Opa, dois meses se passaram. Te dizer que foram meses muito intensos apesar da narrativa ainda estar na pacata vila (do chaves) de Presillas Bajas. Pois sim, vou continuar de onde paramos e aí a história vai encontrar a realidade em algum lugar do tempo-espaço, afinal, tempo é relativo, né não?
Estávamos eu e Ivan então buscando um carro barato pra poder sobreviver o inverno (the winter was already there e os John Snow não sabendo nada). Com o pouco de internet que tínhamos no nosso 3g – que pegava perto da montanha -, achamos um site que se assemelhava ao Craigs List, uma parada meio Mercado Livre mas sem muita credibilidade. Aquele medo de roubarem o rim ou qualquer coisa que se assemelhasse a isso. Mas eram ali onde se encontravam os carros mais baratos, fazer o quê?
Pois bem, era janeiro e tínhamos que ir à cidade fazer nosso documento de residentes. Tínhamos um visto no passaporte e ele tinha que ser validado na extrangería (nome do departamento que cuida das burocracias dos estrangeiros). Resolvemos então alugar um carro por uma semana pra poder fazer quatro importantíssimas coisas: supermercado giga, levar o Madiba pra renovar a vacina de raiva, procurar um carro e ir na extrangeria.
Com o carro em mãos, levamos o Madiba ao veterinário, ele foi vacinado contra raiva, tudo certo. Queríamos vacinar ele também contra Leishimaniosis que aqui na Espanha tem surto. Em Almería, que é a maior cidade perto de onde morávamos, 3 de 4 cachorros tinham a doença e ela passa pra humanos. Vou deixar o link aqui caso queiram saber mais. Mas infelizmente, ele só poderia começar o tratamento, passados 30 dias da vacina de raiva em seu sistema, então fomos pra próxima burô a se resolver.
Próximo passo, procurar carro. Localizamos uns 3 carros diferentes e em distâncias diferentes para dar uma olhada. O primeiro carro estava a uns 100km, mas a gente uniu o útil ao agradável e fomos visitando os arredores. Chegamos na cidade de Huércal-Overa e o rapaz pediu pra que a gente esperasse ele num posto de gasolina, acho que o medo de perder o rim era mútuo. Enfim, o carro era baratinho, uns 700 euros mas era véio, todo cagado, batido, sem documentação ok, ia ser aquele rolê. Beeeeeeijo.
No dia seguinte, e agora eu até posso dizer que dia era porque aqui na Espanha comemora-se Dia de Reis, aqui it’s a thing, sei lá, nunca nem tinha ouvido falar, não que eu me lembre. No Brasil é mais conhecido como, o dia em que a galera desarma a árvore de Natal. Foi o que me disseram, hahaha. Aqui é feriado, fecham as ruas, tem parada, representação dos reis magos chegando pra presentear baby-j e tudo mais.
Fomos numa cidadezinha bem pequena e de proletários que trabalham nos invernadeiros (grandes estufas que plantam tomates e utilizam imigrantes para o trabalho porque é desumano) chamada Campohermoso. Bem pertim de casa, uns 25km. Chegando lá, crashamo na festa de família no dia de reis dos irmãos que queriam nos vender o carro. Era massa o carro, mas muito antigo, de 98, tava inteirão mas cara, era super duro pra dirigir, agradecemos a visita e fomos embora.
Fomos em um terceiro lugar ver carro. Era na própria cidade de Almería e a informação que a gente tinha era: tem um estacionamento perto do hospital Torrecárdenas (cara, tem palavra mais espanhola? fala isso com voz grossa, hahaha). Procuramos, perguntamos, achamos. Chegamos lá, olhamos os carros, anotamos uns números, ligamos, mas tinha um cara lá num mini conversível, tomando cerveja com o ~ brother ~ e cara, pra quem é do Rio de Janeiro, saca logo o esquema miliciano da parada, não tava bom o clima, fomos embora.
Então partimos para a terceira função com o carro, fomos na extrangeria. Chegando lá, aquele sentimento de repartição pública mal cuidada do caralho, senhas, apitos, pessoas com cara de que estão esperando há 2 horas. Sentimento único que pelo que entendi, não é só brasileiro que sofre de burocracia brabíssima. Fomos atendidos e disappointed but not surprised, falaram que a gente tinha que pagar um boleto aqui e depois marcar pela internet um agendamento para retirarmos nosso documento de estrangeiro. Na minha cabeça era, pô, vou aqui do lado no banco pagar a parada, entro na internet pelo celular e já marco pra agora mesmo.
