Animações sobre depressão pós-parto

Depressão pós-parto ainda é um tema pouco discutido ou até conhecido. Ainda exista talvez o pensamento de que mães devem ser indestrutíveis e não podem deixar se abalar por “qualquer coisinha”. A série de curtas de animação Animated Minds: Stories of Postnatal Depression vem pra mostrar que ter problemas emocionais durante a gravidez ou após o parto não deve ser encarado como qualquer coisinha. É algo sério que pode vir, algumas vezes, pela pressão colocada no idealizado “ser mãe”.

A produtora do Reino Unido, Mosaic Films, em parceria com o projeto Animated Minds achou uma forma sensível e educativa para falar sobre isso. O projeto tem por objetivo informar sobre doenças mentais através de animações e com o relato de pessoas reais que passaram por isso. Nessa nova série, histórias de diferentes mulheres são contadas com animações que misturam leveza e um lado bastante sombrio.

Essa mistura do sensível com o obscuro combinou muito bem com as mudanças caóticas nas mentes das mães que contam suas experiências. Cada filme leva o nome das protagonistas que narram seus sofrimentos e anseios ao passar pela depressão pós-parto. Todas histórias têm um final feliz para mostrar que é possível, sim, sair dessa!

As falas para as narrativas foram tiradas de entrevistas conduzidas em parte pelo coordenador da série, o diretor George Sander-Jackson. Ele teve a experiência de conviver com a doença em sua família. “Em termos de experiência coordenando o projeto, os meus dois grandes desafios foram: tentar me manter objetivo e profissional em um projeto tão pessoal, e tentar combinar o papel de produtor com a direção. Acho que porque o assunto é tão emotivo, meu envolvimento pessoal e emocional ajudou em alguns aspectos”, George em trecho reproduzido no site Skwigly.

 

Abby’s Story:

George dirigiu o curta “Abby’s Story”, em que a mãe se confronta com a depressão nos sete meses da gravidez, quando começa a ter ataques de pânico, pensando que talvez não quisesse mais ter aquele bebê. Depois do nascimento, mesmo com a alegria de ter sua filha nos braços, ela continua depressiva até receber ajuda psiquiátrica.

https://vimeo.com/152438841

 

Tiff’s Story:

A seguinte história foi animada pela diretora Sally Arthur. A diretora viu em Tiff um exemplo do que acontece comumente nos subúrbios de classe média no Reino Unido, mas que segue sendo pouco comentado. “Sua experiência é mais comum do que nós imaginamos”, diz Sally, “A sua experiência de se sentir presa é algo que eu realmente reconheço. Eu tive sorte de ter amigos maravilhosos e uma família que me apoiou no processo de ser mãe, mas eu consigo ver que a depressão pós-parto está muito próxima de qualquer mulher, indiferente de classe, habilidade, sexualidade, etnia ou história de vida”.

https://vimeo.com/152438842

 

Katie’s Story:

Dirigido por Lucy Izzard, Katie’s Story é o relato de uma mãe jovem, que se viu grávida aos 17 anos, o que já é choque enorme por si só. Lucy usa certas combinações de cores e desenhos gráficos com o objetivo de atrair os olhares de mãe jovens, entre 16 e 22 anos. Durante o trabalho, a diretora ficou sabendo que alguém conhecido estava passando por depressão pós-parto, o que a motivou mais ainda no projeto: “Eu senti ainda mais o desejo de aprender sobre essa condição e de fazer algo que poderia ajudar outros que estão passando por isso”.

https://vimeo.com/152438845

 

Mike’s Story:

Não só histórias das mulheres que passaram por isso estão na série. Mike observou sua esposa mudar drasticamente seu humor e personalidade após o parto. A animação de pouco mais de três minutos retrata a agonia de um companheiro não sabe como ajudar sua amada mulher. O diretor Dan Binns considerou o trabalho mais fácil de certa forma, por poder se identificar mais com Mike. “Algumas das entrevistas descrevendo a experiência de PND (Postnatal Depression) foram realmente assustadoras e é difícil de entender completamente como é estar se sentindo dessa forma, mas ver da perspectiva de alguém que está preocupado com quem ama, tentando entender sua situação, todo o estresse e dor no coração, fez com que fosse mais fácil de me relacionar com o tema e, espero, para quem está assistindo também seja assim”, observa o Dan.

