A década de 2010 está sendo muito gloriosa para a história do feminismo. O movimento começou a colher bons frutos a partir do uso das redes sociais, que possibilitou dar voz às mulheres que uniram forças em plataformas como o Twitter, Facebook e Tumblr. De lá surgiram milhares de projetos ao redor do mundo: coletivos artísticos, blogs, passeatas, zines, revistas, etc. Mas o movimento começou a atingir o popular de fato com a ajuda do entretenimento.
Nos últimos anos, vimos surgir séries como ‘Girls‘, ‘Orange Is The New Black‘, ‘American Horror Story‘, ‘Bomb Girls‘, ‘The Honorable Woman‘ e ‘Orphan Black‘ – para mencionar apenas algumas –, que apresentam histórias de mulheres reais na tela da TV. Reais, não poderosas, porque como mesmo disse Maggie Gyllenhaal ao receber um Globo de Ouro como melhor atriz em mini-série: “Não temos visto mais papéis de mulheres poderosas na TV – temos visto mais papéis sobre a complexidade do que é ser mulher”.
Quando a Beyoncé subiu no palco do MTV Video Music Awards em frente ao painel luminoso que trazia em letras garrafais a tão temida palavra, “FEMINISM”, entoando o discurso da escritora nigeriana Chimamanda Adichie que abre sua canção Flawless, ela estava marcando o início do reconhecimento e apoio da indústria pop dessa revolução feita por mulheres há tantos séculos.
E isso foi apenas o início. O discurso da Emma Watson, que aconteceu logo em seguida na sede da ONU, lançou a campanha HeForShe, que conclama os homens a apoiar a igualdade de gênero, já que isso traz benefícios para ambos os lados. E, apesar dessas iniciativas não serem revolucionárias e terem levantado muitas críticas entre feministas, não podemos descartar sua importância. Principalmente pelo impacto gerado entre as celebridades. Aliás, os discursos de agradecimento das vencedoras do Globo de Ouro desse ano são um exemplo disso.
Porém, este mundo dos homens não facilita: ainda em pleno início de 2015 vimos Ava DuVernay, diretora do filme ‘Selma‘, não ganhar seu lugar merecido na disputa do Oscar. Isso deixou mais do que claro a mensagem enviada pela grande maioria dos diretores da Academia (homens brancos): que ela, sendo mulher e negra, não merece crédito por seu próprio filme.
Mas para minha alegria mal virou o ano e já me deparei com diversas iniciativas vindas de outras famosas de Hollywood que resolveram usaram seu poder de influência e talento para provocar mudanças pelas mulheres – principalmente na participação das mesmas na cultura e indústria do entretenimento.
Resolvi listar algumas iniciativas vindas de celebridades – sim, algumas, porque muito provavelmente vou deixar de fora coisas muito incríveis que simplesmente não lembrei de mencionar – que mal surgiram e já dão muito orgulho:
Reese Witherspoon
Depois de ver seis das suas atrizes favoritas se debaterem por um papel medíocre em um filme, Reese Witherspoon resolveu que já era tempo de arregaçar as mangas para fazer com que mais histórias de mulheres poderosas ganhem um lugar em Hollywood. A produtora da atriz, Pacific Standard, produziu dois grandes filmes escritos por mulheres: ‘Gone Girl‘ (‘Garota Exemplar’, na adaptação para o português), escrito por Gillian Flynn e ‘Wild‘ (‘Livre’, na adaptação para o português), baseado na própria vivência da autora Cheryl Strayed. E parece que vem muito mais por aí.
Rashida Jones
Rashida é conhecida por sua atuação em comédias, especialmente na série americana Parks & Recreation. Porém, ela também mostra um lado sério e comprometido com causas importantes. Um exemplo disso foi sua participação como produtora em um longa documentário, ‘Hot Girls Wanted‘, dirigido por outras duas mulheres: Jill Bauer e Ronna Gradus. O filme que aborda os efeitos da indústria pornô online para jovens mulheres da geração Millennial e teve sua estreia no festival Sundance deste ano.
