A Síndrome do Pânico e Eu

Ilustração feita com exclusividade por Sarah Assaf

Achei necessário escrever um texto sobre minha experiência com essa crise de ansiedade que tem assolado muitas pessoas. Muitos amigos vêm me perguntar sobre ela, apelidei ‘carinhosamente’ de orgasmo do terror. Porque chega devagar, tem um ápice horroso e quando acaba te deixa esgotadx. Mas vamos lá, é terror sem susto, prometo. Haha!

Há três anos e meio, tomei uma grande decisão, me mudaria de volta para a cidade em que nasci depois de viver 16 anos em São Paulo. Havia tomado uma outra grande decisão, sair do mercado da publicidade de vez, mercado esse que me deixava extremamente estressada, frustrada, desmotivada com a vida, seres humanos, futuro, passado, fauna e flora (tema pra outro texto).

 
[caption id="attachment_4279" align="aligncenter" width="499"]HAHA, exagerada que só a porra HAHA, exagerada que só a porra[/caption]  
Cheguei então no Rio de Janeiro (uhúuuu), eu e meu namorado decidimos morar juntos e eu fui trabalhar num albergue pra dar uma desintoxicada da publicidade. Seis meses depois, arranjei alguns clientes e fiquei trabalhando como designer freelancer, mas como eu havia pegado coisas que pagavam pouco de muita gente, eu trabalhava muito, muito mesmo, e não tinha tempo pra mais nada, comia mal, dormia mal, o aluguel era muito alto e eu ia dormir fazendo contas.

 
[caption id="attachment_4290" align="aligncenter" width="450"]bixcoito globo, mate, sinixtro, ketchup na pizza, chopp bixcoito globo, mate, sinixtro, ketchup na pizza, chopp[/caption]  
Um belo dia, eu estava me sentindo super estranha na frente do computador, mas continuei trabalhando normal, o Ivan (meu companheiro) me chamou pra comer alguma coisa na lanchonete que tinha embaixo do nosso prédio e lá fomos nós. Assim que eu dei a última mordida no meu sanduíche, bateu uma sensação muito forte de que eu fosse desmaiar, começou um formigamento nas mãos, nos pés, taquicardia, eu coloquei sal na boca achando que fosse pressão baixa, uma tremedeira que não passava, levantei, joguei água no rosto e não passava, era uma sensação de que eu ir ter um treco, um desmaio, um derrame, uma sensação horrorosa da qual eu fui tomada por medo, muito medo.

 
[caption id="attachment_4285" align="aligncenter" width="376"]fui testando todo meu know-how, sal na boca, água na cara, nada funcionava fui testando todo meu know-how: sal na boca, água na cara… nada funcionava[/caption]  
Ivan perguntou se eu queria ir pro hospital e eu disse que sim, achei que eu pudesse estar tendo um pré-ataque-de-alguma-coisa que eu não sabia explicar. Minha sogra demorou um pouco, mas acabou nos levando num hospital que eu era segurada na época. Fui atendida por uma médica super simpática que mediu minha pressão e disse que todos os sinais vitais estavam perfeitos, não havia com o que eu me preocupar. Eu pensei estar ficando maluca, saí do hospital e cheguei em casa num estado completamente esgotado, de como se o corpo tivesse ficado tão tenso por um tempo que agora eu não tinha forças pra mais nada. Resolvi não contar nada pro meu pai porque ele ainda morava e mora em São Paulo, eu não queria deixar ele alarmado com alguma coisa que não tinha nem nome ainda!

 
[caption id="attachment_4284" align="aligncenter" width="359"]mixed feelings mixed feelings[/caption]  
Os dias seguintes foram de um pouco de medo, medo de não saber o que tinha acontecido, medo de acontecer de novo, de não saber o porquê tinha acontecido, mas os dias foram passando e eu voltei normalmente à minha rotina ~ da pesada. Na semana seguinte a esse episódio, eu comecei a me sentir estranha da mesma forma que eu tinha estado no dia do primeiro piripaque, essa sensação é difícil de expor, é uma sensação da qual parece que você está desconfortável dentro de você mesma, tem alguma coisa de errado e você sabe. Eu estava trabalhando na frente do computador quando e comecei a sentir a sensação chegando, achei melhor então interromper e ir dormir (já era tarde, na madruga boladona). Desliguei o computador, escovei os dentes e deitei.

