Lola Versus Frances Ha

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Um dos filmes mais comentados e elogiados do ano passado tem uma história bem simples: uma garota nova-iorquina só se ferra na batalha diária da vida. Frances Ha, personagem-título, passa por situações extremamente constrangedoras, como fazer um “bate e volta” deprimente a Paris, e outras que poderiam ser constrangedoras, mas são fofas, tipo dançar descontroladamente no meio da rua. “Às vezes é bom fazer o que você deve fazer quando você tem que fazer”, diz Frances. “Amiga, me dá um abraço”, você pensa ao ver o filme. Veja uma das cenas mais lindinhas.

O que eu fui descobrir só essas semanas graças ao Netflix é que a belíssima-atriz-musa-amiga da Lena Dunham, Greta Gerwig, lançou em 2012 um filme parecidíssimo com “Frances Ha”. “Lola Versus” nem chegou a estrear nos cinemas brasileiros muito menos chamou a atenção da crítica gringa por ter uma vibe meio “Sessão da Tarde”. Porém, ao ler a sinopse, eu senti que precisava dar uma conferida nisso aí. Lola, personagem-título, tem 29 anos e está prestes a se casar com Luke, que é interpretado pelo muso Joel Kinnaman (o Holder, da série “The Killing”), quando ele entra em pânico e resolve terminar tudo.

Perto da fotografia em preto e branco de “Frances Ha”, “Lola Versus” é meio que colorido demais. Conforme uma amiga me ajudou a observar, as duas personagens se veem de repente livres de seus relacionamentos para conhecerem o mundo. Frances é a garota solitária, rejeitada até pela melhor amiga blasé; Lola é a disputada por todos os homens que aparecem em cena e até pela amiga-grude, afetada demais da conta.

Frances Ha” é mais realista. Frances paga aluguel, visita a família no Natal e sofre para viver de sua arte, o ballet. “Lola Versus” é mais piegas. Lola está sempre com maquiagem, cabelo e figurino perfeitos, seu apartamento é belezinha de catálogo, faz doutorado em literatura, e tudo isso sustentado pelo trabalho como garçonete.

É bizarro como dois filmes diferentes possam se complementar tanto. Parece até que a Greta Gerwig ficou tão decepcionada com o papel da Lola que ajudou o diretor e roteirista Noah Baumbach a fazer de “Frances Ha” um puta filme – e ela colaborou de verdade com o roteiro. Enfim, deixei bem claro quem é minha favorita, mas confesso que dei uma chorada com os dramas das duas personagens. E mal posso esperar para ver “The Humbling“, o novo filme da nossa musa ao lado de Al Pacino, ainda sem data de estreia no Brasil.

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Jemima Kirke fala sobre aborto

Conheci a Jemima Kirke em 2012 por causa da série Girls. Me apaixonei e logo digitei o nome dela no Google e vi que, além de ser filha de hipsters e artista plástica, ela é dessas que faz ensaio sensual grávida, tipo muito grávida. Ela mora em Nova York com seu marido, Michael Mosberg, e seus dois filhos, Rafaella, de 4 anos, e Memphis, de 3.

E não é que hoje foi divulgado um vídeo da Center for Reproductive Rights em que essa atriz e mãe belíssima conta que já fez um aborto, defende os direitos reprodutivos da mulher e encoraja outras mulheres a compartilharem suas histórias. Assista lá no topo da matéria.

“Eu sempre senti que as questões reprodutivas devem ser algo que as mulheres, especialmente, devem ser capazes de falar livremente, especialmente entre si”, diz Jemima, que tem 29 anos. “Eu ainda vejo vergonha e constrangimento em torno da interrupção da gestação, ficar grávida, então eu sempre fui aberta sobre minhas histórias, sempre as compartilhei, especialmente com outras mulheres.”

 

 

No vídeo, Jemima conta que decidiu fazer um aborto em 2007, quando era estudante universitária em Rhode Island. “Eu não tinha certeza se queria estar ligada a este cara para o resto da minha vida. Minha vida simplesmente não era propícia para a criação de uma criança feliz, saudável. Eu apenas não senti que era justo.”

Ela diz que não usou anestesia durante o procedimento para economizar dinheiro. “Eu tive que esvaziar minha conta corrente, tudo que eu tinha lá, e eu tinha que conseguir algum do meu namorado”, conta, acrescentando que manteve isso em segredo de sua mãe.

 

jemima

 

Sim, é muito complicado falar sobre aborto. Ainda mais no país em que vivemos em que o debate sobre o assunto não mobiliza a população muito menos políticos. Talvez, a gente tenha que pensar menos em aborto e mais no poder da mulher em decidir sobre seu corpo. Em alguns países, as mulheres já conquistaram o direito de decidir interromper ou não uma gravidez.

E é isso aí! Isso não quer dizer que nós vamos parar de usar métodos contraceptivos. Iniciativas como essa da Jemima Kirke e de atrizes brasileiras, como Leandra Leal e Alessandra Negrini, que também já declararam sua posição, têm que ser compartilhadas para que mais pessoas se engajem a favor da legalização do aborto.

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Um dos filmes mais comentados e elogiados do ano passado tem uma história bem simples: uma garota nova-iorquina só se ferra na batalha diária da vida. Frances Ha, personagem-título, passa por situações extremamente constrangedoras, como fazer um “bate e volta” deprimente a Paris, e outras que poderiam ser constrangedoras, mas são fofas, tipo dançar descontroladamente no meio da rua. “Às vezes é bom fazer o que você deve fazer quando você tem que fazer”, diz Frances. “Amiga, me dá um abraço”, você pensa ao ver o filme. Veja uma das cenas mais lindinhas.

O que eu fui descobrir só essas semanas graças ao Netflix é que a belíssima-atriz-musa-amiga da Lena Dunham, Greta Gerwig, lançou em 2012 um filme parecidíssimo com “Frances Ha”. “Lola Versus” nem chegou a estrear nos cinemas brasileiros muito menos chamou a atenção da crítica gringa por ter uma vibe meio “Sessão da Tarde”. Porém, ao ler a sinopse, eu senti que precisava dar uma conferida nisso aí. Lola, personagem-título, tem 29 anos e está prestes a se casar com Luke, que é interpretado pelo muso Joel Kinnaman (o Holder, da série “The Killing”), quando ele entra em pânico e resolve terminar tudo.

Perto da fotografia em preto e branco de “Frances Ha”, “Lola Versus” é meio que colorido demais. Conforme uma amiga me ajudou a observar, as duas personagens se veem de repente livres de seus relacionamentos para conhecerem o mundo. Frances é a garota solitária, rejeitada até pela melhor amiga blasé; Lola é a disputada por todos os homens que aparecem em cena e até pela amiga-grude, afetada demais da conta.

Frances Ha” é mais realista. Frances paga aluguel, visita a família no Natal e sofre para viver de sua arte, o ballet. “Lola Versus” é mais piegas. Lola está sempre com maquiagem, cabelo e figurino perfeitos, seu apartamento é belezinha de catálogo, faz doutorado em literatura, e tudo isso sustentado pelo trabalho como garçonete.

É bizarro como dois filmes diferentes possam se complementar tanto. Parece até que a Greta Gerwig ficou tão decepcionada com o papel da Lola que ajudou o diretor e roteirista Noah Baumbach a fazer de “Frances Ha” um puta filme – e ela colaborou de verdade com o roteiro. Enfim, deixei bem claro quem é minha favorita, mas confesso que dei uma chorada com os dramas das duas personagens. E mal posso esperar para ver “The Humbling“, o novo filme da nossa musa ao lado de Al Pacino, ainda sem data de estreia no Brasil.

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