Casadas e grávidas ao mesmo tempo

Imagem feita com exclusividade por Bárbara Malagoli (Baby C)

Ao checar a minha timeline do Facebook em busca de coisas interessantes (o que quase nunca tem), vi a postagem de uma amiga. O título do texto me chamou a atenção logo de cara e o abri para ler: “My Wife and I are (both) Pregnant” (Minha esposa e eu estamos (ambas) grávidas, seria a tradução em português). Pensei: “Que sorte! E que coragem! Ter dois bebês ao mesmo tempo deve ser difícil. Mas deve ser bom por um lado, exatamente porque AS DUAS estão grávidas AO MESMO TEMPO”.

Mas claro que duas mulheres grávidas, casadas, vivendo na mesma casa não é tão simples como possa parecer. Depois de ler a matéria da New York Magazine percebi quantas coisas e diferentes sentimentos isso poderia implicar.

Lendo a história do casal Kate e Emily, vi que a coisa é muito mais complicada do que simplesmente “que bom, finalmente alguém vai entender EXATAMENTE porque estou me sentindo assim ou assim ou assado… E vai me ajudar!” Explico, do começo.

Kate e Emily começaram a tentar a gravidez após se casarem. Na clínica de fertilização, a médica escolheu Emily, por ser a mais jovem do casal, para tentar as inseminações. Mas Kate se viu querendo algo que, até então, não tinha tanta certeza que desejava: ela queria ficar grávida. Ambas concordaram e as tentativas começaram. Depois de seis meses tentando com Kate, a médica sugeriu que era a hora de Emily! “Você tá louca? E se as duas ficarem grávidas?”, perguntou Kate. “Ah, as chances disso acontecer são muito pequenas”, respondeu a médica.

Pronto. Emily engravidou na primeira tentativa, deixando Kate feliz mas meio frustrada. Kate já estava no meio do tratamento, e a gravidez de Emily ainda estava muito no início e qualquer coisa poderia acontecer, então a médica decidiu fazer mais uma inseminação em Kate. E pá! O resultado para Kate também foi positivo!

O relato é contado da perspectiva das duas separadamente. O que é interessante, pois ambas ficam livres para falar de seus sentimentos (algumas vezes de frustração pela gravidez ser mais fácil para uma do que para a outra) e dos esforços para se ajudar mutuamente. No momento do parto, como em alguns outros, ambas tentam não mostrar fraqueza nem pena, apesar de estarem se colocando em um esforço físico e emocional enorme para ajudar a parceira. Isso que é o lindo da história! Elas sabem das dificuldades uma da outra e, por isso mesmo, fazem de tudo para se apoiar da melhor forma possível.

 
[caption id="attachment_8512" align="aligncenter" width="621"]Reprodução/FacebookKate e Emily – Reprodução/Facebook[/caption]  
Acho que uma das falas de Kate define bem a situação do casal durante os nove meses:

Os prós e contras de ter sua esposa, outra mulher, passando pela gravidez, trabalho de parto e maternidade ao mesmo tempo, é que você não consegue evitar comparações. Minha gravidez estava três semanas atrás da de Emily. Ela ia sentir algo que algumas semanas depois eu também iria sentir. Teve coisas muito parecidas, mas outras que eram tipo, ‘uau, espera um minuto, porque seus mamilos estão assim e os meus estão assim?!’

Mais adiante ela fala que o processo só funcionou porque o sentimento de pena estava proibido entre as duas: “Acho que o clichê da gravidez é que a esposa reclama muito. Mas qual é o sentido? Você reclama porque você quer que sintam pena. Você quer que a outra pessoa fale ‘Oh, baby, eu vou cuidar de você’. Nós não podíamos fazer isso. Não tínhamos energia para sentir pena! Os prós é que ambas sentíamos as mesmas coisas e tínhamos alguém que nos compreendia, mas sem sentir pena. Tinha empatia, mas sem pena!”

