Acredito muito na ação direta, acredito que politicamente nós caímos num limbo super utópico. Votar a cada dois anos se tornou nossa única tarefa cidadã por assim dizer. Aprendemos muito pouco sobre política, estado, impostos na escola. Na real, pessoalmente creio que nosso sistema educativo é falido, muito retrógrado e altamente excludente. De forma que saímos da escola completamente despreparados e vulneráveis para um mundo que praticamente nos engole. Engole de todas as formas, mercado de trabalho, novas frustrações, escolha de uma carreira para um mundo altamente efêmero, relações pessoais, interpessoais, hierarquias de poder, de etnia, de gênero de sexualidade.
Muitos de nós já experenciamos o pior da vida durante a época da escola, que já é uma mostra do que há por vir. A maioria dos nossos traumas se criam e nos sentimos sozinhos, fora da nossa bolha que muitas vezes já é pequena, de amizades. Muitas vezes, nem temos uma bolha familiar de cuidado pro nosso acolhimento. Andar na rua, pegar um transporte público, sendo uma mulher, uma lésbica, um gay, uma pessoa trans, é muitas vezes um estorvo. Pessoalmente não sei quantas vezes fui assediada dentro de transportes públicos.
Hoje, uma amigona minha do Rio (brigada Camis), me passou o link dessa matéria de mulheres fodonas que são vigilantes no metrô de N.Y., protegem mulheres de assédio e pessoas no geral de roubos e furtos. A matéria estava linkada em uma página no fb feminista porém, apesar do texto estar destacando a presença feminina, o idealizador dxs Guard Angels é um homem, chamado Curtis Sliwa. Fui procurar um pouco sobre ele e infelizmente, até mesmo no site dos ~Guardian Angels ~ os destaques maiores e fotos são para os homens. Nada de novo sob o sol mas aqui nós vamos dar o destaque merecido pra mulherada, claro, haha!
No Rio de Janeiro, há um vagão só para mulheres, em São Paulo, tentaram reservar um mas as mulheres não quiseram e se manifestaram por isso. Achei incrível. Por que? Porque não precisamos ser separadas para que fiquemos seguras, é preciso ensinar aos agressores, aos abusadores a não agredirem, a não abusarem, aos estupradores a não estuprarem, o problema não é nosso, nunca. Digo isso mas sempre só peguei o carro para mulheres enquanto morava no Rio de Janeiro, nos horários de pico, pra quem tem gatilho, não tem outra opção. Rolou um meme esses dias pra quem manja de GOT e RJ, duas ‘siglas’ que denotam: não é para iniciantes, olha só:
Enfim, a missão dos Guard Angels é abordar e constranger os assediadores e muitas vezes imobilizarem, se for o caso (para entregarem para a polícia). Aqui vai um relato duas recrutas novas:
Quero mostrar aos caras que não somos fracas, podemos ter a mesma intensidade.
Nós todas sabemos como é ser assediada e seguida. Mas você não tem o direito de reclamar se você não fizer nada sobre isso.
Claro que esse debate de ação direta não pode seguir livre sem passar pela crítica do grupo que se achava e auto denominaram justiceiros, no Rio de Janeiro. Na verdade foram alguns casos de ~ justiceiros ~ que aconteceram no Brasil e que repudio. Essas ações precisam ser debatidas, normalmente idealizadas por minorias para justiça social respeitando os limites dos direitos humanos.
No feminismo, a ação direta é urgente. Sabemos que as leis não são favoráveis para nós e precisamos criar nossa bolha de auto cuidado, criar coletivas, iniciar uma auto defesa das manas e ter empatia com as lutas mais urgentes. Seria muito interessante criarmos assembléias de nossos bairros para nos unirem, imprimir avisos de lugares seguros e não seguros, compartilhar as informações úteis, fazer uma sociedade mais sustentável. Nós por nós. Porque do jeito que o barco está andando, tá andando pra trás.
Acredito muito na ação direta, acredito que politicamente nós caímos num limbo super utópico. Votar a cada dois anos se tornou nossa única tarefa cidadã por assim dizer. Aprendemos muito pouco sobre política, estado, impostos na escola. Na real, pessoalmente creio que nosso sistema educativo é falido, muito retrógrado e altamente excludente. De forma que saímos da escola completamente despreparados e vulneráveis para um mundo que praticamente nos engole. Engole de todas as formas, mercado de trabalho, novas frustrações, escolha de uma carreira para um mundo altamente efêmero, relações pessoais, interpessoais, hierarquias de poder, de etnia, de gênero de sexualidade.