 
[caption id="attachment_4282" align="aligncenter" width="400"]eu estava trabalhando muitíssimas horas por dia, num nível de estresse muito alto eu estava trabalhando muitíssimas horas por dia, num nível de estresse muito alto[/caption]  

Perguntei pro Ivan: “Amor, você sabe o número do SAMU? É 192, tá? Caso aconteça alguma coisa comigo.”

 
Eu não queria assustar ele, mas como eu senti a parada chegando e já era tarde, achei melhor avisar. Acho que não deu nem 5 segundos depois que eu fiz a pergunta e um novo piripaque começou. Foi bem intenso, eu pedia socorro, achava que ia morrer, as mãos e os pés estavam novamente formigando e suando a taquicardia muito forte, a cabeça parecia que ia explodir, e eu não desmaiava, meu corpo não desligava, eu não sabia o que estava acontecendo, Ivan ficou desesperado sem saber muito o que fazer. E lá fomos nós para o hospital mais uma vez. Dessa vez fui atendida por um homem que estava um pouco impaciente (pregs), era de madrugada, viu meus sinais vitais e me disse que estavam perfeitos e queria me dar um calmante, mas eu não estava nervosa, fiquei ofendida e quis voltar pra casa. Mais uma vez, a sensação de desgate completo, exaustão.
 

Eu estava com medo. Eu queria um diagnóstico e não um remédio pra dormir.

 

giphy (6)
 
Resolvi então ligar para o meu pai para dizer que alguma coisa estava acontecendo e eu não sabia o que era. Já tinham acontecido dois piripaques comigo e pelo visto eu tinha alguma coisa que não sabia o que era. Achei que eu pudesse chegar com um diagnóstico, mas infelizmente não tinha nenhum. Liguei e abri o jogo, contei o que tinha acontecido, contei que já tinha acontecido antes quando meu pai, após uma pausa dramática me falou:
 

“Filha, o que você tem é Síndrome do Pânico, convivo com isso desde os meus 28 anos. Estou indo para o Rio agora para te ajudar, mas fique tranquila que é possível viver numa boa com isso, eu vou te ajudar a passar por isso.”

 
[caption id="attachment_4286" align="aligncenter" width="500"]pai, te amo ♡ obrigada! pai, te amo ♡ obrigada![/caption]  
Me senti uma completa ignorante. Como meu pai tem isso desde antes de eu nascer e eu não tinha ideia do que era ou melhor, de como era? Eu tinha uma imagem na minha cabeça dessa Síndrome de que era uma pessoa que tinha medo de sair de casa, que ficasse num canto com medo, eu não sabia que era assim! Quanta falta de informação, imagina quanta coisa a gente pinta na nossa cabeça por pura ignorância. Mas porra, bota no google imagens ‘síndrome do pânico’ pra vocês verem o que aparece! Hahaha.

 
[caption id="attachment_4277" align="aligncenter" width="922"]imagens maravilhosas (sqn) encontradas no google imagens sobre pânico, HAHA imagens maravilhosas (sqn) encontradas no google imagens sobre pânico, HAHA[/caption]  
Meu pai chegou no Rio e me confortou muito, me ensinou algumas técnicas de respiração para interromper a evolução do piripaque, que agora eu chamava de crise, me falou da importância de começar a fazer terapia, de ir a um médico pra saber de eu precisaria tomar remédios ou não. Me deixou tranquila, disse que no começo seria difícil mas que as coisas iriam se normalizar. E se normalizaram mesmo.

 
giphy (3)
 
☻ Não há um perfil exato de pessoas com pânico, não tem um porquê exato dele se manifestar, podem ser muitos fatores, traumas, estresse, mudanças bruscas, situações, é muito importante procurar tratamento, fazer terapia, pra que possamos entender a causa das crises e aprender a lidar melhor com isso.

