O Chicago Multi-Cultural Dance Center foi criado em 1990 por Homer Hans Bryant. O objetivo de Byant era criar uma técnica de ballet neoclássica que integrasse diversos estilos de dança e honrasse a riqueza de múltiplas heranças culturais. Em 2008, Bryant mesclou ballet com street dance para criar o Hiplet, uma nova técnica que envolve passos de hiphop em sapatilhas de ponta.
O resultado é essa coisa maravilhosa aqui, ó:
Neste texto aqui falamos um pouquinho sobre a Misty Copeland e sobre como o universo da dança clássica tem sido esmagadoramente branco. Pra quem não conhece, a Misty é uma bailarina norte-americana e foi a primeira negra a ocupar o topo do American Ballet Theatre. Em 2015, a Cássia Pires, do blog Dos Passos da Bailarina, também escreveu sobre o assunto: “O racismo é estrutural, ele cresceu e criou raízes nas entranhas da sociedade. Alguém diz que não é racista, mas torce o nariz ao ver uma Giselle negra. Profere discursos sobre igualdade racial, mas em uma audição para escolher a mais nova bailarina da companhia, escolhe a branca em detrimento da negra, mesmo que as duas estejam em iguais condições artísticas. É professora de ballet e sorri docemente para todas as alunas, mas jamais coloca a melhor bailarina da turma no papel principal porque ela é negra”. (Ah, o texto de Cássia também traz uma lista bem legal de bailarinas negras que conseguiram um espaço nesse universo apesar do racismo existente).
No vídeo abaixo, a gente conhece mais a fundo a história do Chicago Multi-Cultural Dance Center e descobre que o instituto aceita todo tipo de gente. Em um dos depoimentos, uma das bailarinas explica que o que torna essa escola tão diferente é o fato de que o método usado conhece o corpo negro e desenvolve uma forma de dança que abre espaço para as bailarinas negras, o que nem sempre acontece em institutos tradicionais.
Quando o assunto é representatividade no ballet, existem muitas outras referências que me deixam super felizinha (especialmente como mulher negra que fez ballet por 8 anos e que às vezes se sentia super perdida nesse espaço). Temos o Dance Theatre of Harlem, uma escola multicultural que fornece treinamento incrível em ballet clássico e em muitas outras técnicas e estilos de dança. A instituição é conhecida como “a primeira companhia de ballet clássico negra” nos Estados Unidos. Além da escola, o Dance Theatre of Harlem tem também uma companhia de dança composta por 14 artistas de várias raças e que realizam um repertório super eclético.
Uma das bailarinas do Dance Theatre of Harlem é a brasileira Ingrid Silva, quem eu sigo no Instagram e adoro. Ela entrou na companhia depois de participar do programa de verão da Dance Theatre of Harlem. Dá pra saber mais sobre a Ingrid aqui.
Pra finalizar, outro projeto super incrível é a start-up Brown Girls Do Ballet que fornece bolsas de estudo anuais e programas comunitários para capacitar jovens de minorias que são pouco representadas no ballet!
O Chicago Multi-Cultural Dance Center foi criado em 1990 por Homer Hans Bryant. O objetivo de Byant era criar uma técnica de ballet neoclássica que integrasse diversos estilos de dança e honrasse a riqueza de múltiplas heranças culturais. Em 2008, Bryant mesclou ballet com street dance para criar o Hiplet, uma nova técnica que envolve passos de hiphop em sapatilhas de ponta.
O resultado é essa coisa maravilhosa aqui, ó:
Neste texto aqui falamos um pouquinho sobre a Misty Copeland e sobre como o universo da dança clássica tem sido esmagadoramente branco. Pra quem não conhece, a Misty é uma bailarina norte-americana e foi a primeira negra a ocupar o topo do American Ballet Theatre. Em 2015, a Cássia Pires, do blog Dos Passos da Bailarina, também escreveu sobre o assunto: “O racismo é estrutural, ele cresceu e criou raízes nas entranhas da sociedade. Alguém diz que não é racista, mas torce o nariz ao ver uma Giselle negra. Profere discursos sobre igualdade racial, mas em uma audição para escolher a mais nova bailarina da companhia, escolhe a branca em detrimento da negra, mesmo que as duas estejam em iguais condições artísticas. É professora de ballet e sorri docemente para todas as alunas, mas jamais coloca a melhor bailarina da turma no papel principal porque ela é negra”. (Ah, o texto de Cássia também traz uma lista bem legal de bailarinas negras que conseguiram um espaço nesse universo apesar do racismo existente).
No vídeo abaixo, a gente conhece mais a fundo a história do Chicago Multi-Cultural Dance Center e descobre que o instituto aceita todo tipo de gente. Em um dos depoimentos, uma das bailarinas explica que o que torna essa escola tão diferente é o fato de que o método usado conhece o corpo negro e desenvolve uma forma de dança que abre espaço para as bailarinas negras, o que nem sempre acontece em institutos tradicionais.