Amy Poehler
Ano passado a poderosíssima Cate Blanchett sapateou na cara do sexismo ao confrontar o cinegrafista que mostrava seu look da cabeça aos pés durante o tapete vermelho de uma premiação com a pergunta: “vocês também fazem isso com os caras?”. Virou o ano e, com a temporada de premiações, a comediante Amy Poehler resolveu aproveitar a deixa da colega e criou a campanha “Ask Her More” (“pergunte mais a ela”, em tradução livre), na esperança que os reporters perguntem coisas mais interessantes e profundas do que simplesmente “quem você está vestindo?”.
Um dos aspectos que motivaram a atriz é o fato de que as perguntas feitas às celebridades mulheres sempre são menos elaboradas que as realizadas pelos mesmos repórteres aos homens.
Vale lembrar que a atriz que interpreta a amada Leslie Knope, da série Parks and Recreation (e, portanto, colega da nossa amiga aqui em cima), também é fundadora do projeto Smart Girls, uma comunidade online em encorajar jovens mulheres (seja na idade ou no coração) a serem e fazerem muito mais que as capas de revistas esperam delas.
Jill Soloway
A criadora da premiadíssima série Transparent está fazendo uma série de comédia feminista para a MTV americana. A série, ainda sem título, foca em duas garotas (interpretadas por Ashley Skidmore e Lyle Friedman, do canal #hotmessmoves) que se conhecem durante um acampamento de férias e se tornam melhores amigas depois de serem atingidas por um raio (!). Dez anos depois – com o poder da amizade e da segunda onda do feminismo americano – elas decidem salvar as mulheres do mundo contra o mal. Parece interessante e bem louco. Com os ótimos insights de Jill, tenho certeza que a série não vai fazer feio na TV.
Geena Davis
Geena Davis é uma atriz maravilhosa, mas uma ativista ainda mais incrível. Pra quem não sabe, ela criou há 10 anos atrás o Instituto Geena Davis de Gênero na Mídia, que apresenta estudos incríveis sobre gênero na indústria do entretenimento. Agora, ela vai lançar o Bentonville Film Festival, um festival de filmes que celebra as mulheres e a diversidade. O festival vai acontecer no início de maio deste ano e é o primeiro que vai garantir a distribuição dos filmes em salas de cinema, televisão, via streaming e varejo. Serão 75 filmes totais, a maioria documentários e independentes.
Kate Nash
Kate Nash é a única do grupo que não faz filmes de Hollywood, a sua praia é música. A ex-ruiva sempre revela novas facetas, surpreendendo seus fãs positivamente a todo o momento. Seu último trabalho, por exemplo, mostra seu lado roqueira, um som totalmente diferente do que quando a conhecemos cantando ‘Foundations’ e ‘Mariella’. E é nesse embalo que ela montou uma banda só de garotas, que chamou carinhosamente de ‘Girl Gang‘. Ela levantou a bandeira do feminismo de vez e resolveu aproveitar sua influência para atingir outras garotas ao redor do mundo com suas mensagem empoderadora: logo no início deste ano ela estreou a ‘Girl Gang TV‘, que traz diversos vídeos feitos por ela e sua gangue que apresentam desde outras bandas de garotas como também vídeos enviados por garotas do mundo todo.
Lembrou de alguma famosa que recentemente fez algo pelas mulheres usando o entretenimento como plataforma? Não deixe de comentar!
A década de 2010 está sendo muito gloriosa para a história do feminismo. O movimento começou a colher bons frutos a partir do uso das redes sociais, que possibilitou dar voz às mulheres que uniram forças em plataformas como o Twitter, Facebook e Tumblr. De lá surgiram milhares de projetos ao redor do mundo: coletivos artísticos, blogs, passeatas, zines, revistas, etc. Mas o movimento começou a atingir o popular de fato com a ajuda do entretenimento.
Nos últimos anos, vimos surgir séries como ‘Girls‘, ‘Orange Is The New Black‘, ‘American Horror Story‘, ‘Bomb Girls‘, ‘The Honorable Woman‘ e ‘Orphan Black‘ – para mencionar apenas algumas –, que apresentam histórias de mulheres reais na tela da TV. Reais, não poderosas, porque como mesmo disse Maggie Gyllenhaal ao receber um Globo de Ouro como melhor atriz em mini-série: “Não temos visto mais papéis de mulheres poderosas na TV – temos visto mais papéis sobre a complexidade do que é ser mulher”.
