Em meio à divulgação do álbum “Every open eye“, Lauren Mayberry, vocalista da banda eletrônica escocesa Chvrches, publicou um texto na newsletter Lenny, organizada pela criadora da série “Girls” Lena Dunham, sobre um antigo relacionamento abusivo que ela teve.
No seu depoimento, ela conta que foi empurrada contra a parede e o cara bateu várias vezes na cabeça dela. Quando ela ficou em estado de choque, ele disse: “Não aja como se eu tivesse batido em você.” Foi nesse momento que ela se tocou que deveria cair fora.
“Quando nos conhecemos, ele parecia encantador. Ele era inteligente, apaixonado, criativo e solidário. Mas, após os primeiros meses, ele se tornou cada vez mais paranóico, inseguro, ciumento, e deprimido. Tudo se tornou minha culpa. Eu era descuidada. Eu era idiota. Eu era egoísta. Eu não era confiável. Eu era uma pessoa fraca que iria falhar em qualquer coisa que tentasse, então não deveria me preocupar. Ele me odiava, mas então ele me amava e eu era a melhor pessoa do mundo – até que eu não era mais.”
“Eu deveria saber que em algum nível a situação não estava certa. Eu deliberadamente escondi um monte de detalhes de pessoas próximas a mim, discretamente encobri as rachaduras na esperança de que era “só uma fase” ou com a noção equivocada de que eu tinha de alguma forma me metido nessa confusão e era o meu trabalho sair dela. Eu disse mentirinhas para esconder sua agressão passiva (ou agressão óbvia e definitiva) do mundo exterior.”
“Após estar imersa nessa situação por tanto tempo, eu comecei a questionar minha própria competência e desconfiar de minhas próprias opiniões, e minha saúde física e mental se deterioraram a um ponto que amigos e familiares tiveram que intervir.”
“Uma relação pode ser profundamente prejudicial sem que ninguém deixe marcas em você. Tantas pessoas – especialmente mulheres jovens – acabam tentando manter esses relacionamentos emocionalmente abusivos porque não acham que é tão ruim assim e que nós somos realmente algumas sortudas porque não experimentamos o abuso ‘real’.”
Lembrando que, no Brasil, para falar com a central de atendimento à mulher é só ligar no 180.
Em meio à divulgação do álbum “Every open eye“, Lauren Mayberry, vocalista da banda eletrônica escocesa Chvrches, publicou um texto na newsletter Lenny, organizada pela criadora da série “Girls” Lena Dunham, sobre um antigo relacionamento abusivo que ela teve.
No seu depoimento, ela conta que foi empurrada contra a parede e o cara bateu várias vezes na cabeça dela. Quando ela ficou em estado de choque, ele disse: “Não aja como se eu tivesse batido em você.” Foi nesse momento que ela se tocou que deveria cair fora.
“Quando nos conhecemos, ele parecia encantador. Ele era inteligente, apaixonado, criativo e solidário. Mas, após os primeiros meses, ele se tornou cada vez mais paranóico, inseguro, ciumento, e deprimido. Tudo se tornou minha culpa. Eu era descuidada. Eu era idiota. Eu era egoísta. Eu não era confiável. Eu era uma pessoa fraca que iria falhar em qualquer coisa que tentasse, então não deveria me preocupar. Ele me odiava, mas então ele me amava e eu era a melhor pessoa do mundo – até que eu não era mais.”
“Eu deveria saber que em algum nível a situação não estava certa. Eu deliberadamente escondi um monte de detalhes de pessoas próximas a mim, discretamente encobri as rachaduras na esperança de que era “só uma fase” ou com a noção equivocada de que eu tinha de alguma forma me metido nessa confusão e era o meu trabalho sair dela. Eu disse mentirinhas para esconder sua agressão passiva (ou agressão óbvia e definitiva) do mundo exterior.”
“Após estar imersa nessa situação por tanto tempo, eu comecei a questionar minha própria competência e desconfiar de minhas próprias opiniões, e minha saúde física e mental se deterioraram a um ponto que amigos e familiares tiveram que intervir.”
“Uma relação pode ser profundamente prejudicial sem que ninguém deixe marcas em você. Tantas pessoas – especialmente mulheres jovens – acabam tentando manter esses relacionamentos emocionalmente abusivos porque não acham que é tão ruim assim e que nós somos realmente algumas sortudas porque não experimentamos o abuso ‘real’.”
Lembrando que, no Brasil, para falar com a central de atendimento à mulher é só ligar no 180.
Em meio à divulgação do álbum “Every open eye“, Lauren Mayberry, vocalista da banda eletrônica escocesa Chvrches, publicou um texto na newsletter Lenny, organizada pela criadora da série “Girls” Lena Dunham, sobre um antigo relacionamento abusivo que ela teve.
No seu depoimento, ela conta que foi empurrada contra a parede e o cara bateu várias vezes na cabeça dela. Quando ela ficou em estado de choque, ele disse: “Não aja como se eu tivesse batido em você.” Foi nesse momento que ela se tocou que deveria cair fora.
“Quando nos conhecemos, ele parecia encantador. Ele era inteligente, apaixonado, criativo e solidário. Mas, após os primeiros meses, ele se tornou cada vez mais paranóico, inseguro, ciumento, e deprimido. Tudo se tornou minha culpa. Eu era descuidada. Eu era idiota. Eu era egoísta. Eu não era confiável. Eu era uma pessoa fraca que iria falhar em qualquer coisa que tentasse, então não deveria me preocupar. Ele me odiava, mas então ele me amava e eu era a melhor pessoa do mundo – até que eu não era mais.”
