Ouça: Lim Kim

Imagem do clipe "Awoo"

Lim Kim é uma cantora sul-coreana da cena musical indie da Coréia. Ela era integrante do duo musical Togeworl junto com o cantor Do Dae-yoon e, em 2013, estreou como cantora solo.

Vamos nos concentrar no último e terceiro álbum de Kim, Simple Mind (2015), porque foi como conheci seu trabalho. Talvez você já tenha escutado o seu famoso single Awoo, que é suave, dreamy e viciante. É o som que abre o álbum e já nos prepara para outras músicas igualmente interessantes (mas talvez não tão singulares):

Em seguida temos a Love Game, que é mais enérgica e divertida. É o segundo single do álbum e o segundo clipe (bastante eye candy):

Barama, que vem na sequência, é uma música mais romântica, em que faz um duo com o cantor Beenzino. Parece aquele tipo de música que você ouviria em um café. Mais jazzy, acompanhado por um piano.

You First é aquela música que ou passa despercebida ou que eu pulo a faixa. Romântica num nível mais ingênuo, um pouco introspectiva, que tem uma quebra com sintetizadores inesperada, mas não suficiente para transformar seu clima. Ela termina do mesmo jeito que começou e já parte para a faixa No More, que é animada como a Love Game, com um som que lembra de leve algumas baladas do Jamiroquai (me julguem, foi meu repertório musical me levou até lá).

Daí que de repente temos o synthpop de Upgrader. É a mais anos 80 e sem muitas quebras e excessos comuns ao pop atual. Do álbum todo, é a música que mais vale destacar (fora os singles). Podia terminar aí de forma maestral, mas o álbum fecha com Paper Bird, uma balada acústica “voz e violão” que quebra muito a magia do som anterior. É bonitinha.

Dá o play!


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Mais de Nina Grando

A violência nos namoros de atrizes pornô

A atriz pornô Stoya postou recentemente dois Tweets que diziam explicitamente que seu ex-namorado, o celebrado ator pornô James Deen, a tinha estuprado. Pra quem não conhece, Stoya e Deen são duas figuras populares do pornô mainstream atual, não só para os seus filmes, mas também por contribuírem em publicações relacionadas a sexo, desmistificando alguns preconceitos sobre a pornografia.

 


 
Traduzindo livremente: “Aquele momento em que você entra na internet por um segundo e vê as pessoas idolatrando o cara que te estuprou como uma feminista. É uma merda.”

“James Deen me segurou e me fodeu enquanto eu falava não, pare, usando até a minha palavra de segurança. Eu não posso simplesmente acenar e sorrir quando as pessoas trazem ele à tona.”

 
Os tweets de Stoya rapidamente repercutiram na internet. A atriz ganhou o apoio da produtora pornô Joanna Angel, via Twitter. Além disso, a editora-chefe do The Frisky, revista para qual James Deen tem escrito sua coluna, chamada “What Would James Deen Do?” (O que James Deen faria?), anunciou que vai encerrar sua parceria com o ator na publicação, além de dar todo o apoio à atriz via Twitter.

Diferente do que está rolando atualmente na campanha #meuamigosecreto, que incentiva as mulheres a denunciarem as diversas situações de abuso, machismo e violência sem apontar nomes, Stoya não titubeou e disse com todas as letras quem foi o homem que a violentou. A denúncia pública da Stoya mostrou não só sua coragem de expor o que sofreu como também de expor publicamente seu agressor, sem medo das consequências. Porque por mais que a partir daí venham entrevistas e um processo, ela sabe que foi o certo a ser feito.

 

 
Deen ganhou fama por seu trabalho na indústria de filmes adultos, anunciado como o galã da indústria pornô, com muitas fãs do sexo feminino. Ele rotulou a si mesmo como feminista (é, pois é) em entrevistas anteriores, tendo dito que “no final do dia, eu desejo que todos tenham o respeito que eles merecem e que respeitem as liberdades e os direitos civis das pessoas.”

Essa denúncia feita pela Stoya é seríssima, pois não só expôs uma celebridade sem medo para que ela sofra a consequência de seu ato como também ajuda a lançar mais luz sobre a importância do consentimento durante todo o momento do sexo. O fato de Deen ter ignorado a palavra de segurança de sua parceira é alarmante, especialmente para um ator que lida com a natureza do consentimento no seu trabalho! Mesmo se o consentimento foi dado inicialmente, se a pessoa pede para parar e isso não for respeitado, conta como estupro. Stoya é uma mulher feminista e defensora dos direitos dos trabalhadores do sexo e não pode ser ignorada.
 

Atrizes pornôs são comumente violentadas fora das câmeras pelos homens que amam

Não podemos esquecer da também recente e terrível história do que aconteceu com a atriz pornô Christy Mack, que foi estuprada e espancada pelo lutador de MMA Jonathan Koppenhaver, mais conhecido por War Machine (Máquina de Guerra).

 

 
Em uma audiência, o advogado do lutador, Brandon Sua, chegou a dizer que seu cliente era inocente (!) e afirmou o pior dos absurdos: que não há como estuprar uma atriz pornô. “Não haveria como estuprar Christy por ela ser uma atriz pornô e gostar de sexo violento”, disse o advogado.

O absurdo desse caso não pára por aí. O lutador riu da situação e não demonstrou nenhum tipo de arrependimento. Ele ainda mandou um beijo para a promotora que cuidava do caso, Jacqueline Bluth, durante a audiência. O estuprador e lutador foi acusado de 34 crimes, incluindo estupro, sequestro e tentativa de assassinato da ex-namorada.

Este ano, Christy Mack falou à HBO Sports sobre a condenação do lutador. Depois de tudo que ele fez e de quase tê-la matado, ele só vai pegar até 5 anos de prisão, não os 20 anos que a atriz esperava. O mais triste disso? “Assim que ele for solto, ele vai me matar”, disse Christy.

Não é porque a mulher escolhe se prostituir, virar atriz pornô ou usar mini-saia que ela “merece” o estupro. Ninguém merece ser estuprada. Ninguém.

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Togeworl junto com o cantor Do Dae-yoon e, em 2013, estreou como cantora solo.

Vamos nos concentrar no último e terceiro álbum de Kim, Simple Mind (2015), porque foi como conheci seu trabalho. Talvez você já tenha escutado o seu famoso single Awoo, que é suave, dreamy e viciante. É o som que abre o álbum e já nos prepara para outras músicas igualmente interessantes (mas talvez não tão singulares):

Em seguida temos a Love Game, que é mais enérgica e divertida. É o segundo single do álbum e o segundo clipe (bastante eye candy):

Barama, que vem na sequência, é uma música mais romântica, em que faz um duo com o cantor Beenzino. Parece aquele tipo de música que você ouviria em um café. Mais jazzy, acompanhado por um piano.

You First é aquela música que ou passa despercebida ou que eu pulo a faixa. Romântica num nível mais ingênuo, um pouco introspectiva, que tem uma quebra com sintetizadores inesperada, mas não suficiente para transformar seu clima. Ela termina do mesmo jeito que começou e já parte para a faixa No More, que é animada como a Love Game, com um som que lembra de leve algumas baladas do Jamiroquai (me julguem, foi meu repertório musical me levou até lá).

Daí que de repente temos o synthpop de Upgrader. É a mais anos 80 e sem muitas quebras e excessos comuns ao pop atual. Do álbum todo, é a música que mais vale destacar (fora os singles). Podia terminar aí de forma maestral, mas o álbum fecha com Paper Bird, uma balada acústica “voz e violão” que quebra muito a magia do som anterior. É bonitinha.

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