Work, work, work: isso é Patois ♡

Que a Rihanna é incrível e rainha de todas as coisas, todas já sabem. Mas o que deixa muita gente meio perdida é a letra de “Work”, o primeiro single de “ANTI”, o mais novo álbum da RiRi. Quando “Work” foi lançada, a grande maioria de nós começou imediatamente a dar pulinhos de felicidade.

 
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Mas teve uma galera (especialmente uma galera gringa) que começou a reclamar super do jeito que a Rihanna cantava a música, alegando que a letra era incompreensível. Aqui você pode ver uns tuítes de um pessoal que acusa a cantora de estar “cantando qualquer coisa”.

 

Mas gente, hora de acordar pra vida! A letra de “Work” não é “qualquer coisa”. É Patois.

 
Patois é um dialeto baseado nas línguas inglesa e creole, com influências do oeste Africano. É meio que um fenômeno linguístico e cultural que acontece por todo o Caribe. Pra quem não sabe, a Riri é de Barbados, e ela vem incorporando o dialeto há algum tempo! Ela fez isso em “Man Down” e em “Rude Boy”, por exemplo. Sabe quem mais usou Patois recentemente? O Kendrick Lamar, em The Blacker The Berry (♡).

O site Black Girl Long Hair fez esse vídeo super didático e rapidinho sobre Patois. VEJAM.

E pra quem quer entender a letra todinha, clica aqui no Genius.

Vou aproveitar que estamos falando de como a Rihanna é uma entidade divina e deixar dois links para vocês:

Esse aqui é um texto do Feministing falando sobre como o vídeo de “Work” é uma grande amostra de como a Rihanna é dona da sua própria sexualidade. A ideia geral é que ela tá dançando pra ela mesma, se curtindo e se amando. Independente do Drake ou das outras pessoas da balada. Não significa que o rolêzinho com o Drake não tem um papel importante, mas significa que ele não ocupa o papel central. Quem tá no centro de tudo é a RiRi e sua autonomia.

 
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O segundo link é um artigo do BuzzFeed sobre o quão incrível a RiRi é. A autora analisa como o trabalho da Rihanna é totalmente baseado na autodeterminação da mulher negra. Criando uma narrativa própria, a RiRi exige autoridade sobre seu próprio corpo, sua música e sua imagem. (EU AMO ESSA MULHER).

 
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Ai, ai, não é por acaso que com as letras de Rihanna dá pra escrever “Rainha” também (tá, tem um “n” sobrando).

 
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Tá, agora vamos dançar:

 

 

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Ouça: Aina More

A Aina More é uma rapper nigeriana incrível, que mora em Londres e que tem ganhado alguma notoriedade nos últimos tempos. Eu tinha escutado o single “Girls Killing It” há um tempo atrás, no SoundCloud da Aina, mas tenho que confessar que o que me deixou mesmo viciada nessa música foi o clipe.

 
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O vídeo é basicamente a Aina e um grupo de amigas sendo maravilhosas, dançando e andando de bicicleta por Londres enquanto usam camisetas estampadas com as palavras “world changers”.

 

 
Ao lançar esse single, a Aina escreveu um texto super legal no blog dela, onde fala um pouco de como pretende celebrar as conquistas das mulheres com “Girls Killing It”. A Aina também conta que, assim como muitas de nós, cresceu sem nenhum tipo de orientação sobre autoestima, e sempre imaginou que havia certas coisas que tinha que conquistar para que sua experiência fosse validada. Quando o assunto é a imagem da mulher, a Aina acha que é importante que nós entendamos que nossa beleza natural é perfeita. Ela conta que duas mulheres importantes de sua vida morreram durante cirurgias plásticas e que conhece muitas jovens negras que usam produtos para clarear a pele.

 
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Recentemente, a Aina lançou um EP chamado For People With Short Attention Spans” que está disponível no Soundcloud.

 

 
Aina More: Site oficial / SoundCloud / Bandcamp / Facebook

Leia mais

 
Mas teve uma galera (especialmente uma galera gringa) que começou a reclamar super do jeito que a Rihanna cantava a música, alegando que a letra era incompreensível. Aqui você pode ver uns tuítes de um pessoal que acusa a cantora de estar “cantando qualquer coisa”.

 

Mas gente, hora de acordar pra vida! A letra de “Work” não é “qualquer coisa”. É Patois.

 
Patois é um dialeto baseado nas línguas inglesa e creole, com influências do oeste Africano. É meio que um fenômeno linguístico e cultural que acontece por todo o Caribe. Pra quem não sabe, a Riri é de Barbados, e ela vem incorporando o dialeto há algum tempo! Ela fez isso em “Man Down” e em “Rude Boy”, por exemplo. Sabe quem mais usou Patois recentemente? O Kendrick Lamar, em The Blacker The Berry (♡).

O site Black Girl Long Hair fez esse vídeo super didático e rapidinho sobre Patois. VEJAM.

E pra quem quer entender a letra todinha, clica aqui no Genius.

Vou aproveitar que estamos falando de como a Rihanna é uma entidade divina e deixar dois links para vocês:

Esse aqui é um texto do Feministing falando sobre como o vídeo de “Work” é uma grande amostra de como a Rihanna é dona da sua própria sexualidade. A ideia geral é que ela tá dançando pra ela mesma, se curtindo e se amando. Independente do Drake ou das outras pessoas da balada. Não significa que o rolêzinho com o Drake não tem um papel importante, mas significa que ele não ocupa o papel central. Quem tá no centro de tudo é a RiRi e sua autonomia.

 
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O segundo link é um artigo do BuzzFeed sobre o quão incrível a RiRi é. A autora analisa como o trabalho da Rihanna é totalmente baseado na autodeterminação da mulher negra. Criando uma narrativa própria, a RiRi exige autoridade sobre seu próprio corpo, sua música e sua imagem. (EU AMO ESSA MULHER).

 
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Ai, ai, não é por acaso que com as letras de Rihanna dá pra escrever “Rainha” também (tá, tem um “n” sobrando).

 
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Tá, agora vamos dançar:

 

 

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