Quando o assunto é representatividade no ballet, existem muitas outras referências que me deixam super felizinha (especialmente como mulher negra que fez ballet por 8 anos e que às vezes se sentia super perdida nesse espaço). Temos o Dance Theatre of Harlem, uma escola multicultural que fornece treinamento incrível em ballet clássico e em muitas outras técnicas e estilos de dança. A instituição é conhecida como “a primeira companhia de ballet clássico negra” nos Estados Unidos. Além da escola, o Dance Theatre of Harlem tem também uma companhia de dança composta por 14 artistas de várias raças e que realizam um repertório super eclético.
Uma das bailarinas do Dance Theatre of Harlem é a brasileira Ingrid Silva, quem eu sigo no Instagram e adoro. Ela entrou na companhia depois de participar do programa de verão da Dance Theatre of Harlem. Dá pra saber mais sobre a Ingrid aqui.
Pra finalizar, outro projeto super incrível é a start-up Brown Girls Do Ballet que fornece bolsas de estudo anuais e programas comunitários para capacitar jovens de minorias que são pouco representadas no ballet!
O Chicago Multi-Cultural Dance Center foi criado em 1990 por Homer Hans Bryant. O objetivo de Byant era criar uma técnica de ballet neoclássica que integrasse diversos estilos de dança e honrasse a riqueza de múltiplas heranças culturais. Em 2008, Bryant mesclou ballet com street dance para criar o Hiplet, uma nova técnica que envolve passos de hiphop em sapatilhas de ponta.
O resultado é essa coisa maravilhosa aqui, ó:
Neste texto aqui falamos um pouquinho sobre a Misty Copeland e sobre como o universo da dança clássica tem sido esmagadoramente branco. Pra quem não conhece, a Misty é uma bailarina norte-americana e foi a primeira negra a ocupar o topo do American Ballet Theatre. Em 2015, a Cássia Pires, do blog Dos Passos da Bailarina, também escreveu sobre o assunto: “O racismo é estrutural, ele cresceu e criou raízes nas entranhas da sociedade. Alguém diz que não é racista, mas torce o nariz ao ver uma Giselle negra. Profere discursos sobre igualdade racial, mas em uma audição para escolher a mais nova bailarina da companhia, escolhe a branca em detrimento da negra, mesmo que as duas estejam em iguais condições artísticas. É professora de ballet e sorri docemente para todas as alunas, mas jamais coloca a melhor bailarina da turma no papel principal porque ela é negra”. (Ah, o texto de Cássia também traz uma lista bem legal de bailarinas negras que conseguiram um espaço nesse universo apesar do racismo existente).
No vídeo abaixo, a gente conhece mais a fundo a história do Chicago Multi-Cultural Dance Center e descobre que o instituto aceita todo tipo de gente. Em um dos depoimentos, uma das bailarinas explica que o que torna essa escola tão diferente é o fato de que o método usado conhece o corpo negro e desenvolve uma forma de dança que abre espaço para as bailarinas negras, o que nem sempre acontece em institutos tradicionais.
Quando o assunto é representatividade no ballet, existem muitas outras referências que me deixam super felizinha (especialmente como mulher negra que fez ballet por 8 anos e que às vezes se sentia super perdida nesse espaço). Temos o Dance Theatre of Harlem, uma escola multicultural que fornece treinamento incrível em ballet clássico e em muitas outras técnicas e estilos de dança. A instituição é conhecida como “a primeira companhia de ballet clássico negra” nos Estados Unidos. Além da escola, o Dance Theatre of Harlem tem também uma companhia de dança composta por 14 artistas de várias raças e que realizam um repertório super eclético.
[caption id="attachment_10766" align="alignnone" width="700"] Os dançarinos da Dance Theatre of Harlem Company.[/caption]
Uma das bailarinas do Dance Theatre of Harlem é a brasileira Ingrid Silva, quem eu sigo no Instagram e adoro. Ela entrou na companhia depois de participar do programa de verão da Dance Theatre of Harlem. Dá pra saber mais sobre a Ingrid aqui.
[caption id="attachment_10767" align="alignnone" width="607"] Ingrid Silva no metrô de NY.[/caption]
Pra finalizar, outro projeto super incrível é a start-up Brown Girls Do Ballet que fornece bolsas de estudo anuais e programas comunitários para capacitar jovens de minorias que são pouco representadas no ballet!
Jessica Williams tem 25 anos, é a mais jovem correspondente do Daily Show e a primeira mulher negra no programa. O Daily Show, programa de comédia bem icônico nos EUA, sempre acha talentos incríveis (é lá que o Steve Carell começou) e eles super acertaram com a Jessica!
Desde que ela se tornou correspondente em 2012, o trabalho da atriz vem abordando temas super importantes de um jeito muito engraçado. Jessica já falou de assédio sexual, de Ferguson, de Baltimore, de legalização da maconha, e de aborto. Ela é tão gênia que em fevereiro, quando o Jon Stewart anunciou que ia sair do programa depois de 16 temporadas como apresentador, as pessoas imediatamente começaram a torcer para que a Jessica assumisse o cargo. Infelizmente, não é a Jessica que vai substituir o Jon, mas como ela mesma disse, ainda é o começo da carreira dela e vai ficar tudo bem.
