Assim como Jogos Vorazes e Divergente, franquias de filmes (e séries de livros) ambientadas em futuros distópicos, a série The 100 (que também é baseada em livros!) apresenta como protagonista, uma personagem feminina forte e singular, que se destaca como líder de um grupo em meio a crises e, no futuro, uma guerra.
E, também como os outros exemplos citados, The 100 não se limita somente à representação de Clarke Griffin. Menos ainda mantém o resto da presença feminina na trama de forma secundária.
Com este e outros fatores importantíssimos, a série está encerrando a terceira temporada melhorando a cada episódio.
Quem gosta de futuros distópicos?
A sinopse é o seguinte: Em meio a uma guerra nuclear que destruía a civilização e o planeta Terra, uma nave especial chamada Arca foi construída e enviada para o espaço com 400 sobreviventes, para que eles pudessem viver em órbita e manter a existência da raça humana. A ideia era que, um dia, as pesquisas na Arca avançassem e todos poderiam voltar e reabitar o planeta fora do perigo.
Depois de três gerações, a população na Arca já contava com 4 mil pessoas, porém, os recursos iam acabando. Para não arriscar a vida de todos os habitantes, a administração (ou governo) da Arca enviou cem adolescentes criminosos para a Terra (sacou porque chama The 100, né?), para que eles possam testar as condições de habitação e sobrevivência no planeta.
Com a responsabilidade da sobrevivência da raça humana nas mãos, estes jovens precisam chegar a Mount Weather, uma possível fonte de sobrevivência para todos, segundo as pesquisas da Arca. Mas conflitos internos surgem quando um grupo decide negar ajuda à nave em órbita e viver livre na Terra. Só que Os Cem precisam deixar os conflitos internos de lado quando encontram terráqueos selvagens tentando proteger o território. Ah! E, em meio a tudo isso, rola uma disputa política na Arca.
Tudo isso aí só na primeira temporada, tá?
A questão da representatividade
Apesar de trazer uma crítica social e um gancho político e social para gente grande, o fato de que os personagens centrais de The 100 são adolescentes, acaba atraindo um público na mesma faixa etária como espectadores.
Para as meninas jovens, não faltam exemplos de força feminina. Mas é interessante observar também que os personagens masculinos estão sempre sendo colocados à prova e tendo o conceito de masculinidade e liderança sempre desconstruídos. Nem sempre aquele cara com perfil de herói/príncipe vai cumprir mesmo este papel, ou ainda aquele típico mulherengo precisa corrigir seu comportamento para se provar como líder.
Além da questão da representação feminina, eu sempre busco avaliar o quanto a série (ou filme) valoriza a presença de negros e também personagens queer e LGBT. E até o fim da primeira temporada, estes dois últimos fatores me preocupavam. Mas parece que as coisas estão melhorando…
Ponto positivo para a série ao colocar um homem negro, Thelonious Jaha, como chanceler da Arca e seu filho, Wells Jaha, como um possível líder d’Os Cem. Mas, como dois personagens masculinos, ambos acabam ganhando menos destaque em comparação às garotas. O que me fez questionar: todas são muito singulares e relevantes, mas onde estão as negras, as lésbicas…?
[Alerta para trechinho com spoiler a seguir!]
A segunda temporada respondeu meu questionamento quando iniciou o romance entre Lexa, a líder dos terráqueos selvagens, e Clarke. Isso mesmo… A personagem principal se descobre bissexual e é completamente segura quanto a seus desejos e sexualidade. De quebra, ela ainda se envolve com a líder do grupo inimigo, o que apimenta a trama, não é mesmo?
A mesma fase da série também nos presenteia com Indra, guerreira líder do exército de terráqueos selvagens, braço direito da líder Lexa AND mulher negra e badass.
Claro que, apesar do avanço, a série tem potencial para fornecer muito mais representividade e a adição desses personagens mostra que, aparentemente, é isso que os criadores buscam. O negócio é ficar de olho e esperar por mais.
Uma luta (realista) por sobrevivência
Com foco na necessidade de todos os personagens, de todos os grupos, lutarem pela sobrevivência, a série sempre acaba surpreendendo. Por isso, mesmo se passando em uma realidade paralela, todos os personagens têm medos, sofrimentos e reações muito reais.
É fácil observar que as mulheres também são completamente reais e que, apesar de suas inseguranças e fraquezas, elas resistem e são fortes. E elas não são fortes de maneira forçada, por terem sido feitas dessa forma pelos criadores, mas sim por serem perfeitamente capazes de se ajustar à diferentes situações e buscarem por sobrevivência, assim como os homens.
[Mais um trechinho com spoiler a seguir!]