Muitos de nós já experenciamos o pior da vida durante a época da escola, que já é uma mostra do que há por vir. A maioria dos nossos traumas se criam e nos sentimos sozinhos, fora da nossa bolha que muitas vezes já é pequena, de amizades. Muitas vezes, nem temos uma bolha familiar de cuidado pro nosso acolhimento. Andar na rua, pegar um transporte público, sendo uma mulher, uma lésbica, um gay, uma pessoa trans, é muitas vezes um estorvo. Pessoalmente não sei quantas vezes fui assediada dentro de transportes públicos.
Hoje, uma amigona minha do Rio (brigada Camis), me passou o link dessa matéria de mulheres fodonas que são vigilantes no metrô de N.Y., protegem mulheres de assédio e pessoas no geral de roubos e furtos. A matéria estava linkada em uma página no fb feminista porém, apesar do texto estar destacando a presença feminina, o idealizador dxs Guard Angels é um homem, chamado Curtis Sliwa. Fui procurar um pouco sobre ele e infelizmente, até mesmo no site dos ~Guardian Angels ~ os destaques maiores e fotos são para os homens. Nada de novo sob o sol mas aqui nós vamos dar o destaque merecido pra mulherada, claro, haha!
No Rio de Janeiro, há um vagão só para mulheres, em São Paulo, tentaram reservar um mas as mulheres não quiseram e se manifestaram por isso. Achei incrível. Por que? Porque não precisamos ser separadas para que fiquemos seguras, é preciso ensinar aos agressores, aos abusadores a não agredirem, a não abusarem, aos estupradores a não estuprarem, o problema não é nosso, nunca. Digo isso mas sempre só peguei o carro para mulheres enquanto morava no Rio de Janeiro, nos horários de pico, pra quem tem gatilho, não tem outra opção. Rolou um meme esses dias pra quem manja de GOT e RJ, duas ‘siglas’ que denotam: não é para iniciantes, olha só:
Enfim, a missão dos Guard Angels é abordar e constranger os assediadores e muitas vezes imobilizarem, se for o caso (para entregarem para a polícia). Aqui vai um relato duas recrutas novas:
Quero mostrar aos caras que não somos fracas, podemos ter a mesma intensidade.
Nós todas sabemos como é ser assediada e seguida. Mas você não tem o direito de reclamar se você não fizer nada sobre isso.
Claro que esse debate de ação direta não pode seguir livre sem passar pela crítica do grupo que se achava e auto denominaram justiceiros, no Rio de Janeiro. Na verdade foram alguns casos de ~ justiceiros ~ que aconteceram no Brasil e que repudio. Essas ações precisam ser debatidas, normalmente idealizadas por minorias para justiça social respeitando os limites dos direitos humanos.
No feminismo, a ação direta é urgente. Sabemos que as leis não são favoráveis para nós e precisamos criar nossa bolha de auto cuidado, criar coletivas, iniciar uma auto defesa das manas e ter empatia com as lutas mais urgentes. Seria muito interessante criarmos assembléias de nossos bairros para nos unirem, imprimir avisos de lugares seguros e não seguros, compartilhar as informações úteis, fazer uma sociedade mais sustentável. Nós por nós. Porque do jeito que o barco está andando, tá andando pra trás.
Acredito muito na ação direta, acredito que politicamente nós caímos num limbo super utópico. Votar a cada dois anos se tornou nossa única tarefa cidadã por assim dizer. Aprendemos muito pouco sobre política, estado, impostos na escola. Na real, pessoalmente creio que nosso sistema educativo é falido, muito retrógrado e altamente excludente. De forma que saímos da escola completamente despreparados e vulneráveis para um mundo que praticamente nos engole. Engole de todas as formas, mercado de trabalho, novas frustrações, escolha de uma carreira para um mundo altamente efêmero, relações pessoais, interpessoais, hierarquias de poder, de etnia, de gênero de sexualidade.
