Ouça: Framboesas Radioativas

Uma explosão punk rock que dá vontade de dançar até umas horas. As músicas das Framboesas Radioativas, de Bragança Paulista, são assim. O power trio, formado por Marina Tasca (baixo e voz), Marina Salles (guitarra e voz) e Amanda Baratella (bateria e voz), é uma super referência de banda independente formada por garotas.

 

 
Gastropoda é o último EP da banda que foi gravado em São Paulo por Chuck Hipolitho (da banda Vespas Mandarinas). Lançado em abril de 2015, ele conta com 5 músicas muito bem executadas. É deste EP a dançante e divertida “D. Pedro”, a trilha ideal pra ficar chacoalhando a cabeça com as suas amigas. As canções são cheias de espontaneidade e riffs grudentos, nesta linha são “I.D.K” e “Elizabete”. E a única coisa ruim do EP é o fato dele terminar rápido demais.

Quando elas tocaram em Volta Redonda (RJ), no evento do Coletivo Tiamät, tive oportunidade de vê-las, e a sintonia delas tocando é incrível. É possível sentir a troca de energia, a amizade e vontade de estarem juntas. Além de Gastropoda, elas lançaram também o EP Breathless, em maio de 2014. Aquela característica mais cru e raw do punk está mais presente nesta gravação, que também é ótima. Destaque para a ótima “Kill Bill”, aquele hit pra dançar demais.

 
[caption id="attachment_10625" align="aligncenter" width="960"]Framboesas Radioativas. Foto por Karina Lumina Framboesas Radioativas. Foto por Karina Lumina[/caption]  
É inegável a boa influência da tradição punk de Bragança Paulista e do Leptospirose nas Framboesas. Não por acaso, pois elas estudaram na Jardim Elétrico, uma escola de música administrada por roqueiros. Além dos EPs, elas também lançaram alguns zines, que você pode encontrar no show delas.

Se interessou? Este é o bandcamp e fanpage.

 

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Ouça: Ive Seixas

E quando você percebe está ouvindo, sentindo a beleza e remexendo de forma pausada e fluida. Isto é o que sempre acontece quando eu ouço Ive Seixas, cantora e musicista das ruas, dos palcos, da natureza e de todo os lugares. Há mais de um ano ela abandonou tudo da rotina tradicional, colocou a mochila nas costas e o violão também, e saiu cantando pelo Brasil.

Em seu primeiro EP, Andorinha Só, mostra para o mundo o seu timbre único. Canta os percalços, clama os augúrios, faz dançar com notas que remetem ao que acho que chamam de ‘Nova Música Popular Brasileira’. No Sul Fluminense (região Sul do Rio de Janeiro), especialmente entre Resende, Barra Mansa e Volta Redonda todos já têm múltiplos afetos pelo seu cantar e a sua ciranda, que sempre finaliza seus shows. O mesmo tanto que ela é real – no que vive, que canta, que sente – ela é mágica, e sua música carrega isso.

 

 
A maioria de suas apresentações é pelas ruas das cidades, de forma acústica. Mas claro, ela também faz shows elétricos, nos palcos, acompanhada por uma super banca. O EP é muito bem gravado e as três músicas dão um ‘gostinho de quero mais’. Depois de lançá-lo, ela disponibilizou o single ‘Praia no Inverno’, que dá aquela vontade de com um outro alguém, lançar dois passos para cá e dois para lá.

 

 
Com Erico Junqueira, o Valentin, ela teve o projeto Viajeros, de canções e viagensparacantar dos dois. Eles fizeram um tour que passou por algumas cidades do Sul e do Nordeste no ano passado.

Não tem mistério, pai rico ou patrono. É com o que recebe das suas apresentações que ela vive e produz suas músicas. A música é o alimento que a alimenta, por isso, sempre que a vejo jogo o cascalho no chapéu, valorizando o trabalho que admiro.  Como ela mesmo diz – e obrigada por repetir isso – ‘coragem é agir com o coração’.
 

Se você a encontrar por aí, aproveite para se encantar!

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gastropoda by Framboesas Radioativas
 
Gastropoda é o último EP da banda que foi gravado em São Paulo por Chuck Hipolitho (da banda Vespas Mandarinas). Lançado em abril de 2015, ele conta com 5 músicas muito bem executadas. É deste EP a dançante e divertida “D. Pedro”, a trilha ideal pra ficar chacoalhando a cabeça com as suas amigas. As canções são cheias de espontaneidade e riffs grudentos, nesta linha são “I.D.K” e “Elizabete”. E a única coisa ruim do EP é o fato dele terminar rápido demais.

Quando elas tocaram em Volta Redonda (RJ), no evento do Coletivo Tiamät, tive oportunidade de vê-las, e a sintonia delas tocando é incrível. É possível sentir a troca de energia, a amizade e vontade de estarem juntas. Além de Gastropoda, elas lançaram também o EP Breathless, em maio de 2014. Aquela característica mais cru e raw do punk está mais presente nesta gravação, que também é ótima. Destaque para a ótima “Kill Bill”, aquele hit pra dançar demais.

 

 
É inegável a boa influência da tradição punk de Bragança Paulista e do Leptospirose nas Framboesas. Não por acaso, pois elas estudaram na Jardim Elétrico, uma escola de música administrada por roqueiros. Além dos EPs, elas também lançaram alguns zines, que você pode encontrar no show delas.

Se interessou? Este é o bandcamp e fanpage.

 

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