidar da filha de Carole e Gerry, cantar com as The Cookies (um girl group que fazia backing vocals eventuais) e ficar com o namorado. Um dia, Little Eva apareceu com hematomas no rosto, havia apanhado do companheiro. Conta a história oficial que o casal de compositores tentou ajudá-la, mas Little Eva respondera “Ele me bateu, e eu senti como se fosse um beijo”.
Se você gosta de R&B já sabe o desfecho desse episódio história. As desconcertantes palavras de Eva deram título a uma canção, escrita por Carole King e Gerry Goffin e gravada pelas The Crystals, uma das bandas mais famosas da Motown, com produção do lendário Phill Spector. He hit me (And It felt like a kiss) caiu como bomba na sociedade americana em transformação daquele período. A narrativa de uma mulher que sofre abuso e mantém-se no relacionamento soou como uma apologia à violência doméstica. Foram tantos os protestos, que as rádios deixaram de tocar a canção, e a popularidade das Crystals foi brevemente abalada através da queda nas vendas de discos.
Mas a vida de Little Eva não era só tristeza. Enquanto cuidava da filha do casal King-Goffin, costumava dançar alegremente o twist, ritmo que misturava rock’n roll e jazz e que se popularizou graças a Chubby Checker (o famoso cantor de The Twist e Let’s twist again). E foi desses flagrantes de Little Eva dançando durante o expediente, que seus patrões inspiraram-se para escrever Loco-motion. A ideia inicial era que a cantora Dee Dee Sharp (que cantava com Chubby Checker) gravasse a música, mas ela recusou.
Convencida por Carole a cantar (ela estava tímida), Little Eva alcançou o primeiro lugar da Billboard em 1962, e vendeu milhões de cópias com Loco-motion. A seguir veio Keep your hands off my baby, que você deve conhecer pela versão posterior com um grupo chamado Beatles. :P
Depois desses anos de sonho, o sucesso não durou muito e, para sobreviver, Little Eva voltou a trabalhar como babá. Nos anos 1990 houve um revival musical, e várias trupes de ex-cantores saíram em turnês. Uma delas incluiu Little Eva ao lado de Little Richard, mas a verdade é que a pequena Eva morreu pobre em 2013, vítima de câncer, na Carolina do Norte.
Não falaremos sobre axé neste texto. A Eva em questão é pequena em estatura e assinatura, mas gigante em imagem da mulher negra americana dos anos 1960 – apesar de hoje pouca gente reconhecer seu nome.
Little Eva pode ser considerada só mais um nome no catálogo de intérpretes dos tempos em que a Motown reinava. Nascida no sul dos Estados Unidos, filha de pastor, dona de uma voz poderosa: três características que poderiam contar a história de qualquer cantora do rhythm and blues da época – como bem mostra o excelente documentário A um passo do estrelato(2013), de Morgan Neville, vencedor na categoria no Oscar de 2014.
Contando assim, até parece conto de fadas. Eva foi para Nova York em busca do sonho de ser cantora, mas o que encontrou foi trabalho de babá. A casa na qual trabalhava, porém, não era qualquer uma: pertencia a dois dos maiores hitmakers da história, o casal Carole King e Gerry Goffin. Juntos, eles compuseram canções como Will You Love Me Tomorrow. Da carreira solo de Carole King, no mínimo, você conhece You’ve got a friend (com James Taylor) e Natural Woman (com Aretha Franklin).
O ano era 1962. Eva tinha 19 anos e se dividia entre cuidar da filha de Carole e Gerry, cantar com as The Cookies (um girl group que fazia backing vocals eventuais) e ficar com o namorado. Um dia, Little Eva apareceu com hematomas no rosto, havia apanhado do companheiro. Conta a história oficial que o casal de compositores tentou ajudá-la, mas Little Eva respondera “Ele me bateu, e eu senti como se fosse um beijo”.
Se você gosta de R&B já sabe o desfecho desse episódio história. As desconcertantes palavras de Eva deram título a uma canção, escrita por Carole King e Gerry Goffin e gravada pelas The Crystals, uma das bandas mais famosas da Motown, com produção do lendário Phill Spector. He hit me (And It felt like a kiss) caiu como bomba na sociedade americana em transformação daquele período. A narrativa de uma mulher que sofre abuso e mantém-se no relacionamento soou como uma apologia à violência doméstica. Foram tantos os protestos, que as rádios deixaram de tocar a canção, e a popularidade das Crystals foi brevemente abalada através da queda nas vendas de discos.
Mas a vida de Little Eva não era só tristeza. Enquanto cuidava da filha do casal King-Goffin, costumava dançar alegremente o twist, ritmo que misturava rock’n roll e jazz e que se popularizou graças a Chubby Checker (o famoso cantor de The Twist e Let’s twist again). E foi desses flagrantes de Little Eva dançando durante o expediente, que seus patrões inspiraram-se para escrever Loco-motion. A ideia inicial era que a cantora Dee Dee Sharp (que cantava com Chubby Checker) gravasse a música, mas ela recusou.