As duas se organizaram em tudo. Desde as tarefas domésticas, como quem vai cozinhar e lavar roupa na semana, até nas preparações antes do parto – afinal, a mala pro hospital tinha que estar pronta, já que a qualquer momento, uma delas podia entrar em trabalho de parto! Nunca passou pela minha cabeça até ler o texto, mas é claro que nenhuma das duas podia fazer tarefas pesadas! E aí, como faz se a pessoa que mora com você, e deveria te ajudar nesse momento, está tão cansada e com dores quanto você? O casal contou muito com ajuda de parentes e amigos (por sorte!).

A gravidez foi só uma parte do processo que as duas enfrentaram e ainda vão enfrentar juntas. Os meninos Reid e Eddie nasceram saudáveis e lindos! Depois do nascimento, as duas se encontram diante desse mundo novo que é a maternidade, em que não serão somente mães do filho que geraram biologicamente, mas do filho da esposa. E há aí o desafio em se conectar com os dois filhos igualmente, sem escolher o próprio como favorito.

A história me chamou atenção por muitos motivos, mas o principal: pela perspectiva de duas mulheres passando pelo mesmo processo, ao mesmo tempo, e por revelar como, mesmo assim, gravidez e maternidade são coisas complexas. Terminei a leitura com a impressão de que a gravidez não ficou mais fácil ou mais difícil pelas duas estarem, de fato, juntas nessa. Pelos relatos, há certas dificuldades que talvez outros casais (em que só uma delas estivesse grávida) não tivessem, mas outras coisas positivas também. No final, o que importa é que os dois garotos serão criados com muito amor por duas mulheres fortes (e com uma baita história pra contar sobre o seu nascimento).

 


Imagem feita com exclusividade por Bárbara Malagoli (Baby C)

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Mais de Débora Backes

Uma mulher bengalesa contra a tradição

Um grupo de mulheres trabalha tirando pedras e tijolos do que parecem ser escombros e os levam em cestas equilibradas sobre as cabeças. Enquanto isso, outras mulheres trabalham em uma fábrica têxtil, concentradas em suas máquinas de costuras. Em um apartamento de classe média, uma mulher dança em frente ao espelho, enquanto outra limpa as janelas da sacada, ouvindo assobios de um operário do prédio da frente. É um prédio em construção, como tantos outros na cidade de Daca, capital de Bangladesh.

“Under Construction” é o segundo filme de Rubaiyat Hossain, uma das poucas mulheres diretoras e roteiristas de Bangladesh, e teve sua estreia na Semana de Cinema Feminista de Berlim. Sem exageros, posso dizer que foi um dos melhores filmes de temática feminista que vi nos últimos tempos. O filme é incrível pela fotografia, roteiro e pela forma como monta críticas à sociedade de Bangladesh de uma perspectiva feminina. A personagem te envolve na história e faz com que você fique querendo saber o que vai acontecer nos diferentes âmbitos de sua vida.

Roya (interpretada pela linda atriz indiana Shahana Goswami) é uma mulher de classe média que tem uma vida confortável em um grande apartamento, uma jovem empregada chamada Monya e um marido que ganha muito bem. Ela é atriz de teatro e atua em “Rakta Karabi” ou “The Red Oleanders”, do dramaturgo Rabindranath Tagore, uma peça bastante tradicional da cultura bengalesa. Roya é Nandini, principal personagem da obra, mas se vê prestes a ser substituída por uma atriz mais jovem. Isso a revolta profundamente.

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Seu marido pouco se importa com seu trabalho no teatro. Quando o tema aparece durante o jantar, ele apenas diz que eles deveriam ter um filho e vê isso como decidido, apesar de Roya não expressar nenhum desejo pela maternidade. Fora da vida de casal, a mãe de Roya também a pressiona para que tenha filhos, cuide do marido e esqueça seu trabalho como atriz. A mãe é uma senhora tradicional muçulmana que, em certo momento do filme, chega a dizer à filha que atrizes são putas.