Quando a Beyoncé subiu no palco do MTV Video Music Awards em frente ao painel luminoso que trazia em letras garrafais a tão temida palavra, “FEMINISM”, entoando o discurso da escritora nigeriana Chimamanda Adichie que abre sua canção Flawless, ela estava marcando o início do reconhecimento e apoio da indústria pop dessa revolução feita por mulheres há tantos séculos.
E isso foi apenas o início. O discurso da Emma Watson, que aconteceu logo em seguida na sede da ONU, lançou a campanha HeForShe, que conclama os homens a apoiar a igualdade de gênero, já que isso traz benefícios para ambos os lados. E, apesar dessas iniciativas não serem revolucionárias e terem levantado muitas críticas entre feministas, não podemos descartar sua importância. Principalmente pelo impacto gerado entre as celebridades. Aliás, os discursos de agradecimento das vencedoras do Globo de Ouro desse ano são um exemplo disso.
Porém, este mundo dos homens não facilita: ainda em pleno início de 2015 vimos Ava DuVernay, diretora do filme ‘Selma‘, não ganhar seu lugar merecido na disputa do Oscar. Isso deixou mais do que claro a mensagem enviada pela grande maioria dos diretores da Academia (homens brancos): que ela, sendo mulher e negra, não merece crédito por seu próprio filme.
Mas para minha alegria mal virou o ano e já me deparei com diversas iniciativas vindas de outras famosas de Hollywood que resolveram usaram seu poder de influência e talento para provocar mudanças pelas mulheres – principalmente na participação das mesmas na cultura e indústria do entretenimento.
Resolvi listar algumas iniciativas vindas de celebridades – sim, algumas, porque muito provavelmente vou deixar de fora coisas muito incríveis que simplesmente não lembrei de mencionar – que mal surgiram e já dão muito orgulho:
Reese Witherspoon
Depois de ver seis das suas atrizes favoritas se debaterem por um papel medíocre em um filme, Reese Witherspoon resolveu que já era tempo de arregaçar as mangas para fazer com que mais histórias de mulheres poderosas ganhem um lugar em Hollywood. A produtora da atriz, Pacific Standard, produziu dois grandes filmes escritos por mulheres: ‘Gone Girl‘ (‘Garota Exemplar’, na adaptação para o português), escrito por Gillian Flynn e ‘Wild‘ (‘Livre’, na adaptação para o português), baseado na própria vivência da autora Cheryl Strayed. E parece que vem muito mais por aí.
Rashida Jones
Rashida é conhecida por sua atuação em comédias, especialmente na série americana Parks & Recreation. Porém, ela também mostra um lado sério e comprometido com causas importantes. Um exemplo disso foi sua participação como produtora em um longa documentário, ‘Hot Girls Wanted‘, dirigido por outras duas mulheres: Jill Bauer e Ronna Gradus. O filme que aborda os efeitos da indústria pornô online para jovens mulheres da geração Millennial e teve sua estreia no festival Sundance deste ano.
Amy Poehler
Ano passado a poderosíssima Cate Blanchett sapateou na cara do sexismo ao confrontar o cinegrafista que mostrava seu look da cabeça aos pés durante o tapete vermelho de uma premiação com a pergunta: “vocês também fazem isso com os caras?”. Virou o ano e, com a temporada de premiações, a comediante Amy Poehler resolveu aproveitar a deixa da colega e criou a campanha “Ask Her More” (“pergunte mais a ela”, em tradução livre), na esperança que os reporters perguntem coisas mais interessantes e profundas do que simplesmente “quem você está vestindo?”.
Um dos aspectos que motivaram a atriz é o fato de que as perguntas feitas às celebridades mulheres sempre são menos elaboradas que as realizadas pelos mesmos repórteres aos homens.
Vale lembrar que a atriz que interpreta a amada Leslie Knope, da série Parks and Recreation (e, portanto, colega da nossa amiga aqui em cima), também é fundadora do projeto Smart Girls, uma comunidade online em encorajar jovens mulheres (seja na idade ou no coração) a serem e fazerem muito mais que as capas de revistas esperam delas.
