Emma Watson encontra Malala

Malala Yousafzai é uma garota paquistanesa, de 18 anos, que sobreviveu em 2012 a uma tentativa de assassinato dos talibãs por sua militância a favor da educação das meninas. A história da Malala é muito interessante (o site dela conta tudo). Para resumir: Malala marcou o mundo ao fazer seu primeiro pronunciamento público em julho de 2013, nove meses após o ataque, na Assembleia de Jovens da ONU.

Na ocasião, ela reforçou que não será silenciada por ameaças terroristas. “Eles pensaram que a bala iria nos silenciar, mas eles falharam”. “Nossos livros e nossos lápis são nossas melhores armas”. “A educação é a única solução, a educação em primeiro lugar”. Clique aqui para assistir o famoso discurso, se ainda não viu.

Ela venceu o Nobel da Paz no ano passado, sendo a mais jovem a ser premiada. Malala também escreveu um livro, publicado no Brasil pela Companhia das Letras, e está lançado um filme sobre sua luta, intitulado “Malala” (“He named me Malala”, no original), que deve estrear no dia 19 aqui.

malala

Para divulgar esse filme, o festival britânico Into Film chamou a atriz e Embaixadora Global da Boa Vontade da ONU Mulheres Emma Watson para entrevistar Malala.

E foi um belíssimo e emocionante encontro, cujo vídeo você pode assistir no topo deste texto (ou clicando aqui). As duas realmente são mulheres inspiradoras para todas nós.

Abaixo, traduzo a mensagem que Emma Watson publicou em seu Facebook sobre este momento:

“Hoje eu conheci Malala. Ela foi generosa, absolutamente graciosa, atraente e inteligente. Isso pode parecer óbvio, mas fiquei impressionada com isso ainda mais pessoalmente. Há muitas ONGs lá fora no mundo fazendo coisas grandes coisas… Mas se houvesse uma em que eu pudesse colocar o meu dinheiro para que tenha sucesso e faça a mudança neste planeta, seria a dela. (The Malala Fund). Malala não está brincando ou rebuscando suas palavras (uma das muitas razões pelas quais eu a amo). Ela tem a força de suas convicções, junto com o tipo de determinação que eu raramente encontro… E isso não parece ter sido diminuído pelo sucesso que ela já conseguiu. E, por último… Ela tem uma sensação de paz ao seu redor. Deixo isso para o último porque é talvez a mais importante. Talvez como resultado do que ela já passou? Eu, pessoalmente, acho que é apenas quem ela é…

Talvez o momento mais emocionante de hoje para mim foi quando Malala abordou a questão do feminismo. Para lhe dar o contexto, eu tinha inicialmente previsto perguntar a Malala se ela era ou não era uma feminista, mas, em seguida, pesquisei para ver se ela tinha usado esta palavra para descrever a si mesma. Tendo visto que ela não tinha, eu decidi tirar a questão antes do dia de nossa entrevista. Para minha surpresa absoluta, Malala colocou a questão de volta para uma de suas próprias respostas e para se identificar. Talvez feminista não seja a palavra mais fácil de usar… Mas ela fez isso DE QUALQUER MANEIRA. Provavelmente, você pode ver na entrevista como eu me senti sobre isso. Ela também me deu tempo no final do Q & A [perguntas e respostas] para falar sobre alguns de meus próprios trabalhos, o que ela certamente não precisa fazer, eu que estava lá para entrevistá-la. Acho que este gesto é tão emblemático do que Malala e eu estamos discutindo. Eu falei antes sobre por que a palavra feminismo é atualmente tão controversa. Mais recentemente, eu estou aprendendo como é um movimento demasiado dividido. Todos nós estamos caminhando para o mesmo objetivo. Não vamos tornar assustador dizer que você é uma feminista. Eu quero torná-lo um movimento acolhedor e inclusivo. Vamos unir nossas mãos e caminhar juntos para que possamos fazer a mudança real. Malala e eu somos muito sérias sobre isso, mas nós precisamos de você.”

Mais de Letícia Mendes

Amo/sou: as fotografias de Berta Pfirsich

Berta Pfirsich, de 29 anos, vive e trabalha em Barcelona, o que eu já considero um privilégio para qualquer ser humano poder passar os dias naquele lugar. Ela estudou fotografia na IDEP (School of image and Design) e moda no Instituto Europeo di Design, ambas em Barcelona mesmo.