 
giphy (13)
 
☻ O nosso corpo tem muitas válvulas de escape, nós somatizamos, nós temos gastrites nervosas e temos crises de ansiedade. A Síndrome do Pânico nada mais é quando o nosso corpo vai acumulando adrenalina e de repente tem uma descarga muito forte dela, seja onde você estiver. É como se naturalmente fossemos acumulando um copinho de adrenalina no cérebro e a crise é quando esse copinho entorna e vaza. Quando isso acontece, os sintomas são de morte iminente, sudorese, palpitações, taquicardia, pressão na cabeça, falta de ar, tontura, náusea, formigamento, tremedeira, etc. :( Basicamente você acha que vai ter um treco. Acha não, você tem certeza de que vai ter um treco.

 
[caption id="attachment_4299" align="aligncenter" width="640"]vai dar tudo certo, é preciso ter um pouco de paciência (que não é meu forte) vai dar tudo certo, é preciso ter um pouco de paciência (que não é meu forte)[/caption]  
☻ O esgotamento que sentimos depois das crises é por causa da tensão em que o corpo se mantém durante, é um exercício físico e mental muito pesado.

☻  Meu pai me passou uma série de respirações que relaxam os músculos do corpo e eu consegui interromper todas as futuras crises, só experienciando o princípio da crise, isso até hoje. Resumidamente, no começo, ele pedia pra que eu deitasse no chão e respirasse em tempos, aspira em 3 tempos e expira em 6, fazendo com que mais ar saia do seu corpo. Por que no chão? Porque você consegue sentir o seu corpo tensionado e consegue concentrar onde tem que relaxar, se você está num colchão macio é mais difícil de perceber os músculos tensionados.

☻ Eu escolhi não tomar remédio porque eu pude escolher, mas por favor, não se enganem, eu consegui interromper o ciclo do medo, mas mudei completamente a minha rotina, passei a ter hora pra acordar, pra trabalhar, pra comer, comia mais saudável, parei de beber por um tempo, praticava esportes, comecei a fazer yoga e terapia. Mas ainda assim tem gente que precisa sim tomar remédio pra que isso aconteça, então por favor, vá num médico de confiança, e se não tiver um, como é o meu caso, vá em mais de um até se sentir confortável com alguém que acredite em você, te entenda e queira te ajudar.

 
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☻ Não seja duro com você mesmo, demorei mais de seis meses pra poder me sentir um pouco segura de fazer as coisas normais de novo, demora um pouco mas é de pessoa pra pessoa. Acredite que você pode ser uma pessoa completamente normal e conviver com a Síndrome. Eu ainda tenho alguns princípios de crise, mas nunca mais tive nenhuma crise. Conheço muitas pessoas que nunca mais tiveram nem princípio de crise, então acredite, podemos sair dessa! :)

 
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É isso, galeura. Coloquei muitos gifs pra tentar passar a informação de forma mais bem humorada possível mesmo sabendo que é um assunto delicado. Gosto de lidar com meus problemas dessa forma, me ajuda a tornar as experiências mais leves. Espero que essa minha experiência possa servir de ajuda pra alguém. Se ainda precisarem saber alguma coisa, podem deixar comentários que eu vou ter o maior prazer de ajudar, se for possível. Beixota. ♡

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Mais de Bárbara Gondar

Advantageous, filme sci-fi poder ♡

Despretensiosamente, fui procurar um filme sci-fi (meus favoritos) para assistir sexta à noite e fiz uma busca básica no Netflix. Achei o Advantageous, me chamou bastante a atenção por ter ganhado o Festival Sundance em 2015 e principalmente por ser dirigido e escrito por uma mulher, Jennifer Phang. Foi escrito também pela Jacqueline Kim, que é a atriz principal do filme e que também é uma diretora de cinema.