Diante de toda essa pressão, Roya se vê em um conflito consigo mesma e com a sociedade em que vive. A primeira maneira que encontra para colocar isso para fora é tentar mudar as coisas na companhia de teatro. Eles se preparam para receber a visita do grande diretor Imtiaz que gostaria de levar “The Red Oleanders” em uma turnê europeia, mas, para isso, devem deixar a peça mais moderna. Quando questionada sobre como poderiam mudá-la, Roya responde: “Nandini não é uma mulher real, ela é muito perfeita. Nenhuma mulher bengalesa é assim”. Todos seus colegas acham aquilo absurdo. Afinal, como alguém poderia reinterpretar algo tão tradicional como Tagore? Mas Roya não desiste de suas ideias. Ela quer recriar a tradição.

Assim como sua recriação de Nandini, a personagem de Roya também não é a mulher perfeita. Ela continua sendo uma mulher que depende do marido financeiramente, que tem uma empregada e que pode trabalhar como atriz, enquanto muitas outras mulheres em Daca precisam trabalhar em construções ou fábricas têxteis para sobreviver.

Rubaiyat Hossain não esconde que sua personagem pode ser um pouco mimada e mostra suas imperfeições várias vezes durante o longa. Em uma das cenas na casa da mãe de Roya, as duas discutem. Roya argumenta com a senhora que a vida de uma mulher não deve ser voltada somente ao marido e aos filhos. A mãe a confronta dizendo que ela mesma trabalhou para ganhar seu próprio dinheiro e que muitas outras mulheres de sua classe faziam e fazem a mesma coisa. “E você? Você tem boa educação, por que não consegue um emprego de verdade?”. Nesse momento, o mito da heroína que os espectadores viam em Roya se desmonta.

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Numa conversa com o público, após a exibição do filme, Rubaiyat explica o porquê de montar sua personagem dessa forma. “Acho que Roya representa a mulher bengalesa contemporânea. Muitas mulheres hoje em dia estão tendo esse tipo de conflito pessoal e com a tradição em Bangladesh em suas cabeças. Roya é uma mulher que está passando por um processo de construção, assim como outras mulheres em Bangladesh”, explica a diretora que escolheu o título “Under Construction” exatamente por isso.

Para a surpresa da jovem diretora, que fez Women Studies e South Asian Studies nos Estados Unidos, a recepção de seu filme foi muito positiva em Bangladesh, principalmente entre as mulheres. “Fizemos uma sessão só para mulheres em Daca e, no final do filme, muitas vieram até mim para dizer como tinham se identificado com Roya”, conta Rubaiyat. Claro que as críticas, principalmente da ala masculina, não deixaram de aparecer. Ela conta que a maioria dos homens saiu em defesa da personagem da mãe de Roya – uma mulher tradicional que trabalhou duro na vida e que acreditava que sua filha deveria se dedicar ao marido, a ter filhos e à religião.

Não é fácil ser mulher

A diretora foi questionada pela organizadora do evento, Karin Fornander, como era ser uma cineasta em Bangladesh. “Bom, não é difícil ser uma diretora mulher em Bangladesh, é difícil ser mulher em Bangladesh!”, respondeu. E isso fica bem claro no filme.

Além de toda a tradição machista que constantemente é jogada na cara de Roya, outras situações deixam bem claro o quão difícil é viver no país sul asiático como mulher. Nas primeiras cenas do filme, a jovem empregada Monya é assediada com assobios e palavras de um operário do prédio da frente, enquanto está dentro de casa, limpando a sacada. Em outro momento, Monya se vira para Roya e diz “você tem sorte de ter um bom marido. Ele não bate em você”. Só isso fazia dele um marido maravilhoso.

