+ 1 ♡ sobre Coletor Menstrual

Oh Joy Sex Toy, por Erika Moen | Ovelha

Escrevo hoje do auge da minha menstruação e vou falar sobre um assunto que tem sido bastante abordado. Sou dessas que acha que não é nunca suficiente falar sobre um assunto quando o que ele realmente precisa é ser explorado e esclarecido, e provavelmente vocês já devem imaginar que eu vou falar do (rufando os tambores):

Coletoooor menstruaaaal!

Infelizmente a menstruação se tornou um tabu em nossa sociedade. Lidar com sangue mensalmente passou a ser um fardo para muitas mulheres. E eu não julgo jamais. Já tive amigas, de todas as cores, de várias e idades e muitos amores ou não pelas suas menstruações, hahaha. Eu passei a entender que cada umx tem uma relação diferente com seu ciclo e é importantíssimo respeitar essas relações.

Pessoalmente não gostava e aprendi a me relacionar melhor com meu ciclo depois que comecei a entrar no lindo mundo do feminismo. Entender nosso corpo, como ele funciona, o porquê é objetificado, o porquê é associado com impureza, pecados, sujeira, é extremamente importante para nos livrarmos de muitas imposições sociais. É libertador demais quebrar as construções sociais. É se libertar, se aceitar cada vez mais, é fazer as pazes consigo mesma. Gradualmente tem rolado pra mim, espero que pra você também. ♡
 
[separator type="thin"] [infobox maintitle="MINHA (MARAVILHOSA) EXPERIÊNCIA COM O COLETOR, VULGO COPINHO" bg="pink" color="black" opacity="on" space="25" link="no link"]  
Meu fluxo é grande, minha cólica é pungente, e isso se dá porque eu uso D.I.U.. Decidi parar de tomar pílula pra saber como era meu corpo naturalmente, sem hormônios. E aí ouvi falar do ~ copinho. Gente, qual é a primeira reação que alguém pode ter quando imagina um copinho com sangue dentro de si: ECA! Hahaha! E sem dúvida alguma a minha reação não foi diferente, até eu entender como funciona e dizer o meu “eca” para o absorvente descartável interno e pro externo também. Mas isso você vai entender lá na parte em que eu falo mal dos absorventes descartáveis, vamos falar de coisa boa, vem comigo.

O preço em média é de 65 a 85 Reais e pode durar até 5 anos dependendo da marca que você escolher, ou seja, um baita investimento! O sangue não entra em contato com você, ele não cheira mal, ele fica ali dentro do copinho até você decidir esvaziá-lo e colocar o copinho vazio novamente. E digo mais, isso se você lembrar que está usando o copinho, porque diversas vezes esqueci que estava com ele de tão confortável que é. Mas tudo bem porque você pode ficar até 12 horas com ele! Algumas migas minhas não curtiram o cabinho que vem nele para nos ajudar a retirar, ele pode ser cortado, não se preocupe. Algumas marcas já estão vindo sem, rola fazer uma pesquisa. Eu não tive o menor problema com o cabinho.

 

[caption id="attachment_3165" align="aligncenter" width="768"]Coletor Menstrual | Ovelha Miel dando um help na hora de escolher a posição de entrada (coletorsutra)[/caption]

 

MAS BÁRBARA EU USO 3 NOTURNOS NO DIA A DIA!

Sinto sua dor. Mas vou te dizer uma coisa, você não tem a menor ideia de quanto você menstrua. Seu sangue fica esparramado lá ou faz o algodão inflar como uma bexiga e você não tem ideia em ml’s de quanto seu corpo expele, e é muito interessante ter essa noção, me senti mais pertencente a mim. Se seu fluxo é pesado como o meu, você pode esvaziar o copinho com menos tempo de uso, você vai aprendendo a lidar com isso, com seu corpo. Me surpreendi muito com a minha quantidade, achei que era infinitamente mais, no começo eu tirava o copinho toda hora com medo que já estaria pra vazar e estava longe disso!

 

MAS É GIGA, NÃO VAI ENTRAR, VAI VAZAR!

