Ouça: Halsey

Apesar de ter lançado alguns trabalhos anteriormente como Ashley Frangipane – seu nome real – a cantora norte-americana começou a ser mais conhecida quando lançou em maio o EP “Room 93” como Halsey que, além de ser um anagrama de seu primeiro nome, também é o nome de uma rua em Nova York muito importante para ela.

Em agosto deste ano, seu álbum de estreia “Badlands” finalmente foi lançado. Ainda estou procurando maneiras para parar de apertar re-play. Com batidas mais fortes e sensuais, a maioria das letras falam sobre como se libertar das garras de algo que te oprime, sobre como enfrentar os próprios demônios e sair mais forte do que isso no final.

Hurricane foi a primeira música do “Room 93” a ganhar um clipe:

Halsey deixa bem clara sua bissexualidade, tanto que a música Ghost ganhou dois vídeos mostrando o relacionamento com…

um homem

…e com uma mulher

Ela também não esconde o fato de ser bipolar, mas não gostou nada quando a Billboard usou a seguinte headline: 

A cantora não deixou por menos e respondeu em seu twitter que um título muito mais interessante seria sobre o seu álbum que seria lançado dali a poucos dias. 

Ouça o disco Badlands:

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“A razão pela qual eu sou tão honesta nas minhas músicas é porque ela não me deixa espaço para falhar”(Halsey)

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Atualmente, sua música de trabalho é New Americana

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Onde acompanhar a Halsey:

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Deixa ela brincar de carrinho

Eu dei sorte, muita sorte por sinal, de não ter a infância limitada aquilo que seria ou não apropriado para uma garota fazer. Mesmo sem nenhuma noção do que seria feminismo e enfrentando os próprios complexos, o que é perfeitamente normal, minha mãe me deu desde cedo duas coisas muito preciosas: liberdade e apoio para eu ser aquilo que eu quisesse.

Bem… não vou dizer que ela não tentou. Afinal, ao ser mãe de primeira viagem de uma menina depois dos 40, você meio que segue tudo que as suas amigas fizeram até ali. Compra vestidos com babados fofinhos, barbies, brinquedos rosas. Porque é assim que a coisa funciona, não?

Digamos que aprendemos juntas que não é bem assim que a banda toca. Eu ainda não podia falar, mas já sabia deixar bem claro que não queria aqueles vestidinhos perto de mim. E ela reagiu a todas as minhas “diferenças” da melhor maneira possível ao longo dos anos.

Quando ficou claro que eu não gostava de brincar com bonecas, ela as recolheu e apareceu no dia seguinte com a coleção de bonequinhos dos Cavaleiros do Zódiaco. Os vestidos foram substituídos por camisetas e moletons. Coisas de casinha foram trocadas por uma coleção de carrinhos. Sem contar o apoio a interesses diversos como astronomia, pintura, quadrinhos e esportes.

Até quando fiquei com vergonha de ir para a escola com meu fichário do Batman, numa tentativa tola de me enquadrar a um padrão, ela ficou do meu lado, ao mesmo tempo que dizia que eu não precisava fingir ser o que não era.
 

O grande ponto foi quando, com sete anos, decidi trocar o ballet por karate. Perdi a conta de quantas vezes ela rebateu os comentários maldosos das tias intrometidas de que aquilo não era atividade para uma garota com um “É o que ela gosta. E ela pode fazer o que quiser”.

Não sou nenhuma psicóloga educacional para dizer que essa é forma correta de se educar uma criança. Inclusive nós não somos perfeitas, tivemos nossos próprios defeitos nesses 22 anos de relação. Mas essas escolhas que a minha mãe me deu quando criança foram fundamentais para eu ser a pessoa que sou hoje. Para ser dona das minhas decisões, para não ligar para a opinião alheia e para descobrir o meu rumo na vida.

Então, deixa a menina brincar. Deixa ela se sujar jogando bola. Deixa ela pintar a parede. Deixa ela brincar de carrinho sem dizer que isso é coisa de menino. Desconstrói essa ideia de que ela tem que ser assim ou assado. Esquece essa de ser uma lady. Deixa ela ser uma criança livre que tá conhecendo o mundo sem nenhum complexo.
 

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“A razão pela qual eu sou tão honesta nas minhas músicas é porque ela não me deixa espaço para falhar”(Halsey)

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Atualmente, sua música de trabalho é New Americana

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