Um dos quadros mais conhecidos da Jessica, o “Jessica’s Feminized Atmosphere”, é sobre o assédio sexual a qual estamos submetidas todos os dias nas ruas e é muito bom:
Outro momento bem legal da Jessica no Daily Show ficou conhecido como “Hova’s Honor”. Quando a FOX News escolheu descrever o Jay-Z como um “cara que vendeu crack, que foi traficante de drogas, e que até admitiu ter atirado em alguém”, ao invés de descrevê-lo como rapper, produtor, compositor, e uma das pessoas mais bem sucedidas do hip hop americano; a Jessica expôs como a emissora sempre faz uma cobertura bem problemática e enviesada da comunidade negra no país.
No começo de maio desse ano, quando a Suprema Corte americana se preparava para votar sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo, vários conservadores (insuportáveis) se reuniram para protestar e a cobertura da Jessica sobre o evento foi genial, como de costume:
Se eu tivesse que ser qualquer outra pessoa que não eu mesma, eu seria a Jessica Williams. Tá, talvez eu escolheria também a Mindy Kaling ou a Beyoncé. Mas a Jessica é definitivamente meu spirit animal e uma prova disso é esse texto hilário que ela escreveu pra WIRED, onde ela diz que o mundo precisa de mais sites que falem sobre celebridades de um jeito inteligente. (Imagina um site de fofocas que use a Kim e o Kanye para pensar o papel das relações interraciais na nossa sociedade?)
Recentemente a Jessica fez um papel no filme “People, Places, Things”, onde atuou junto com Regina Hall. E uma coisa que fez meu amor pela Jessica crescer, foi ver essa entrevista dela sobre o filme. A Jessica descreve “People, Places, Things” como um filme onde as mulheres negras puderam “apenas existir”, ficando livres de estereótipos raciais ou expectativas. A comediante também fala de como existem poucos papéis desse tipo para atrizes e atores negros em filmes independentes.
A Jessica também apareceu na terceira temporada de Girls e nessa entrevista aqui, ela fala sobre seu papel na série e também sobre como às vezes se sente pressionada sendo a única mulher negra no Daily Show.
O Twitter dela anda meio paradinho, mas segue a Jessica no Instagram que lá sempre tem fotos maravilhosas dela viajando pelo mato com as amigas e sendo legal. E acompanha a página do Daily Show para ver todos os quadros que ela faz.
Neste texto aqui falamos um pouquinho sobre a Misty Copeland e sobre como o universo da dança clássica tem sido esmagadoramente branco. Pra quem não conhece, a Misty é uma bailarina norte-americana e foi a primeira negra a ocupar o topo do American Ballet Theatre. Em 2015, a Cássia Pires, do blog Dos Passos da Bailarina, também escreveu sobre o assunto: “O racismo é estrutural, ele cresceu e criou raízes nas entranhas da sociedade. Alguém diz que não é racista, mas torce o nariz ao ver uma Giselle negra. Profere discursos sobre igualdade racial, mas em uma audição para escolher a mais nova bailarina da companhia, escolhe a branca em detrimento da negra, mesmo que as duas estejam em iguais condições artísticas. É professora de ballet e sorri docemente para todas as alunas, mas jamais coloca a melhor bailarina da turma no papel principal porque ela é negra”. (Ah, o texto de Cássia também traz uma lista bem legal de bailarinas negras que conseguiram um espaço nesse universo apesar do racismo existente).
No vídeo abaixo, a gente conhece mais a fundo a história do Chicago Multi-Cultural Dance Center e descobre que o instituto aceita todo tipo de gente. Em um dos depoimentos, uma das bailarinas explica que o que torna essa escola tão diferente é o fato de que o método usado conhece o corpo negro e desenvolve uma forma de dança que abre espaço para as bailarinas negras, o que nem sempre acontece em institutos tradicionais.
Quando o assunto é representatividade no ballet, existem muitas outras referências que me deixam super felizinha (especialmente como mulher negra que fez ballet por 8 anos e que às vezes se sentia super perdida nesse espaço). Temos o Dance Theatre of Harlem, uma escola multicultural que fornece treinamento incrível em ballet clássico e em muitas outras técnicas e estilos de dança. A instituição é conhecida como “a primeira companhia de ballet clássico negra” nos Estados Unidos. Além da escola, o Dance Theatre of Harlem tem também uma companhia de dança composta por 14 artistas de várias raças e que realizam um repertório super eclético.
Uma das bailarinas do Dance Theatre of Harlem é a brasileira Ingrid Silva, quem eu sigo no Instagram e adoro. Ela entrou na companhia depois de participar do programa de verão da Dance Theatre of Harlem. Dá pra saber mais sobre a Ingrid aqui.
Pra finalizar, outro projeto super incrível é a start-up Brown Girls Do Ballet que fornece bolsas de estudo anuais e programas comunitários para capacitar jovens de minorias que são pouco representadas no ballet!