Bom, já tivemos todo o final de semana para assistir, assistir de novo, chorar, chorar de novo e então decidi fazer algumas deliberações que tive com amigas sobre esse maravilhoso revival de Gilmore Girls. Lá vamos nós:
1. Emily
Não sei nem por onde começar. Minha Gilmore mais odiada, desculpem a palavra fortíssima, eu sei, mas não consigo me compadecer diante o desprezo, o descaso, os mal tratos, as humilhações públicas, as chantagens financeiras e emocionais nas últimas 7 temporadas. Digamos que, quem viveu coisas semelhantes, não consegue se compadecer. Mas, sem dúvida alguma, Emily, nesse revival, merece pelo menos um parágrafo inteiro só de elogios, e lá vai:
Que maravilhosa. Chorei em diversas cenas. Sentir um pouco da sua dor de perder um companheiro de longa data, tentar reestruturar a sua vida diante de um grande abismo e… conseguir! A construção do despertar de uma nova vida de Emily é a melhor construção de personagem que há no revival. Ela endurece, se afasta, quebra seus próprios padrões, se abre para uma nova vida e finalmente começa a vivê-la. Dá um alento saber que uma nova vida pode começar a qualquer idade, por mais clichés que tenhamos sobre isso a todo momento.
2. Berta
Finalmente uma pessoa que Emily consegue manter em sua vida. Não só manter mas aglutinar toda família da Berta em sua vida. Estranhamente tive uma simpatia pela Berta e não consegui identificar o porquê, apesar dela falar um espanhol meio aportuguesado, não entender o porquê daquilo tudo quando der….CACETE É A GIPSY!
3. KIRK
Não dá pra se decepcionar com um dos melhores personagens secundários que só Stars Hollow pode nos proporcionar, não é mesmo? Vê-lo grisalho me deu uma pontadinha no coração, mas acabou no primeiro minuto de presença. Eu que já tinha mandado fazer camisetas pra mim e para minhas amigas (vide foto), agora vou fazer uma nova estampa com os dizeres ‘a film by kirk’, sem a menor dúvida. Inclusive, sou realmente fã dos curtas “dele”! <3 ~
4. Parada Gay
Claro que, depois de quase uma década, seria bem mais interessante se algumas coisas estivessem sobre a mesa, como o Michel falando abertamente que é homossexual. Me incomodava o ver não só como o único gay, mas a única pessoa negra na cidade.
Agora temos também o Donald, um novo personagem, abertamente gay que em uma reunião da cidade, discute com Taylor sobre a possibilidade de uma Parada Gay, mas que é deferida pois infelizmente são muito poucos. Nessa mesma discussão, Gipsy acaba tirando Taylor do armário para nós, não que eu goste de forçar pessoas a saírem do armário mas acaba nos dando uma visão mais aberta (ou um pouco menos fechada?) de Stars Hollow.
5. Paris Geller, senhoras e senhores
Quando acaba a Primavera, segundo episódio, você pensa: caralho, que personagem. Paris continua quebrando a porra toda como sempre e agora em níveis ainda mais megalomaníacos e estratosféricos. Não poderia ser diferente, se acha uma decepção como mãe, separada, crises existenciais expurgando pelos seus poros, existencialismos, debates com ela mesma. Surtei com a volta de Rory e Paris à Chilton, e a cena em que Paris fecha a porta com o pé eu aplaudi, juro mesmo.
6. Sookie e Lane (e tema de abertura) (decepção geral)
VOCÊ JURA QUE FOI SÓ ISSO?
LAMENTÁVEL, HEIN?
Sookie aparece rapidamente e nunca mais a vemos, nem no casamento de Lorelai, miagemt. Na próxima vez avisa que a gente faz uma vaquinha pra pagar o cachê, sem problema. Lane é melhor amiga de Rory, ficou super pra escanteio, apareceu mais que Sookie mas teve aparições muito pontuais, não fez juz à maravilhosa personagem! D:
CADÊ TEMA DE ABERTURA QUE SÓ APARECEU NO FINAL, AFFS ~
7. Thirtysomething Gang
Não sei vocês, mas eu estaria super nessa gangue dos trinta e pouco caso viesse de uma cidade pequena, hahaha. Me formei na faculdade, saí de casa, trabalhei pra cacete, tive um bilhão de decepções com mercado de trabalho, fiquei desempregada, sofri de amores e estou nessa bolha de não saber o que fazer muito bem e sigo andando com pessoas que estão na mesma. Também foi uma forma de inserirem mais atores negros na cidade, além do maravilhoso (SIM MARAVILHOSO, MESMO COM MEIA HORA) musical de Stars Hollow.
8. Reprodução de machismo
Como disse, passou uma década e achei que fossem cortar algumas reproduções de machismo recorrentes nas 7 temporadas da série. Infelizmente isso não só não aconteceu, como reforçaram alguns estereótipos que tentamos diariamente desconstruir e opressões que diariamente tentamos eliminar. Como por exemplo, apresentar uma personagem abertamente feminista, Naomi Shropshire, como uma mulher em que todos têm um pitaco a dar sobre sua personalidade, a colocando como uma – eu odeio esse termo com todas as minhas forças – maluca, que fala uma coisa e depois diz outra e que é alcólatra e uma caricatura.
Como por exemplo (2), fazer body shamming (falar mal de corpos de outras pessoas) na piscina, falar sobre os corpos alheios com nojo. Como por exemplo (3), na cena com as freiras, que sucede a maravilhosa piada que envolve Whoopi Goldberg, falar mal da Katy Perry (slut shamming), dizer que ela usa roupas de puta e estereotipá-la. Como por exemplo (4), a cena do DAR (Daughters of the American Revolution) em que fazem a mesma coisa que fizeram com Katy Parry, mostram uma mulher nova que se casou com um homem mais velho, dando a entender que ela é uma ~ gold digger ~, uma pessoa que está atrás de dinheiro. A mulher é completamente humilhada de uma forma que tentamos desconstruir há anos. Entendo que a série é bem condizente com as idades das personagens e os preconceitos enrustidos que carregam e inclusive, pode ser visto como uma crítica a tudo isso, mas quis pontuar ainda assim. :)
Como por exemplo (5), só mais essa, juro, hahaha, Rory continuar não ligando em se relacionar com pessoas comprometidas e dessa vez, Lorelai não fala quase nada, faz uma piadinha horrível, a chamando de vadia ou coisa do tipo. Sendo que, quando aconteceu com o Dean, elas brigaram homericamente, deixaram de se falar por um tempo, etc.