Muitos de nós já experenciamos o pior da vida durante a época da escola, que já é uma mostra do que há por vir. A maioria dos nossos traumas se criam e nos sentimos sozinhos, fora da nossa bolha que muitas vezes já é pequena, de amizades. Muitas vezes, nem temos uma bolha familiar de cuidado pro nosso acolhimento. Andar na rua, pegar um transporte público, sendo uma mulher, uma lésbica, um gay, uma pessoa trans, é muitas vezes um estorvo. Pessoalmente não sei quantas vezes fui assediada dentro de transportes públicos.
Hoje, uma amigona minha do Rio (brigada Camis), me passou o link dessa matéria de mulheres fodonas que são vigilantes no metrô de N.Y., protegem mulheres de assédio e pessoas no geral de roubos e furtos. A matéria estava linkada em uma página no fb feminista porém, apesar do texto estar destacando a presença feminina, o idealizador dxs Guard Angels é um homem, chamado Curtis Sliwa. Fui procurar um pouco sobre ele e infelizmente, até mesmo no site dos ~Guardian Angels ~ os destaques maiores e fotos são para os homens. Nada de novo sob o sol mas aqui nós vamos dar o destaque merecido pra mulherada, claro, haha!
No Rio de Janeiro, há um vagão só para mulheres, em São Paulo, tentaram reservar um mas as mulheres não quiseram e se manifestaram por isso. Achei incrível. Por que? Porque não precisamos ser separadas para que fiquemos seguras, é preciso ensinar aos agressores, aos abusadores a não agredirem, a não abusarem, aos estupradores a não estuprarem, o problema não é nosso, nunca. Digo isso mas sempre só peguei o carro para mulheres enquanto morava no Rio de Janeiro, nos horários de pico, pra quem tem gatilho, não tem outra opção. Rolou um meme esses dias pra quem manja de GOT e RJ, duas ‘siglas’ que denotam: não é para iniciantes, olha só:
[caption id="attachment_11232" align="aligncenter" width="700"] HAHAHAHAHAHAHAHA (sad but true)[/caption]
Enfim, a missão dos Guard Angels é abordar e constranger os assediadores e muitas vezes imobilizarem, se for o caso (para entregarem para a polícia). Aqui vai um relato duas recrutas novas:
Quero mostrar aos caras que não somos fracas, podemos ter a mesma intensidade.
Nós todas sabemos como é ser assediada e seguida. Mas você não tem o direito de reclamar se você não fizer nada sobre isso.
Claro que esse debate de ação direta não pode seguir livre sem passar pela crítica do grupo que se achava e auto denominaram justiceiros, no Rio de Janeiro. Na verdade foram alguns casos de ~ justiceiros ~ que aconteceram no Brasil e que repudio. Essas ações precisam ser debatidas, normalmente idealizadas por minorias para justiça social respeitando os limites dos direitos humanos.
No feminismo, a ação direta é urgente. Sabemos que as leis não são favoráveis para nós e precisamos criar nossa bolha de auto cuidado, criar coletivas, iniciar uma auto defesa das manas e ter empatia com as lutas mais urgentes. Seria muito interessante criarmos assembléias de nossos bairros para nos unirem, imprimir avisos de lugares seguros e não seguros, compartilhar as informações úteis, fazer uma sociedade mais sustentável. Nós por nós. Porque do jeito que o barco está andando, tá andando pra trás.
[infobox maintitle="Se você quiser saber mais sobre Ação Direta, pode clicar aqui!" subtitle="" bg="pink" color="black" opacity="on" space="30" link="https://pt.wikipedia.org/wiki/A%C3%A7%C3%A3o_direta"]
Muitas amigas postaram no Facebook, em meados de Junho, assuntos sobre Gilmore Girls e contando que estavam revendo a série. Falavam sobre as experiências nostálgicas, identificações com a Rory por ter a mesma idade na época em que foi lançada, por serem tímidas, por lidarem com assuntos escolares, primeiros amores, etc. Decidi então começar a ver também para poder interagir com o assunto e ter essa memória coletiva com minhas amigas.
Preciso avisar que vai ter spoiler, será?