Também pensei a mesma coisa. E vou te dizer que no período de adaptação, é bom você testar em casa e testar as melhores posições (coletorsutra) pra colocar. Eu assumo, sou muito ansiosa e não tenho muito saco, as vezes vaza e aí eu preciso respirar fundo, consultar meu coletorsutra e colocar novamente, pronto, tudo certo. Quando eu fico insegura porque sei que estou com pressa, carrego comigo sempre um Eco Absorvente, que é reutilizável. Me sinto feliz por ter tomado essa decisão, sei que estou fazendo o melhor pra mim, e pro planeta (dando tchauzinho de Miss).

 
[caption id="attachment_3168" align="aligncenter" width="300"]Pocahontas Pocahontas aprova o coletor[/caption]

 

PROBLEMAS (MIL) DOS ABSORVENTES DESCARTÁVEIS

Os absorventes descartáveis começaram a ser produzidos depois da Revolução Industrial, ou seja, com a implementação do capitalismo na sociedade (sou historiadora, me deixa). Sem dúvida, a indústria farmacêutica bilionária não liga se isso está causando problemas ao meio ambiente, e acredite, é bizarro de quão problemático a quantidade de fraldas e absorventes descartáveis têm trazido. Confira qui.

Enquanto você solta aquele punzinho (risos), troca a cruzada de perna ou levanta fazendo o sangue descer rapidamente, encharca o absorvente e enquanto o dia passa, a parte de fora da ppk, a bunda, as vezes até a coxa se sujam com sangue. Isso traz mal cheiro (quando você vai fazer xixi em um banheiro público, você já não sentiu aquele cheirão de “sangue véio”? É o odor do sangue em contato com o oxigênio + absorvente, pasme) e o plástico em contato com a pele, não deixa ela respirar, muitas mulheres têm alergias. O absorvente interno resseca a parte interna da vagina, sugando muitos nutrientes que não deveria, além do sangue menstrual. O custo mensal de absorventes descartáveis é em média 7 Reais por mês, totalizando 84 Reais por ano.

 

[caption id="attachment_3169" align="aligncenter" width="495"]Léo fazendo cestinha Isso aí, Leo.[/caption]

 
Eu uso Inciclo e portanto só posso falar dessa marca da qual tenho experiência e curto. Meu Ecoabsorvente é o da Morada da Floresta, escolhi a cor branca porque sou basic bitch, haha mas há marcas com estampas para todos os gostos. Há muitas outras marcas recomendadas de coletores, inclusive por amigas, como a Meluna, Mooncup, Holycup, etc. Faça sua busca por qualidade e você vai ficar bem. Por favor, não compre produtos chineses, inclusive dildos, porque eles não tem fiscalização sobre os materiais utilizados, muitas vezes usando chumbo em suas composições, que é extremamente maléfico para nosso corpo e para nossa pepeka.
 
[separator type="thin"] Se eu não convenci você, tenho certeza de que ela vai. E se você ainda não conhece a Jout Jout, de nada. Haha. :)


 
Imagem de capa: Oh Joy Sex Toy, de Erika Moen.

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Assista: The OA

Não sei vocês, mas eu já sou fã da Brit Marling faz alguns anos. Desde que vi Another Earth (2011) fiquei fascinada pela história, pela atuação e pela própria Brit (bff) quando descobri que tinha sido ela quem havia escrito o roteiro do filme (em conjunto com o Zal Batmanglij, também em The OA). Logo depois assisti The East (2013), também escrito por ela, e Sound of my Voice (2011).

Esse último foi o que eu menos gostei e, ainda assim, muitas coisas interessantes. Inclusive, muitas coisas relacionadas com The OA, muitas mesmo. Acho que ela também não deve ter ficado muito satisfeita com o final e quis elaborar mais a ideia (pretensiosa, eu? risos). Inclusive uma sequência de movimentos de saudação, tão ~ infantis quanto a construção dos Movimentos em The OA.

Segue o trailer, vejam o que vocês acham.

Quando soube que ela havia feito (escrito e produzido) uma série, fiquei super feliz, fazia anos que não ouvia o nome dela. Apesar de ter lido críticas contundentes vindas de amigos próximos, fui logo assistir.