9. Vamos falar de coisa boa, vamos falar de Cogumelo do Sol
Ninguém envelhece nessa série? Passou-se quase uma década e muitos dos personagens não mudaram quase nada, vamos passar as dicas aí, galera! E o que acontece com os personagens que envelheceram e mudaram naturalmente nessa década é que ficam drasticamente diferentes do resto do elenco, como Zack marido de Lane e Miss Patty, gente! Ô LOCO MEO!
10. Rory
Nossa mãe, por onde começo? Amo que a vida dela nesse ano começa e termina de pernas para o ar. Em todas as 7 temporadas parece que o destino a aguarda com tudo o que ~ meritocraticamente ela é digna de. A quebra disso traz apenas a realidade para a maioria, a vida é não só dura como imprevisível. Claro que ela tem o privilégio de parar de trabalhar e observar o que ela quer, mas o que eu gosto é que o ano termina e as coisas estão mais em aberto do que nunca, E ESTÁ TUDO BEM. Ela tem uma incrível rede de apoio e com seu livro, dá a entender que está bem encaminhada, afinal, quem não além de nós, para confirmar que o conteúdo desse livro é excelente?
Sobre a vida romântica da Rory, eu não estava esperando menos do que aconteceu, ela não ficar com ninguém. Não fui time de ninguém, apesar de Jess estar um arraso e até o Dean que todos desgostam, também. O Jess volta pontual para dar um apoio à Rory, uma sacudida, como na última vez que nós vemos eles se encontrando e por mais que diga que superou Rory para Luke, algumas olhadas não nos convencem, e tudo bem, baba baby, #SeNãoMeQuisAssimNãoMeProcureAssado. Logan está igualzinho porém fazendo AB Shaper, continue, colega.
11- Lorelai
A única coisa que tenho para comentar é a cena maravilhosa em que Lorelai é negada de fazer a caminhada pois está sem a permissão. O fato de olhar para a natureza e talvez entender sua vulnerabilidade diante de tudo aquilo e perante a situação de perder uma pessoa muito próxima com a qual você não tem muita intimidade, foi suficiente. Não precisou caminhar absolutamente nada, só parou e se viu refletida numa imensidão sem resposta. A ligação em seguida para Emily, O QUE FOI AQUILO MIAGENT? Só a Deusa sabe dos ranho que limpei na blusa porque não peguei um papel higiênico previamente.
12. O Não-Casamento
Alguém esperava menos do que isso? O tom de surrealismo no episódio já tinha sido dado pela ~ life and death brigade ~, que pessoalmente odeio todos os personagens e por isso são bons e (su)reais com seus dinheiros e leviandades e machismos, risos. Mas a cena do casamento é deslumbrante, era tudo o que eu queria ver. Achei que foi a cara do casal porque teve toda a extravagância da Lorelai mas com a discrição do Luke e pudemos aproveitar relaxados como tudo se desenrolou. Claro, ver o casamento seria interessante também, mas abafariam os finalmentes.
13. As últimas 4 palavras
Eu não sabia que rolava essa ~ parada ~ em que a Amy Sherman-Paladino gostaria de terminar a série com quatro palavrinhas secretas e que ninguém sabia quais eram. Gostei? Digamos que não desgostei. Lorelai já havia falado sobre o círculo da vida para Emily e essa é a concretização dele. Rory agora tem 32 anos, idade em que Lorelai tem na primeira temporada de Gilmore Girls.
Em verdade que fica um pouco desconexo para mim o fato de que Rory querer criar seu filho sozinha, sendo que Logan sempre foi #TeamRory em peso e quis casar com ela anos atrás e não por que ela engravidou, como foi o caso de Lorelai e Christofer. Porém, é o círculo da vida, e como Lorelai tomou essa decisão sozinha e desagradou sua mãe, o que eu interpreto, é que Rory fará a mesma coisa.
E sim, é do Logan. Se fosse do Wookie ou do Paul que aparecem apenas no Inverno/Primavera, Rory já estaria com 6 ou 3 meses de gravidez porque a série é dividida em quatro estações do ano! Fiquem só com o áudio pra dar aquele gostinho de quero ver de novo, haha!
14. Cristopher
Deixei pro final para caso você ainda não tenha se ligado, não estragar muito, hahaha. Por um breve momento, ainda que sem muito nexo, Rory faz uma visita ao seu pai com o pretexto de pedir permissão para incluí-lo em seu livro. Porém, a visita fica mais clara depois que a série acaba e claro, depois que você tem que ir assoar o nariz e lavar a cara toda inchada e liga pra amiga. Rory vai questionar seu pai como foi criá-la à distância, sendo menos eufemista, não criá-la e vê-la de vez em quando, quando tinha vontade/tempo. Isso é porque Rory já sabe que está grávida e pretende criar seu filho sozinha, assim como sua mãe fez.
15. Para finalizar
Seria maravilhoso se o livro que Rory escreve fosse realmente publicado. Poderia dar vazão à novas histórias, focar nas histórias que conhecemos superficialmente e sem dúvida seria sucesso de vendas. FIK A DIK AÍ DONA AMY!
Com certeza esqueci de falar sobre alguma coisa. Eu não fui anotando nada enquanto via, apenas sentei e escrevi conforme fui me lembrando dos pontos altos que me marcaram mais e que mais debati com amigas. Se você lembrar de mais alguma coisa muito importante que deixei pra trás, me avisa! No final minha avaliação ficou, Inverno = bom, Primavera = fraco, Verão = risos e Outono = total eclipse of the heart. Acho que vou plagiar Sherman-Paladino e também vou terminar com 4 palavrinhas.
MANDA MAIS QUE TAPOUCO ou também LANÇA O LIVRO FIK DIK ou TÔ CONFUSA QUERO MAIS? ou…
Hahaha, tá bom, chega!