Quando vi a abertura pela primeira vez, há mais ou menos três meses, achei que fosse ser uma série muito tosca. Vamos combinar, não há nada mais ano dois mil do que uma abertura em sépia com uma música cafonérrima (e o armário da Lorelai, risos), certo? Mal sabia que, pelas próximas três semanas, eu veria as 7 temporadas e não pularia a abertura para bater palmas no ritmo da música, aquela, cafonérrima.
Antes de começar, eu estava com medo porque sabia um pouco do mote e não tive um relacionamento muito bom com a minha mãe durante boa parte da minha vida. Talvez por isso eu tivesse evitado essa série 15 anos atrás, tinha medo da série me gerar gatilhos emocionais fortes por causa disso. Os gatilhos aconteceram, por mais que eu tenha esperado 15 anos, mas por motivos que eu jamais iria imaginar.
Comecei a assistir a série e muito resumidamente, eu era a Lorelai, hahaha. Eu estava ali me vendo, vendo meu humor sarcástico, irônico e rápido (com piadas ruins sim, haha) ser usado em defesa de babaquices atuais e traumas de infância. Eu estava vendo a personagem que, desde de que saiu de casa, não conseguiu se relacionar construtivamente com seus pais. Tanto eu quanto Lorelai carregávamos uma sensação de justiça misturada com culpa e auto salvação nesse tal ~ sair de casa. Até mesmo o meu pai é ao mesmo tempo o Richard e a Emily (pais da Lorelai e avôs da Rory), a semelhança é muito gritante em muitos aspectos. Isso foi bastante surpreendente, e é claro que eu não me identificaria com a Rory, eu tenho 30 anos, eu me identifiquei com a Lorelai (que tem 32 quando a série começa) na hora, haha. A adolescente problema, expansiva, que começou a transar cedo, beber e quebrar impostos padrões de comportamento e ser bastante julgada por isso.
Acho que já estamos íntimas o suficiente para chamar Gilmore Girls de GG, risos.
Percebi que, mesmo não tendo lido nada sobre a série antes, GG havia sido criada e escrita por uma mulher. Os motivos eram todos óbvios, o mote principal é uma mãe solteira que teve sua filha adolescente. Os personagens masculinos são personagens muito reais aos olhos de uma mulher, falhas reais, diálogos tão reais que chegam a gatilhar relacionamentos passados. As personagens secundárias não ficam para trás, mulheres fortíssimas como as apaixonantes e diferentes Lane e Paris, a maravilhosa Sookie e as personagens femininas mais distantes do núcleo principal tão maravilhosas quanto, Miss Patty, uma mulher grande e lasciva, Babete com sua incrível voz e por que não, Gipsy? A mecânica da cidade. Uma mulher mecânica. Quem não gostaria de se mudar para Stars Hollow?
Inclusive, fiquei um tempão pensando, “cara, da onde eu conheço essa menina (Paris)?”, perguntei pro meu companheiro e ele matou a charada: de HTGAWM! Cara, se é pra tombar, tombei, hahaha! Inclusive, tirei uns prints de algumas pessoas que conheci fora da série e aí elas surgiram e eu ficava: “AH MAS OLHA ALI FULANO DE NUM SEI ONDE!”. Vem comigo para alguns prints reveladores, risos.
Quero fazer um belo adendo aqui sobre a personagem Sookie. Ela é gorda, ela emagrece, ela engravida duas vezes, ela engorda e em NENHUM momento da série, NENHUM, alguém fala sobre o corpo dela. Eu sei porque, como sou gorda, fiquei esperando esse momento chegar e nunca chegou, gordofobia, não há. Obrigada a todos os envolvidos. <3
Nos primeiros episódios já senti que viriam incríveis temporadas à frente. Apesar de achar que GG reproduz bastante machismo, é uma série muito real, de situações e relacionamentos reais, com diálogos reais e portanto, apesar de ficcional, o ambiente é a nossa sociedade patriarcal. Porém, como já disse, logo nos primeiros capítulos, Rory lança a maravilhosa frase, que me fez escalonar o amor pela série rapidamente:
É o nome da minha mãe também (Rory falando com Dean). Ela me nomeou por causa de seu nome. Ela estava deitada no hospital pensando como homens nomeavam garotos com o nome deles todo o tempo, sabe, então por que mulheres também não poderiam? Ela disse que o feminismo dela meio que tomou conta
Falando em Dean, vi que muitas pessoas estão escolhendo times de possíveis maridos para a Rory. POR QUE, GENTE? POR QUE? Apesar da série ter diferentes pares românticos para cada uma das personagens principais, o mais importante são os relacionamentos de amizade, de mãe e filha, são os sentimentos puros entre as mulheres da série! Eu sou #teamRory, #teamLorelai! Até porque, é muita (falta de) sacanagem você delimitar o futuro companheiro da Rory entre os 3 primeiros caras com quem ela se relacionou, PLMDDS, ponha-se no lugar dela! Não sei vocês, mas as três primeiras pessoas com quem eu me relacionei podem ficar guardadinhas na memória lá no meu passado, muito obrigada, de nada, vamos cancelar agora mesmo o churrasco da escola, valeu?
