OUÇA: Hayley Kiyoko

Conheci a Hayley Kiyoko em um vídeo que começou automaticamente em um playlista xis do Youtube pelas quais gosto de me aventurar. O som me pareceu uma filha das meninas do Haim (aliás, sdds) com o The XX. GOSTO. Mas quando parei para assistir, além de curtir o som, também fiquei muito impressionada com a qualidade dos vídeos. Lindos visualmente e vários com historinhas.

Depois de pesquisar um pouco sobre a moça de Los Angeles, fez sentido. Ela é cantora e atriz. Dentre os trabalhos estão a Velma de Scooby Doo (?!?!?!?! mega diferente!!!) e participações em séries como CSI, The Vampire Diaries e – para as mais novinhas – Os Feiticeiros de Waverly Place, com a querida Selena Gomez. Enfim, mais uma cria dessa tal de Disney. Ela também está na adaptação ˜˜ALERTA NOSTALGIA˜˜ daquele desenho dos anos 80 que passava no SBT Jem e as Hologramas (2015)que saiu ano passado mas que ainda não vi mas que quero ver porque tem a Juliette Lewis, veja o trailer, veja looks! (sdds Juliette And The Licks!)

Fiz a ~~diferentona~~ e só descobri essa moça recentemente, mesmo ela tendo lançado o EP This Side of Paradise em fevereiro do ano passado. Dá o play!

O clipe da música Girls Like Girls traz a linda história de amor de uma menina que se apaixona por uma amiga. O vídeo foi co-dirigido por Hayley e estrelado Stefanie Scott, que também fez o filme Jem.

Sobre a experiência de dirigir o clipe de Girls Like Girls, Hayley disse o seguinte:

Eu escrevi a música um pouco mais de um ano e meio atrás e ela meio que começou em um lugar de coração muito leve. Há tantas músicas sobre garotos roubando meninas de outros homens e todo esse tipo de coisa, então eu apenas pensei que seria uma canção realmente divertida, onde uma menina rouba a garota do outro cara. Eu simplesmente amei essa perspectiva confiante e sinto que não há tanto lá fora. Por isso, fizemos uma letra brincalhona e quase arrogante e, em seguida, ao filmar o vídeo, eu sabia que eu realmente queria fazer algo especial e realmente levá-la ao próximo nível, utilizar a música para realmente conectar com as pessoas e tentar mudar sua perspectiva sobre esse tipo de assunto. (…) E eu realmente queria fazer um trabalho o mais honesto possível para esse vídeo, no estilo de um curta.

hk2

Já na animadinha Given it All, ela canta sobre “estar em um relacionamento dando tudo para alguém”. “Ela tem esse som grande, poderoso e positivo, mas as letras contam uma história diferente. Você está realmente dando tanta energia para a outra pessoa que você se sente drenada ao ponto em que não pode dar mais. Eu adoro justapor esses dois sentimentos dentro do som”, disse em entrevista para um site grindo.

[separator type="thin"]
Acompanhe a Hayley Kyoko por aí:

Site oficial | Facebook | Instagram |YouTube|Soundcloud | Twitter

Mais de Anna Crô

Ouça: Pietá

O Pietá é um trio formado pelos músicos cariocas Frederico Demarca, Rafael Lorga e pela cantora natalense Juliana Linhares. Eles se conheceram na faculdade de teatro, descobriram a musicalidade alheia e resolveram se unir.

IMG_1571
Mas nada disso importa se você ainda não conhece a música deles. Dá o play aqui antes de continuar lendo e ouça a voz pouco avassaladora dessa moça:
 

Quem é do Rio e tem uma vida, tem chances maiores de já ter ouvido falar da banda. Primeiro, porque eles moram lá, dã. E segundo porque, vira e mexe, fazem shows na cidade. Em jardins, em palquinhos, aqueles tipos de shows gostosinhos que encontramos por aí. Como eu não tinha vida quando morava no Rio,[Brincadeira, tinha sim, só quis dar uma carga dramática] a sonoridade deles chegou até mim graças a um amigo querido. Mas meu encanto veio mesmo quando vi um show ao vivo entre um ou outro bloco de carnaval. Cantavam e bailavam em cima de uma marquise no bairro de Santa Teresa.

cb8af6_b525db24bd75423da1ddfcab75d69fd3

Não sei se hoje é ‘noite de maré cheia’ por pura preguiça de pesquisar isso na internet. Aliás, nem sei como descobre isso… Mas sei que escolhi falar dessa banda delícia nesta data por um motivo empolgante: é a data de lançamento do “Leve o Que Quiser”, também conhecido como primeiro disco deles. E que só ficou de pé graças a 318 apoiadores de um financiamento coletivo. A versão física do álbum só chega em outubro. Mas, por enquanto, você pode fazer ouvir aqui:

É violão, é batuque, é performance, é brasilidade, gente. (rs)

Não à toa, por serem atores, os shows deles sempre têm uma conversa com o teatro ou alguma interação audiovisual. Um bule que despeja grãos de arroz em uma xícara ou um porco armado que se sacode ao som de “Neguinho” pouco antes de tirar a máscara e se cobrir de sangue:

 

 
Conversamos um pouquinho com a vocalista Juliana:

Ovelha. Por que o nome Pietá?