Uma salva palmas para: Bárbara, deixa de ser trouxa. Por favorzinho. Primeiro que a parada só fica aberta até 13:30, os bancos todos também fecham até 14h. Depois rola um intervalo de um buraco negro de 4 horas com absolutamente tudo fechado, se chama siesta. Maravilhoso pra quem trabalha, pra quem tem treta pra resolver, é difícil, viu. Difícil.
Então sobrou pra gente fazer a quarta e última coisa com o carro: supermercado giga. Pelo spoiler da foto de capa, já podem imaginar qual foi o método de transporte que escolhemos e compramos no supermercado mesmo. Duas bicicletas lindas, hahaha.
Voltamos pra casa felizes com nossas escolhas. Prometo escrever semanalmente a partir de agora. Já estamos em Madrid, desculpem o spoiler! Ainda tem muita história pra contar, senta que lá vem a história!
Opa, dois meses se passaram. Te dizer que foram meses muito intensos apesar da narrativa ainda estar na pacata vila (do chaves) de Presillas Bajas. Pois sim, vou continuar de onde paramos e aí a história vai encontrar a realidade em algum lugar do tempo-espaço, afinal, tempo é relativo, né não?
Estávamos eu e Ivan então buscando um carro barato pra poder sobreviver o inverno (the winter was already there e os John Snow não sabendo nada). Com o pouco de internet que tínhamos no nosso 3g – que pegava perto da montanha -, achamos um site que se assemelhava ao Craigs List, uma parada meio Mercado Livre mas sem muita credibilidade. Aquele medo de roubarem o rim ou qualquer coisa que se assemelhasse a isso. Mas eram ali onde se encontravam os carros mais baratos, fazer o quê?
Pois bem, era janeiro e tínhamos que ir à cidade fazer nosso documento de residentes. Tínhamos um visto no passaporte e ele tinha que ser validado na extrangería (nome do departamento que cuida das burocracias dos estrangeiros). Resolvemos então alugar um carro por uma semana pra poder fazer quatro importantíssimas coisas: supermercado giga, levar o Madiba pra renovar a vacina de raiva, procurar um carro e ir na extrangeria.
Com o carro em mãos, levamos o Madiba ao veterinário, ele foi vacinado contra raiva, tudo certo. Queríamos vacinar ele também contra Leishimaniosis que aqui na Espanha tem surto. Em Almería, que é a maior cidade perto de onde morávamos, 3 de 4 cachorros tinham a doença e ela passa pra humanos. Vou deixar o link aqui caso queiram saber mais. Mas infelizmente, ele só poderia começar o tratamento, passados 30 dias da vacina de raiva em seu sistema, então fomos pra próxima burô a se resolver.
Próximo passo, procurar carro. Localizamos uns 3 carros diferentes e em distâncias diferentes para dar uma olhada. O primeiro carro estava a uns 100km, mas a gente uniu o útil ao agradável e fomos visitando os arredores. Chegamos na cidade de Huércal-Overa e o rapaz pediu pra que a gente esperasse ele num posto de gasolina, acho que o medo de perder o rim era mútuo. Enfim, o carro era baratinho, uns 700 euros mas era véio, todo cagado, batido, sem documentação ok, ia ser aquele rolê. Beeeeeeijo.
No dia seguinte, e agora eu até posso dizer que dia era porque aqui na Espanha comemora-se Dia de Reis, aqui it’s a thing, sei lá, nunca nem tinha ouvido falar, não que eu me lembre. No Brasil é mais conhecido como, o dia em que a galera desarma a árvore de Natal. Foi o que me disseram, hahaha. Aqui é feriado, fecham as ruas, tem parada, representação dos reis magos chegando pra presentear baby-j e tudo mais.
Fomos numa cidadezinha bem pequena e de proletários que trabalham nos invernadeiros (grandes estufas que plantam tomates e utilizam imigrantes para o trabalho porque é desumano) chamada Campohermoso. Bem pertim de casa, uns 25km. Chegando lá, crashamo na festa de família no dia de reis dos irmãos que queriam nos vender o carro. Era massa o carro, mas muito antigo, de 98, tava inteirão mas cara, era super duro pra dirigir, agradecemos a visita e fomos embora.