Jill Soloway
A criadora da premiadíssima série Transparent está fazendo uma série de comédia feminista para a MTV americana. A série, ainda sem título, foca em duas garotas (interpretadas por Ashley Skidmore e Lyle Friedman, do canal #hotmessmoves) que se conhecem durante um acampamento de férias e se tornam melhores amigas depois de serem atingidas por um raio (!). Dez anos depois – com o poder da amizade e da segunda onda do feminismo americano – elas decidem salvar as mulheres do mundo contra o mal. Parece interessante e bem louco. Com os ótimos insights de Jill, tenho certeza que a série não vai fazer feio na TV.
Geena Davis
Geena Davis é uma atriz maravilhosa, mas uma ativista ainda mais incrível. Pra quem não sabe, ela criou há 10 anos atrás o Instituto Geena Davis de Gênero na Mídia, que apresenta estudos incríveis sobre gênero na indústria do entretenimento. Agora, ela vai lançar o Bentonville Film Festival, um festival de filmes que celebra as mulheres e a diversidade. O festival vai acontecer no início de maio deste ano e é o primeiro que vai garantir a distribuição dos filmes em salas de cinema, televisão, via streaming e varejo. Serão 75 filmes totais, a maioria documentários e independentes.
Kate Nash
Kate Nash é a única do grupo que não faz filmes de Hollywood, a sua praia é música. A ex-ruiva sempre revela novas facetas, surpreendendo seus fãs positivamente a todo o momento. Seu último trabalho, por exemplo, mostra seu lado roqueira, um som totalmente diferente do que quando a conhecemos cantando ‘Foundations’ e ‘Mariella’. E é nesse embalo que ela montou uma banda só de garotas, que chamou carinhosamente de ‘Girl Gang‘. Ela levantou a bandeira do feminismo de vez e resolveu aproveitar sua influência para atingir outras garotas ao redor do mundo com suas mensagem empoderadora: logo no início deste ano ela estreou a ‘Girl Gang TV‘, que traz diversos vídeos feitos por ela e sua gangue que apresentam desde outras bandas de garotas como também vídeos enviados por garotas do mundo todo.
Lembrou de alguma famosa que recentemente fez algo pelas mulheres usando o entretenimento como plataforma? Não deixe de comentar!
A década de 2010 está sendo muito gloriosa para a história do feminismo. O movimento começou a colher bons frutos a partir do uso das redes sociais, que possibilitou dar voz às mulheres que uniram forças em plataformas como o Twitter, Facebook e Tumblr. De lá surgiram milhares de projetos ao redor do mundo: coletivos artísticos, blogs, passeatas, zines, revistas, etc. Mas o movimento começou a atingir o popular de fato com a ajuda do entretenimento.
Nos últimos anos, vimos surgir séries como ‘Girls‘, ‘Orange Is The New Black‘, ‘American Horror Story‘, ‘Bomb Girls‘, ‘The Honorable Woman‘ e ‘Orphan Black‘ – para mencionar apenas algumas –, que apresentam histórias de mulheres reais na tela da TV. Reais, não poderosas, porque como mesmo disse Maggie Gyllenhaal ao receber um Globo de Ouro como melhor atriz em mini-série: “Não temos visto mais papéis de mulheres poderosas na TV – temos visto mais papéis sobre a complexidade do que é ser mulher”.
Quando a Beyoncé subiu no palco do MTV Video Music Awards em frente ao painel luminoso que trazia em letras garrafais a tão temida palavra, “FEMINISM”, entoando o discurso da escritora nigeriana Chimamanda Adichie que abre sua canção Flawless, ela estava marcando o início do reconhecimento e apoio da indústria pop dessa revolução feita por mulheres há tantos séculos.
E isso foi apenas o início. O discurso da Emma Watson, que aconteceu logo em seguida na sede da ONU, lançou a campanha HeForShe, que conclama os homens a apoiar a igualdade de gênero, já que isso traz benefícios para ambos os lados. E, apesar dessas iniciativas não serem revolucionárias e terem levantado muitas críticas entre feministas, não podemos descartar sua importância. Principalmente pelo impacto gerado entre as celebridades. Aliás, os discursos de agradecimento das vencedoras do Globo de Ouro desse ano são um exemplo disso.