Advantageous é um filme esteticamente muito lindo. Tem uma trilha sonora simples, neutra e a direção de arte é impecável, tanto na fotografia quanto nos planos escolhidos. As cores sempre análogas compõem e ditam o ritmo do filme, que é calmo, lento. Mas não é lento-chato, é um filme extremamente crítico que faz uma crítica direta na forma em que estamos conduzindo as relações humanas. A ficção científica entra de forma complementar no filme, não fazem uso extremo de invenções megalomaníacas, mas é um futuro distópico em que as pessoas, por causa da alimentação entre outras coisas, não conseguem mais reproduzir.

A questão da não-reprodução levanta questões básicas como: por que precisamos ter filhos? Precisamos ter filhos? Por que temos filhos? Por que não adotamos? Por que estamos vivos? Eu mesma sempre me questionei a validade da reprodução porque ainda não consigo achar uma resposta pessoal válida do porquê eu deveria ter filhos, minhas respostas são sempre muito egoístas, a resposta vem com: porque eu quero que… porque eu desejo… Sempre no eu, eu, eu. Esse questionamento é pessoal, viu, galera? Hahaha. :) Desejo ter filhos futuramente mas não deixo de questionar minhas escolhas.

 
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Gwen é a personagem principal e cria sua filha Jules sozinha. As questões das mulheres são extremamente fortes nesse filme, Gwen é uma mulher que trabalha numa empresa de bem-estar que poderia assemelhar-se a uma clínica de cirurgia plástica em nossos dias atuais, mas a clínica de bem estar vem com um conceito marketeiro de envolvimento não só físico, mas psicológico, afinal, nossa aparência influencia diretamente em nossos egos, sim.

O mote é que Gwen está numa idade em que não serve mais para representar a empresa e o futuro da Jules depende diretamente disso. Gwen precisa tomar uma decisão difícil para garantir o futuro de sua filha, ou seja, a história de muitas mães que conhecemos hoje em dia. Muitas questões acerca da opressão no universo feminino são levantadas, ditadura do padrão estético, prostituição infantil, ser mãe solteira, maniqueísmo da mulher santa ou puta, raças, tudo de forma levemente inserida e natural.

 
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Com os trabalhos automatizados, ao chegarem a uma certa idade, as mulheres são as mais afetadas. Nada distante da nossa realidade atual, não é verdade? Segundo a lógica corporativa dentro do filme, mesmo que as mulheres cheguem em uma situação de pobreza insuportável, elas não reagem com agressividade ou se tornam violentas como homens na mesma situação. Fiquei chocada com isso, mas passou, hahaha.

A relação entre mãe e filha é ditada de forma extremamente natural e poética. Creio que, por não ser mãe e não ter sido criada pela minha mãe, esse filme conseguiu ao máximo me aproximar do sentimento materno, me deixando emocionada diversas vezes. O diálogo, o roteiro, é muito bem escrito, há uma sensibilidade extrema em todas as cenas, o sentimento é latente e a angústia da personagem também.

 
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Esse filme me pegou de surpresa quando eu estava apenas procurando um filme que entretece mais do que adicionasse. Pela poética, pelas problematizações, atuações e direção, minha nota é 7,5!

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Resolvi então ligar para o meu pai para dizer que alguma coisa estava acontecendo e eu não sabia o que era. Já tinham acontecido dois piripaques comigo e pelo visto eu tinha alguma coisa que não sabia o que era. Achei que eu pudesse chegar com um diagnóstico, mas infelizmente não tinha nenhum. Liguei e abri o jogo, contei o que tinha acontecido, contei que já tinha acontecido antes quando meu pai, após uma pausa dramática me falou:
 

“Filha, o que você tem é Síndrome do Pânico, convivo com isso desde os meus 28 anos. Estou indo para o Rio agora para te ajudar, mas fique tranquila que é possível viver numa boa com isso, eu vou te ajudar a passar por isso.”