Fomos em um terceiro lugar ver carro. Era na própria cidade de Almería e a informação que a gente tinha era: tem um estacionamento perto do hospital Torrecárdenas (cara, tem palavra mais espanhola? fala isso com voz grossa, hahaha). Procuramos, perguntamos, achamos. Chegamos lá, olhamos os carros, anotamos uns números, ligamos, mas tinha um cara lá num mini conversível, tomando cerveja com o ~ brother ~ e cara, pra quem é do Rio de Janeiro, saca logo o esquema miliciano da parada, não tava bom o clima, fomos embora.
Então partimos para a terceira função com o carro, fomos na extrangeria. Chegando lá, aquele sentimento de repartição pública mal cuidada do caralho, senhas, apitos, pessoas com cara de que estão esperando há 2 horas. Sentimento único que pelo que entendi, não é só brasileiro que sofre de burocracia brabíssima. Fomos atendidos e disappointed but not surprised, falaram que a gente tinha que pagar um boleto aqui e depois marcar pela internet um agendamento para retirarmos nosso documento de estrangeiro. Na minha cabeça era, pô, vou aqui do lado no banco pagar a parada, entro na internet pelo celular e já marco pra agora mesmo.
Uma salva palmas para: Bárbara, deixa de ser trouxa. Por favorzinho. Primeiro que a parada só fica aberta até 13:30, os bancos todos também fecham até 14h. Depois rola um intervalo de um buraco negro de 4 horas com absolutamente tudo fechado, se chama siesta. Maravilhoso pra quem trabalha, pra quem tem treta pra resolver, é difícil, viu. Difícil.
Então sobrou pra gente fazer a quarta e última coisa com o carro: supermercado giga. Pelo spoiler da foto de capa, já podem imaginar qual foi o método de transporte que escolhemos e compramos no supermercado mesmo. Duas bicicletas lindas, hahaha.
Voltamos pra casa felizes com nossas escolhas. Prometo escrever semanalmente a partir de agora. Já estamos em Madrid, desculpem o spoiler! Ainda tem muita história pra contar, senta que lá vem a história!
[infobox maintitle="Não-blog sobre viver no exterior" subtitle="O Rainha da Su Casa é uma série de posts sobre a experiência de ir morar no extreior com cachorro, gato, namorado e tudo mais. Clique aqui para ler os posts anteriores." bg="red" color="black" opacity="on" space="30" link="http://ovelhamag.com/tag/rainha-da-su-casa/"]
Opa, dois meses se passaram. Te dizer que foram meses muito intensos apesar da narrativa ainda estar na pacata vila (do chaves) de Presillas Bajas. Pois sim, vou continuar de onde paramos e aí a história vai encontrar a realidade em algum lugar do tempo-espaço, afinal, tempo é relativo, né não?
Estávamos eu e Ivan então buscando um carro barato pra poder sobreviver o inverno (the winter was already there e os John Snow não sabendo nada). Com o pouco de internet que tínhamos no nosso 3g – que pegava perto da montanha -, achamos um site que se assemelhava ao Craigs List, uma parada meio Mercado Livre mas sem muita credibilidade. Aquele medo de roubarem o rim ou qualquer coisa que se assemelhasse a isso. Mas eram ali onde se encontravam os carros mais baratos, fazer o quê?
Pois bem, era janeiro e tínhamos que ir à cidade fazer nosso documento de residentes. Tínhamos um visto no passaporte e ele tinha que ser validado na extrangería (nome do departamento que cuida das burocracias dos estrangeiros). Resolvemos então alugar um carro por uma semana pra poder fazer quatro importantíssimas coisas: supermercado giga, levar o Madiba pra renovar a vacina de raiva, procurar um carro e ir na extrangeria.
[caption id="attachment_11101" align="aligncenter" width="700"] vai aqui uma foto aleatória pra dar um respiro no texto, hihi[/caption]
Com o carro em mãos, levamos o Madiba ao veterinário, ele foi vacinado contra raiva, tudo certo. Queríamos vacinar ele também contra Leishimaniosis que aqui na Espanha tem surto. Em Almería, que é a maior cidade perto de onde morávamos, 3 de 4 cachorros tinham a doença e ela passa pra humanos. Vou deixar o link aqui caso queiram saber mais. Mas infelizmente, ele só poderia começar o tratamento, passados 30 dias da vacina de raiva em seu sistema, então fomos pra próxima burô a se resolver.