Juliana – A galera começou a cobrar um nome. Da boca de um saiu Pietá, que gente agarrou e já imergiu, como quem batiza uma criança quando nasce. Recebemos um nome e fomos amadurecendo o filho com o tempo. Deixando crescer meio correndo descalço no mato, meio embaixo da asa, meio livre, meio pedaço da gente. Achamos que Pietá é uma coisa para cada um. É piedade, para os italianos, é Maria com o filho no colo para os cristãos, já nos deparamos até com a definição “uma potência que aspira à transcendência” do filósofo Negri. Para todos, é indiscutivelmente uma imagem poética e forte. As Pietás foram representadas por vários artistas ao longo dos séculos. Essa é a nossa representação.

Ovelha. Quais as referências da banda?

Ju – Muitos movimentos artísticos nos inspiram. Ariane Mnouchkine e o Theatre du Soleil, a Anne Bogart, a Marina Abramovich, os grupos de teatro brasileiros como Galpão e Cia dos atores, os artistas de rua, entres muitos outros. Além disso, a prática diária e individual de cada um, dentro e fora dos nossos coletivos (Arvorá, Miúda e Volante), sempre apostando numa construção colaborativa onde todos são responsáveis pela criação. Na música, nossa influência é principalmente brasileira. Os cantos do nosso país, as formas de contá-lo, das raízes ao que está por vir. Os músicos que escutamos desde bebês até os vários novos grupos e bandas contemporâneas e parceiras que tem feito muita música boa. Tem um gostinho de Gilberto Gil, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Adriana Calcanhoto, João Bosco, Gal Costa, Novos Baianos, Luiz Gonzaga, Chico César, Lenine, Adoniran Barbosa, Noel Rosa, Cartola, Elis Regina, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Djavan, Claudio Nucci, Guinga, etc, etc, etc, etc… Os blocos de carnaval, as rodas de samba, as noitadas de forró… E principalmente, os vários músicos e parceiros que estão sempre por perto, como André Muato, Joana Queiroz, Marcelo Muller, Ayran Nicodemo, Marcelo Fedrá, Ilessi, Coletivo Chama, Elvis Marlon, Beto Lemos, Geraldo Junior, Jefferson Gonçalves, Mohandas, Renascimento, toda a Etnohaus, Júlia Vargas, Chico Chico, Novíssimos, Khrystal, Natasha Llerena, Letuce, e toda uma galera boa e animada que tem nos feito ter mais vontade de seguir remando. A gente pega tudo isso e joga no liquidificador.

Uma foto publicada por Pietá (@pieta_) em

Ovelha. Como escolheram o repertório do disco?

Ju – Fizemos shows durante 3 anos antes de gravar o disco. Fomos lapidando o repertório, conhecendo músicos, testando sonoridades, abandonando idéias e criando outras. O processo se deu de forma muito natural e intuitiva. Durante esse trajeto o cd foi se formando. Algumas músicas sempre fizeram parte desse álbum, indiscutivelmente. Outras, no entanto, estão na manga, mas não fazem parte. E juntando tudo isso às músicas e ideias que surgiram de última hora, encontramos um caminho no repertório, uma história, uma dramaturgia.

Ovelha.Conta um pouquinho do processo de gravação?

Ju – O processo de gravação foi extremamente prazeroso. Afeto e pesquisa andaram lado a lado. Muitos questionamentos, muitas dúvidas, algumas certezas e um semestre de pura emoção. Gravar é um processo de muita intimidade, de muita exposição e foi muito novo pra mim. Você vive ali instantes de pura entrega, de insegurança e de força. De descobrir a si e de entender o trabalho, o que se quer colocar nele, que garga, que mensagem. E de aprender a se desapegar das exigências com a própria execução, né… o que pra mim é bem difícil, rs. Mas é só o primeiro! Os momentos de arrepio no estúdio dizem muito sobre o trabalho. A equipe foi estimulante, do início ao fim. Um grupo enorme de profissionais competentes, criadores, dedicados e divertidos. E parece que essa alegria contamina a sonoridade do disco. Pietá sempre foi isso, o primeiro cd não poderia ser diferente.

Ovelha. O que vamos encontrar no cd?