Mais adiante, outra referência à frequente violência doméstica sofrida por mulheres no país. Monya engravida e vai viver com o novo marido em um bairro muito pobre em Daca, onde Roya vai visitá-la. Enquanto conversam, as duas ouvem gritos e choros. “O vizinho bate na esposa todos os dias”, diz Monya.

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Violência contra mulheres é um caso mais sério em Bangladesh, sendo um dos países com alto número de vítimas femininas de ataques com ácido. Segundo a organização Acid Survivors Foundation, de 1999 até 2015 foram 3.303 casos registrados de ataques com ácido no país. Além disso, mulheres e meninas sofrem com casamentos precoces, violência e assédio sexual, condições inadequadas de trabalho para grávidas… Realmente não é fácil ser mulher por lá.

Bangladesh é lembrado pelo grande número de fábricas têxteis, em que a maior parte dos trabalhadores são mulheres. Segundo a Human Rights Watch, a maioria dos supervisores dessas fábricas são homens, que muitas vezes assediam as funcionárias com comentários de cunho sexual. Pela situação precária para trabalhadoras nessa indústria, seria impossível não fazer referência a ela no filme.

Em vários momentos, as fábricas têxteis aparecem em pano de fundo. Quando Roya caminha pelas ruas de Daca, ela vê homens indo em direção às construções e mulheres em direção às fábricas. No centro da cidade, se vê um anúncio com uma mulher em uma máquina de costura e os dizeres “Maiores colaboradores para a economia nacional”. Mas a referência mais importante é quando Roya está em casa e vê no noticiário o desespero das pessoas diante do colapso do Rana Plaza, tragédia que ocorreu no dia 24 de abril de 2013 e matou mais de 1,1 mil pessoas. Rubaiyat pegou cenas de notícias reais que saíram na época nos canais de TV.

Na minha opinião, a diretora quis, além de criticar tantos aspectos machistas de seu país, atingir o Ocidente, que tanto se beneficia do trabalho de milhares de mulheres nessas fábricas. É difícil não sentir um aperto no peito ao ver as personagens trabalhando em máquinas de costura e, logo depois, o Rana Plaza desmoronando com tantos funcionários lá dentro.

“Under Construction” me surpreendeu positivamente. Há tempos não via um filme que quase não me deixasse piscar diante da tela. Os gestos e expressões faciais de Roya revelam uma mulher em conflito e em um processo complexo de  reconstrução. As falas dos personagens, as situações e referências apresentam o machismo de uma cultura oriental que por vezes se assemelha e se afasta do machismo que conhecemos no Ocidente. Finalmente, o filme cumpre seu papel: dar voz às mulheres de Bangladesh.

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My Wife and I are (both) Pregnant” (Minha esposa e eu estamos (ambas) grávidas, seria a tradução em português). Pensei: “Que sorte! E que coragem! Ter dois bebês ao mesmo tempo deve ser difícil. Mas deve ser bom por um lado, exatamente porque AS DUAS estão grávidas AO MESMO TEMPO”.

Mas claro que duas mulheres grávidas, casadas, vivendo na mesma casa não é tão simples como possa parecer. Depois de ler a matéria da New York Magazine percebi quantas coisas e diferentes sentimentos isso poderia implicar.

Lendo a história do casal Kate e Emily, vi que a coisa é muito mais complicada do que simplesmente “que bom, finalmente alguém vai entender EXATAMENTE porque estou me sentindo assim ou assim ou assado… E vai me ajudar!” Explico, do começo.

Kate e Emily começaram a tentar a gravidez após se casarem. Na clínica de fertilização, a médica escolheu Emily, por ser a mais jovem do casal, para tentar as inseminações. Mas Kate se viu querendo algo que, até então, não tinha tanta certeza que desejava: ela queria ficar grávida. Ambas concordaram e as tentativas começaram. Depois de seis meses tentando com Kate, a médica sugeriu que era a hora de Emily! “Você tá louca? E se as duas ficarem grávidas?”, perguntou Kate. “Ah, as chances disso acontecer são muito pequenas”, respondeu a médica.