Próximo passo, procurar carro. Localizamos uns 3 carros diferentes e em distâncias diferentes para dar uma olhada. O primeiro carro estava a uns 100km, mas a gente uniu o útil ao agradável e fomos visitando os arredores. Chegamos na cidade de Huércal-Overa e o rapaz pediu pra que a gente esperasse ele num posto de gasolina, acho que o medo de perder o rim era mútuo. Enfim, o carro era baratinho, uns 700 euros mas era véio, todo cagado, batido, sem documentação ok, ia ser aquele rolê. Beeeeeeijo.
No dia seguinte, e agora eu até posso dizer que dia era porque aqui na Espanha comemora-se Dia de Reis, aqui it’s a thing, sei lá, nunca nem tinha ouvido falar, não que eu me lembre. No Brasil é mais conhecido como, o dia em que a galera desarma a árvore de Natal. Foi o que me disseram, hahaha. Aqui é feriado, fecham as ruas, tem parada, representação dos reis magos chegando pra presentear baby-j e tudo mais.
Fomos numa cidadezinha bem pequena e de proletários que trabalham nos invernadeiros (grandes estufas que plantam tomates e utilizam imigrantes para o trabalho porque é desumano) chamada Campohermoso. Bem pertim de casa, uns 25km. Chegando lá, crashamo na festa de família no dia de reis dos irmãos que queriam nos vender o carro. Era massa o carro, mas muito antigo, de 98, tava inteirão mas cara, era super duro pra dirigir, agradecemos a visita e fomos embora.
Fomos em um terceiro lugar ver carro. Era na própria cidade de Almería e a informação que a gente tinha era: tem um estacionamento perto do hospital Torrecárdenas (cara, tem palavra mais espanhola? fala isso com voz grossa, hahaha). Procuramos, perguntamos, achamos. Chegamos lá, olhamos os carros, anotamos uns números, ligamos, mas tinha um cara lá num mini conversível, tomando cerveja com o ~ brother ~ e cara, pra quem é do Rio de Janeiro, saca logo o esquema miliciano da parada, não tava bom o clima, fomos embora.
Então partimos para a terceira função com o carro, fomos na extrangeria. Chegando lá, aquele sentimento de repartição pública mal cuidada do caralho, senhas, apitos, pessoas com cara de que estão esperando há 2 horas. Sentimento único que pelo que entendi, não é só brasileiro que sofre de burocracia brabíssima. Fomos atendidos e disappointed but not surprised, falaram que a gente tinha que pagar um boleto aqui e depois marcar pela internet um agendamento para retirarmos nosso documento de estrangeiro. Na minha cabeça era, pô, vou aqui do lado no banco pagar a parada, entro na internet pelo celular e já marco pra agora mesmo.
Uma salva palmas para: Bárbara, deixa de ser trouxa. Por favorzinho. Primeiro que a parada só fica aberta até 13:30, os bancos todos também fecham até 14h. Depois rola um intervalo de um buraco negro de 4 horas com absolutamente tudo fechado, se chama siesta. Maravilhoso pra quem trabalha, pra quem tem treta pra resolver, é difícil, viu. Difícil.
[caption id="attachment_11111" align="aligncenter" width="571"] AHAAHAHAHHAHAHAHAHAHAHA FAMO![/caption]
Então sobrou pra gente fazer a quarta e última coisa com o carro: supermercado giga. Pelo spoiler da foto de capa, já podem imaginar qual foi o método de transporte que escolhemos e compramos no supermercado mesmo. Duas bicicletas lindas, hahaha.
[caption id="attachment_11104" align="aligncenter" width="700"] Madiba adorou o meio de transporte, haha <3[/caption]
Voltamos pra casa felizes com nossas escolhas. Prometo escrever semanalmente a partir de agora. Já estamos em Madrid, desculpem o spoiler! Ainda tem muita história pra contar, senta que lá vem a história!