Pisciana que sou, apesar de achar estranho todo esse revival da série entre as minhas amigas em meados de junho, só depois de ter terminado as 7 temporadas e chorado por pelo menos 2 minutos com a cara afundada no travesseiro que eu fui saber que teria a volta de GG em novembro. Acredite ou não, história verídica, hahaha. Isso valeu por mais 2 minutos de choradas no travesseiro. Agora faltam apenas 7 dias para os 4 episódios de 90 min. cada de Gilmore Girls. Já combinei de ver junto cazamiga, já mandei fazer camiseta (juro), já estamos selecionando todas as comidas deliciosas que vamos pedir e bom, acho que depois a gente conversa pra saber se as expectativas foram alcançadas, não é mesmo?
Ilustração feita com exclusividade por Sarah Assaf.
Hoje, uma amigona minha do Rio (brigada Camis), me passou o link dessa matéria de mulheres fodonas que são vigilantes no metrô de N.Y., protegem mulheres de assédio e pessoas no geral de roubos e furtos. A matéria estava linkada em uma página no fb feminista porém, apesar do texto estar destacando a presença feminina, o idealizador dxs Guard Angels é um homem, chamado Curtis Sliwa. Fui procurar um pouco sobre ele e infelizmente, até mesmo no site dos ~Guardian Angels ~ os destaques maiores e fotos são para os homens. Nada de novo sob o sol mas aqui nós vamos dar o destaque merecido pra mulherada, claro, haha!
No Rio de Janeiro, há um vagão só para mulheres, em São Paulo, tentaram reservar um mas as mulheres não quiseram e se manifestaram por isso. Achei incrível. Por que? Porque não precisamos ser separadas para que fiquemos seguras, é preciso ensinar aos agressores, aos abusadores a não agredirem, a não abusarem, aos estupradores a não estuprarem, o problema não é nosso, nunca. Digo isso mas sempre só peguei o carro para mulheres enquanto morava no Rio de Janeiro, nos horários de pico, pra quem tem gatilho, não tem outra opção. Rolou um meme esses dias pra quem manja de GOT e RJ, duas ‘siglas’ que denotam: não é para iniciantes, olha só:
Enfim, a missão dos Guard Angels é abordar e constranger os assediadores e muitas vezes imobilizarem, se for o caso (para entregarem para a polícia). Aqui vai um relato duas recrutas novas:
Quero mostrar aos caras que não somos fracas, podemos ter a mesma intensidade.
Nós todas sabemos como é ser assediada e seguida. Mas você não tem o direito de reclamar se você não fizer nada sobre isso.
Claro que esse debate de ação direta não pode seguir livre sem passar pela crítica do grupo que se achava e auto denominaram justiceiros, no Rio de Janeiro. Na verdade foram alguns casos de ~ justiceiros ~ que aconteceram no Brasil e que repudio. Essas ações precisam ser debatidas, normalmente idealizadas por minorias para justiça social respeitando os limites dos direitos humanos.
No feminismo, a ação direta é urgente. Sabemos que as leis não são favoráveis para nós e precisamos criar nossa bolha de auto cuidado, criar coletivas, iniciar uma auto defesa das manas e ter empatia com as lutas mais urgentes. Seria muito interessante criarmos assembléias de nossos bairros para nos unirem, imprimir avisos de lugares seguros e não seguros, compartilhar as informações úteis, fazer uma sociedade mais sustentável. Nós por nós. Porque do jeito que o barco está andando, tá andando pra trás.