Ju – Música brasileira e um bando de jovens mergulhando de cabeça na poesia. De resto, só ouvindo.

Ovelha. Qual sua música favorita do álbum?

Ju – Olhe, isso é bem difícil de dizer. rs Acho que há fases. Eu sempre amei “A vingança de Cunhã”, mas com o disco veio “Matador”… Amo o resultado e a força de “Justino”, com Beto Lemos e Carlos Malta… “Leve o que quiser”, não dá pra não ficar tomada com o encontro que rolou. Mas acho que no fim das contas volto à Vingança. O coro final que foi feito por parceiros e amigos da música, além do meu irmão que também participou, me emociona muitíssimo. É ouvir e lembrar daquela roda de gente querida vibrando energia boa pelo nosso trabalho. Me renova cada vez que eu ouço.

Ovelha. Contaí uma coisa que a gente não sabe

Ju – Rola uma surpresinha que não tá no encarte. Vamos ouvindo… risos.

Ovelha. O que você quer levar?

Ju – Eu quero levar tudo o que eu quiser. Ter liberdade pra escolher. Levar o mundo inteiro. Levar de mim também o que eu já fui e o que sou agora.

cb8af6_92ca5727df924bb080df6c27dc80647f

A banda fará três shows de lançamento na cidade do Rio de Janeiro: 6 e 7 de outubro no Espaço Sesc (Copacabana) e 13 de outubro no projeto A.Nota, no Oi Futuro Ipanema. Ainda farão o show de lançamento em Natal (terra de Juliana), no dia 19 de novembro, no teatro Riachuelo!

Siga Pietá pela internet:
Facebook | Instagram | Site | Soundcloud |Youtube

Leia mais
Hayley Kiyoko em um vídeo que começou automaticamente em um playlista xis do Youtube pelas quais gosto de me aventurar. O som me pareceu uma filha das meninas do Haim (aliás, sdds) com o The XX. GOSTO. Mas quando parei para assistir, além de curtir o som, também fiquei muito impressionada com a qualidade dos vídeos. Lindos visualmente e vários com historinhas.

Depois de pesquisar um pouco sobre a moça de Los Angeles, fez sentido. Ela é cantora e atriz. Dentre os trabalhos estão a Velma de Scooby Doo (?!?!?!?! mega diferente!!!) e participações em séries como CSI, The Vampire Diaries e – para as mais novinhas – Os Feiticeiros de Waverly Place, com a querida Selena Gomez. Enfim, mais uma cria dessa tal de Disney. Ela também está na adaptação ˜˜ALERTA NOSTALGIA˜˜ daquele desenho dos anos 80 que passava no SBT Jem e as Hologramas (2015)que saiu ano passado mas que ainda não vi mas que quero ver porque tem a Juliette Lewis, veja o trailer, veja looks! (sdds Juliette And The Licks!)

Fiz a ~~diferentona~~ e só descobri essa moça recentemente, mesmo ela tendo lançado o EP This Side of Paradise em fevereiro do ano passado. Dá o play!

O clipe da música Girls Like Girls traz a linda história de amor de uma menina que se apaixona por uma amiga. O vídeo foi co-dirigido por Hayley e estrelado Stefanie Scott, que também fez o filme Jem.

Sobre a experiência de dirigir o clipe de Girls Like Girls, Hayley disse o seguinte:

Eu escrevi a música um pouco mais de um ano e meio atrás e ela meio que começou em um lugar de coração muito leve. Há tantas músicas sobre garotos roubando meninas de outros homens e todo esse tipo de coisa, então eu apenas pensei que seria uma canção realmente divertida, onde uma menina rouba a garota do outro cara. Eu simplesmente amei essa perspectiva confiante e sinto que não há tanto lá fora. Por isso, fizemos uma letra brincalhona e quase arrogante e, em seguida, ao filmar o vídeo, eu sabia que eu realmente queria fazer algo especial e realmente levá-la ao próximo nível, utilizar a música para realmente conectar com as pessoas e tentar mudar sua perspectiva sobre esse tipo de assunto. (…) E eu realmente queria fazer um trabalho o mais honesto possível para esse vídeo, no estilo de um curta.

hk2

Já na animadinha Given it All, ela canta sobre “estar em um relacionamento dando tudo para alguém”. “Ela tem esse som grande, poderoso e positivo, mas as letras contam uma história diferente. Você está realmente dando tanta energia para a outra pessoa que você se sente drenada ao ponto em que não pode dar mais. Eu adoro justapor esses dois sentimentos dentro do som”, disse em entrevista para um site grindo.

Acompanhe a Hayley Kyoko por aí:

Site oficial | Facebook | Instagram |YouTube|Soundcloud | Twitter

" />