Life is Strange é um daqueles jogos em série que são lançados por capítulos. Não sei se você já teve experiência com esse tipo de jogo, minha primeira experiência foi em 2013 com o The Walking Dead, é uma aventura gráfica, na real. A ação é reduzida e a história é mais envolvente, é como se você tivesse dentro de um filme e pudesse fazer as escolhas que ramificariam em finais diferentes. É uma experiência muito interessante, principalmente quando os gráficos são incríveis, como é o caso do The Walking Dead ou Wolf Among Us, excelentes.
Life is Strange também tem um gráfico bem bonito, mas a jogabilidade é bem inferior aos jogos citados, infelizmente. Infelizmente porque é um jogo que traz uma representatividade feminina sem estereótipos pra mulher gamer, não é um jogo que tem uma mulher sexualizada, ou agressiva, Max, a personagem principal, é uma adolescente tímida e anti-social, como muitas de nós.
Max nasceu em Arcadia, a cidade onde se passa o jogo, e com 13 anos ela se muda com a família para Seattle, deixando sua melhor amiga Chloe para trás, sem fazer nenhum tipo de comunicação. Cinco anos depois, já com 18 anos, Max resolve voltar para Arcadia para fazer faculdade de fotografia, sua paixão.
Configura-se então aquele plot de escola e cultura americana que nós somos muito bem introduzidos mas que é um pouco batido, tem a menina popular, a casta, a revoltada, a anti social, etc. Eu sei que essa cultura é uma realidade, mas quando a gente vai usar de ficção em alguma coisa, eu gostaria de ver uma realidade menos desigual, com recorte de raça, principalmente.
É claro que Max encontra sua amiga de infância, e como na sessão da tarde brasileira, elas passam por altas aventuras, hahaha. Principalmente quando Max descobre que consegue controlar o tempo, e aqui eu sugiro uma trilha sonora pra ler o resto do post. HAHA.
O jogo é muito mais do que ficção científica. Na minha reles opinião, é um jogo sobre amizade e sororidade, sobre escolhas também. É um jogo intrigante, uma surpresa boa por saber que cada vez mais jogos direcionados ao público feminino estão sendo feitos. A trilha sonora é boa, claro que nada comparado à trilha de Gone Home (tem no Steam e recomendo muitíssimo), haha, mas é legal sim.
Fiquei um pouco decepcionada com o baixíssimo grau de dificuldade, ações e desafios no jogo, essa é a minha maior crítica ao Life is Strange, tem um plot incrível que poderiam ter explorado uma jogabilidade muito maior e melhor.
O jogo acabou de lançar seu terceiro capítulo na semana passada, joguei e achei bem melhor que o segundo capítulo, que foi um pouco caído. Comprei o combo com os 5 episódios na PSN por 15$ (quinze doleta). No Steam cada capítulo sai por R$10,50 ou R$37 se comprar o pacote. Se você já jogou, me fala se gostou! Ou, se quiser fazer algum comentário, deixa aqui embaixo, ou me segue no twitter, @cruishrcredo! Beixotas ♡!
Minha nota pra esse jogo é 6, passou de ano, mas ficou na média. Hahaha.
saída do Brasil para a Espanha e todo o rolê que foi para viajar com minhas mascotas, agora vem a parte 3!
Opa, dois meses se passaram. Te dizer que foram meses muito intensos apesar da narrativa ainda estar na pacata vila (do chaves) de Presillas Bajas. Pois sim, vou continuar de onde paramos e aí a história vai encontrar a realidade em algum lugar do tempo-espaço, afinal, tempo é relativo, né não?
Estávamos eu e Ivan então buscando um carro barato pra poder sobreviver o inverno (the winter was already there e os John Snow não sabendo nada). Com o pouco de internet que tínhamos no nosso 3g – que pegava perto da montanha -, achamos um site que se assemelhava ao Craigs List, uma parada meio Mercado Livre mas sem muita credibilidade. Aquele medo de roubarem o rim ou qualquer coisa que se assemelhasse a isso. Mas eram ali onde se encontravam os carros mais baratos, fazer o quê?
Pois bem, era janeiro e tínhamos que ir à cidade fazer nosso documento de residentes. Tínhamos um visto no passaporte e ele tinha que ser validado na extrangería (nome do departamento que cuida das burocracias dos estrangeiros). Resolvemos então alugar um carro por uma semana pra poder fazer quatro importantíssimas coisas: supermercado giga, levar o Madiba pra renovar a vacina de raiva, procurar um carro e ir na extrangeria.