 

 
Me senti uma completa ignorante. Como meu pai tem isso desde antes de eu nascer e eu não tinha ideia do que era ou melhor, de como era? Eu tinha uma imagem na minha cabeça dessa Síndrome de que era uma pessoa que tinha medo de sair de casa, que ficasse num canto com medo, eu não sabia que era assim! Quanta falta de informação, imagina quanta coisa a gente pinta na nossa cabeça por pura ignorância. Mas porra, bota no google imagens ‘síndrome do pânico’ pra vocês verem o que aparece! Hahaha.

 

 
Meu pai chegou no Rio e me confortou muito, me ensinou algumas técnicas de respiração para interromper a evolução do piripaque, que agora eu chamava de crise, me falou da importância de começar a fazer terapia, de ir a um médico pra saber de eu precisaria tomar remédios ou não. Me deixou tranquila, disse que no começo seria difícil mas que as coisas iriam se normalizar. E se normalizaram mesmo.

 
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☻ Não há um perfil exato de pessoas com pânico, não tem um porquê exato dele se manifestar, podem ser muitos fatores, traumas, estresse, mudanças bruscas, situações, é muito importante procurar tratamento, fazer terapia, pra que possamos entender a causa das crises e aprender a lidar melhor com isso.

 
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☻ O nosso corpo tem muitas válvulas de escape, nós somatizamos, nós temos gastrites nervosas e temos crises de ansiedade. A Síndrome do Pânico nada mais é quando o nosso corpo vai acumulando adrenalina e de repente tem uma descarga muito forte dela, seja onde você estiver. É como se naturalmente fossemos acumulando um copinho de adrenalina no cérebro e a crise é quando esse copinho entorna e vaza. Quando isso acontece, os sintomas são de morte iminente, sudorese, palpitações, taquicardia, pressão na cabeça, falta de ar, tontura, náusea, formigamento, tremedeira, etc. :( Basicamente você acha que vai ter um treco. Acha não, você tem certeza de que vai ter um treco.

 

 
☻ O esgotamento que sentimos depois das crises é por causa da tensão em que o corpo se mantém durante, é um exercício físico e mental muito pesado.

☻  Meu pai me passou uma série de respirações que relaxam os músculos do corpo e eu consegui interromper todas as futuras crises, só experienciando o princípio da crise, isso até hoje. Resumidamente, no começo, ele pedia pra que eu deitasse no chão e respirasse em tempos, aspira em 3 tempos e expira em 6, fazendo com que mais ar saia do seu corpo. Por que no chão? Porque você consegue sentir o seu corpo tensionado e consegue concentrar onde tem que relaxar, se você está num colchão macio é mais difícil de perceber os músculos tensionados.

☻ Eu escolhi não tomar remédio porque eu pude escolher, mas por favor, não se enganem, eu consegui interromper o ciclo do medo, mas mudei completamente a minha rotina, passei a ter hora pra acordar, pra trabalhar, pra comer, comia mais saudável, parei de beber por um tempo, praticava esportes, comecei a fazer yoga e terapia. Mas ainda assim tem gente que precisa sim tomar remédio pra que isso aconteça, então por favor, vá num médico de confiança, e se não tiver um, como é o meu caso, vá em mais de um até se sentir confortável com alguém que acredite em você, te entenda e queira te ajudar.

 
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☻ Não seja duro com você mesmo, demorei mais de seis meses pra poder me sentir um pouco segura de fazer as coisas normais de novo, demora um pouco mas é de pessoa pra pessoa. Acredite que você pode ser uma pessoa completamente normal e conviver com a Síndrome. Eu ainda tenho alguns princípios de crise, mas nunca mais tive nenhuma crise. Conheço muitas pessoas que nunca mais tiveram nem princípio de crise, então acredite, podemos sair dessa! :)

 
giphy (11)
 
É isso, galeura. Coloquei muitos gifs pra tentar passar a informação de forma mais bem humorada possível mesmo sabendo que é um assunto delicado. Gosto de lidar com meus problemas dessa forma, me ajuda a tornar as experiências mais leves. Espero que essa minha experiência possa servir de ajuda pra alguém. Se ainda precisarem saber alguma coisa, podem deixar comentários que eu vou ter o maior prazer de ajudar, se for possível. Beixota. ♡

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