Não esperava nada menos vindo dela. Continua a mesma linha de raciocínio de sempre, traz problematizações reais e fortes, assuntos sérios dentro de de um universo que é ao mesmo tempo fantástico e realista. Uma direção de arte maravilhosa, com uma ambientação muito natural, uma narrativa fluída, trilha sonora boa, é muito bem amarrado. #táamarrado

Pessoalmente achei a série um ode à excelente narrativa. Coisas maravilhosas que só a mágica do cinema pode nos trazer tão bem, inclusive eu acredito que The OA seja um filme de 8 horas, haha. A série pode ser contemplada de diferentes formas, de acordo com a expectativa e ideologia do espectador. Explico.

Caso você seja uma pessoa cética, a história é sobre uma superação de trauma e tudo o que pode discorrer dentro disso, histórias justificadas, personagens fictícios, muitos detalhes. Mas o melhor é que, durante toda a história, você pode fazer essa construção tranquilamente na sua cabeça e editar o que foi real e o que foi imaginário, sendo cético ou não. Até porque, o roteiro traz todas as peças para que isso aconteça, o psicólogo do FBI e a aceitação de Nina/Prairie/OA sobre suas deliberações, os livros embaixo da cama etc.

Trata também de pessoas acreditarem em fantasias e ilusões dependendo do seu estado de vulnerabilidade para suprir alguma necessidade. Ou seja, ter um apoio moral, psicológico e físico, um tipo de pertencimento e acolhimento.

Muito provavelmente, se você é uma dessas pessoas mais céticas, os movimentos trazidos e executados pelos personagens foram infantis e podem até ter beirado o ridículo, o que pode ter culminado na distração do atirador no final da série e permitiu que ele fosse desarmado.

O que eu acredito desse tipo de interpretação da narrativa é que a nossa vida segue essa mesma linha. Acredito que nós também fazemos movimentos ridículos, nossas rotinas, nossas manhas, nossos trabalhos, nossos relacionamentos, sexo, tudo é uma composição de movimentos que nos levam a outros lugares, coisas e sentimentos. Acredito também que todos nós em algum estado de vulnerabilidade nos abrimos para ser pertencidos, acolhidos, que seja por um grupo e/ou uma religião, e/ou tantas outras coisas mais. Por isso, acredito que essa série, mesmo que a pessoa seja muito cética, possa fazer alusões à narrativa do dia a dia, do mortal, do material com base no fantástico e continuar sendo boa.

Não é uma medida de saúde mental para ser bem ajustado em uma sociedade que está muito doente.

Caso você não seja uma pessoa cética, a série é o que ela realmente apresenta, a vivência de um trauma com uma base mística, com um aninhamento em algo agnóstico, apresentando uma experiência diferente de pós-morte para cada pessoa. Isso eu achei incrível. Uma representação feminina, com aparência indiana e falando árabe, um ser superior, a Kathun. Mas vai para muito além de algo místico-religioso, misturando uma maravilhosa ficção científica, falando sobre outras dimensões e de sentimentos de forma subjetiva e linda.

Fiquei apaixonada pela escolha de colocar pessoas com experiência de quase-morte com alguma capacidade de fazer algo com excelência, como a música, tocar algum instrumento, cantar com uma potência sentimental muito grande etc. Isso porque as artes, de alguma forma, nos tiram da nossa rotina maçante e nos colocam em algum estado alfa. Quem nunca se pegou viajando vendo alguma apresentação de dança ou música ou lendo um livro, uma poesia/poema, olhando um quadro? É difícil expressar esses sentimentos tão subjetivos e eu acredito que a série fez isso com maestria.

O mais interessante, na minha opinião, é que não interessa a forma que você tenha escolhido acreditar em como a história tenha se desdobrado porque, para a personagem principal, tudo aquilo foi verdade. Para os personagens secundários, pode ser que não além do aninhamento e pertencimento, mas ela viveu aquilo de forma intensa, assim como todos os outros. Inclusive, ela faz tudo para poder se reencontrar com o Homer, homem que também é mantido em cativeiro junto com ela e mais 4 pessoas. Nina/Prairie/OA mesma diz que não é o desfecho de um trauma, é o início de uma história.