Com o carro em mãos, levamos o Madiba ao veterinário, ele foi vacinado contra raiva, tudo certo. Queríamos vacinar ele também contra Leishimaniosis que aqui na Espanha tem surto. Em Almería, que é a maior cidade perto de onde morávamos, 3 de 4 cachorros tinham a doença e ela passa pra humanos. Vou deixar o link aqui caso queiram saber mais. Mas infelizmente, ele só poderia começar o tratamento, passados 30 dias da vacina de raiva em seu sistema, então fomos pra próxima burô a se resolver.
Próximo passo, procurar carro. Localizamos uns 3 carros diferentes e em distâncias diferentes para dar uma olhada. O primeiro carro estava a uns 100km, mas a gente uniu o útil ao agradável e fomos visitando os arredores. Chegamos na cidade de Huércal-Overa e o rapaz pediu pra que a gente esperasse ele num posto de gasolina, acho que o medo de perder o rim era mútuo. Enfim, o carro era baratinho, uns 700 euros mas era véio, todo cagado, batido, sem documentação ok, ia ser aquele rolê. Beeeeeeijo.
No dia seguinte, e agora eu até posso dizer que dia era porque aqui na Espanha comemora-se Dia de Reis, aqui it’s a thing, sei lá, nunca nem tinha ouvido falar, não que eu me lembre. No Brasil é mais conhecido como, o dia em que a galera desarma a árvore de Natal. Foi o que me disseram, hahaha. Aqui é feriado, fecham as ruas, tem parada, representação dos reis magos chegando pra presentear baby-j e tudo mais.
Fomos numa cidadezinha bem pequena e de proletários que trabalham nos invernadeiros (grandes estufas que plantam tomates e utilizam imigrantes para o trabalho porque é desumano) chamada Campohermoso. Bem pertim de casa, uns 25km. Chegando lá, crashamo na festa de família no dia de reis dos irmãos que queriam nos vender o carro. Era massa o carro, mas muito antigo, de 98, tava inteirão mas cara, era super duro pra dirigir, agradecemos a visita e fomos embora.
Fomos em um terceiro lugar ver carro. Era na própria cidade de Almería e a informação que a gente tinha era: tem um estacionamento perto do hospital Torrecárdenas (cara, tem palavra mais espanhola? fala isso com voz grossa, hahaha). Procuramos, perguntamos, achamos. Chegamos lá, olhamos os carros, anotamos uns números, ligamos, mas tinha um cara lá num mini conversível, tomando cerveja com o ~ brother ~ e cara, pra quem é do Rio de Janeiro, saca logo o esquema miliciano da parada, não tava bom o clima, fomos embora.
Então partimos para a terceira função com o carro, fomos na extrangeria. Chegando lá, aquele sentimento de repartição pública mal cuidada do caralho, senhas, apitos, pessoas com cara de que estão esperando há 2 horas. Sentimento único que pelo que entendi, não é só brasileiro que sofre de burocracia brabíssima. Fomos atendidos e disappointed but not surprised, falaram que a gente tinha que pagar um boleto aqui e depois marcar pela internet um agendamento para retirarmos nosso documento de estrangeiro. Na minha cabeça era, pô, vou aqui do lado no banco pagar a parada, entro na internet pelo celular e já marco pra agora mesmo.
Uma salva palmas para: Bárbara, deixa de ser trouxa. Por favorzinho. Primeiro que a parada só fica aberta até 13:30, os bancos todos também fecham até 14h. Depois rola um intervalo de um buraco negro de 4 horas com absolutamente tudo fechado, se chama siesta. Maravilhoso pra quem trabalha, pra quem tem treta pra resolver, é difícil, viu. Difícil.
Então sobrou pra gente fazer a quarta e última coisa com o carro: supermercado giga. Pelo spoiler da foto de capa, já podem imaginar qual foi o método de transporte que escolhemos e compramos no supermercado mesmo. Duas bicicletas lindas, hahaha.
Voltamos pra casa felizes com nossas escolhas. Prometo escrever semanalmente a partir de agora. Já estamos em Madrid, desculpem o spoiler! Ainda tem muita história pra contar, senta que lá vem a história!