Bom, já tivemos todo o final de semana para assistir, assistir de novo, chorar, chorar de novo e então decidi fazer algumas deliberações que tive com amigas sobre esse maravilhoso revival de Gilmore Girls. Lá vamos nós:
1. Emily
Não sei nem por onde começar. Minha Gilmore mais odiada, desculpem a palavra fortíssima, eu sei, mas não consigo me compadecer diante o desprezo, o descaso, os mal tratos, as humilhações públicas, as chantagens financeiras e emocionais nas últimas 7 temporadas. Digamos que, quem viveu coisas semelhantes, não consegue se compadecer. Mas, sem dúvida alguma, Emily, nesse revival, merece pelo menos um parágrafo inteiro só de elogios, e lá vai:
Que maravilhosa. Chorei em diversas cenas. Sentir um pouco da sua dor de perder um companheiro de longa data, tentar reestruturar a sua vida diante de um grande abismo e… conseguir! A construção do despertar de uma nova vida de Emily é a melhor construção de personagem que há no revival. Ela endurece, se afasta, quebra seus próprios padrões, se abre para uma nova vida e finalmente começa a vivê-la. Dá um alento saber que uma nova vida pode começar a qualquer idade, por mais clichés que tenhamos sobre isso a todo momento.
2. Berta
Finalmente uma pessoa que Emily consegue manter em sua vida. Não só manter mas aglutinar toda família da Berta em sua vida. Estranhamente tive uma simpatia pela Berta e não consegui identificar o porquê, apesar dela falar um espanhol meio aportuguesado, não entender o porquê daquilo tudo quando der….CACETE É A GIPSY!
3. KIRK
Não dá pra se decepcionar com um dos melhores personagens secundários que só Stars Hollow pode nos proporcionar, não é mesmo? Vê-lo grisalho me deu uma pontadinha no coração, mas acabou no primeiro minuto de presença. Eu que já tinha mandado fazer camisetas pra mim e para minhas amigas (vide foto), agora vou fazer uma nova estampa com os dizeres ‘a film by kirk’, sem a menor dúvida. Inclusive, sou realmente fã dos curtas “dele”! <3 ~
4. Parada Gay
Claro que, depois de quase uma década, seria bem mais interessante se algumas coisas estivessem sobre a mesa, como o Michel falando abertamente que é homossexual. Me incomodava o ver não só como o único gay, mas a única pessoa negra na cidade.
Agora temos também o Donald, um novo personagem, abertamente gay que em uma reunião da cidade, discute com Taylor sobre a possibilidade de uma Parada Gay, mas que é deferida pois infelizmente são muito poucos. Nessa mesma discussão, Gipsy acaba tirando Taylor do armário para nós, não que eu goste de forçar pessoas a saírem do armário mas acaba nos dando uma visão mais aberta (ou um pouco menos fechada?) de Stars Hollow.
5. Paris Geller, senhoras e senhores
Quando acaba a Primavera, segundo episódio, você pensa: caralho, que personagem. Paris continua quebrando a porra toda como sempre e agora em níveis ainda mais megalomaníacos e estratosféricos. Não poderia ser diferente, se acha uma decepção como mãe, separada, crises existenciais expurgando pelos seus poros, existencialismos, debates com ela mesma. Surtei com a volta de Rory e Paris à Chilton, e a cena em que Paris fecha a porta com o pé eu aplaudi, juro mesmo.
6. Sookie e Lane (e tema de abertura) (decepção geral)
VOCÊ JURA QUE FOI SÓ ISSO?
LAMENTÁVEL, HEIN?
Sookie aparece rapidamente e nunca mais a vemos, nem no casamento de Lorelai, miagemt. Na próxima vez avisa que a gente faz uma vaquinha pra pagar o cachê, sem problema. Lane é melhor amiga de Rory, ficou super pra escanteio, apareceu mais que Sookie mas teve aparições muito pontuais, não fez juz à maravilhosa personagem! D:
CADÊ TEMA DE ABERTURA QUE SÓ APARECEU NO FINAL, AFFS ~
7. Thirtysomething Gang
Não sei vocês, mas eu estaria super nessa gangue dos trinta e pouco caso viesse de uma cidade pequena, hahaha. Me formei na faculdade, saí de casa, trabalhei pra cacete, tive um bilhão de decepções com mercado de trabalho, fiquei desempregada, sofri de amores e estou nessa bolha de não saber o que fazer muito bem e sigo andando com pessoas que estão na mesma. Também foi uma forma de inserirem mais atores negros na cidade, além do maravilhoso (SIM MARAVILHOSO, MESMO COM MEIA HORA) musical de Stars Hollow.
8. Reprodução de machismo
Como disse, passou uma década e achei que fossem cortar algumas reproduções de machismo recorrentes nas 7 temporadas da série. Infelizmente isso não só não aconteceu, como reforçaram alguns estereótipos que tentamos diariamente desconstruir e opressões que diariamente tentamos eliminar. Como por exemplo, apresentar uma personagem abertamente feminista, Naomi Shropshire, como uma mulher em que todos têm um pitaco a dar sobre sua personalidade, a colocando como uma – eu odeio esse termo com todas as minhas forças – maluca, que fala uma coisa e depois diz outra e que é alcólatra e uma caricatura.
Como por exemplo (2), fazer body shamming (falar mal de corpos de outras pessoas) na piscina, falar sobre os corpos alheios com nojo. Como por exemplo (3), na cena com as freiras, que sucede a maravilhosa piada que envolve Whoopi Goldberg, falar mal da Katy Perry (slut shamming), dizer que ela usa roupas de puta e estereotipá-la. Como por exemplo (4), a cena do DAR (Daughters of the American Revolution) em que fazem a mesma coisa que fizeram com Katy Parry, mostram uma mulher nova que se casou com um homem mais velho, dando a entender que ela é uma ~ gold digger ~, uma pessoa que está atrás de dinheiro. A mulher é completamente humilhada de uma forma que tentamos desconstruir há anos. Entendo que a série é bem condizente com as idades das personagens e os preconceitos enrustidos que carregam e inclusive, pode ser visto como uma crítica a tudo isso, mas quis pontuar ainda assim. :)
Como por exemplo (5), só mais essa, juro, hahaha, Rory continuar não ligando em se relacionar com pessoas comprometidas e dessa vez, Lorelai não fala quase nada, faz uma piadinha horrível, a chamando de vadia ou coisa do tipo. Sendo que, quando aconteceu com o Dean, elas brigaram homericamente, deixaram de se falar por um tempo, etc.
9. Vamos falar de coisa boa, vamos falar de Cogumelo do Sol
Ninguém envelhece nessa série? Passou-se quase uma década e muitos dos personagens não mudaram quase nada, vamos passar as dicas aí, galera! E o que acontece com os personagens que envelheceram e mudaram naturalmente nessa década é que ficam drasticamente diferentes do resto do elenco, como Zack marido de Lane e Miss Patty, gente! Ô LOCO MEO!