Suas fotos geralmente são para revistas como Vogue SpainNEON & Nido MagazineVice Magazinei-DTentacionesNylon… e ela também fotografa para catálogos das marcas MONKI, Bimba y Lola, Happy Socks, e outras várias.

Eu já comprei um biquíni por causa de uma fotografia da Berta (mas não era para catálogo, no caso, e sim de seu diário pessoal que ela publica no Tumblr).

 
Nesse vídeo ela fala um pouco sobre suas inspirações:

 

✨👁✨ @jenniferbucovineanu x @dream__magazine x @nurcasadevall

Uma publicação compartilhada por Berta (@bertapfirsich) em

✨7✨🔜

Uma publicação compartilhada por Berta (@bertapfirsich) em

Finished our three day shoot for Kadewe! 🌞 Gracies @malditosproduce

Uma publicação compartilhada por Berta (@bertapfirsich) em

 

Dá para perceber que a luz é a coisa mais importante nas fotos da Berta. E ela só trabalha com analógico. Em uma entrevista à revista Frankie, ela disse que não curte editar fotos e não se dá bem com Photoshop, então ela prefere fazer as coisas da forma mais natural possível. Sua câmera favorita é a Contax T2.

Continuem acompanhando a Berta: Site oficial // Instagram // Tumblr // Flickr

Mais fotógrafas que amamos:

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Émilie Régnier

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o site dela conta tudo). Para resumir: Malala marcou o mundo ao fazer seu primeiro pronunciamento público em julho de 2013, nove meses após o ataque, na Assembleia de Jovens da ONU.

Na ocasião, ela reforçou que não será silenciada por ameaças terroristas. “Eles pensaram que a bala iria nos silenciar, mas eles falharam”. “Nossos livros e nossos lápis são nossas melhores armas”. “A educação é a única solução, a educação em primeiro lugar”. Clique aqui para assistir o famoso discurso, se ainda não viu.

Ela venceu o Nobel da Paz no ano passado, sendo a mais jovem a ser premiada. Malala também escreveu um livro, publicado no Brasil pela Companhia das Letras, e está lançado um filme sobre sua luta, intitulado “Malala” (“He named me Malala”, no original), que deve estrear no dia 19 aqui.

malala

Para divulgar esse filme, o festival britânico Into Film chamou a atriz e Embaixadora Global da Boa Vontade da ONU Mulheres Emma Watson para entrevistar Malala.

E foi um belíssimo e emocionante encontro, cujo vídeo você pode assistir no topo deste texto (ou clicando aqui). As duas realmente são mulheres inspiradoras para todas nós.

Abaixo, traduzo a mensagem que Emma Watson publicou em seu Facebook sobre este momento:

“Hoje eu conheci Malala. Ela foi generosa, absolutamente graciosa, atraente e inteligente. Isso pode parecer óbvio, mas fiquei impressionada com isso ainda mais pessoalmente. Há muitas ONGs lá fora no mundo fazendo coisas grandes coisas… Mas se houvesse uma em que eu pudesse colocar o meu dinheiro para que tenha sucesso e faça a mudança neste planeta, seria a dela. (The Malala Fund). Malala não está brincando ou rebuscando suas palavras (uma das muitas razões pelas quais eu a amo). Ela tem a força de suas convicções, junto com o tipo de determinação que eu raramente encontro… E isso não parece ter sido diminuído pelo sucesso que ela já conseguiu. E, por último… Ela tem uma sensação de paz ao seu redor. Deixo isso para o último porque é talvez a mais importante. Talvez como resultado do que ela já passou? Eu, pessoalmente, acho que é apenas quem ela é…

Talvez o momento mais emocionante de hoje para mim foi quando Malala abordou a questão do feminismo. Para lhe dar o contexto, eu tinha inicialmente previsto perguntar a Malala se ela era ou não era uma feminista, mas, em seguida, pesquisei para ver se ela tinha usado esta palavra para descrever a si mesma. Tendo visto que ela não tinha, eu decidi tirar a questão antes do dia de nossa entrevista. Para minha surpresa absoluta, Malala colocou a questão de volta para uma de suas próprias respostas e para se identificar. Talvez feminista não seja a palavra mais fácil de usar… Mas ela fez isso DE QUALQUER MANEIRA. Provavelmente, você pode ver na entrevista como eu me senti sobre isso. Ela também me deu tempo no final do Q & A [perguntas e respostas] para falar sobre alguns de meus próprios trabalhos, o que ela certamente não precisa fazer, eu que estava lá para entrevistá-la. Acho que este gesto é tão emblemático do que Malala e eu estamos discutindo. Eu falei antes sobre por que a palavra feminismo é atualmente tão controversa. Mais recentemente, eu estou aprendendo como é um movimento demasiado dividido. Todos nós estamos caminhando para o mesmo objetivo. Não vamos tornar assustador dizer que você é uma feminista. Eu quero torná-lo um movimento acolhedor e inclusivo. Vamos unir nossas mãos e caminhar juntos para que possamos fazer a mudança real. Malala e eu somos muito sérias sobre isso, mas nós precisamos de você.”

