Grimes voltou

Há mais de um ano esperamos algum lançamento da nossa ídola Grimes.

Até que saiu nesta segunda-feira nublada o vídeo de “Flesh without Blood“, música pop bem dançante, junto com um trecho de “Life in the Vivid Dream“, que é mais, digamos assim, etérea (assista acima).

Com 6 minutos e 51 segundos de duração, o clipe é escrito, dirigido, editado e tudo mais pela Grimes. São muitos cenários, muitos figurinos e muito sangue.

 
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Ela aparece como uma anja sanguinária, como uma gamer cyberpunk, como uma donzela vitoriana de peruca roxa…

As duas faixas estão no quarto álbum da Grimes, chamado “Art Angels“, que deve ser lançado na semana que vem.

E essa é a capa do novo disco, com arte feita também pela própria Grimes:

 
Grimes-Art-Angels

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Mais de Letícia Mendes

Azealia Banks critica o feminismo

A rapper norte-americana Azealia Banks, de 24 anos, postou vários tuítes neste fim de semana em que desabafa sobre a desigualdade racial dentro do movimento feminista. Não sei por qual motivo específico ela iniciou essa discussão nas redes, mas o que importa é que ela levantou vários termos que ainda são pouco comentados dentro do feminismo, como “womanism” (mulherismo, em português) e “feminismo interseccional”, que foi bastante citado por suas seguidoras no Twitter.

 


 
Azealia disse: “Ter sua cor julgada ou merecimento determinado por MULHERES NEGRAS com base no quanto você lida com a respeitabilidade é irritante. Essas mesmas meninas estão sentadas em suas mesas com suas bizarras tranças afro loiras lutando para não parecerem muito negras na frente de seus patrões. Elas sentam e dão um Google em US$ 1.000 + sapatos que não podem pagar, bebem lattes de abóbora e especiarias e julgam garotas como eu, que estão realmente vivendo suas vidas.

A artista continuou falando sobre como ela detesta mulheres negras que se dizem feministas:

Eu também estou realmente cansada dessa tendência das mulheres negras pularem no trem feminista. Tipo… pelo amor… O feminismo nunca apoiou as mulheres negras. Nós caímos nessa merda no início dos anos 1920, ajudando as mulheres brancas a ganharem o direito de votar… As mulheres negras ajudaram as “feministas” a ganharem o direito de votar e elas se viraram e fizeram muita merda contra nós. Nos deixaram no escuro. Com nada. Eu não acredito em nenhuma mulher que diz ser uma feminista. Não importa de que cor ela seja.

 


Eu sou uma mulherista. Por favor, deixem-me fora de seus artigos feministas e discussões feministas. Obrigada”, afirmou.

Segundo a Wikipedia, mulherismo “é uma teoria social profundamente enraizada na opressão racial e de gênero das mulheres negras”. Azealia pediu para que as pessoas, antes de desmerecem o conceito de mulherismo, dessem um Google em dois nomes: bell hooks (ativista americana, que gosta de letras minúsculas) e Alice Walker (escritora e ativista americana).

Realmente, além de pesquisar e ler sobre isso, precisamos conversar mais com as nossas amigas feministas negras para colocar suas pautas no movimento, que vão desde a questão do assédio até a discussão sobre transição capilar. Acredito que essa seja a principal reivindicação da Azealia Banks, quando fez esse desabafo, e é um assunto que tem que estar mais no nosso cotidiano.


E aí? Qual é a opinião de vocês?

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Ela aparece como uma anja sanguinária, como uma gamer cyberpunk, como uma donzela vitoriana de peruca roxa…

As duas faixas estão no quarto álbum da Grimes, chamado “Art Angels“, que deve ser lançado na semana que vem.

E essa é a capa do novo disco, com arte feita também pela própria Grimes:

 
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Ela aparece como uma anja sanguinária, como uma gamer cyberpunk, como uma donzela vitoriana de peruca roxa…

As duas faixas estão no quarto álbum da Grimes, chamado “Art Angels“, que deve ser lançado na semana que vem.

E essa é a capa do novo disco, com arte feita também pela própria Grimes:

 
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