Porém, este mundo dos homens não facilita: ainda em pleno início de 2015 vimos Ava DuVernay, diretora do filme ‘Selma‘, não ganhar seu lugar merecido na disputa do Oscar. Isso deixou mais do que claro a mensagem enviada pela grande maioria dos diretores da Academia (homens brancos): que ela, sendo mulher e negra, não merece crédito por seu próprio filme.
Mas para minha alegria mal virou o ano e já me deparei com diversas iniciativas vindas de outras famosas de Hollywood que resolveram usaram seu poder de influência e talento para provocar mudanças pelas mulheres – principalmente na participação das mesmas na cultura e indústria do entretenimento.
Resolvi listar algumas iniciativas vindas de celebridades – sim, algumas, porque muito provavelmente vou deixar de fora coisas muito incríveis que simplesmente não lembrei de mencionar – que mal surgiram e já dão muito orgulho:
Reese Witherspoon
Depois de ver seis das suas atrizes favoritas se debaterem por um papel medíocre em um filme, Reese Witherspoon resolveu que já era tempo de arregaçar as mangas para fazer com que mais histórias de mulheres poderosas ganhem um lugar em Hollywood. A produtora da atriz, Pacific Standard, produziu dois grandes filmes escritos por mulheres: ‘Gone Girl‘ (‘Garota Exemplar’, na adaptação para o português), escrito por Gillian Flynn e ‘Wild‘ (‘Livre’, na adaptação para o português), baseado na própria vivência da autora Cheryl Strayed. E parece que vem muito mais por aí.
Rashida Jones
Rashida é conhecida por sua atuação em comédias, especialmente na série americana Parks & Recreation. Porém, ela também mostra um lado sério e comprometido com causas importantes. Um exemplo disso foi sua participação como produtora em um longa documentário, ‘Hot Girls Wanted‘, dirigido por outras duas mulheres: Jill Bauer e Ronna Gradus. O filme que aborda os efeitos da indústria pornô online para jovens mulheres da geração Millennial e teve sua estreia no festival Sundance deste ano.
Amy Poehler
Ano passado a poderosíssima Cate Blanchett sapateou na cara do sexismo ao confrontar o cinegrafista que mostrava seu look da cabeça aos pés durante o tapete vermelho de uma premiação com a pergunta: “vocês também fazem isso com os caras?”. Virou o ano e, com a temporada de premiações, a comediante Amy Poehler resolveu aproveitar a deixa da colega e criou a campanha “Ask Her More” (“pergunte mais a ela”, em tradução livre), na esperança que os reporters perguntem coisas mais interessantes e profundas do que simplesmente “quem você está vestindo?”.
Um dos aspectos que motivaram a atriz é o fato de que as perguntas feitas às celebridades mulheres sempre são menos elaboradas que as realizadas pelos mesmos repórteres aos homens.
Vale lembrar que a atriz que interpreta a amada Leslie Knope, da série Parks and Recreation (e, portanto, colega da nossa amiga aqui em cima), também é fundadora do projeto Smart Girls, uma comunidade online em encorajar jovens mulheres (seja na idade ou no coração) a serem e fazerem muito mais que as capas de revistas esperam delas.
Jill Soloway
A criadora da premiadíssima série Transparent está fazendo uma série de comédia feminista para a MTV americana. A série, ainda sem título, foca em duas garotas (interpretadas por Ashley Skidmore e Lyle Friedman, do canal #hotmessmoves) que se conhecem durante um acampamento de férias e se tornam melhores amigas depois de serem atingidas por um raio (!). Dez anos depois – com o poder da amizade e da segunda onda do feminismo americano – elas decidem salvar as mulheres do mundo contra o mal. Parece interessante e bem louco. Com os ótimos insights de Jill, tenho certeza que a série não vai fazer feio na TV.
Geena Davis
Geena Davis é uma atriz maravilhosa, mas uma ativista ainda mais incrível. Pra quem não sabe, ela criou há 10 anos atrás o Instituto Geena Davis de Gênero na Mídia, que apresenta estudos incríveis sobre gênero na indústria do entretenimento. Agora, ela vai lançar o Bentonville Film Festival, um festival de filmes que celebra as mulheres e a diversidade. O festival vai acontecer no início de maio deste ano e é o primeiro que vai garantir a distribuição dos filmes em salas de cinema, televisão, via streaming e varejo. Serão 75 filmes totais, a maioria documentários e independentes.