“Eu deveria saber que em algum nível a situação não estava certa. Eu deliberadamente escondi um monte de detalhes de pessoas próximas a mim, discretamente encobri as rachaduras na esperança de que era “só uma fase” ou com a noção equivocada de que eu tinha de alguma forma me metido nessa confusão e era o meu trabalho sair dela. Eu disse mentirinhas para esconder sua agressão passiva (ou agressão óbvia e definitiva) do mundo exterior.”
“Após estar imersa nessa situação por tanto tempo, eu comecei a questionar minha própria competência e desconfiar de minhas próprias opiniões, e minha saúde física e mental se deterioraram a um ponto que amigos e familiares tiveram que intervir.”
“Uma relação pode ser profundamente prejudicial sem que ninguém deixe marcas em você. Tantas pessoas – especialmente mulheres jovens – acabam tentando manter esses relacionamentos emocionalmente abusivos porque não acham que é tão ruim assim e que nós somos realmente algumas sortudas porque não experimentamos o abuso ‘real’.”
Lembrando que, no Brasil, para falar com a central de atendimento à mulher é só ligar no 180.
A rapper norte-americana Azealia Banks, de 24 anos, postou vários tuítes neste fim de semana em que desabafa sobre a desigualdade racial dentro do movimento feminista. Não sei por qual motivo específico ela iniciou essa discussão nas redes, mas o que importa é que ela levantou vários termos que ainda são pouco comentados dentro do feminismo, como “womanism” (mulherismo, em português) e “feminismo interseccional”, que foi bastante citado por suas seguidoras no Twitter.
Having your blackness judged or your worthiness determined by BLACK WOMEN based on how well you deal with respectability is annoying.
Azealia disse: “Ter sua cor julgada ou merecimento determinado por MULHERES NEGRAS com base no quanto você lida com a respeitabilidade é irritante. Essas mesmas meninas estão sentadas em suas mesas com suas bizarras tranças afro loiras lutando para não parecerem muito negras na frente de seus patrões. Elas sentam e dão um Google em US$ 1.000 + sapatos que não podem pagar, bebem lattes de abóbora e especiarias e julgam garotas como eu, que estão realmente vivendo suas vidas.”
A artista continuou falando sobre como ela detesta mulheres negras que se dizem feministas:
“Eu também estou realmente cansada dessa tendência das mulheres negras pularem no trem feminista. Tipo… pelo amor… O feminismo nunca apoiou as mulheres negras. Nós caímos nessa merda no início dos anos 1920, ajudando as mulheres brancas a ganharem o direito de votar… As mulheres negras ajudaram as “feministas” a ganharem o direito de votar e elas se viraram e fizeram muita merda contra nós. Nos deixaram no escuro. Com nada. Eu não acredito em nenhuma mulher que diz ser uma feminista. Não importa de que cor ela seja.”
I’m also really tired of the trend of black women hopping on this feminist train. Like … For fucks sake…
“Eu sou uma mulherista. Por favor, deixem-me fora de seus artigos feministas e discussões feministas. Obrigada”, afirmou.
Segundo a Wikipedia, mulherismo “é uma teoria social profundamente enraizada na opressão racial e de gênero das mulheres negras”. Azealia pediu para que as pessoas, antes de desmerecem o conceito de mulherismo, dessem um Google em dois nomes: bell hooks (ativista americana, que gosta de letras minúsculas) e Alice Walker (escritora e ativista americana).
Realmente, além de pesquisar e ler sobre isso, precisamos conversar mais com as nossas amigas feministas negras para colocar suas pautas no movimento, que vão desde a questão do assédio até a discussão sobre transição capilar. Acredito que essa seja a principal reivindicação da Azealia Banks, quando fez esse desabafo, e é um assunto que tem que estar mais no nosso cotidiano.
banda eletrônica escocesa Chvrches, publicou um texto na newsletter Lenny, organizada pela criadora da série “Girls” Lena Dunham, sobre um antigo relacionamento abusivo que ela teve.
No seu depoimento, ela conta que foi empurrada contra a parede e o cara bateu várias vezes na cabeça dela. Quando ela ficou em estado de choque, ele disse: “Não aja como se eu tivesse batido em você.” Foi nesse momento que ela se tocou que deveria cair fora.
“Quando nos conhecemos, ele parecia encantador. Ele era inteligente, apaixonado, criativo e solidário. Mas, após os primeiros meses, ele se tornou cada vez mais paranóico, inseguro, ciumento, e deprimido. Tudo se tornou minha culpa. Eu era descuidada. Eu era idiota. Eu era egoísta. Eu não era confiável. Eu era uma pessoa fraca que iria falhar em qualquer coisa que tentasse, então não deveria me preocupar. Ele me odiava, mas então ele me amava e eu era a melhor pessoa do mundo – até que eu não era mais.”
“Eu deveria saber que em algum nível a situação não estava certa. Eu deliberadamente escondi um monte de detalhes de pessoas próximas a mim, discretamente encobri as rachaduras na esperança de que era “só uma fase” ou com a noção equivocada de que eu tinha de alguma forma me metido nessa confusão e era o meu trabalho sair dela. Eu disse mentirinhas para esconder sua agressão passiva (ou agressão óbvia e definitiva) do mundo exterior.”
“Após estar imersa nessa situação por tanto tempo, eu comecei a questionar minha própria competência e desconfiar de minhas próprias opiniões, e minha saúde física e mental se deterioraram a um ponto que amigos e familiares tiveram que intervir.”
“Uma relação pode ser profundamente prejudicial sem que ninguém deixe marcas em você. Tantas pessoas – especialmente mulheres jovens – acabam tentando manter esses relacionamentos emocionalmente abusivos porque não acham que é tão ruim assim e que nós somos realmente algumas sortudas porque não experimentamos o abuso ‘real’.”
Lembrando que, no Brasil, para falar com a central de atendimento à mulher é só ligar no 180.