Resenha do amor: Ghost World

Olá, eu sou Bárbara Malagoli, tudo bom? :)
Além de designer e ilustradora, sou fascinada por quadrinhos e mangás (faz sentido né? *risos*). Pra quem não sabe, faço parte do time de arte da Ovelha, mas também estou aqui para escrever resenhas legais e dicas pra quem curte esse universo gráfico, mas não sabe nem por onde começar e na real tá meio cansada de só ver homens bombados de cuecas pra fora da calça.

Nada contra os super heróis, mas o mundo do quadrinho é tão extenso e lindo que seria um desperdício ficar numa prateleira só.

 
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Começaremos pelas Super Heroínas do nosso universo. Mais especificamente do universo Daniel Clowes, que em Ghost World conta a história de Enid e Rebecca, duas adolescentes inteligentes e irônicas que acabaram de se formar no colegial e estão naquela fase crise-existencial-o-que-será-de-mim (aliás, alguém já saiu dela?).

 
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Nem crianças, nem adultas, entediadas com suas vidas em uma pequena cidade norte-americana no começo dos anos 90. As duas amigas perambulam pelos subúrbios, dando voltas pelo mundo fantasma. Elas representam uma geração de jovens em busca de uma saída diferente da realidade e uma negação constante de pertencerem ao mundo adulto #ifeelubro
 
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Além da do dia-a-dia das meninas, a relação delas e suas pequenas desaventuras, é muito fácil se apegar a personagem principal, Enid. Ela é mais que um personagem de quadrinho, ela virou um ícone de todas as meninas que sentem não se encaixar em lugar algum.

 
[caption id="attachment_4598" align="aligncenter" width="500"]ganhou até bonequinha ganhou até bonequinha[/caption]  
O quadrinho fez tanto sucesso que ganhou uma LINDA adaptação para o cinema pelo diretor Terry Zwigoff com as atrizes Thora Birch e Scarlet Johansson (novinhas) nos papéis principais…

 
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… e com o Steve Buscemi todo charmoso!

 
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Além do filme ser super bem ambientado, dá vontade de comprar todas as roupas delas, principalmente da Enid.

 
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O filme é uma linda adaptação para o cinema de um quadrinho tão sensível e bem escrito direcionado para meninas pré-adolescentes procurando seu lugar no mundo *clap clap clap* (deu até vontade de assistir outra vez depois desse post).

 
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E se você também curte uma boa trilha-sonora…

 

 
AGORA PARE! Que fique avisado aqui por mim, sua amiga, que Ghost World é um quadrinho do tipo sobremesa, pra saborear e apreciar aos poucos, dar atenção as cores, ler com calma cada capítulo. FIKDIK, pois me arrependi depois com a velocidade que DEVOREI a obra, hahaha!

 
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Espero que curtam, até a próxima! ;)

 
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Ouça: Princess Nokia

Quem é Princess Nokia? Essa mulher já me ganhou pelo incrível pseudônimo, porém seu nome de verdade é Destiny Frasqueri. Nascida em Nova York, EUA, Princess Nokia tem conexões familiares e ancestrais com os Tainos, os Boricuas, os Iorubás e o bairro underground do Harlem.

Ela se identifica como uma bruja, uma feminista, uma mulher estranha que não está sobrecarregada, mas habilitada por sua complexidade.


 
Algo que eu amo nela é sua versatilidade (sabia que era geminiana!) Ela faz música para todos os tipos de pessoas. De uma garota sexy e poderosa em seu novo clipe G.O.A.T para uma moleca romântica em Apple Pie. Essa liberdade de se experimentar e se conhecer é revigorante e inspirador. Em entrevista, ela diz que como “Princess Nokia”, ela pode se projetar em aspectos multi-dimensionais dela mesma.


 
Porém, devo admitir que me apaixonei de verdade, depois de assistir seu clipe TomBoy, onde ela fala sobre seus seios pequenos e barriguinha saliente. Em moletons e street wear junto a sua gangue de garotas que fazem o que bem entendem nas ruas de Nova York onde cresceram e se sentem em casa.


 

Eu sou uma mulher forte e de cor. E eu acredito que toda mulher que seja forte e de cor é automaticamente uma feminista, mesmo que ela não se veja assim.