Entre as surpresas do roteiro, o triângulo amoroso entre Bellamy, Clarke e Lexa acabou sendo uma das coisas que mais me deixaram surpresa. Quando os primeiro indícios surgiram, pensei em todo o drama que poderia se delongar nos episódios seguintes, mas não foi nada disso.
Acontece que os personagens têm outras preocupações e prioridades, tipo sobreviver num planeta prejudicado por uma guerra nuclear! Logo, o roteiro não força a barra nesse triângulo e deixa as coisas rolarem naturalmente.
E ainda que esta parte da trama não ganhe muito destaque, é fácil ficar envolvida também com a situação de Clarke entre os dois pretendentes (e a situação amorosa de outros personagens também) e até acabar escolhendo lados. Eu por exemplo, mesmo tendo ficado animadíssima com a relação lésbica, acabo ficando no #TeamBellamy por causa de alguns eventos em particular :p.
Seis minas que valem por 100
Na série, as mulheres são lideres, guerreiras, médicas, mecânicas… Protagonistas. Todas tão importantes para a trama que, sem estas personagens, haveria buracos e perdas grandes para a história como um todo. A verdade é que elas valem mais do que todo o grupo de cem pessoas que desceu foi enviado para a Terra.
Então lá vai um resuminho sobre algumas das minas de The 100 para você entender do que estou falando e correr para assistir logo.
Clarke Griffin
O motivo pelo qual Clarke Griffin foi presa e, consequentemente, acabou entre os cem jovens enviados à Terra não fica muito explicito na série, mas os conflitos com a mãe, Abby, revelam que muito de sua angústia e mágoas contidas têm a ver com a morte do pai.
Na Terra, ela se faz útil para o grupo em função de suas habilidades medicinais, aprendidas com a mãe. Mas logo se torna uma líder política, aprendendo a negociar com os selvagens e bolando estratégias de sobrevivência. O crescimento de Clarke até a terceira temporada é evidente, quando ela se torna uma figura forte de liderança.
Abby Griffin
Abby é chefe de medicina e costumava fazer parte do conselho da Arca até se envolver em problemas junto com o marido, que também fazia parte do conselho Mesmo afastada, ela continua sendo importante nas decisões da Arca, mesmo que de forma rebelde.
Raven Reyes
Raven não faz parte do grupo de cem rebeldes, mas, ao ver as condições precárias da Arca, acaba fugindo da unidade espacial sozinha, graça as suas habilidades mecânicas e químicas, e pousando na Terra para se tornar muito útil à equipe. A pobrezinha sofre muito na série, mas sua resistência é simplesmente inspiradora.
Octavia Blake
No episódio piloto, Octavia é apresentada como a irmã mais nova e bonitinha de Bellamy, ambos muito populares entre Os Cem. Quem vê Octavia na terceira temporada nem consegue imaginar como aquela mocinha do primeiro episódio pode ser a mesma pessoa! Pode esperar pelo desenvolvimento de uma grande guerreira ao longo da série, viu?
Lexa
Ela é a comandante geral de todos os 12 clãs compostos pelos terráqueos. Apesar de ser uma líder firme em suas decisões, é possível notar que a feminilidade de Lexa é sempre colocada por seus guerreiros, como uma questão problemática e enfraquecedora. Por isso, ela precisa sempre se provar como uma boa líder.
Indra
Como já adiantei nesse post, Indra é líder e treinadora de um exército inteiro de terráqueos. Muitas vezes, a sobrevivência e regras de conduta dos guerreiros fica na mão dela, mas sua prioridade é sempre proteger os interesses do clã, decididos por Lexa.
Corre assistir!
Assim como Jogos Vorazes e Divergente, franquias de filmes (e séries de livros) ambientadas em futuros distópicos, a série The 100 (que também é baseada em livros!) apresenta como protagonista, uma personagem feminina forte e singular, que se destaca como líder de um grupo em meio a crises e, no futuro, uma guerra.
E, também como os outros exemplos citados, The 100 não se limita somente à representação de Clarke Griffin. Menos ainda mantém o resto da presença feminina na trama de forma secundária.
Com este e outros fatores importantíssimos, a série está encerrando a terceira temporada melhorando a cada episódio.
Quem gosta de futuros distópicos?
A sinopse é o seguinte: Em meio a uma guerra nuclear que destruía a civilização e o planeta Terra, uma nave especial chamada Arca foi construída e enviada para o espaço com 400 sobreviventes, para que eles pudessem viver em órbita e manter a existência da raça humana. A ideia era que, um dia, as pesquisas na Arca avançassem e todos poderiam voltar e reabitar o planeta fora do perigo.