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o site dela conta tudo). Para resumir: Malala marcou o mundo ao fazer seu primeiro pronunciamento público em julho de 2013, nove meses após o ataque, na Assembleia de Jovens da ONU.

Na ocasião, ela reforçou que não será silenciada por ameaças terroristas. “Eles pensaram que a bala iria nos silenciar, mas eles falharam”. “Nossos livros e nossos lápis são nossas melhores armas”. “A educação é a única solução, a educação em primeiro lugar”. Clique aqui para assistir o famoso discurso, se ainda não viu.

Ela venceu o Nobel da Paz no ano passado, sendo a mais jovem a ser premiada. Malala também escreveu um livro, publicado no Brasil pela Companhia das Letras, e está lançado um filme sobre sua luta, intitulado “Malala” (“He named me Malala”, no original), que deve estrear no dia 19 aqui.

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Para divulgar esse filme, o festival britânico Into Film chamou a atriz e Embaixadora Global da Boa Vontade da ONU Mulheres Emma Watson para entrevistar Malala.

E foi um belíssimo e emocionante encontro, cujo vídeo você pode assistir no topo deste texto (ou clicando aqui). As duas realmente são mulheres inspiradoras para todas nós.

Abaixo, traduzo a mensagem que Emma Watson publicou em seu Facebook sobre este momento:

“Hoje eu conheci Malala. Ela foi generosa, absolutamente graciosa, atraente e inteligente. Isso pode parecer óbvio, mas fiquei impressionada com isso ainda mais pessoalmente. Há muitas ONGs lá fora no mundo fazendo coisas grandes coisas… Mas se houvesse uma em que eu pudesse colocar o meu dinheiro para que tenha sucesso e faça a mudança neste planeta, seria a dela. (The Malala Fund). Malala não está brincando ou rebuscando suas palavras (uma das muitas razões pelas quais eu a amo). Ela tem a força de suas convicções, junto com o tipo de determinação que eu raramente encontro… E isso não parece ter sido diminuído pelo sucesso que ela já conseguiu. E, por último… Ela tem uma sensação de paz ao seu redor. Deixo isso para o último porque é talvez a mais importante. Talvez como resultado do que ela já passou? Eu, pessoalmente, acho que é apenas quem ela é…

Talvez o momento mais emocionante de hoje para mim foi quando Malala abordou a questão do feminismo. Para lhe dar o contexto, eu tinha inicialmente previsto perguntar a Malala se ela era ou não era uma feminista, mas, em seguida, pesquisei para ver se ela tinha usado esta palavra para descrever a si mesma. Tendo visto que ela não tinha, eu decidi tirar a questão antes do dia de nossa entrevista. Para minha surpresa absoluta, Malala colocou a questão de volta para uma de suas próprias respostas e para se identificar. Talvez feminista não seja a palavra mais fácil de usar… Mas ela fez isso DE QUALQUER MANEIRA. Provavelmente, você pode ver na entrevista como eu me senti sobre isso. Ela também me deu tempo no final do Q & A [perguntas e respostas] para falar sobre alguns de meus próprios trabalhos, o que ela certamente não precisa fazer, eu que estava lá para entrevistá-la. Acho que este gesto é tão emblemático do que Malala e eu estamos discutindo. Eu falei antes sobre por que a palavra feminismo é atualmente tão controversa. Mais recentemente, eu estou aprendendo como é um movimento demasiado dividido. Todos nós estamos caminhando para o mesmo objetivo. Não vamos tornar assustador dizer que você é uma feminista. Eu quero torná-lo um movimento acolhedor e inclusivo. Vamos unir nossas mãos e caminhar juntos para que possamos fazer a mudança real. Malala e eu somos muito sérias sobre isso, mas nós precisamos de você.”

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