Faz alguns anos que Tarantino não me agrada e não sei dizer exatamente o por que. Os filmes com seu nome feitos na década de 1990 e começo de 2000 sempre me deixavam animada, mas os que saíram depois disso comumente não geravam nada mais de um triste suspiro. Era quase como se ele ficasse tão preocupado em seguir ~o estilo Tarantino~ que seus filmes perderam a substância e viraram uma triste caricatura do que é entendido por um filme Tarantino.
Por isso não assisti Death Proof por quase dez anos. E isso foi um erro.

A história começa com três protagonistas femininas (oi?!?!) em um carro, discutindo sobre a vida e os planos para dos próximos dias. O filme passa no teste Bechdel nos primeiros dez minutos. Nada mal para um filme dirigido por um homem, não é? Outro ponto positivo é: Rosario Dawson.

As três mulheres do começo vão a um bar para encher a cara antes de uma viagem que estavam planejando na primeira cena do filme. Lá, conhecemos outros personagens dos filme inclusive mais algumas mulheres. Todas elas são bem resolvidas, não precisam de nenhum pinto na sua vida (elas permitem a ida e vinda de alguns deles mas precisar mesmo não precisam de nenhum) e se sentem confortáveis o suficiente para mostrarem seus corpos como bem entenderem.

Há no mínimo seis personagens femininas que vão te dar orgulho do seu gênero, cada uma a seu jeito e com suas particularidades.

Falar muito sobre a história de Death Proof seria privar você da (boa) surpresa da descoberta. Só vou te dizer que no final você entende por que homens passaram tanto tempo querendo te convencer que você é o “sexo frágil”.

O filme está no Netflix e no Popcorn Time.