Depois de três gerações, a população na Arca já contava com 4 mil pessoas, porém, os recursos iam acabando. Para não arriscar a vida de todos os habitantes, a administração (ou governo) da Arca enviou cem adolescentes criminosos para a Terra (sacou porque chama The 100, né?), para que eles possam testar as condições de habitação e sobrevivência no planeta.
Com a responsabilidade da sobrevivência da raça humana nas mãos, estes jovens precisam chegar a Mount Weather, uma possível fonte de sobrevivência para todos, segundo as pesquisas da Arca. Mas conflitos internos surgem quando um grupo decide negar ajuda à nave em órbita e viver livre na Terra. Só que Os Cem precisam deixar os conflitos internos de lado quando encontram terráqueos selvagens tentando proteger o território. Ah! E, em meio a tudo isso, rola uma disputa política na Arca.
Tudo isso aí só na primeira temporada, tá?
A questão da representatividade
Apesar de trazer uma crítica social e um gancho político e social para gente grande, o fato de que os personagens centrais de The 100 são adolescentes, acaba atraindo um público na mesma faixa etária como espectadores.
Para as meninas jovens, não faltam exemplos de força feminina. Mas é interessante observar também que os personagens masculinos estão sempre sendo colocados à prova e tendo o conceito de masculinidade e liderança sempre desconstruídos. Nem sempre aquele cara com perfil de herói/príncipe vai cumprir mesmo este papel, ou ainda aquele típico mulherengo precisa corrigir seu comportamento para se provar como líder.
Além da questão da representação feminina, eu sempre busco avaliar o quanto a série (ou filme) valoriza a presença de negros e também personagens queer e LGBT. E até o fim da primeira temporada, estes dois últimos fatores me preocupavam. Mas parece que as coisas estão melhorando…
Ponto positivo para a série ao colocar um homem negro, Thelonious Jaha, como chanceler da Arca e seu filho, Wells Jaha, como um possível líder d’Os Cem. Mas, como dois personagens masculinos, ambos acabam ganhando menos destaque em comparação às garotas. O que me fez questionar: todas são muito singulares e relevantes, mas onde estão as negras, as lésbicas…?
[Alerta para trechinho com spoiler a seguir!]
A segunda temporada respondeu meu questionamento quando iniciou o romance entre Lexa, a líder dos terráqueos selvagens, e Clarke. Isso mesmo… A personagem principal se descobre bissexual e é completamente segura quanto a seus desejos e sexualidade. De quebra, ela ainda se envolve com a líder do grupo inimigo, o que apimenta a trama, não é mesmo?
A mesma fase da série também nos presenteia com Indra, guerreira líder do exército de terráqueos selvagens, braço direito da líder Lexa AND mulher negra e badass.
Claro que, apesar do avanço, a série tem potencial para fornecer muito mais representividade e a adição desses personagens mostra que, aparentemente, é isso que os criadores buscam. O negócio é ficar de olho e esperar por mais.
Uma luta (realista) por sobrevivência
Com foco na necessidade de todos os personagens, de todos os grupos, lutarem pela sobrevivência, a série sempre acaba surpreendendo. Por isso, mesmo se passando em uma realidade paralela, todos os personagens têm medos, sofrimentos e reações muito reais.
É fácil observar que as mulheres também são completamente reais e que, apesar de suas inseguranças e fraquezas, elas resistem e são fortes. E elas não são fortes de maneira forçada, por terem sido feitas dessa forma pelos criadores, mas sim por serem perfeitamente capazes de se ajustar à diferentes situações e buscarem por sobrevivência, assim como os homens.
[Mais um trechinho com spoiler a seguir!]
Entre as surpresas do roteiro, o triângulo amoroso entre Bellamy, Clarke e Lexa acabou sendo uma das coisas que mais me deixaram surpresa. Quando os primeiro indícios surgiram, pensei em todo o drama que poderia se delongar nos episódios seguintes, mas não foi nada disso.
Acontece que os personagens têm outras preocupações e prioridades, tipo sobreviver num planeta prejudicado por uma guerra nuclear! Logo, o roteiro não força a barra nesse triângulo e deixa as coisas rolarem naturalmente.
E ainda que esta parte da trama não ganhe muito destaque, é fácil ficar envolvida também com a situação de Clarke entre os dois pretendentes (e a situação amorosa de outros personagens também) e até acabar escolhendo lados. Eu por exemplo, mesmo tendo ficado animadíssima com a relação lésbica, acabo ficando no #TeamBellamy por causa de alguns eventos em particular :p.
Seis minas que valem por 100
Na série, as mulheres são lideres, guerreiras, médicas, mecânicas… Protagonistas. Todas tão importantes para a trama que, sem estas personagens, haveria buracos e perdas grandes para a história como um todo. A verdade é que elas valem mais do que todo o grupo de cem pessoas que desceu foi enviado para a Terra.
Então lá vai um resuminho sobre algumas das minas de The 100 para você entender do que estou falando e correr para assistir logo.
Clarke Griffin
O motivo pelo qual Clarke Griffin foi presa e, consequentemente, acabou entre os cem jovens enviados à Terra não fica muito explicito na série, mas os conflitos com a mãe, Abby, revelam que muito de sua angústia e mágoas contidas têm a ver com a morte do pai.
Na Terra, ela se faz útil para o grupo em função de suas habilidades medicinais, aprendidas com a mãe. Mas logo se torna uma líder política, aprendendo a negociar com os selvagens e bolando estratégias de sobrevivência. O crescimento de Clarke até a terceira temporada é evidente, quando ela se torna uma figura forte de liderança.
Abby Griffin
Abby é chefe de medicina e costumava fazer parte do conselho da Arca até se envolver em problemas junto com o marido, que também fazia parte do conselho Mesmo afastada, ela continua sendo importante nas decisões da Arca, mesmo que de forma rebelde.
Raven Reyes
Raven não faz parte do grupo de cem rebeldes, mas, ao ver as condições precárias da Arca, acaba fugindo da unidade espacial sozinha, graça as suas habilidades mecânicas e químicas, e pousando na Terra para se tornar muito útil à equipe. A pobrezinha sofre muito na série, mas sua resistência é simplesmente inspiradora.
Octavia Blake
No episódio piloto, Octavia é apresentada como a irmã mais nova e bonitinha de Bellamy, ambos muito populares entre Os Cem. Quem vê Octavia na terceira temporada nem consegue imaginar como aquela mocinha do primeiro episódio pode ser a mesma pessoa! Pode esperar pelo desenvolvimento de uma grande guerreira ao longo da série, viu?
Lexa
Ela é a comandante geral de todos os 12 clãs compostos pelos terráqueos. Apesar de ser uma líder firme em suas decisões, é possível notar que a feminilidade de Lexa é sempre colocada por seus guerreiros, como uma questão problemática e enfraquecedora. Por isso, ela precisa sempre se provar como uma boa líder.
Indra
Como já adiantei nesse post, Indra é líder e treinadora de um exército inteiro de terráqueos. Muitas vezes, a sobrevivência e regras de conduta dos guerreiros fica na mão dela, mas sua prioridade é sempre proteger os interesses do clã, decididos por Lexa.
Assim como Jogos Vorazes e Divergente, franquias de filmes (e séries de livros) ambientadas em futuros distópicos, a série The 100 (que também é baseada em livros!) apresenta como protagonista, uma personagem feminina forte e singular, que se destaca como líder de um grupo em meio a crises e, no futuro, uma guerra.
E, também como os outros exemplos citados, The 100 não se limita somente à representação de Clarke Griffin. Menos ainda mantém o resto da presença feminina na trama de forma secundária.
Com este e outros fatores importantíssimos, a série está encerrando a terceira temporada melhorando a cada episódio.
Quem gosta de futuros distópicos?
A sinopse é o seguinte: Em meio a uma guerra nuclear que destruía a civilização e o planeta Terra, uma nave especial chamada Arca foi construída e enviada para o espaço com 400 sobreviventes, para que eles pudessem viver em órbita e manter a existência da raça humana. A ideia era que, um dia, as pesquisas na Arca avançassem e todos poderiam voltar e reabitar o planeta fora do perigo.
Depois de três gerações, a população na Arca já contava com 4 mil pessoas, porém, os recursos iam acabando. Para não arriscar a vida de todos os habitantes, a administração (ou governo) da Arca enviou cem adolescentes criminosos para a Terra (sacou porque chama The 100, né?), para que eles possam testar as condições de habitação e sobrevivência no planeta.
Com a responsabilidade da sobrevivência da raça humana nas mãos, estes jovens precisam chegar a Mount Weather, uma possível fonte de sobrevivência para todos, segundo as pesquisas da Arca. Mas conflitos internos surgem quando um grupo decide negar ajuda à nave em órbita e viver livre na Terra. Só que Os Cem precisam deixar os conflitos internos de lado quando encontram terráqueos selvagens tentando proteger o território. Ah! E, em meio a tudo isso, rola uma disputa política na Arca.
Tudo isso aí só na primeira temporada, tá?
A questão da representatividade
Apesar de trazer uma crítica social e um gancho político e social para gente grande, o fato de que os personagens centrais de The 100 são adolescentes, acaba atraindo um público na mesma faixa etária como espectadores.