Kate Nash
Kate Nash é a única do grupo que não faz filmes de Hollywood, a sua praia é música. A ex-ruiva sempre revela novas facetas, surpreendendo seus fãs positivamente a todo o momento. Seu último trabalho, por exemplo, mostra seu lado roqueira, um som totalmente diferente do que quando a conhecemos cantando ‘Foundations’ e ‘Mariella’. E é nesse embalo que ela montou uma banda só de garotas, que chamou carinhosamente de ‘Girl Gang‘. Ela levantou a bandeira do feminismo de vez e resolveu aproveitar sua influência para atingir outras garotas ao redor do mundo com suas mensagem empoderadora: logo no início deste ano ela estreou a ‘Girl Gang TV‘, que traz diversos vídeos feitos por ela e sua gangue que apresentam desde outras bandas de garotas como também vídeos enviados por garotas do mundo todo.
Lembrou de alguma famosa que recentemente fez algo pelas mulheres usando o entretenimento como plataforma? Não deixe de comentar!
Vamos celebrar o dia de hoje! Não, não porque é feriado, tolinha. Hoje, 20 de novembro, é dia da consciência negra. Um dia para festejar a cultura, raízes e características afro-descendentes. Mas também é um dia para tomar consciência sobre os males sociais enfrentados por conta do racismo (e, por favor, se você ainda é contra cotas e acredita em racismo reverso, pode fechar este site, okay?).
A discriminação contra o negro precisa ser falada e combatida. Por isso que o nome do feriado fala de consciência. E já que estamos abordando sobre uma minoria, que é a maioria desprovida de respeito e privilégios ao redor do mundo, quero fechar o cerco mais ainda. Vou somar e falar da mulher negra. Mais ainda: vou falar das negras dentro da subcultura gótica.
O motivo é que eu acredito que esta é uma boa maneira de exemplificar como o negro pode e deve fazer parte em um contexto que muitos pensam ser um privilégio exclusivamente branco. Para isso, conversei com a Luana Carvalho, conhecida na cena como Moon. Ela criou a fanpage Góticos Afrodescendentes, com o intuito de dar visibilidade aos negros dentro da subcultura e, assim, oferecer um ponto de representatividade e diálogo na comunidade. A página, aliás, usa como referência a rainha vampira Akasha, que foi interpretada pela belíssima Aaliyah (r.i.p.) no filme “Rainha dos Condenados” (2002).
Ovelha: Moon, o que é a subcultura gótica?
Moon:A subcultura gótica é uma “tribo urbana” que teve seu início no país nos anos 80 (saudosos anos 80), inicialmente chamados de dark e hoje como góticos mesmo.
É uma filosofia de vida onde estilo musical e vestimenta são bem marcantes. Muita gente acha que abrange religião também, mas não – como foi originária do movimento pós punk, a cena nem se quer levanta qualquer ponto de discussão sobre religião (não, não adoramos ao diabo). Também temos uma boa carga de gosto pela filosofia, literatura e artes em geral. Hoje em dia temos várias vertentes dentro do movimento: gótico clássico, vitoriano, darkwave, cyber, deathrock, etc.
Ovelha: Em que momento você descobriu e se apaixonou pelo gótico?
Moon:Eu sempre sou fisgada pela música. Foi ainda criança que o Sisters of Mercy (vídeo acima) me encantou e, como uma coisa puxa a outra, me apaixonei loucamente pela subcultura gótica.
Ovelha: Por que você decidiu criar a página?
Moon:Toda a referência visual do gótico é importada da Europa, onde a grande maioria das pessoas é branca. Sendo assim, o gótico de tom de pele diferente sofre com o choque de referência (consigo mesmo e perante os demais do mesmo círculo). Quando criei a página há quase 3 anos, não havia a menor referência de como eram os visuais góticos elaborados e combinados com nossa pele negra. Maquiagem então… A primeira coisa que se via nos tutoriais era a moça passando pancake branco no rosto, o que para meu gosto fica uma máscara totalmente fora do aceitável para peles escuras. Claro que se observava claramente essa tentativa de ficar pelo menos parecido com o esteriótipo da referência. Por isso mesmo que criei a fanpage. Queria quebrar esse tabu de que gótico tem que ser branco e, de quebra, acostumar os olhos de todos à beleza do gótico afro, dando inúmeras referências a nós que temos um tom de pele diferente do branco.
