Colagem digital feita com exclusividade por Bárbara Malagoli (Baby C)
♪♪ Eu sou de ninguém. Eu sou de todo mundo. E todo mundo é meu também ♪♪
Essa playlist surgiu a partir de uma ~reflexão profunda~ sobre “quem é Pepê e Neném?”, depois que elas soltaram um vídeo defendendo o Bolsonaro (socorro!), na mesma semana em que Os Tribalistas anunciaram um disco novo.
Os anos 2000 foram uma época brilhante para a música brasileira. Muita coisa boa e construtiva tocou nas rádios e teve clipezinho na MTV (agora você pode achar tudo isso no YouTube).
Levante a mão quem nunca cantou bem alto os hits abaixo (ou não levante para eu não me sentir mal). Divirtam-se pois precisamos sair um pouco do sério:
Aqui veremos conteúdos produzidos principalmente por mulheres inspiradoras para nós mulheres. Se quiserem compartilhar mais assuntos interessantes, é só comentar lá no fim do post <3
// SOLANGE
Ainda sob o impacto de “Lemonade”, da rainha Beyoncé, agora temos mais um disco belíssimo para ouvir o dia todo. Solange Knowles, apenas irmã de Beyoncé, lançou na semana passada “A seat at the table” e divulgou os vídeos de “Cranes in the sky” e “Don’t touch my hair”. Por favor, veja essas obras de arte:
Leia duas entrevistas (em inglês) com a Solange. No Stereogum e na revista The Fader.
// 1ª MINISTRA TRANS
Uma ‘hacker’ para digitalizar Taiwan. Matéria do El País sobre Audrey Tang, programadora, ativista digital e a primeira ministra transsexual do mundo.
// POLÔNIA
“Vestidas de preto, milhares de mulheres tomaram as ruas de mais de 60 cidades polonesas no dia 3 de outubro. Elas protestaram contra uma mudança na legislação que restringiria ainda mais o direito ao aborto no país.
O movimento foi tão massivo que fez o governo polonês recuar na quarta-feira (5).”
A primeira negra a dirigir um longa-metragem no Brasil. Vídeo do Nexo:
// CASO ELENA FERRANTE
Também nesta semana o jornalista Claudio Gatti resolveu DAR UM FURO e revelou a “verdadeira identidade” da escritora Elena Ferrante em uma situação absurda de invasão de privacidade.
O El País entrevistou a Silvia Querini, diretora literária do grupo editorial Lumen e editora do trabalho de Ferrante na Espanha. E ela disse exatamente o que achamos:
“Sua ideia (de Elena Ferrante) é que o texto é o que importa, e o que o jornalista fez foi fuçar no anonimato, nos nomes. Em vez de investigar a evasão fiscal, tem se dedicado a pesquisar as contas de uma escritora. Para mim, o verdadeiro nome não importa, nem como editora nem como leitora.”
A photo posted by Samira Wiley (@whododatlikedat) on
// 100% FEMINISTA
A MC Carol e a Karol Conká lançaram o single “100% feminista”. Essa faixa e a também ótima “Delação premiada” estão no primeiro disco da MC Carol, “Bandida”. O funk, o rap e o feminismo ganham muito com essa parceria que pode ser considerada nosso novo hino.
“— Eu não sabia que era feminista. Eu já era desde criança, mas não sabia que tinha um nome para isso, para essa forma de pensar. Vim descobrir há pouco tempo, acho que no ano passado, através da minha empresária. Ela me explicou o significado e eu me identifiquei. Essa música explica por que eu sou feminista, por que eu tenho essa forma de pensar — conta a funkeira, que completa 23 anos nesta quinta-feira. — Hoje em dia, estou muito melhor, mas eu achava que, em um relacionamento, alguém tinha que bater e alguém tinha que apanhar. E, depois de tudo o que eu presenciei, eu vi que não queria ser esse tipo de mulher submissa. Eu quero bater.”
// BIENAL DE SP
A arte feita por mulheres é diferente? – Matéria do jornal português Público sobre o evento deste ano, que convidou 47 artistas mulheres, o maior número de todos os tempos.
“Ao usar apps como o Glow, Period Tracker e o Clue, por exemplo, as mulheres dão informações sobre seus ciclos menstruais, alterações de humor, período fértil e até mesmo se fizeram sexo (e em qual posição). E, na maior parte dos casos, não é só as empresas por trás dos aplicativos que têm acesso a eles.”
// MAIS SOLANGE
Para finalizar, um vídeo que mostra o processo de criação do novo álbum de Solange, “A seat at the table”, porque estamos obcecadas: