A Giovana Rodrigues é uma designer de 19 anos que tem um trabalho incrível. O trabalho da Gio é super pautado na representatividade!<3 Na página Mosqueando, ela apresenta ilustrações muito lindinhas de meninas e mulheres que nem sempre ocupam um espaço central na mídia. Fizemos uma entrevista rapidinha pra conhecer um pouco melhor a Gio e o trabalho dela!
Ovelha: Bom, me conta um pouco sobre como começou a página e quando começou a desenhar?
Giovana:Me formei em design gráfico recentemente e depois de ficar sem emprego eu resolvi me dedicar melhor a minha página. Eu já desenhava bem antes, eu comecei muito criança e nunca parei, mas sempre rolou muito medo de mostrar pros outros, timidez, vergonha, toda insegurança, sabe? Então eu criei o instagram pra quebrar esse medo, mas acabei dando pouca atenção pra como eu mostrava o que eu fazia, eu postava desenhos aleatórios e eu tinha um desânimo muito grande em achar que aquilo tudo não tinha um propósito. A gente é acostumada a ser “modesta” a ponto de não aceitar que é boa em algo, e se diminuir repetidamente. Principalmente para a mulher, ser segura e admitir que é boa em alguma coisa é quase um afronte, é arrogância. E não é, então, por que não reconhecer logo que sou boa nisso e mostrar pros outros? Foi isso que decidi fazer, no ano novo a gente lista “objetivos” e pra 2016 eu decidi que iria cuidar melhor das minhas redes sociais e mostrar o que sei fazer, e está funcionando.
Ovelha: Você explora muitos temas relacionados ao feminismo, à negritude, empoderamento feminino. Como começou a abordar essas temáticas? Li que foi com a militância então queria que você falasse um pouco de como foi esse processo.
Giovana: Eu não via muito sentido em apenas postar desenhos aleatórios, os desenhos não carregavam nada além de estética, e foi algo que eu me desprendi muito conforme fui crescendo (como pessoa), eu tinha a necessidade de fazer algo maior com os meus desenhos, mas não sabia como. E então minha mãe me disse uma vez “que bom que você desenha meninas gordas, porque eu to cansada de só ver gente magra em todo lugar” e sem querer ela me mostrou o que eu poderia fazer com aquilo, que era proporcionar uma representatividade pra mulheres fora do padrão. Como eu já participava de grupos que promovem o debate sobre questões sociais como padrão estético, militância negra, feminismo, e vários outros temas, eu já tinha um contato muito grande e foi fácil na hora de pegar tudo que eu sentia falta, e colocar nos desenhos. Então comecei a representar a mulher negra, a mulher gorda, a mulher que não se coloca dentro do molde que a sociedade criou – onde a mulher deve ser feminina, bonita como a revista e a novela mostram, sempre magra, sempre doce, submissa, eu decidi que essas não eram as mulheres que eu precisava desenhar, e antes eu desenhava muitas delas. Elas já têm uma representatividade gritante, o mundo foi feito pra elas, elas estão em tudo que vemos (revistas, novelas, séries, filmes, indústria cosmética, etc). Eu não precisava reforçar isso, e nem queria. Quem precisava de empoderamento eram as outras. Eu decidi fazer algo por elas.
Ovelha: Conta pra gente quem são algumas das suas referências? As artistas que você curte, as pessoas que te inspiram?
Giovana: Eu busco referência na própria mulher, na cultura negra, gosto muito de ficar no Instagram, tem muita menina linda por lá, vez ou outra acabado desenhando algumas delas. Gosto muito de ficar no pinterest, também. Mas no fim tudo acaba sendo referência ou inspiração, pessoas, musicas, livros, filmes, etc. Eu sou apaixonada pelo trabalho da Sirlanney, do Magra de Ruim; da Brendda Costa, do Vanilla Tree; da Evelyn negahamburguer; da Valfré, e de várias outras meninas fodas que eu poderia ficar horas citando, haha.
Dá pra ler mais sobre o trabalho da Gio aqui, gente. E recomendo que sigam as páginas dela também: Instagram | Facebook | Tumblr
Arte da capa por Giovana Rodrigues/Mosqueando.
A Giovana Rodrigues é uma designer de 19 anos que tem um trabalho incrível. O trabalho da Gio é super pautado na representatividade!<3 Na página Mosqueando, ela apresenta ilustrações muito lindinhas de meninas e mulheres que nem sempre ocupam um espaço central na mídia. Fizemos uma entrevista rapidinha pra conhecer um pouco melhor a Gio e o trabalho dela!
Ovelha: Bom, me conta um pouco sobre como começou a página e quando começou a desenhar?
Giovana:Me formei em design gráfico recentemente e depois de ficar sem emprego eu resolvi me dedicar melhor a minha página. Eu já desenhava bem antes, eu comecei muito criança e nunca parei, mas sempre rolou muito medo de mostrar pros outros, timidez, vergonha, toda insegurança, sabe? Então eu criei o instagram pra quebrar esse medo, mas acabei dando pouca atenção pra como eu mostrava o que eu fazia, eu postava desenhos aleatórios e eu tinha um desânimo muito grande em achar que aquilo tudo não tinha um propósito. A gente é acostumada a ser “modesta” a ponto de não aceitar que é boa em algo, e se diminuir repetidamente. Principalmente para a mulher, ser segura e admitir que é boa em alguma coisa é quase um afronte, é arrogância. E não é, então, por que não reconhecer logo que sou boa nisso e mostrar pros outros? Foi isso que decidi fazer, no ano novo a gente lista “objetivos” e pra 2016 eu decidi que iria cuidar melhor das minhas redes sociais e mostrar o que sei fazer, e está funcionando.