https://vimeo.com/152438844

 

Andrea’s Story:

Esse talvez seja um dos filmes da série com recursos mais abstratos. A animação dirigida por Magdalena Osinska, em parceria com o coordenador do projeto George Sander-Jackson, buscou características bem peculiares de Andrea em se expressar para contar sua história. “A entrevista original com Andrea durou mais de uma hora, em que ela comparou seus sentimentos e estado mental várias vezes com o clima, por exemplo, ‘Sinto que tenho nuvens negras dentro de mim’.  Isso fez com que usássemos silhuetas preenchidas com imagens naturais e do clima para retratar suas emoções e sua narrativa”, explica Magdalena.

https://vimeo.com/152438843

 


Via.

Escrito por
Mais de Débora Backes

Ouça: Cooly G.

Wait’Til Night é o segundo álbum em que Merrisa Campbel, conhecida como Cooly G., mostra seu talento no estilo bedroom music. Com uma voz suave e sexy, uma batida lenta lembra um pouco de clubmusic e R’n’B, a produtora inglesa de Brixton constrói uma atmosfera sensual perfeita para uma experiência entre quatro paredes.

A música foi o jeito que a produtora e mãe solteira de duas crianças – um menino e uma menina – encontrou para dizer: “olha só, eu ainda sou sexy, ainda tenho fantasias e quero expressá-las!” É essa força que faz o álbum gostoso de ouvir. Dá para sentir, em cada faixa, sua confiança e o lado sexy da cantora renascerem. Hyperdub

Filha de mãe nascida na Guiana e pai na Jamaica, Merrisa Campbel herdou deles sua paixão por slow jams e House. A mãe gostava de Acid House e era frequentadora de Raves, enquanto o pai era admirador de Reggae, Dub e Rare Groove. Não é à toa que Cooly G. gosta de experimentar com esses ritmos. Isso tudo resultou em suas letras e melodia cheias de uma Sexy Vibe bem gostosinha.

Em entrevista para a revista alemã, Missy Magazine, ela conta que a faixa que deu nome ao álbum é uma criação antiga, de um tempo em que ela se sentia feliz e muito atraente. “Nos últimos anos, perdi esse sentimento. Agora estou tentando ganhar isso de volta e ser a mulher sexy que eu sou”.
 

 
E está conseguindo. Em faixas bem diretas como “Your Sex”, “Fuck with You”, “Freak You”, Cooly G. revela suas fantasias e sua vontade de go out there and date. “Eu pude explorar minhas fantasias porque eu sou uma mãe solteira e não tenho um parceiro, então, sim, eu me sinto sexual às vezes. Eu sinto que eu posso me tornar eu mesma de novo, e isso é muito bom”, disse Cooly G. à revista britânica online The Quietus.
 

 
O primeiro vídeo de Cooly G. é o da Wait’Til Night, em que ela está num encontro com lindo rapaz e eles caminham pelas ruas de Londres, trocando carícias, risadas e olhares. Enquanto isso ela canta “The way you got me last night. You’re so sweet” com sua voz cheia de presença em um slow-jam que faz a própria ouvinte fantasiar altas coisas. É, com certeza, a soundtrack perfeita para o bedroom.
 

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Animated Minds: Stories of Postnatal Depression vem pra mostrar que ter problemas emocionais durante a gravidez ou após o parto não deve ser encarado como qualquer coisinha. É algo sério que pode vir, algumas vezes, pela pressão colocada no idealizado “ser mãe”.

A produtora do Reino Unido, Mosaic Films, em parceria com o projeto Animated Minds achou uma forma sensível e educativa para falar sobre isso. O projeto tem por objetivo informar sobre doenças mentais através de animações e com o relato de pessoas reais que passaram por isso. Nessa nova série, histórias de diferentes mulheres são contadas com animações que misturam leveza e um lado bastante sombrio.