A história apresenta realidades super pesadas: uma criança que sofreu um acidente e ficou cega, precisou imigrar para sobreviver, perdeu um pai, foi vendida pela tia, foi adotada por um casal e teve imensos problemas psicológicos, precisou tomar remédio a vida toda, foi sequestrada e mantida em cativeiro por 7 anos, tentou escapar, apanhou, voltou a enxergar. Depois de livre, não conseguiu se adaptar ao mundo real e foi contar sua história para pessoas extremamente vulneráveis, e tudo isso, todo esse concentrado de vida real, foi diluído em 8 episódios da forma mais linda possível. Ainda temos as histórias dos personagens secundários que lidam com suicídio (Jesse) e falecimento (DDA) de parentes próximos, transexualidade (BUCK), bullying (STEVE), pressão da sociedade por ser não-branco e precisar fazer tudo perfeito para tentar se igualar num privilégio branco (Alfonso) e o ataque à escola no final. São todos temas atuais que foram colocados de forma explícita e ao mesmo tempo muito bem colocados, naturalmente colocados.

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Sinceramente, não sei se espero ou não uma segunda temporada. Claro que, por causa do ~ capitalismo selvagem, tudo vai depender da aceitação do público. Mas como eu disse, já está tudo tão bem amarrado que seria muito difícil continuar a história com sua dubiedade por mais episódios. Mas boto fé na menina, vamos ver o que acontece. Pra finalizar, quero dizer que eu amei o final e chorei pra cacete, parece que eu saí da história por dois minutos e assisti a um espetáculo de dança, pra depois voltar à não-realidade, mas realidade da série. Como em outra dimensão, haha. Ah, claro, sua percepção do final fica inteiramente por sua conta dependendo de como você acredita ou não na sucessão dos fatos! E não é só sobre ser cético ou não, é a mistura de tudo e todas as suas variáveis. <3 ~ #migasualouca #doubleinception

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Escrevo hoje do auge da minha menstruação e vou falar sobre um assunto que tem sido bastante abordado. Sou dessas que acha que não é nunca suficiente falar sobre um assunto quando o que ele realmente precisa é ser explorado e esclarecido, e provavelmente vocês já devem imaginar que eu vou falar do (rufando os tambores):

Coletoooor menstruaaaal!

Infelizmente a menstruação se tornou um tabu em nossa sociedade. Lidar com sangue mensalmente passou a ser um fardo para muitas mulheres. E eu não julgo jamais. Já tive amigas, de todas as cores, de várias e idades e muitos amores ou não pelas suas menstruações, hahaha. Eu passei a entender que cada umx tem uma relação diferente com seu ciclo e é importantíssimo respeitar essas relações.

Pessoalmente não gostava e aprendi a me relacionar melhor com meu ciclo depois que comecei a entrar no lindo mundo do feminismo. Entender nosso corpo, como ele funciona, o porquê é objetificado, o porquê é associado com impureza, pecados, sujeira, é extremamente importante para nos livrarmos de muitas imposições sociais. É libertador demais quebrar as construções sociais. É se libertar, se aceitar cada vez mais, é fazer as pazes consigo mesma. Gradualmente tem rolado pra mim, espero que pra você também. ♡
 

 
Meu fluxo é grande, minha cólica é pungente, e isso se dá porque eu uso D.I.U.. Decidi parar de tomar pílula pra saber como era meu corpo naturalmente, sem hormônios. E aí ouvi falar do ~ copinho. Gente, qual é a primeira reação que alguém pode ter quando imagina um copinho com sangue dentro de si: ECA! Hahaha! E sem dúvida alguma a minha reação não foi diferente, até eu entender como funciona e dizer o meu “eca” para o absorvente descartável interno e pro externo também. Mas isso você vai entender lá na parte em que eu falo mal dos absorventes descartáveis, vamos falar de coisa boa, vem comigo.