Ovelha: Você já sofreu preconceito de membros da subcultura por ser negra?
Moon:E quem não? De tempos em tempos estamos denunciando manifestações de preconceito contra nós e comigo não aconteceu diferente.
Ovelha: E nas ruas, na família: você já sofreu preconceitos por ser gótica?
Moon:Existe preconceito e existe ignorância. O ser humano tem medo de tudo que não conhece. Quando você está pronta, com aquele visual super bem montado, você entra na condução e todos olham para você. Ninguém senta ao seu lado, ninguém quer ficar perto. Crianças acham que você é bruxa e por aí vai. Eu já me divirto com isso.
Ovelha: O Brasil é um país tropical, cuja maioria dos habitantes gosta de sol e praia – além viver torcendo o nariz sobre a aparência dos outros. Como a subcultura gótica é vista no país?
Moon:Volto a questão da referência Européia. Lá o clima é frio e por isso se usa vestimenta pesada. Aqui precisamos adaptar os visuais para o clima tropical, sobretudo no calor. Por isso que quando uma pessoa passa vestindo roupas pesadas num calor de 40 graus, todos vão estranhar. Até eu.
Ovelha: Obrigada pelo papo, Moon! Gostaria de dar algum conselho para outras mulheres negras que desejem abraçar subculturas (punk, decora, lolita, gótico, etc)?
Moon:Nada te impede de gostar e adotar certos elementos da vestimenta em seu guarda-roupa. O que importa é você ser autêntica e original. Não ligue para a opinião dos outros. Vai lá e seja feliz.
como mesmo disse Maggie Gyllenhaal ao receber um Globo de Ouro como melhor atriz em mini-série: “Não temos visto mais papéis de mulheres poderosas na TV – temos visto mais papéis sobre a complexidade do que é ser mulher”.
Quando a Beyoncé subiu no palco do MTV Video Music Awards em frente ao painel luminoso que trazia em letras garrafais a tão temida palavra, “FEMINISM”, entoando o discurso da escritora nigeriana Chimamanda Adichie que abre sua canção Flawless, ela estava marcando o início do reconhecimento e apoio da indústria pop dessa revolução feita por mulheres há tantos séculos.
E isso foi apenas o início. O discurso da Emma Watson, que aconteceu logo em seguida na sede da ONU, lançou a campanha HeForShe, que conclama os homens a apoiar a igualdade de gênero, já que isso traz benefícios para ambos os lados. E, apesar dessas iniciativas não serem revolucionárias e terem levantado muitas críticas entre feministas, não podemos descartar sua importância. Principalmente pelo impacto gerado entre as celebridades. Aliás, os discursos de agradecimento das vencedoras do Globo de Ouro desse ano são um exemplo disso.
Porém, este mundo dos homens não facilita: ainda em pleno início de 2015 vimos Ava DuVernay, diretora do filme ‘Selma‘, não ganhar seu lugar merecido na disputa do Oscar. Isso deixou mais do que claro a mensagem enviada pela grande maioria dos diretores da Academia (homens brancos): que ela, sendo mulher e negra, não merece crédito por seu próprio filme.
Mas para minha alegria mal virou o ano e já me deparei com diversas iniciativas vindas de outras famosas de Hollywood que resolveram usaram seu poder de influência e talento para provocar mudanças pelas mulheres – principalmente na participação das mesmas na cultura e indústria do entretenimento.
Resolvi listar algumas iniciativas vindas de celebridades – sim, algumas, porque muito provavelmente vou deixar de fora coisas muito incríveis que simplesmente não lembrei de mencionar – que mal surgiram e já dão muito orgulho:
Reese Witherspoon
Depois de ver seis das suas atrizes favoritas se debaterem por um papel medíocre em um filme, Reese Witherspoon resolveu que já era tempo de arregaçar as mangas para fazer com que mais histórias de mulheres poderosas ganhem um lugar em Hollywood. A produtora da atriz, Pacific Standard, produziu dois grandes filmes escritos por mulheres: ‘Gone Girl‘ (‘Garota Exemplar’, na adaptação para o português), escrito por Gillian Flynn e ‘Wild‘ (‘Livre’, na adaptação para o português), baseado na própria vivência da autora Cheryl Strayed. E parece que vem muito mais por aí.