Para as meninas jovens, não faltam exemplos de força feminina. Mas é interessante observar também que os personagens masculinos estão sempre sendo colocados à prova e tendo o conceito de masculinidade e liderança sempre desconstruídos. Nem sempre aquele cara com perfil de herói/príncipe vai cumprir mesmo este papel, ou ainda aquele típico mulherengo precisa corrigir seu comportamento para se provar como líder.
Além da questão da representação feminina, eu sempre busco avaliar o quanto a série (ou filme) valoriza a presença de negros e também personagens queer e LGBT. E até o fim da primeira temporada, estes dois últimos fatores me preocupavam. Mas parece que as coisas estão melhorando…
Ponto positivo para a série ao colocar um homem negro, Thelonious Jaha, como chanceler da Arca e seu filho, Wells Jaha, como um possível líder d’Os Cem. Mas, como dois personagens masculinos, ambos acabam ganhando menos destaque em comparação às garotas. O que me fez questionar: todas são muito singulares e relevantes, mas onde estão as negras, as lésbicas…?
[Alerta para trechinho com spoiler a seguir!]
A segunda temporada respondeu meu questionamento quando iniciou o romance entre Lexa, a líder dos terráqueos selvagens, e Clarke. Isso mesmo… A personagem principal se descobre bissexual e é completamente segura quanto a seus desejos e sexualidade. De quebra, ela ainda se envolve com a líder do grupo inimigo, o que apimenta a trama, não é mesmo?
A mesma fase da série também nos presenteia com Indra, guerreira líder do exército de terráqueos selvagens, braço direito da líder Lexa AND mulher negra e badass.
[caption id="attachment_10424" align="aligncenter" width="800"] Reprodução / CW [/caption]
Claro que, apesar do avanço, a série tem potencial para fornecer muito mais representividade e a adição desses personagens mostra que, aparentemente, é isso que os criadores buscam. O negócio é ficar de olho e esperar por mais.
Uma luta (realista) por sobrevivência
Com foco na necessidade de todos os personagens, de todos os grupos, lutarem pela sobrevivência, a série sempre acaba surpreendendo. Por isso, mesmo se passando em uma realidade paralela, todos os personagens têm medos, sofrimentos e reações muito reais.
É fácil observar que as mulheres também são completamente reais e que, apesar de suas inseguranças e fraquezas, elas resistem e são fortes. E elas não são fortes de maneira forçada, por terem sido feitas dessa forma pelos criadores, mas sim por serem perfeitamente capazes de se ajustar à diferentes situações e buscarem por sobrevivência, assim como os homens.
[Mais um trechinho com spoiler a seguir!]
Entre as surpresas do roteiro, o triângulo amoroso entre Bellamy, Clarke e Lexa acabou sendo uma das coisas que mais me deixaram surpresa. Quando os primeiro indícios surgiram, pensei em todo o drama que poderia se delongar nos episódios seguintes, mas não foi nada disso.
[caption id="attachment_10425" align="aligncenter" width="615"] Reprodução / CW [/caption]
Acontece que os personagens têm outras preocupações e prioridades, tipo sobreviver num planeta prejudicado por uma guerra nuclear! Logo, o roteiro não força a barra nesse triângulo e deixa as coisas rolarem naturalmente.
E ainda que esta parte da trama não ganhe muito destaque, é fácil ficar envolvida também com a situação de Clarke entre os dois pretendentes (e a situação amorosa de outros personagens também) e até acabar escolhendo lados. Eu por exemplo, mesmo tendo ficado animadíssima com a relação lésbica, acabo ficando no #TeamBellamy por causa de alguns eventos em particular :p.
Seis minas que valem por 100
Na série, as mulheres são lideres, guerreiras, médicas, mecânicas… Protagonistas. Todas tão importantes para a trama que, sem estas personagens, haveria buracos e perdas grandes para a história como um todo. A verdade é que elas valem mais do que todo o grupo de cem pessoas que desceu foi enviado para a Terra.
Então lá vai um resuminho sobre algumas das minas de The 100 para você entender do que estou falando e correr para assistir logo.
Clarke Griffin
O motivo pelo qual Clarke Griffin foi presa e, consequentemente, acabou entre os cem jovens enviados à Terra não fica muito explicito na série, mas os conflitos com a mãe, Abby, revelam que muito de sua angústia e mágoas contidas têm a ver com a morte do pai.
Na Terra, ela se faz útil para o grupo em função de suas habilidades medicinais, aprendidas com a mãe. Mas logo se torna uma líder política, aprendendo a negociar com os selvagens e bolando estratégias de sobrevivência. O crescimento de Clarke até a terceira temporada é evidente, quando ela se torna uma figura forte de liderança.