10. Rory
Nossa mãe, por onde começo? Amo que a vida dela nesse ano começa e termina de pernas para o ar. Em todas as 7 temporadas parece que o destino a aguarda com tudo o que ~ meritocraticamente ela é digna de. A quebra disso traz apenas a realidade para a maioria, a vida é não só dura como imprevisível. Claro que ela tem o privilégio de parar de trabalhar e observar o que ela quer, mas o que eu gosto é que o ano termina e as coisas estão mais em aberto do que nunca, E ESTÁ TUDO BEM. Ela tem uma incrível rede de apoio e com seu livro, dá a entender que está bem encaminhada, afinal, quem não além de nós, para confirmar que o conteúdo desse livro é excelente?
Sobre a vida romântica da Rory, eu não estava esperando menos do que aconteceu, ela não ficar com ninguém. Não fui time de ninguém, apesar de Jess estar um arraso e até o Dean que todos desgostam, também. O Jess volta pontual para dar um apoio à Rory, uma sacudida, como na última vez que nós vemos eles se encontrando e por mais que diga que superou Rory para Luke, algumas olhadas não nos convencem, e tudo bem, baba baby, #SeNãoMeQuisAssimNãoMeProcureAssado. Logan está igualzinho porém fazendo AB Shaper, continue, colega.
11- Lorelai
A única coisa que tenho para comentar é a cena maravilhosa em que Lorelai é negada de fazer a caminhada pois está sem a permissão. O fato de olhar para a natureza e talvez entender sua vulnerabilidade diante de tudo aquilo e perante a situação de perder uma pessoa muito próxima com a qual você não tem muita intimidade, foi suficiente. Não precisou caminhar absolutamente nada, só parou e se viu refletida numa imensidão sem resposta. A ligação em seguida para Emily, O QUE FOI AQUILO MIAGENT? Só a Deusa sabe dos ranho que limpei na blusa porque não peguei um papel higiênico previamente.
12. O Não-Casamento
Alguém esperava menos do que isso? O tom de surrealismo no episódio já tinha sido dado pela ~ life and death brigade ~, que pessoalmente odeio todos os personagens e por isso são bons e (su)reais com seus dinheiros e leviandades e machismos, risos. Mas a cena do casamento é deslumbrante, era tudo o que eu queria ver. Achei que foi a cara do casal porque teve toda a extravagância da Lorelai mas com a discrição do Luke e pudemos aproveitar relaxados como tudo se desenrolou. Claro, ver o casamento seria interessante também, mas abafariam os finalmentes.
13. As últimas 4 palavras
Eu não sabia que rolava essa ~ parada ~ em que a Amy Sherman-Paladino gostaria de terminar a série com quatro palavrinhas secretas e que ninguém sabia quais eram. Gostei? Digamos que não desgostei. Lorelai já havia falado sobre o círculo da vida para Emily e essa é a concretização dele. Rory agora tem 32 anos, idade em que Lorelai tem na primeira temporada de Gilmore Girls.
Em verdade que fica um pouco desconexo para mim o fato de que Rory querer criar seu filho sozinha, sendo que Logan sempre foi #TeamRory em peso e quis casar com ela anos atrás e não por que ela engravidou, como foi o caso de Lorelai e Christofer. Porém, é o círculo da vida, e como Lorelai tomou essa decisão sozinha e desagradou sua mãe, o que eu interpreto, é que Rory fará a mesma coisa.
E sim, é do Logan. Se fosse do Wookie ou do Paul que aparecem apenas no Inverno/Primavera, Rory já estaria com 6 ou 3 meses de gravidez porque a série é dividida em quatro estações do ano! Fiquem só com o áudio pra dar aquele gostinho de quero ver de novo, haha!
14. Cristopher
Deixei pro final para caso você ainda não tenha se ligado, não estragar muito, hahaha. Por um breve momento, ainda que sem muito nexo, Rory faz uma visita ao seu pai com o pretexto de pedir permissão para incluí-lo em seu livro. Porém, a visita fica mais clara depois que a série acaba e claro, depois que você tem que ir assoar o nariz e lavar a cara toda inchada e liga pra amiga. Rory vai questionar seu pai como foi criá-la à distância, sendo menos eufemista, não criá-la e vê-la de vez em quando, quando tinha vontade/tempo. Isso é porque Rory já sabe que está grávida e pretende criar seu filho sozinha, assim como sua mãe fez.
15. Para finalizar
Seria maravilhoso se o livro que Rory escreve fosse realmente publicado. Poderia dar vazão à novas histórias, focar nas histórias que conhecemos superficialmente e sem dúvida seria sucesso de vendas. FIK A DIK AÍ DONA AMY!
Com certeza esqueci de falar sobre alguma coisa. Eu não fui anotando nada enquanto via, apenas sentei e escrevi conforme fui me lembrando dos pontos altos que me marcaram mais e que mais debati com amigas. Se você lembrar de mais alguma coisa muito importante que deixei pra trás, me avisa! No final minha avaliação ficou, Inverno = bom, Primavera = fraco, Verão = risos e Outono = total eclipse of the heart. Acho que vou plagiar Sherman-Paladino e também vou terminar com 4 palavrinhas.
MANDA MAIS QUE TAPOUCO ou também LANÇA O LIVRO FIK DIK ou TÔ CONFUSA QUERO MAIS? ou…
Colagem digital feita com exclusividade por Fernanda Garcia (Kissy).
Bom, já tivemos todo o final de semana para assistir, assistir de novo, chorar, chorar de novo e então decidi fazer algumas deliberações que tive com amigas sobre esse maravilhoso revival de Gilmore Girls. Lá vamos nós:
[infobox maintitle="*SPOILER*" subtitle="Contém que só a porra. TEJE AVISADE." bg="red" color="black" opacity="on" space="30" link="no link"]
1. Emily
Não sei nem por onde começar. Minha Gilmore mais odiada, desculpem a palavra fortíssima, eu sei, mas não consigo me compadecer diante o desprezo, o descaso, os mal tratos, as humilhações públicas, as chantagens financeiras e emocionais nas últimas 7 temporadas. Digamos que, quem viveu coisas semelhantes, não consegue se compadecer. Mas, sem dúvida alguma, Emily, nesse revival, merece pelo menos um parágrafo inteiro só de elogios, e lá vai:
Que maravilhosa. Chorei em diversas cenas. Sentir um pouco da sua dor de perder um companheiro de longa data, tentar reestruturar a sua vida diante de um grande abismo e… conseguir! A construção do despertar de uma nova vida de Emily é a melhor construção de personagem que há no revival. Ela endurece, se afasta, quebra seus próprios padrões, se abre para uma nova vida e finalmente começa a vivê-la. Dá um alento saber que uma nova vida pode começar a qualquer idade, por mais clichés que tenhamos sobre isso a todo momento.