Pronto. Emily engravidou na primeira tentativa, deixando Kate feliz mas meio frustrada. Kate já estava no meio do tratamento, e a gravidez de Emily ainda estava muito no início e qualquer coisa poderia acontecer, então a médica decidiu fazer mais uma inseminação em Kate. E pá! O resultado para Kate também foi positivo!

O relato é contado da perspectiva das duas separadamente. O que é interessante, pois ambas ficam livres para falar de seus sentimentos (algumas vezes de frustração pela gravidez ser mais fácil para uma do que para a outra) e dos esforços para se ajudar mutuamente. No momento do parto, como em alguns outros, ambas tentam não mostrar fraqueza nem pena, apesar de estarem se colocando em um esforço físico e emocional enorme para ajudar a parceira. Isso que é o lindo da história! Elas sabem das dificuldades uma da outra e, por isso mesmo, fazem de tudo para se apoiar da melhor forma possível.

 

 
Acho que uma das falas de Kate define bem a situação do casal durante os nove meses:

Os prós e contras de ter sua esposa, outra mulher, passando pela gravidez, trabalho de parto e maternidade ao mesmo tempo, é que você não consegue evitar comparações. Minha gravidez estava três semanas atrás da de Emily. Ela ia sentir algo que algumas semanas depois eu também iria sentir. Teve coisas muito parecidas, mas outras que eram tipo, ‘uau, espera um minuto, porque seus mamilos estão assim e os meus estão assim?!’

Mais adiante ela fala que o processo só funcionou porque o sentimento de pena estava proibido entre as duas: “Acho que o clichê da gravidez é que a esposa reclama muito. Mas qual é o sentido? Você reclama porque você quer que sintam pena. Você quer que a outra pessoa fale ‘Oh, baby, eu vou cuidar de você’. Nós não podíamos fazer isso. Não tínhamos energia para sentir pena! Os prós é que ambas sentíamos as mesmas coisas e tínhamos alguém que nos compreendia, mas sem sentir pena. Tinha empatia, mas sem pena!”

As duas se organizaram em tudo. Desde as tarefas domésticas, como quem vai cozinhar e lavar roupa na semana, até nas preparações antes do parto – afinal, a mala pro hospital tinha que estar pronta, já que a qualquer momento, uma delas podia entrar em trabalho de parto! Nunca passou pela minha cabeça até ler o texto, mas é claro que nenhuma das duas podia fazer tarefas pesadas! E aí, como faz se a pessoa que mora com você, e deveria te ajudar nesse momento, está tão cansada e com dores quanto você? O casal contou muito com ajuda de parentes e amigos (por sorte!).

A gravidez foi só uma parte do processo que as duas enfrentaram e ainda vão enfrentar juntas. Os meninos Reid e Eddie nasceram saudáveis e lindos! Depois do nascimento, as duas se encontram diante desse mundo novo que é a maternidade, em que não serão somente mães do filho que geraram biologicamente, mas do filho da esposa. E há aí o desafio em se conectar com os dois filhos igualmente, sem escolher o próprio como favorito.

A história me chamou atenção por muitos motivos, mas o principal: pela perspectiva de duas mulheres passando pelo mesmo processo, ao mesmo tempo, e por revelar como, mesmo assim, gravidez e maternidade são coisas complexas. Terminei a leitura com a impressão de que a gravidez não ficou mais fácil ou mais difícil pelas duas estarem, de fato, juntas nessa. Pelos relatos, há certas dificuldades que talvez outros casais (em que só uma delas estivesse grávida) não tivessem, mas outras coisas positivas também. No final, o que importa é que os dois garotos serão criados com muito amor por duas mulheres fortes (e com uma baita história pra contar sobre o seu nascimento).

 


Imagem feita com exclusividade por Bárbara Malagoli (Baby C)

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