Três HQs com mulheres incríveis

O fim do ano está chegando e todo mundo sabe o que isso significa: festas cheias de situações constrangedoras! Recomendo compensar lendo esses quadrinhos cheios de mulheres incríveis.
 

1. Rat Queens

É difícil descrever as Rat Queens. Elas são um grupo de mercenárias, mas são muito mais que isso. Elas são um grupo de amigas, mas são muito mais que isso. Um grupo de mulheres intensas, com suas razões, paixões e histórias, unidas por um afeto que não é fácil de entender. Temos a Hannah, uma elfa maga, inconsequente e esquentada com uma misteriosa ligação com uma entidade sobrenatural, Violet, uma anã guerreira que quer escapar de suas tradições familiares, Dee, uma clériga agnóstica e tímida buscando compreender suas crenças, dúvidas e cultura e Betty, uma ladra halfling doce e serelepe.

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Há uma intensa lealdade entre as personagens, algo que não é muito retratado em grupos de mulheres. Independente de suas diferenças, se amam e cuidam umas das outras.  Elas vivem intensamente, seguem suas escolhas e tem personalidades bastante cativantes.

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Gosto, também, de como as personagens tem uma sexualidade livre, não condenada ou questionada durante o quadrinho.  Betty, além de romper com a heteronormatividade, também faz uso recreativo de drogas, sem ser retratada como viciada ou problemática por isso.

As personagens são, acima de tudo, humanas. – E, por mais triste que seja dizer isso, faltam retratos humanos de mulheres por aí!

 

2. Lumberjanes

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Há algo de muito bizarro acontecendo nesse acampamento apenas para garotas e essas cinco amigas estão prontas a desvendar isso!

Escrito e ilustrado por mulheres, sendo uma delas a incrível da Noelle Stevenson, autora do também maravilhoso Nimona, o quadrinho é puro Girl Power.

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As personagens não tem medo de enfrentar os monstros que encontram e cada uma conta com habilidades muito particulares que as ajudam a solucionar os mistérios do local. Além disso, há um romance rolando entre duas das protagonistas, o que é um plus no quesito representatividade!

 

3. Sex Criminals

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Eu sou apaixonada por Sex Criminals. O traço não me atrai, mas algo nos personagens me prende. Principalmente a Suzie.

Primeira protagonista do quadrinho, Suzie é uma bibliotecária que, na adolescência, descobriu-se detentora um poder especial: adentrava um universo paralelo quando chegava ao orgasmo, algo semelhante a parar o tempo, mas não ser parada por ele. Sua única escapatória de uma vida conturbada, passou a chamar esse poder-momento de “O Silêncio”, onde repousava, se explorava e se expressava. – Mas eu gosto de Suzie porque é uma personagem sincera. Quando ela conta as coisas para você, leitora, a sensação é de realmente se estar conversando com ela. Quando ela para tudo que está fazendo porque está tocando “Fat Bottomed Girls” do Queen, você ri como se fosse uma amiga sua.

Na verdade eu tenho esse sentimento de sinceridade durante todo o quadrinho. Parece algo real, honesto, íntimo. E que maneira melhor para conversar de sexo né?

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Bem, Suzie conhece um cara. E aí a história muda. E é aí que os crimes entram.

Novamente, assim como Rat Queens, é a humanidade de Suzie que a faz uma personagem tão interessante. É sua paixão pela biblioteca onde trabalha. É sua relação com o silêncio. É ela dizendo: “ESSA É A MINHA MÚSICA!”.

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Bem, uma pena é isso: não tem como abordar muito mais esses quadrinhos sem estragá-los um pouco! Mas espero que, nestas breves e cuidadosas descrições, você possa encontrar algum para te fazer companhia nesse final de ano – e, se for boa, no próximo também!

Escrito por
Mais de Cacau Birdmad

Canções medonhas para se ouvir no escuro

A dupla The Long Losts (traduzindo, de um jeito bem mais ou menos, significa “Os há muito perdidos”) se formou no ano de 2012, produzindo canções baseadas em seus contos e filmes de terror favoritos. E em outubro, amado mês do dia das bruxas, no ano de 2014, finalmente lançaram seu primeiro álbum: “Scary Songs to Play in the Dark”.

Com músicas divertidas, adoráveis e “assustadoras” como “If only Boris Karloff was my dad” (“Se Boris Karloff fosse meu pai”) – primeira produzida pela dupla – e “The Girl with the Haunted Hause Tattoo” (“A Garota com Tatuagem de Casa Mal-Assombrada”), o álbum é simples e interessante.

Se você curte as vibes trevosas da vida e quer uma banda que ainda esteja viva e unida ou que não tenha se formado nos anos 80 – só para quebrar a rotina – ouça The Long Lost – Scary Songs to Play in the Dark.

The Long Losts: Site / Bandcamp / Facebook

Leia mais
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Há uma intensa lealdade entre as personagens, algo que não é muito retratado em grupos de mulheres. Independente de suas diferenças, se amam e cuidam umas das outras.  Elas vivem intensamente, seguem suas escolhas e tem personalidades bastante cativantes.

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Gosto, também, de como as personagens tem uma sexualidade livre, não condenada ou questionada durante o quadrinho.  Betty, além de romper com a heteronormatividade, também faz uso recreativo de drogas, sem ser retratada como viciada ou problemática por isso.

As personagens são, acima de tudo, humanas. – E, por mais triste que seja dizer isso, faltam retratos humanos de mulheres por aí!

 

2. Lumberjanes

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Há algo de muito bizarro acontecendo nesse acampamento apenas para garotas e essas cinco amigas estão prontas a desvendar isso!

Escrito e ilustrado por mulheres, sendo uma delas a incrível da Noelle Stevenson, autora do também maravilhoso Nimona, o quadrinho é puro Girl Power.

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As personagens não tem medo de enfrentar os monstros que encontram e cada uma conta com habilidades muito particulares que as ajudam a solucionar os mistérios do local. Além disso, há um romance rolando entre duas das protagonistas, o que é um plus no quesito representatividade!

 

3. Sex Criminals

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Eu sou apaixonada por Sex Criminals. O traço não me atrai, mas algo nos personagens me prende. Principalmente a Suzie.

Primeira protagonista do quadrinho, Suzie é uma bibliotecária que, na adolescência, descobriu-se detentora um poder especial: adentrava um universo paralelo quando chegava ao orgasmo, algo semelhante a parar o tempo, mas não ser parada por ele. Sua única escapatória de uma vida conturbada, passou a chamar esse poder-momento de “O Silêncio”, onde repousava, se explorava e se expressava. – Mas eu gosto de Suzie porque é uma personagem sincera. Quando ela conta as coisas para você, leitora, a sensação é de realmente se estar conversando com ela. Quando ela para tudo que está fazendo porque está tocando “Fat Bottomed Girls” do Queen, você ri como se fosse uma amiga sua.

Na verdade eu tenho esse sentimento de sinceridade durante todo o quadrinho. Parece algo real, honesto, íntimo. E que maneira melhor para conversar de sexo né?

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Bem, Suzie conhece um cara. E aí a história muda. E é aí que os crimes entram.

Novamente, assim como Rat Queens, é a humanidade de Suzie que a faz uma personagem tão interessante. É sua paixão pela biblioteca onde trabalha. É sua relação com o silêncio. É ela dizendo: “ESSA É A MINHA MÚSICA!”.

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Bem, uma pena é isso: não tem como abordar muito mais esses quadrinhos sem estragá-los um pouco! Mas espero que, nestas breves e cuidadosas descrições, você possa encontrar algum para te fazer companhia nesse final de ano – e, se for boa, no próximo também!

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