[caption id="attachment_12405" align="aligncenter" width="400"] ~ a big pile of bullshit ~[/caption]
2. Berta
Finalmente uma pessoa que Emily consegue manter em sua vida. Não só manter mas aglutinar toda família da Berta em sua vida. Estranhamente tive uma simpatia pela Berta e não consegui identificar o porquê, apesar dela falar um espanhol meio aportuguesado, não entender o porquê daquilo tudo quando der….CACETE É A GIPSY!
Não dá pra se decepcionar com um dos melhores personagens secundários que só Stars Hollow pode nos proporcionar, não é mesmo? Vê-lo grisalho me deu uma pontadinha no coração, mas acabou no primeiro minuto de presença. Eu que já tinha mandado fazer camisetas pra mim e para minhas amigas (vide foto), agora vou fazer uma nova estampa com os dizeres ‘a film by kirk’, sem a menor dúvida. Inclusive, sou realmente fã dos curtas “dele”! <3 ~
4. Parada Gay
Claro que, depois de quase uma década, seria bem mais interessante se algumas coisas estivessem sobre a mesa, como o Michel falando abertamente que é homossexual. Me incomodava o ver não só como o único gay, mas a única pessoa negra na cidade.
Agora temos também o Donald, um novo personagem, abertamente gay que em uma reunião da cidade, discute com Taylor sobre a possibilidade de uma Parada Gay, mas que é deferida pois infelizmente são muito poucos. Nessa mesma discussão, Gipsy acaba tirando Taylor do armário para nós, não que eu goste de forçar pessoas a saírem do armário mas acaba nos dando uma visão mais aberta (ou um pouco menos fechada?) de Stars Hollow.
5. Paris Geller, senhoras e senhores
Quando acaba a Primavera, segundo episódio, você pensa: caralho, que personagem. Paris continua quebrando a porra toda como sempre e agora em níveis ainda mais megalomaníacos e estratosféricos. Não poderia ser diferente, se acha uma decepção como mãe, separada, crises existenciais expurgando pelos seus poros, existencialismos, debates com ela mesma. Surtei com a volta de Rory e Paris à Chilton, e a cena em que Paris fecha a porta com o pé eu aplaudi, juro mesmo.
6. Sookie e Lane (e tema de abertura) (decepção geral)
VOCÊ JURA QUE FOI SÓ ISSO?
LAMENTÁVEL, HEIN?
Sookie aparece rapidamente e nunca mais a vemos, nem no casamento de Lorelai, miagemt. Na próxima vez avisa que a gente faz uma vaquinha pra pagar o cachê, sem problema. Lane é melhor amiga de Rory, ficou super pra escanteio, apareceu mais que Sookie mas teve aparições muito pontuais, não fez juz à maravilhosa personagem! D:
CADÊ TEMA DE ABERTURA QUE SÓ APARECEU NO FINAL, AFFS ~
[caption id="attachment_12403" align="aligncenter" width="500"] KD? ~[/caption]
[caption id="attachment_12413" align="aligncenter" width="500"] até o pai da Lane apareceu! hahaha ~[/caption]
7. Thirtysomething Gang
Não sei vocês, mas eu estaria super nessa gangue dos trinta e pouco caso viesse de uma cidade pequena, hahaha. Me formei na faculdade, saí de casa, trabalhei pra cacete, tive um bilhão de decepções com mercado de trabalho, fiquei desempregada, sofri de amores e estou nessa bolha de não saber o que fazer muito bem e sigo andando com pessoas que estão na mesma. Também foi uma forma de inserirem mais atores negros na cidade, além do maravilhoso (SIM MARAVILHOSO, MESMO COM MEIA HORA) musical de Stars Hollow.
[caption id="attachment_12414" align="aligncenter" width="634"] representando tudo o que há de nóis aí, risos ~[/caption]
8. Reprodução de machismo
Como disse, passou uma década e achei que fossem cortar algumas reproduções de machismo recorrentes nas 7 temporadas da série. Infelizmente isso não só não aconteceu, como reforçaram alguns estereótipos que tentamos diariamente desconstruir e opressões que diariamente tentamos eliminar. Como por exemplo, apresentar uma personagem abertamente feminista, Naomi Shropshire, como uma mulher em que todos têm um pitaco a dar sobre sua personalidade, a colocando como uma – eu odeio esse termo com todas as minhas forças – maluca, que fala uma coisa e depois diz outra e que é alcólatra e uma caricatura.
Como por exemplo (2), fazer body shamming (falar mal de corpos de outras pessoas) na piscina, falar sobre os corpos alheios com nojo. Como por exemplo (3), na cena com as freiras, que sucede a maravilhosa piada que envolve Whoopi Goldberg, falar mal da Katy Perry (slut shamming), dizer que ela usa roupas de puta e estereotipá-la. Como por exemplo (4), a cena do DAR (Daughters of the American Revolution) em que fazem a mesma coisa que fizeram com Katy Parry, mostram uma mulher nova que se casou com um homem mais velho, dando a entender que ela é uma ~ gold digger ~, uma pessoa que está atrás de dinheiro. A mulher é completamente humilhada de uma forma que tentamos desconstruir há anos. Entendo que a série é bem condizente com as idades das personagens e os preconceitos enrustidos que carregam e inclusive, pode ser visto como uma crítica a tudo isso, mas quis pontuar ainda assim. :)
[caption id="attachment_12418" align="aligncenter" width="640"] podia ir dormir sem essa, viu? ~[/caption]
Como por exemplo (5), só mais essa, juro, hahaha, Rory continuar não ligando em se relacionar com pessoas comprometidas e dessa vez, Lorelai não fala quase nada, faz uma piadinha horrível, a chamando de vadia ou coisa do tipo. Sendo que, quando aconteceu com o Dean, elas brigaram homericamente, deixaram de se falar por um tempo, etc.