Abby Griffin
Abby é chefe de medicina e costumava fazer parte do conselho da Arca até se envolver em problemas junto com o marido, que também fazia parte do conselho Mesmo afastada, ela continua sendo importante nas decisões da Arca, mesmo que de forma rebelde.
Raven Reyes
Raven não faz parte do grupo de cem rebeldes, mas, ao ver as condições precárias da Arca, acaba fugindo da unidade espacial sozinha, graça as suas habilidades mecânicas e químicas, e pousando na Terra para se tornar muito útil à equipe. A pobrezinha sofre muito na série, mas sua resistência é simplesmente inspiradora.
Octavia Blake
No episódio piloto, Octavia é apresentada como a irmã mais nova e bonitinha de Bellamy, ambos muito populares entre Os Cem. Quem vê Octavia na terceira temporada nem consegue imaginar como aquela mocinha do primeiro episódio pode ser a mesma pessoa! Pode esperar pelo desenvolvimento de uma grande guerreira ao longo da série, viu?
Lexa
Ela é a comandante geral de todos os 12 clãs compostos pelos terráqueos. Apesar de ser uma líder firme em suas decisões, é possível notar que a feminilidade de Lexa é sempre colocada por seus guerreiros, como uma questão problemática e enfraquecedora. Por isso, ela precisa sempre se provar como uma boa líder.
Indra
Como já adiantei nesse post, Indra é líder e treinadora de um exército inteiro de terráqueos. Muitas vezes, a sobrevivência e regras de conduta dos guerreiros fica na mão dela, mas sua prioridade é sempre proteger os interesses do clã, decididos por Lexa.
Sabe quando você gosta tanto de uma série não muito conhecida, e acaba fazendo campanha para todos os seus amigos assistirem? Então… Eu sou assim com Black Sails. Muitas vezes me pego comparando a série com Game Of Thrones e recorrendo aos mesmos argumentos rasos que geralmente são usados para defender a série da HBO. “Você vai gostar. Tem política, ação, sangue, morte e muitos nudes”.
De fato, tirando o fator “magia”, o roteiro de Black Sails tem todos esses elementos. E ainda rola uma abertura com musiquinha legal e chiclete!
A grande diferença é que a série conta a história de piratas que frequentavam Nassau, capital das Bahamas, no século XVIII. Então se você gosta de histórias reais ou lendas da pirataria, a série da Starz já ganha pontos por reunir personagens como Capitão Flint, Long John Silver e, mais recentemente, Edward Teach, o notório Barba Negra. Nem preciso falar que a produção deixa a franquia de filmes da Disney, Piratas do Caribe, no chinelo, né?
Agora, como estou indicando a série para quem lê Ovelha, sei que posso ir muito além dos argumentos rasos e apresentar um fator ainda mais fortalecedor sobre Black Sails: as personagens femininas.
Já que a comparação com Game Of Thrones acabou sendo feita, é importante apontar que as mulheres não são colocadas como frágeis e em situações vulneráveis apenas por serem mulheres, independentemente do tempo em que vivem e dos riscos que corriam nesse período.
Na série da Starz, as mulheres são de fato relevantes para o contexto político da história e não estão lá para serem resgatadas. Até o fim da terceira temporada (que foi incrível!!!), os roteiristas e produtores da série nunca tiveram que explicar, por exemplo, uma cena de violência desnecessária, como já aconteceu mais de uma vez em GOT. Tudo isso sem apagar o contexto histórico e mostrar que a vida, de fato, não eram nada favorável para as mulheres da época.
Para você saber um pouco mais sobre cada guerreira de Black Sails, criei mini bios sem spoilers! Confira.
Eleanor Guthrie
(Atriz: Hannah New)
Para dar vida aos piratas, os roteiristas utilizaram registros históricos ou lendas de livros. Mas para uma figura política fictícia, que lidera a cidade dos contrabandos, nasce uma personagem novinha em folha. Uma mulher.
Eleanor Guthrie não aparece nas lendas e foi criada especialmente para a série. Aos 16 anos, ela herdou o comando de Nassau do pai e lutou para ter o respeito de qualquer um que faça negócios em suas terras. Nenhum alimento é plantado ou nenhuma peça roubada é revendida fora do conhecimento da governadora.
Max
(Atriz: Jessica Parker Kennedy)
Ela também é uma personagem criada do zero, com base somente no perfil das prostitutas de Nassau na época do domínio dos piratas. Por isso Max não tem sobrenome.