Convencida por Carole a cantar (ela estava tímida), Little Eva alcançou o primeiro lugar da Billboard em 1962, e vendeu milhões de cópias com Loco-motion. A seguir veio Keep your hands off my baby, que você deve conhecer pela versão posterior com um grupo chamado Beatles. :P
Depois desses anos de sonho, o sucesso não durou muito e, para sobreviver, Little Eva voltou a trabalhar como babá. Nos anos 1990 houve um revival musical, e várias trupes de ex-cantores saíram em turnês. Uma delas incluiu Little Eva ao lado de Little Richard, mas a verdade é que a pequena Eva morreu pobre em 2013, vítima de câncer, na Carolina do Norte.
[caption id="attachment_5167" align="aligncenter" width="250"] O túmulo de Little Eva tem uma locomotiva <3[/caption]
Na semana em que a Lei Maria da Penha completa nove anos de criação e a primeira Delegacia da Mulher do país, três décadas, há mais um motivo para comemorar. A Agência Patrícia Galvão está lançando o Dossiê Violência Contra as Mulheres: um banco digital que sistematiza dados e fontes de especialistas sobre o tema.
Disponível para consulta pública, a ferramenta traz informações atualizadas e segmentadas sobre violência doméstica, feminicídio, abuso sexual, racismo, cultura e raízes da violência contra a mulher, ataques na internet e violência contra lésbicas, bis e transexuais.
A proposta do Instituto é ajudar a aprofundar e a qualificar as discussões e a cobertura da mídia sobre o tema, reunindo números precisos e confiáveis sobre a realidade violenta vivida por mulheres do Brasil. Para o lançamento, a equipe envolvida na criação do sistema reuniu as principais pesquisas existentes no Brasil divulgadas nos últimos três anos. Nessa largada, há 26 estudos compilados, mas o banco terá atualização permanente.
O dossiê integra o projeto Por uma cobertura jornalística contextualizada, crítica e aprofundada sobre violência contra as mulheres, que foi um dos 31 selecionados para receber apoio financeiro do Fundo Fale sem Medo – organizado pelo Instituto Avon e o pelo ELAS – Fundo de Investimento Social.
Fundado em 2001, o Instituto Patricia Galvão, cujo nome homenageia a jornalista conhecida como Pagu, morta em 1962, trabalha em defesa dos direitos das mulheres através da comunicação. A ONG produz campanhas publicitárias contra a violência doméstica e organiza pesquisas de opinião pública, entre outras ações.
A um passo do estrelato (2013), de Morgan Neville, vencedor na categoria no Oscar de 2014.
Contando assim, até parece conto de fadas. Eva foi para Nova York em busca do sonho de ser cantora, mas o que encontrou foi trabalho de babá. A casa na qual trabalhava, porém, não era qualquer uma: pertencia a dois dos maiores hitmakers da história, o casal Carole King e Gerry Goffin. Juntos, eles compuseram canções como Will You Love Me Tomorrow. Da carreira solo de Carole King, no mínimo, você conhece You’ve got a friend (com James Taylor) e Natural Woman (com Aretha Franklin).
O ano era 1962. Eva tinha 19 anos e se dividia entre cuidar da filha de Carole e Gerry, cantar com as The Cookies (um girl group que fazia backing vocals eventuais) e ficar com o namorado. Um dia, Little Eva apareceu com hematomas no rosto, havia apanhado do companheiro. Conta a história oficial que o casal de compositores tentou ajudá-la, mas Little Eva respondera “Ele me bateu, e eu senti como se fosse um beijo”.
Se você gosta de R&B já sabe o desfecho desse episódio história. As desconcertantes palavras de Eva deram título a uma canção, escrita por Carole King e Gerry Goffin e gravada pelas The Crystals, uma das bandas mais famosas da Motown, com produção do lendário Phill Spector. He hit me (And It felt like a kiss) caiu como bomba na sociedade americana em transformação daquele período. A narrativa de uma mulher que sofre abuso e mantém-se no relacionamento soou como uma apologia à violência doméstica. Foram tantos os protestos, que as rádios deixaram de tocar a canção, e a popularidade das Crystals foi brevemente abalada através da queda nas vendas de discos.
Mas a vida de Little Eva não era só tristeza. Enquanto cuidava da filha do casal King-Goffin, costumava dançar alegremente o twist, ritmo que misturava rock’n roll e jazz e que se popularizou graças a Chubby Checker (o famoso cantor de The Twist e Let’s twist again). E foi desses flagrantes de Little Eva dançando durante o expediente, que seus patrões inspiraram-se para escrever Loco-motion. A ideia inicial era que a cantora Dee Dee Sharp (que cantava com Chubby Checker) gravasse a música, mas ela recusou.
Convencida por Carole a cantar (ela estava tímida), Little Eva alcançou o primeiro lugar da Billboard em 1962, e vendeu milhões de cópias com Loco-motion. A seguir veio Keep your hands off my baby, que você deve conhecer pela versão posterior com um grupo chamado Beatles. :P
Depois desses anos de sonho, o sucesso não durou muito e, para sobreviver, Little Eva voltou a trabalhar como babá. Nos anos 1990 houve um revival musical, e várias trupes de ex-cantores saíram em turnês. Uma delas incluiu Little Eva ao lado de Little Richard, mas a verdade é que a pequena Eva morreu pobre em 2013, vítima de câncer, na Carolina do Norte.