– relata a própria em entrevista a Refinery 29.

 

 
Princess Nokia é uma dessas artistas que trazem a tona as referências dos anos 90 e 2000 e mistura muito bem com gêneros como Hip Hop, R&B e Drum & Bass. Negra e feminista, seus beats são poderosos e confiantes, assim como ela.

 

 
Em seus shows, a maioria do público é de mulheres negras, que cantam suas músicas de forma dedicada e fervorosa. Muitas vezes ela pede para todas irem á frente do palco, sempre tentando passar força e representatividade em suas performances. Princess Nokia é a rapper feminina independente que precisamos ouvir e abraçar.

 
Sua estréia oficial aconteceu com o álbum Metalic Butterfly, lançado em exclusividade pela Vice e que traz referências de animes, drum&bass. Olha essa capa super otaku, gente!


 
Ainda não se apaixonou por ela? Então dá uma olhadinha em seu cativante mini documentário de 17 minutinhos para THE FADER. Nokia compartilha a história de sua vida antes de se tornar uma MC e diz como sua personagem de rap é uma extensão de seu eu mais verdadeiro. No doc, podemos vê-la em seu estado mais cru, falando sobre sua infância difícil, seus traumas e medos.


 
Por mais famosa e importante que ela seja no mundo da música atualmente, no fundo ela é uma mulher como nós, trilhando seu próprio caminho e vivendo como acredita. Uma artista mágica e necessária para os dias sombrios de hoje. Go, Princess!


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Bárbara Malagoli, tudo bom? :)
Além de designer e ilustradora, sou fascinada por quadrinhos e mangás (faz sentido né? *risos*). Pra quem não sabe, faço parte do time de arte da Ovelha, mas também estou aqui para escrever resenhas legais e dicas pra quem curte esse universo gráfico, mas não sabe nem por onde começar e na real tá meio cansada de só ver homens bombados de cuecas pra fora da calça.

Nada contra os super heróis, mas o mundo do quadrinho é tão extenso e lindo que seria um desperdício ficar numa prateleira só.

 
ghostworld--01
 
Começaremos pelas Super Heroínas do nosso universo. Mais especificamente do universo Daniel Clowes, que em Ghost World conta a história de Enid e Rebecca, duas adolescentes inteligentes e irônicas que acabaram de se formar no colegial e estão naquela fase crise-existencial-o-que-será-de-mim (aliás, alguém já saiu dela?).

 
ghostworld--02
 
Nem crianças, nem adultas, entediadas com suas vidas em uma pequena cidade norte-americana no começo dos anos 90. As duas amigas perambulam pelos subúrbios, dando voltas pelo mundo fantasma. Elas representam uma geração de jovens em busca de uma saída diferente da realidade e uma negação constante de pertencerem ao mundo adulto #ifeelubro
 
ghostworld--03
 
Além da do dia-a-dia das meninas, a relação delas e suas pequenas desaventuras, é muito fácil se apegar a personagem principal, Enid. Ela é mais que um personagem de quadrinho, ela virou um ícone de todas as meninas que sentem não se encaixar em lugar algum.

 

 
O quadrinho fez tanto sucesso que ganhou uma LINDA adaptação para o cinema pelo diretor Terry Zwigoff com as atrizes Thora Birch e Scarlet Johansson (novinhas) nos papéis principais…

 
ghostworld--05
 
… e com o Steve Buscemi todo charmoso!

 
ghostworld--06
 
Além do filme ser super bem ambientado, dá vontade de comprar todas as roupas delas, principalmente da Enid.

 
ghostworld--07
 
O filme é uma linda adaptação para o cinema de um quadrinho tão sensível e bem escrito direcionado para meninas pré-adolescentes procurando seu lugar no mundo *clap clap clap* (deu até vontade de assistir outra vez depois desse post).

 
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E se você também curte uma boa trilha-sonora…

 

 
AGORA PARE! Que fique avisado aqui por mim, sua amiga, que Ghost World é um quadrinho do tipo sobremesa, pra saborear e apreciar aos poucos, dar atenção as cores, ler com calma cada capítulo. FIKDIK, pois me arrependi depois com a velocidade que DEVOREI a obra, hahaha!

 
ghostworld--09
 
Espero que curtam, até a próxima! ;)

 
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