Uma artista pela representatividade negra

A estudante de animação de personagens da CalArts, Aphton Corbin, publicou uma impressionante série de quadrinhos diários em honra ao Mês da História Negra.

Em seus quadrinhos, Corbin fala sem rodeios sobre o que significa ser uma jovem de cor que cria obras de arte para uma indústria famosa por suas produções homogêneas, que raramente se desvia das fórmulas estabelecidas. Também apresenta, entre outras coisas, situações cotidianas que toda a pessoa negra que vive nessa sociedade branca opressora já experienciou.

Traduzimos um dos seus quadrinhos abaixo, um dos mais emocionantes:

 
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Aphton Corbin é uma artista muito, muito promissora. Veja abaixo duas animações feitas por ela na CalArts:

 

 

 

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  • Morei um ano com uma japonesa aqui em Porto Alegre, e com um menino de Aracaju. Mesmo ela amando como um irmão esse menino que morava com a gente (ele era negro), fora ele, ela simplesmente tinha pavor de pessoas negras. Se estivesse andando sozinha na rua e visse uma, mudava de lado, e por aí vai.

    Pra ela, negros e aliens eram a mesma coisa, seres que ela via na tv e em histórias mas que não eram necessariamente reais porque “negros não existem no Japão” . Ta que ela era uma pessoa com a mente bem limitada (em muitos outros assuntos e temas, como ficar horrorizada ao ver pessoas correndo de roupa curta ou sem camisa na rua). Eu não acredito que não existam negros lá, mas imagino que para a maioria dos japoneses esse pensamento deve ser bem comum. Então que mais artistas desenhem negros em animes, mangás, na parede, em qualquer coisa que possa ser importada e consumida no Japão, pra que eles aprendam que negros são humanos como todos nós. A sensação que me passa é como se eles fossem Ingleses que estivessem vendo índios exportados para a Europa pela primeira vez.