As cores de Angélica Dass

'Humanae', de Angélica Dass

Preciso contar um guilty pleasure: ver TED Talks. Principalmente aqueles em que mulheres falam sobre qualquer assunto: literatura, maternidade, tecnologia etc.

Só nestes dias me deparei com um vídeo publicado em fevereiro (então desculpem-me se eu estiver atrasada), com a fotógrafa brasileira Angélica Dass.

Formada em Estilismo pelo Senai, ela passou pelos cursos de Indumentária na UFRJ, uma pós-graduação em Jornalismo na UNED em Madrid e uma pós em Fotografia Artística e Conceitual na AFTI na Espanha.

Angélica criou a série de fotografias “Humanae”, na qual liga os tons de pele de pessoas à escala de cores da Pantone. Ela foi convidada a falar sobre esse projeto no TED e deu uma palestra muito emocionante. A visão que ela tem sobre as cores é lúdica e enriquecedora. E seu depoimento é também muito pessoal:

Quando levava meu primo à escola, geralmente achavam que eu era babá dele. Ao ajudar na cozinha, em festas na casa de amigos, as pessoas achavam que eu era a empregada. Fui até tratada como prostituta só porque estava andando sozinha na praia com amigos europeus. Muitas vezes, ao visitar minha avó ou meus amigos em casas de classe alta, pessoas me diziam para não usar o elevador social, porque, afinal, com esta cor de pele e com este cabelo, alguns lugares “não são pra mim”.

Ela já retratou mais de 3 mil pessoas em 13 países diferentes, 19 cidades em todo o mundo. De estudantes na Suíça a refugiados que cruzaram o Mediterrâneo de barco.

Não deixem de assistir a esse vídeo:

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Ouça: Melodrama, Lorde

Há três meses esperávamos por esse álbum. Uma eternidade para a época em que vivemos, vai. Desde que a Lorde divulgou o clipe de Green light no YouTube, em março, que fiquei com mais vontade ainda de ouvir o disco Melodrama.

Na verdade, se for fazer as contas e tudo mais, já faz 4 anos que aguardamos um lançamento da Lorde. Faz 4 anos que cantávamos Royals como se a letra fizesse um super sentido na nossa vida. O primeiro álbum dela, Pure Heroine, saiu quando ela completava 16 anos, minha gente. Ai, adolescentes precoces…

Melodrama é bem autoexplicativo. É sobre aquele primeiro coração partido, o primeiro desgosto com o amor. Em sua maior parte, é sobre como superar o fim de um relacionamento sério, mesmo que se apoiando em alguns vícios de vez em quando para poder sair daquele fundo do poço. O famoso “Let it go, let it go…”, o desapego que gostaríamos tanto de alcançar.

All those rumours, they have big teeth
Oh, they bite you
Thought you said that you would always be in love
But you’re not in love, no more
Did it frighten you?
How we kissed when we danced on the light up floor
On the light up floor

 
Gostei muito que a Lorde continua com suas letras sobre grandes dramas existenciais da vida, mas deixou tudo muito mais dançante do que no primeiro álbum. Isso é em parte papel de sua parceria com o produtor Jack Antonoff (também marido da Lena Dunham).

Acho que realmente devíamos dançar muito mais em cima do nosso próprio drama. Hard Feelings / Loveless, que música maravilhosa! E Liability, que é um desabafo dessa vida pós-Pure Heroine:

“So they pull back, make other plans/ I understand.”

E essa capa do disco! Assim que eu descobrir quem fez, atualizo aqui :)
A maravilhosa arte da capa foi feita pelo artista plástico Sam McKinniss

Ouçam agora mesmo esse disco e comentem o que acharam:
 

 

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ver TED Talks. Principalmente aqueles em que mulheres falam sobre qualquer assunto: literatura, maternidade, tecnologia etc.

Só nestes dias me deparei com um vídeo publicado em fevereiro (então desculpem-me se eu estiver atrasada), com a fotógrafa brasileira Angélica Dass.

Formada em Estilismo pelo Senai, ela passou pelos cursos de Indumentária na UFRJ, uma pós-graduação em Jornalismo na UNED em Madrid e uma pós em Fotografia Artística e Conceitual na AFTI na Espanha.

Angélica criou a série de fotografias “Humanae”, na qual liga os tons de pele de pessoas à escala de cores da Pantone. Ela foi convidada a falar sobre esse projeto no TED e deu uma palestra muito emocionante. A visão que ela tem sobre as cores é lúdica e enriquecedora. E seu depoimento é também muito pessoal:

Quando levava meu primo à escola, geralmente achavam que eu era babá dele. Ao ajudar na cozinha, em festas na casa de amigos, as pessoas achavam que eu era a empregada. Fui até tratada como prostituta só porque estava andando sozinha na praia com amigos europeus. Muitas vezes, ao visitar minha avó ou meus amigos em casas de classe alta, pessoas me diziam para não usar o elevador social, porque, afinal, com esta cor de pele e com este cabelo, alguns lugares “não são pra mim”.

Ela já retratou mais de 3 mil pessoas em 13 países diferentes, 19 cidades em todo o mundo. De estudantes na Suíça a refugiados que cruzaram o Mediterrâneo de barco.

Não deixem de assistir a esse vídeo:

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