Essa mistura do sensível com o obscuro combinou muito bem com as mudanças caóticas nas mentes das mães que contam suas experiências. Cada filme leva o nome das protagonistas que narram seus sofrimentos e anseios ao passar pela depressão pós-parto. Todas histórias têm um final feliz para mostrar que é possível, sim, sair dessa!

As falas para as narrativas foram tiradas de entrevistas conduzidas em parte pelo coordenador da série, o diretor George Sander-Jackson. Ele teve a experiência de conviver com a doença em sua família. “Em termos de experiência coordenando o projeto, os meus dois grandes desafios foram: tentar me manter objetivo e profissional em um projeto tão pessoal, e tentar combinar o papel de produtor com a direção. Acho que porque o assunto é tão emotivo, meu envolvimento pessoal e emocional ajudou em alguns aspectos”, George em trecho reproduzido no site Skwigly.

 

Abby’s Story:

George dirigiu o curta “Abby’s Story”, em que a mãe se confronta com a depressão nos sete meses da gravidez, quando começa a ter ataques de pânico, pensando que talvez não quisesse mais ter aquele bebê. Depois do nascimento, mesmo com a alegria de ter sua filha nos braços, ela continua depressiva até receber ajuda psiquiátrica.

 

Tiff’s Story:

A seguinte história foi animada pela diretora Sally Arthur. A diretora viu em Tiff um exemplo do que acontece comumente nos subúrbios de classe média no Reino Unido, mas que segue sendo pouco comentado. “Sua experiência é mais comum do que nós imaginamos”, diz Sally, “A sua experiência de se sentir presa é algo que eu realmente reconheço. Eu tive sorte de ter amigos maravilhosos e uma família que me apoiou no processo de ser mãe, mas eu consigo ver que a depressão pós-parto está muito próxima de qualquer mulher, indiferente de classe, habilidade, sexualidade, etnia ou história de vida”.

 

Katie’s Story:

Dirigido por Lucy Izzard, Katie’s Story é o relato de uma mãe jovem, que se viu grávida aos 17 anos, o que já é choque enorme por si só. Lucy usa certas combinações de cores e desenhos gráficos com o objetivo de atrair os olhares de mãe jovens, entre 16 e 22 anos. Durante o trabalho, a diretora ficou sabendo que alguém conhecido estava passando por depressão pós-parto, o que a motivou mais ainda no projeto: “Eu senti ainda mais o desejo de aprender sobre essa condição e de fazer algo que poderia ajudar outros que estão passando por isso”.

 

Mike’s Story:

Não só histórias das mulheres que passaram por isso estão na série. Mike observou sua esposa mudar drasticamente seu humor e personalidade após o parto. A animação de pouco mais de três minutos retrata a agonia de um companheiro não sabe como ajudar sua amada mulher. O diretor Dan Binns considerou o trabalho mais fácil de certa forma, por poder se identificar mais com Mike. “Algumas das entrevistas descrevendo a experiência de PND (Postnatal Depression) foram realmente assustadoras e é difícil de entender completamente como é estar se sentindo dessa forma, mas ver da perspectiva de alguém que está preocupado com quem ama, tentando entender sua situação, todo o estresse e dor no coração, fez com que fosse mais fácil de me relacionar com o tema e, espero, para quem está assistindo também seja assim”, observa o Dan.

 

Andrea’s Story:

Esse talvez seja um dos filmes da série com recursos mais abstratos. A animação dirigida por Magdalena Osinska, em parceria com o coordenador do projeto George Sander-Jackson, buscou características bem peculiares de Andrea em se expressar para contar sua história. “A entrevista original com Andrea durou mais de uma hora, em que ela comparou seus sentimentos e estado mental várias vezes com o clima, por exemplo, ‘Sinto que tenho nuvens negras dentro de mim’.  Isso fez com que usássemos silhuetas preenchidas com imagens naturais e do clima para retratar suas emoções e sua narrativa”, explica Magdalena.

 


Via.

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