A evolução da personagem é impressionante. Desde a primeira temporada ela consegue ser relevante para os negócios da cidade. Logo aprendemos mais sobre seu passado de escravidão e conhecemos também o seu poder de liderança.
Miranda Barlow
(Atriz: Louise Barnes)
O capitão do navio Walrus, James Flint – personagem originário do livro A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson – é uma das figuras mais importantes para a trama de Black Sails. Mas na segunda temporada, descobre-se que ele não seria tão importante sem a ajuda da esposa, Miranda Barlow.
Não tem nada a ver com aquela baboseira de “por trás de todo grande homem existe uma grande mulher”. Flint e Barlow dividem um passado que origina boa parte da guerra política presente na série e ela prova ser uma personagem muito mais interessante do que a simples cidadã de Nassau que aparenta ser na primeira temporada.
Anne Bonny
(Atriz: Clara Paget)
Assim como nas lendas em que é citada, Anne Bonny é apresentada em Black Sails como uma pirata que navega por Bahamas ao lado do marido Jack Rackham. Na série, os dois fazem parte da tripulação do Capitão Charles Vane.
Muito habilidosa com armas de fogo e com a espada, Anne acaba se tornando uma figura solitária, que assusta os outros piratas pela fama de ser uma assassina de sangue frio. Mas, ao longo das temporadas, acabamos conhecendo mais sobre a personalidade da guerreira.
A Rainha da Ilha Maroon
(Atriz: Moshidi Motshegwa)
Eu prometi que faria este post sem spoilers, então vou tentar conter a excitação ao falar sobre a Rainha e a Princesa da Ilha Maroon, que surgem na terceira temporada como partes importantíssimas para o roteiro.
O que se sabe na história, é que a Ilha Maroon foi o esconderijo de dezenas de grupos de escravos que fugiram da Espanha e da Inglaterra na mesma época em que Nassau foi tomada pela pirataria. Lá, eles tentavam reconstruir suas vidas e reestabelecer suas tradições africanas.
Na série, qualquer tripulação, pirata ou não, que chega a Maroon precisa prestar contas para a Rainha da Ilha, uma figura misteriosa que comanda o lugar com veemência. A filha dela deve herdar o reinado e já recebe missões políticas importantes, mas mostra ter conflitos internos, principalmente em consequência da infância como escrava.
Por causa do distanciamento que elas mantém de qualquer pessoa de fora da Ilha, os nomes das duas líderes de Maroon ainda não foram revelados na série. Mas, ao que tudo indica, a aproximação da Princesa com o pirata Long John Silver pode quebrar esse mistério. Pesquisando alguns registros históricos, é possível adiantar que a Rainha a qual a série se refere, era conhecida como Nanny.
Já vale a pena assistir todas as temporadas só pela qualidade da série. Mas eu diria que a inclusão da história dos escravos em situação de luta e resistência foi a cereja do bolo para consagrar Black Sails.
Então está esperando o que? Vai lá assistir a série e corre aqui pra contar pra gente o que achou!
Apesar de trazer uma crítica social e um gancho político e social para gente grande, o fato de que os personagens centrais de The 100 são adolescentes, acaba atraindo um público na mesma faixa etária como espectadores.
Para as meninas jovens, não faltam exemplos de força feminina. Mas é interessante observar também que os personagens masculinos estão sempre sendo colocados à prova e tendo o conceito de masculinidade e liderança sempre desconstruídos. Nem sempre aquele cara com perfil de herói/príncipe vai cumprir mesmo este papel, ou ainda aquele típico mulherengo precisa corrigir seu comportamento para se provar como líder.
Além da questão da representação feminina, eu sempre busco avaliar o quanto a série (ou filme) valoriza a presença de negros e também personagens queer e LGBT. E até o fim da primeira temporada, estes dois últimos fatores me preocupavam. Mas parece que as coisas estão melhorando…
Ponto positivo para a série ao colocar um homem negro, Thelonious Jaha, como chanceler da Arca e seu filho, Wells Jaha, como um possível líder d’Os Cem. Mas, como dois personagens masculinos, ambos acabam ganhando menos destaque em comparação às garotas. O que me fez questionar: todas são muito singulares e relevantes, mas onde estão as negras, as lésbicas…?
[Alerta para trechinho com spoiler a seguir!]
A segunda temporada respondeu meu questionamento quando iniciou o romance entre Lexa, a líder dos terráqueos selvagens, e Clarke. Isso mesmo… A personagem principal se descobre bissexual e é completamente segura quanto a seus desejos e sexualidade. De quebra, ela ainda se envolve com a líder do grupo inimigo, o que apimenta a trama, não é mesmo?
