Irã, feminismo e vampiros

Depois dos anos 90 terem sido dominados pelo vampiro Lestat (Anne Rice forever) e pela caça vampiros Buffy, 2010 é a nova década vampírica. Com o sexy-pastelão de True Blood e os unicórnios chupa-sangue de Twilight (Crepúsculo), só de pensar em mais um filme sobre o assunto é de rolar os olhos. Porém, o grande Jim Jarmusch fez esta proeza no início do ano com o maravilhoso Only Lovers Left Alive. O mais impressionante é que o cinema mundial ainda foi brindado recentemente com a estreia da diretora iraniana Ana Lily Amirpour. A Girl Walks Home Alone at Night é um filme sobre vampiros em preto e branco que, mesmo com esse tema tão batido, causou furor no festival Sundance. Do trailer podemos perceber o quão incrível é sua promessa.

Poster de "A Girl Walks Home at Night"

O filme parece ser um mix entre o girl power violento de Tarantino, a estética HQ sombria de Sin City e uma pegada Western dos filmes estrelados por Clint Eastwood. A trama se passa na cidade fantasma iraniana chamada Bad City, lar de prostitutas e viciados. Ali, uma vampira sem nome persegue os habitantes mais desagradáveis para cravar seus dentes​​. Mas ela encontra um rapaz… e aí se inicia um amor incomum e soturno.

A atmosfera fora-da-lei e o surrealismo urbano do filme preto e branco são o debut do cinema iraniano vampiresco. O mais legal é que temos mulheres nos principais papéis: a diretora e a protagonista (vivida por Sheila Vand, que também trabalhou em Argo).

Parece genial. Altamente interessante. Pra variar, não há previsão de estreia nas terras tupiniquins, mas nos EUA o filmes estreia agora, dia 21 de novembro #fikdik

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