Rashida Jones
Rashida é conhecida por sua atuação em comédias, especialmente na série americana Parks & Recreation. Porém, ela também mostra um lado sério e comprometido com causas importantes. Um exemplo disso foi sua participação como produtora em um longa documentário, ‘Hot Girls Wanted‘, dirigido por outras duas mulheres: Jill Bauer e Ronna Gradus. O filme que aborda os efeitos da indústria pornô online para jovens mulheres da geração Millennial e teve sua estreia no festival Sundance deste ano.
Amy Poehler
Ano passado a poderosíssima Cate Blanchett sapateou na cara do sexismo ao confrontar o cinegrafista que mostrava seu look da cabeça aos pés durante o tapete vermelho de uma premiação com a pergunta: “vocês também fazem isso com os caras?”. Virou o ano e, com a temporada de premiações, a comediante Amy Poehler resolveu aproveitar a deixa da colega e criou a campanha “Ask Her More” (“pergunte mais a ela”, em tradução livre), na esperança que os reporters perguntem coisas mais interessantes e profundas do que simplesmente “quem você está vestindo?”.
Um dos aspectos que motivaram a atriz é o fato de que as perguntas feitas às celebridades mulheres sempre são menos elaboradas que as realizadas pelos mesmos repórteres aos homens.
Vale lembrar que a atriz que interpreta a amada Leslie Knope, da série Parks and Recreation (e, portanto, colega da nossa amiga aqui em cima), também é fundadora do projeto Smart Girls, uma comunidade online em encorajar jovens mulheres (seja na idade ou no coração) a serem e fazerem muito mais que as capas de revistas esperam delas.
Jill Soloway
A criadora da premiadíssima série Transparent está fazendo uma série de comédia feminista para a MTV americana. A série, ainda sem título, foca em duas garotas (interpretadas por Ashley Skidmore e Lyle Friedman, do canal #hotmessmoves) que se conhecem durante um acampamento de férias e se tornam melhores amigas depois de serem atingidas por um raio (!). Dez anos depois – com o poder da amizade e da segunda onda do feminismo americano – elas decidem salvar as mulheres do mundo contra o mal. Parece interessante e bem louco. Com os ótimos insights de Jill, tenho certeza que a série não vai fazer feio na TV.
Geena Davis
Geena Davis é uma atriz maravilhosa, mas uma ativista ainda mais incrível. Pra quem não sabe, ela criou há 10 anos atrás o Instituto Geena Davis de Gênero na Mídia, que apresenta estudos incríveis sobre gênero na indústria do entretenimento. Agora, ela vai lançar o Bentonville Film Festival, um festival de filmes que celebra as mulheres e a diversidade. O festival vai acontecer no início de maio deste ano e é o primeiro que vai garantir a distribuição dos filmes em salas de cinema, televisão, via streaming e varejo. Serão 75 filmes totais, a maioria documentários e independentes.
Kate Nash
Kate Nash é a única do grupo que não faz filmes de Hollywood, a sua praia é música. A ex-ruiva sempre revela novas facetas, surpreendendo seus fãs positivamente a todo o momento. Seu último trabalho, por exemplo, mostra seu lado roqueira, um som totalmente diferente do que quando a conhecemos cantando ‘Foundations’ e ‘Mariella’. E é nesse embalo que ela montou uma banda só de garotas, que chamou carinhosamente de ‘Girl Gang‘. Ela levantou a bandeira do feminismo de vez e resolveu aproveitar sua influência para atingir outras garotas ao redor do mundo com suas mensagem empoderadora: logo no início deste ano ela estreou a ‘Girl Gang TV‘, que traz diversos vídeos feitos por ela e sua gangue que apresentam desde outras bandas de garotas como também vídeos enviados por garotas do mundo todo.
Lembrou de alguma famosa que recentemente fez algo pelas mulheres usando o entretenimento como plataforma? Não deixe de comentar!