A mesma fase da série também nos presenteia com Indra, guerreira líder do exército de terráqueos selvagens, braço direito da líder Lexa AND mulher negra e badass.
Claro que, apesar do avanço, a série tem potencial para fornecer muito mais representividade e a adição desses personagens mostra que, aparentemente, é isso que os criadores buscam. O negócio é ficar de olho e esperar por mais.
Uma luta (realista) por sobrevivência
Com foco na necessidade de todos os personagens, de todos os grupos, lutarem pela sobrevivência, a série sempre acaba surpreendendo. Por isso, mesmo se passando em uma realidade paralela, todos os personagens têm medos, sofrimentos e reações muito reais.
É fácil observar que as mulheres também são completamente reais e que, apesar de suas inseguranças e fraquezas, elas resistem e são fortes. E elas não são fortes de maneira forçada, por terem sido feitas dessa forma pelos criadores, mas sim por serem perfeitamente capazes de se ajustar à diferentes situações e buscarem por sobrevivência, assim como os homens.
[Mais um trechinho com spoiler a seguir!]
Entre as surpresas do roteiro, o triângulo amoroso entre Bellamy, Clarke e Lexa acabou sendo uma das coisas que mais me deixaram surpresa. Quando os primeiro indícios surgiram, pensei em todo o drama que poderia se delongar nos episódios seguintes, mas não foi nada disso.
Acontece que os personagens têm outras preocupações e prioridades, tipo sobreviver num planeta prejudicado por uma guerra nuclear! Logo, o roteiro não força a barra nesse triângulo e deixa as coisas rolarem naturalmente.
E ainda que esta parte da trama não ganhe muito destaque, é fácil ficar envolvida também com a situação de Clarke entre os dois pretendentes (e a situação amorosa de outros personagens também) e até acabar escolhendo lados. Eu por exemplo, mesmo tendo ficado animadíssima com a relação lésbica, acabo ficando no #TeamBellamy por causa de alguns eventos em particular :p.
Seis minas que valem por 100
Na série, as mulheres são lideres, guerreiras, médicas, mecânicas… Protagonistas. Todas tão importantes para a trama que, sem estas personagens, haveria buracos e perdas grandes para a história como um todo. A verdade é que elas valem mais do que todo o grupo de cem pessoas que desceu foi enviado para a Terra.
Então lá vai um resuminho sobre algumas das minas de The 100 para você entender do que estou falando e correr para assistir logo.
Clarke Griffin
O motivo pelo qual Clarke Griffin foi presa e, consequentemente, acabou entre os cem jovens enviados à Terra não fica muito explicito na série, mas os conflitos com a mãe, Abby, revelam que muito de sua angústia e mágoas contidas têm a ver com a morte do pai.
Na Terra, ela se faz útil para o grupo em função de suas habilidades medicinais, aprendidas com a mãe. Mas logo se torna uma líder política, aprendendo a negociar com os selvagens e bolando estratégias de sobrevivência. O crescimento de Clarke até a terceira temporada é evidente, quando ela se torna uma figura forte de liderança.
Abby Griffin
Abby é chefe de medicina e costumava fazer parte do conselho da Arca até se envolver em problemas junto com o marido, que também fazia parte do conselho Mesmo afastada, ela continua sendo importante nas decisões da Arca, mesmo que de forma rebelde.
Raven Reyes
Raven não faz parte do grupo de cem rebeldes, mas, ao ver as condições precárias da Arca, acaba fugindo da unidade espacial sozinha, graça as suas habilidades mecânicas e químicas, e pousando na Terra para se tornar muito útil à equipe. A pobrezinha sofre muito na série, mas sua resistência é simplesmente inspiradora.
Octavia Blake
No episódio piloto, Octavia é apresentada como a irmã mais nova e bonitinha de Bellamy, ambos muito populares entre Os Cem. Quem vê Octavia na terceira temporada nem consegue imaginar como aquela mocinha do primeiro episódio pode ser a mesma pessoa! Pode esperar pelo desenvolvimento de uma grande guerreira ao longo da série, viu?
Lexa
Ela é a comandante geral de todos os 12 clãs compostos pelos terráqueos. Apesar de ser uma líder firme em suas decisões, é possível notar que a feminilidade de Lexa é sempre colocada por seus guerreiros, como uma questão problemática e enfraquecedora. Por isso, ela precisa sempre se provar como uma boa líder.
Indra
Como já adiantei nesse post, Indra é líder e treinadora de um exército inteiro de terráqueos. Muitas vezes, a sobrevivência e regras de conduta dos guerreiros fica na mão dela, mas sua prioridade é sempre proteger os interesses do clã, decididos por Lexa.