9. Vamos falar de coisa boa, vamos falar de Cogumelo do Sol
Ninguém envelhece nessa série? Passou-se quase uma década e muitos dos personagens não mudaram quase nada, vamos passar as dicas aí, galera! E o que acontece com os personagens que envelheceram e mudaram naturalmente nessa década é que ficam drasticamente diferentes do resto do elenco, como Zack marido de Lane e Miss Patty, gente! Ô LOCO MEO!
[caption id="attachment_12415" align="aligncenter" width="478"] cena excelente do Secret Bar ~[/caption]
[caption id="attachment_12417" align="aligncenter" width="615"] Miss Patty & Babete[/caption]
10. Rory
Nossa mãe, por onde começo? Amo que a vida dela nesse ano começa e termina de pernas para o ar. Em todas as 7 temporadas parece que o destino a aguarda com tudo o que ~ meritocraticamente ela é digna de. A quebra disso traz apenas a realidade para a maioria, a vida é não só dura como imprevisível. Claro que ela tem o privilégio de parar de trabalhar e observar o que ela quer, mas o que eu gosto é que o ano termina e as coisas estão mais em aberto do que nunca, E ESTÁ TUDO BEM. Ela tem uma incrível rede de apoio e com seu livro, dá a entender que está bem encaminhada, afinal, quem não além de nós, para confirmar que o conteúdo desse livro é excelente?
Sobre a vida romântica da Rory, eu não estava esperando menos do que aconteceu, ela não ficar com ninguém. Não fui time de ninguém, apesar de Jess estar um arraso e até o Dean que todos desgostam, também. O Jess volta pontual para dar um apoio à Rory, uma sacudida, como na última vez que nós vemos eles se encontrando e por mais que diga que superou Rory para Luke, algumas olhadas não nos convencem, e tudo bem, baba baby, #SeNãoMeQuisAssimNãoMeProcureAssado. Logan está igualzinho porém fazendo AB Shaper, continue, colega.
A única coisa que tenho para comentar é a cena maravilhosa em que Lorelai é negada de fazer a caminhada pois está sem a permissão. O fato de olhar para a natureza e talvez entender sua vulnerabilidade diante de tudo aquilo e perante a situação de perder uma pessoa muito próxima com a qual você não tem muita intimidade, foi suficiente. Não precisou caminhar absolutamente nada, só parou e se viu refletida numa imensidão sem resposta. A ligação em seguida para Emily, O QUE FOI AQUILO MIAGENT? Só a Deusa sabe dos ranho que limpei na blusa porque não peguei um papel higiênico previamente.
[caption id="attachment_12432" align="aligncenter" width="700"] ~ sinto cheiro de (couro, brinks) neve ~[/caption]
12. O Não-Casamento
Alguém esperava menos do que isso? O tom de surrealismo no episódio já tinha sido dado pela ~ life and death brigade ~, que pessoalmente odeio todos os personagens e por isso são bons e (su)reais com seus dinheiros e leviandades e machismos, risos. Mas a cena do casamento é deslumbrante, era tudo o que eu queria ver. Achei que foi a cara do casal porque teve toda a extravagância da Lorelai mas com a discrição do Luke e pudemos aproveitar relaxados como tudo se desenrolou. Claro, ver o casamento seria interessante também, mas abafariam os finalmentes.
Eu não sabia que rolava essa ~ parada ~ em que a Amy Sherman-Paladino gostaria de terminar a série com quatro palavrinhas secretas e que ninguém sabia quais eram. Gostei? Digamos que não desgostei. Lorelai já havia falado sobre o círculo da vida para Emily e essa é a concretização dele. Rory agora tem 32 anos, idade em que Lorelai tem na primeira temporada de Gilmore Girls.
Em verdade que fica um pouco desconexo para mim o fato de que Rory querer criar seu filho sozinha, sendo que Logan sempre foi #TeamRory em peso e quis casar com ela anos atrás e não por que ela engravidou, como foi o caso de Lorelai e Christofer. Porém, é o círculo da vida, e como Lorelai tomou essa decisão sozinha e desagradou sua mãe, o que eu interpreto, é que Rory fará a mesma coisa.
E sim, é do Logan. Se fosse do Wookie ou do Paul que aparecem apenas no Inverno/Primavera, Rory já estaria com 6 ou 3 meses de gravidez porque a série é dividida em quatro estações do ano! Fiquem só com o áudio pra dar aquele gostinho de quero ver de novo, haha!
14. Cristopher
Deixei pro final para caso você ainda não tenha se ligado, não estragar muito, hahaha. Por um breve momento, ainda que sem muito nexo, Rory faz uma visita ao seu pai com o pretexto de pedir permissão para incluí-lo em seu livro. Porém, a visita fica mais clara depois que a série acaba e claro, depois que você tem que ir assoar o nariz e lavar a cara toda inchada e liga pra amiga. Rory vai questionar seu pai como foi criá-la à distância, sendo menos eufemista, não criá-la e vê-la de vez em quando, quando tinha vontade/tempo. Isso é porque Rory já sabe que está grávida e pretende criar seu filho sozinha, assim como sua mãe fez.
[caption id="attachment_12428" align="aligncenter" width="589"] ~ uma imagem, mil palavras ~[/caption]
15. Para finalizar
Seria maravilhoso se o livro que Rory escreve fosse realmente publicado. Poderia dar vazão à novas histórias, focar nas histórias que conhecemos superficialmente e sem dúvida seria sucesso de vendas. FIK A DIK AÍ DONA AMY!
Com certeza esqueci de falar sobre alguma coisa. Eu não fui anotando nada enquanto via, apenas sentei e escrevi conforme fui me lembrando dos pontos altos que me marcaram mais e que mais debati com amigas. Se você lembrar de mais alguma coisa muito importante que deixei pra trás, me avisa! No final minha avaliação ficou, Inverno = bom, Primavera = fraco, Verão = risos e Outono = total eclipse of the heart. Acho que vou plagiar Sherman-Paladino e também vou terminar com 4 palavrinhas.
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Há certos tipos de humor que são específicos. Eu por exemplo não gosto de séries de humor, nem mesmo das renomadas como The Office, e sou muito julgada por isso, hahaha. Recentemente conheci uma miga que é completamente viciada em todos os tipos de série e depois de eu ver The Fall, recomendada por ela, que é uma excelente série feminista, estava à procura de outra para sanar a orfandade que se segue pós série/livro bons. Então a Kari me recomendou Unbreakable Kimmy Schimdt e mesmo relutante por ser de comédia, assisti. Obrigada Kari.