O preço em média é de 65 a 85 Reais e pode durar até 5 anos dependendo da marca que você escolher, ou seja, um baita investimento! O sangue não entra em contato com você, ele não cheira mal, ele fica ali dentro do copinho até você decidir esvaziá-lo e colocar o copinho vazio novamente. E digo mais, isso se você lembrar que está usando o copinho, porque diversas vezes esqueci que estava com ele de tão confortável que é. Mas tudo bem porque você pode ficar até 12 horas com ele! Algumas migas minhas não curtiram o cabinho que vem nele para nos ajudar a retirar, ele pode ser cortado, não se preocupe. Algumas marcas já estão vindo sem, rola fazer uma pesquisa. Eu não tive o menor problema com o cabinho.

 

 

MAS BÁRBARA EU USO 3 NOTURNOS NO DIA A DIA!

Sinto sua dor. Mas vou te dizer uma coisa, você não tem a menor ideia de quanto você menstrua. Seu sangue fica esparramado lá ou faz o algodão inflar como uma bexiga e você não tem ideia em ml’s de quanto seu corpo expele, e é muito interessante ter essa noção, me senti mais pertencente a mim. Se seu fluxo é pesado como o meu, você pode esvaziar o copinho com menos tempo de uso, você vai aprendendo a lidar com isso, com seu corpo. Me surpreendi muito com a minha quantidade, achei que era infinitamente mais, no começo eu tirava o copinho toda hora com medo que já estaria pra vazar e estava longe disso!

 

MAS É GIGA, NÃO VAI ENTRAR, VAI VAZAR!

Também pensei a mesma coisa. E vou te dizer que no período de adaptação, é bom você testar em casa e testar as melhores posições (coletorsutra) pra colocar. Eu assumo, sou muito ansiosa e não tenho muito saco, as vezes vaza e aí eu preciso respirar fundo, consultar meu coletorsutra e colocar novamente, pronto, tudo certo. Quando eu fico insegura porque sei que estou com pressa, carrego comigo sempre um Eco Absorvente, que é reutilizável. Me sinto feliz por ter tomado essa decisão, sei que estou fazendo o melhor pra mim, e pro planeta (dando tchauzinho de Miss).

 

 

PROBLEMAS (MIL) DOS ABSORVENTES DESCARTÁVEIS

Os absorventes descartáveis começaram a ser produzidos depois da Revolução Industrial, ou seja, com a implementação do capitalismo na sociedade (sou historiadora, me deixa). Sem dúvida, a indústria farmacêutica bilionária não liga se isso está causando problemas ao meio ambiente, e acredite, é bizarro de quão problemático a quantidade de fraldas e absorventes descartáveis têm trazido. Confira qui.

Enquanto você solta aquele punzinho (risos), troca a cruzada de perna ou levanta fazendo o sangue descer rapidamente, encharca o absorvente e enquanto o dia passa, a parte de fora da ppk, a bunda, as vezes até a coxa se sujam com sangue. Isso traz mal cheiro (quando você vai fazer xixi em um banheiro público, você já não sentiu aquele cheirão de “sangue véio”? É o odor do sangue em contato com o oxigênio + absorvente, pasme) e o plástico em contato com a pele, não deixa ela respirar, muitas mulheres têm alergias. O absorvente interno resseca a parte interna da vagina, sugando muitos nutrientes que não deveria, além do sangue menstrual. O custo mensal de absorventes descartáveis é em média 7 Reais por mês, totalizando 84 Reais por ano.

 

 
Eu uso Inciclo e portanto só posso falar dessa marca da qual tenho experiência e curto. Meu Ecoabsorvente é o da Morada da Floresta, escolhi a cor branca porque sou basic bitch, haha mas há marcas com estampas para todos os gostos. Há muitas outras marcas recomendadas de coletores, inclusive por amigas, como a Meluna, Mooncup, Holycup, etc. Faça sua busca por qualidade e você vai ficar bem. Por favor, não compre produtos chineses, inclusive dildos, porque eles não tem fiscalização sobre os materiais utilizados, muitas vezes usando chumbo em suas composições, que é extremamente maléfico para nosso corpo e para nossa pepeka.
 

Se eu não convenci você, tenho certeza de que ela vai. E se você ainda não conhece a Jout Jout, de nada. Haha. :)

 
Imagem de capa: Oh Joy Sex Toy, de Erika Moen.

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