Nos primeiros cinco minutos eu já sabia que seria minha série favorita. Females are strong as hell! É a frase musicada com auto tunes na abertura do seriado, que pra quem cresceu nos anos 90 e na primeira década dos anos dois mil, é um prato cheio de referências maravilhosas. Desde indumentária, musicas, expressões, etc.
E aí voltamos para a questão do humor específico. Unbreakable Kimmy Schimdt tem um humor extremamente cartunesco, não é para todes. A direção de arte é toda cartunesca também, o ambiente em torno da personagem principal é colorido como uma grande loja de doces infantil. As piadas são rápidas e algumas surreais de forma que você entende como se estivesse vendo chapada. E enquanto chapada, também tem a mesma impressão, hahaha.
O mote não deixa a parte surreal para trás ainda que muitos casos semelhantes tenham acontecido no mundo, principalmente nos Estados Unidos. Kimmy foi sequestrada por um pastor de uma igreja pós apocalíptica e passou 15 anos em um bunker embaixo da terra com mais 3 mulheres. Após serem resgatadas, Kimmy vai para Manhattan tentar uma vida sem rótulo vitimista onde ninguém a conheça, vai morar com Titus, um ator frustrado, negro e gay em um prédio numa área meio barra pesada em que a senhoria é a maravilhosa Lillian, uma mulher que viveu bem a década de 70, digamos.
O cenário é todo bem cliché, a construção da história gira em torno da Kimmy e das possíveis resoluções que ela encontra para lidar com o que ela já viveu e os novos obstáculos que está vivendo de forma positiva ao extremo. Há tentativas com acertos e erros e cada uma tem a sua moral da história. Todas com muito bom humor. Quase como quem usa de bom humor para maquiar o que lhe aconteceu e estamos falando de um cenário de misoginia, possível estupro e abusos sexuais enquanto Kimmy e as Mulheres Topeira (como são chamadas pela mídia dentro da série) estavam no bunker.
A série lida com problemas reais fazendo críticas extremamente pungentes em um humor político e necessário. Há recorte de classe e raça o tempo inteiro e críticas acerca do machismo, xenofobia, mídia sensacionalista, classe alta estadunidense e o poder do homem branco que não é questionado em absolutamente nada e em momento algum, são de uma sensibilidade única. O espectador é bombardeado com piadas irônicas acerca da temática minorias e isso é sem dúvida o que as feministas estavam esperando há algum tempo.
Kimmy não se fecha em seu empoderamento, ela transborda empatia sem fazer a white savior e estende sua mão para todes que precisam se empoderar, é sororidade e humor ao extremo. É possível fazer militância com humor, só tenho a agradecer à Tina Fey por isso.
Claro que, depois de quase uma década, seria bem mais interessante se algumas coisas estivessem sobre a mesa, como o Michel falando abertamente que é homossexual. Me incomodava o ver não só como o único gay, mas a única pessoa negra na cidade.
Agora temos também o Donald, um novo personagem, abertamente gay que em uma reunião da cidade, discute com Taylor sobre a possibilidade de uma Parada Gay, mas que é deferida pois infelizmente são muito poucos. Nessa mesma discussão, Gipsy acaba tirando Taylor do armário para nós, não que eu goste de forçar pessoas a saírem do armário mas acaba nos dando uma visão mais aberta (ou um pouco menos fechada?) de Stars Hollow.
5. Paris Geller, senhoras e senhores
Quando acaba a Primavera, segundo episódio, você pensa: caralho, que personagem. Paris continua quebrando a porra toda como sempre e agora em níveis ainda mais megalomaníacos e estratosféricos. Não poderia ser diferente, se acha uma decepção como mãe, separada, crises existenciais expurgando pelos seus poros, existencialismos, debates com ela mesma. Surtei com a volta de Rory e Paris à Chilton, e a cena em que Paris fecha a porta com o pé eu aplaudi, juro mesmo.
6. Sookie e Lane (e tema de abertura) (decepção geral)
VOCÊ JURA QUE FOI SÓ ISSO?
LAMENTÁVEL, HEIN?
Sookie aparece rapidamente e nunca mais a vemos, nem no casamento de Lorelai, miagemt. Na próxima vez avisa que a gente faz uma vaquinha pra pagar o cachê, sem problema. Lane é melhor amiga de Rory, ficou super pra escanteio, apareceu mais que Sookie mas teve aparições muito pontuais, não fez juz à maravilhosa personagem! D:
CADÊ TEMA DE ABERTURA QUE SÓ APARECEU NO FINAL, AFFS ~
7. Thirtysomething Gang
Não sei vocês, mas eu estaria super nessa gangue dos trinta e pouco caso viesse de uma cidade pequena, hahaha. Me formei na faculdade, saí de casa, trabalhei pra cacete, tive um bilhão de decepções com mercado de trabalho, fiquei desempregada, sofri de amores e estou nessa bolha de não saber o que fazer muito bem e sigo andando com pessoas que estão na mesma. Também foi uma forma de inserirem mais atores negros na cidade, além do maravilhoso (SIM MARAVILHOSO, MESMO COM MEIA HORA) musical de Stars Hollow.
8. Reprodução de machismo
Como disse, passou uma década e achei que fossem cortar algumas reproduções de machismo recorrentes nas 7 temporadas da série. Infelizmente isso não só não aconteceu, como reforçaram alguns estereótipos que tentamos diariamente desconstruir e opressões que diariamente tentamos eliminar. Como por exemplo, apresentar uma personagem abertamente feminista, Naomi Shropshire, como uma mulher em que todos têm um pitaco a dar sobre sua personalidade, a colocando como uma – eu odeio esse termo com todas as minhas forças – maluca, que fala uma coisa e depois diz outra e que é alcólatra e uma caricatura.
Como por exemplo (2), fazer body shamming (falar mal de corpos de outras pessoas) na piscina, falar sobre os corpos alheios com nojo. Como por exemplo (3), na cena com as freiras, que sucede a maravilhosa piada que envolve Whoopi Goldberg, falar mal da Katy Perry (slut shamming), dizer que ela usa roupas de puta e estereotipá-la. Como por exemplo (4), a cena do DAR (Daughters of the American Revolution) em que fazem a mesma coisa que fizeram com Katy Parry, mostram uma mulher nova que se casou com um homem mais velho, dando a entender que ela é uma ~ gold digger ~, uma pessoa que está atrás de dinheiro. A mulher é completamente humilhada de uma forma que tentamos desconstruir há anos. Entendo que a série é bem condizente com as idades das personagens e os preconceitos enrustidos que carregam e inclusive, pode ser visto como uma crítica a tudo isso, mas quis pontuar ainda assim. :)
Como por exemplo (5), só mais essa, juro, hahaha, Rory continuar não ligando em se relacionar com pessoas comprometidas e dessa vez, Lorelai não fala quase nada, faz uma piadinha horrível, a chamando de vadia ou coisa do tipo. Sendo que, quando aconteceu com o Dean, elas brigaram homericamente, deixaram de se falar por um tempo, etc.
9. Vamos falar de coisa boa, vamos falar de Cogumelo do Sol
Ninguém envelhece nessa série? Passou-se quase uma década e muitos dos personagens não mudaram quase nada, vamos passar as dicas aí, galera! E o que acontece com os personagens que envelheceram e mudaram naturalmente nessa década é que ficam drasticamente diferentes do resto do elenco, como Zack marido de Lane e Miss Patty, gente! Ô LOCO MEO!
10. Rory
Nossa mãe, por onde começo? Amo que a vida dela nesse ano começa e termina de pernas para o ar. Em todas as 7 temporadas parece que o destino a aguarda com tudo o que ~ meritocraticamente ela é digna de. A quebra disso traz apenas a realidade para a maioria, a vida é não só dura como imprevisível. Claro que ela tem o privilégio de parar de trabalhar e observar o que ela quer, mas o que eu gosto é que o ano termina e as coisas estão mais em aberto do que nunca, E ESTÁ TUDO BEM. Ela tem uma incrível rede de apoio e com seu livro, dá a entender que está bem encaminhada, afinal, quem não além de nós, para confirmar que o conteúdo desse livro é excelente?
Sobre a vida romântica da Rory, eu não estava esperando menos do que aconteceu, ela não ficar com ninguém. Não fui time de ninguém, apesar de Jess estar um arraso e até o Dean que todos desgostam, também. O Jess volta pontual para dar um apoio à Rory, uma sacudida, como na última vez que nós vemos eles se encontrando e por mais que diga que superou Rory para Luke, algumas olhadas não nos convencem, e tudo bem, baba baby, #SeNãoMeQuisAssimNãoMeProcureAssado. Logan está igualzinho porém fazendo AB Shaper, continue, colega.
11- Lorelai
A única coisa que tenho para comentar é a cena maravilhosa em que Lorelai é negada de fazer a caminhada pois está sem a permissão. O fato de olhar para a natureza e talvez entender sua vulnerabilidade diante de tudo aquilo e perante a situação de perder uma pessoa muito próxima com a qual você não tem muita intimidade, foi suficiente. Não precisou caminhar absolutamente nada, só parou e se viu refletida numa imensidão sem resposta. A ligação em seguida para Emily, O QUE FOI AQUILO MIAGENT? Só a Deusa sabe dos ranho que limpei na blusa porque não peguei um papel higiênico previamente.
12. O Não-Casamento
Alguém esperava menos do que isso? O tom de surrealismo no episódio já tinha sido dado pela ~ life and death brigade ~, que pessoalmente odeio todos os personagens e por isso são bons e (su)reais com seus dinheiros e leviandades e machismos, risos. Mas a cena do casamento é deslumbrante, era tudo o que eu queria ver. Achei que foi a cara do casal porque teve toda a extravagância da Lorelai mas com a discrição do Luke e pudemos aproveitar relaxados como tudo se desenrolou. Claro, ver o casamento seria interessante também, mas abafariam os finalmentes.
13. As últimas 4 palavras
Eu não sabia que rolava essa ~ parada ~ em que a Amy Sherman-Paladino gostaria de terminar a série com quatro palavrinhas secretas e que ninguém sabia quais eram. Gostei? Digamos que não desgostei. Lorelai já havia falado sobre o círculo da vida para Emily e essa é a concretização dele. Rory agora tem 32 anos, idade em que Lorelai tem na primeira temporada de Gilmore Girls.
Em verdade que fica um pouco desconexo para mim o fato de que Rory querer criar seu filho sozinha, sendo que Logan sempre foi #TeamRory em peso e quis casar com ela anos atrás e não por que ela engravidou, como foi o caso de Lorelai e Christofer. Porém, é o círculo da vida, e como Lorelai tomou essa decisão sozinha e desagradou sua mãe, o que eu interpreto, é que Rory fará a mesma coisa.
E sim, é do Logan. Se fosse do Wookie ou do Paul que aparecem apenas no Inverno/Primavera, Rory já estaria com 6 ou 3 meses de gravidez porque a série é dividida em quatro estações do ano! Fiquem só com o áudio pra dar aquele gostinho de quero ver de novo, haha!
14. Cristopher
Deixei pro final para caso você ainda não tenha se ligado, não estragar muito, hahaha. Por um breve momento, ainda que sem muito nexo, Rory faz uma visita ao seu pai com o pretexto de pedir permissão para incluí-lo em seu livro. Porém, a visita fica mais clara depois que a série acaba e claro, depois que você tem que ir assoar o nariz e lavar a cara toda inchada e liga pra amiga. Rory vai questionar seu pai como foi criá-la à distância, sendo menos eufemista, não criá-la e vê-la de vez em quando, quando tinha vontade/tempo. Isso é porque Rory já sabe que está grávida e pretende criar seu filho sozinha, assim como sua mãe fez.
15. Para finalizar
Seria maravilhoso se o livro que Rory escreve fosse realmente publicado. Poderia dar vazão à novas histórias, focar nas histórias que conhecemos superficialmente e sem dúvida seria sucesso de vendas. FIK A DIK AÍ DONA AMY!
Com certeza esqueci de falar sobre alguma coisa. Eu não fui anotando nada enquanto via, apenas sentei e escrevi conforme fui me lembrando dos pontos altos que me marcaram mais e que mais debati com amigas. Se você lembrar de mais alguma coisa muito importante que deixei pra trás, me avisa! No final minha avaliação ficou, Inverno = bom, Primavera = fraco, Verão = risos e Outono = total eclipse of the heart. Acho que vou plagiar Sherman-Paladino e também vou terminar com 4 palavrinhas.
MANDA MAIS QUE TAPOUCO ou também LANÇA O LIVRO FIK DIK ou TÔ CONFUSA QUERO MAIS? ou…