Ovelha: Você explora muitos temas relacionados ao feminismo, à negritude, empoderamento feminino. Como começou a abordar essas temáticas? Li que foi com a militância então queria que você falasse um pouco de como foi esse processo.
Giovana: Eu não via muito sentido em apenas postar desenhos aleatórios, os desenhos não carregavam nada além de estética, e foi algo que eu me desprendi muito conforme fui crescendo (como pessoa), eu tinha a necessidade de fazer algo maior com os meus desenhos, mas não sabia como. E então minha mãe me disse uma vez “que bom que você desenha meninas gordas, porque eu to cansada de só ver gente magra em todo lugar” e sem querer ela me mostrou o que eu poderia fazer com aquilo, que era proporcionar uma representatividade pra mulheres fora do padrão. Como eu já participava de grupos que promovem o debate sobre questões sociais como padrão estético, militância negra, feminismo, e vários outros temas, eu já tinha um contato muito grande e foi fácil na hora de pegar tudo que eu sentia falta, e colocar nos desenhos. Então comecei a representar a mulher negra, a mulher gorda, a mulher que não se coloca dentro do molde que a sociedade criou – onde a mulher deve ser feminina, bonita como a revista e a novela mostram, sempre magra, sempre doce, submissa, eu decidi que essas não eram as mulheres que eu precisava desenhar, e antes eu desenhava muitas delas. Elas já têm uma representatividade gritante, o mundo foi feito pra elas, elas estão em tudo que vemos (revistas, novelas, séries, filmes, indústria cosmética, etc). Eu não precisava reforçar isso, e nem queria. Quem precisava de empoderamento eram as outras. Eu decidi fazer algo por elas.
Ovelha: Conta pra gente quem são algumas das suas referências? As artistas que você curte, as pessoas que te inspiram?
Giovana: Eu busco referência na própria mulher, na cultura negra, gosto muito de ficar no Instagram, tem muita menina linda por lá, vez ou outra acabado desenhando algumas delas. Gosto muito de ficar no pinterest, também. Mas no fim tudo acaba sendo referência ou inspiração, pessoas, musicas, livros, filmes, etc. Eu sou apaixonada pelo trabalho da Sirlanney, do Magra de Ruim; da Brendda Costa, do Vanilla Tree; da Evelyn negahamburguer; da Valfré, e de várias outras meninas fodas que eu poderia ficar horas citando, haha.
Dá pra ler mais sobre o trabalho da Gio aqui, gente. E recomendo que sigam as páginas dela também: Instagram | Facebook | Tumblr
A Giovana Rodrigues é uma designer de 19 anos que tem um trabalho incrível. O trabalho da Gio é super pautado na representatividade!<3 Na página Mosqueando, ela apresenta ilustrações muito lindinhas de meninas e mulheres que nem sempre ocupam um espaço central na mídia. Fizemos uma entrevista rapidinha pra conhecer um pouco melhor a Gio e o trabalho dela!
Ovelha: Bom, me conta um pouco sobre como começou a página e quando começou a desenhar?
Giovana:Me formei em design gráfico recentemente e depois de ficar sem emprego eu resolvi me dedicar melhor a minha página. Eu já desenhava bem antes, eu comecei muito criança e nunca parei, mas sempre rolou muito medo de mostrar pros outros, timidez, vergonha, toda insegurança, sabe? Então eu criei o instagram pra quebrar esse medo, mas acabei dando pouca atenção pra como eu mostrava o que eu fazia, eu postava desenhos aleatórios e eu tinha um desânimo muito grande em achar que aquilo tudo não tinha um propósito. A gente é acostumada a ser “modesta” a ponto de não aceitar que é boa em algo, e se diminuir repetidamente. Principalmente para a mulher, ser segura e admitir que é boa em alguma coisa é quase um afronte, é arrogância. E não é, então, por que não reconhecer logo que sou boa nisso e mostrar pros outros? Foi isso que decidi fazer, no ano novo a gente lista “objetivos” e pra 2016 eu decidi que iria cuidar melhor das minhas redes sociais e mostrar o que sei fazer, e está funcionando.
[caption id="attachment_10301" align="aligncenter" width="700"] Ilustração da Giovana Rodrigues do Mosqueando.[/caption]
Ovelha: Você explora muitos temas relacionados ao feminismo, à negritude, empoderamento feminino. Como começou a abordar essas temáticas? Li que foi com a militância então queria que você falasse um pouco de como foi esse processo.
Giovana: Eu não via muito sentido em apenas postar desenhos aleatórios, os desenhos não carregavam nada além de estética, e foi algo que eu me desprendi muito conforme fui crescendo (como pessoa), eu tinha a necessidade de fazer algo maior com os meus desenhos, mas não sabia como. E então minha mãe me disse uma vez “que bom que você desenha meninas gordas, porque eu to cansada de só ver gente magra em todo lugar” e sem querer ela me mostrou o que eu poderia fazer com aquilo, que era proporcionar uma representatividade pra mulheres fora do padrão. Como eu já participava de grupos que promovem o debate sobre questões sociais como padrão estético, militância negra, feminismo, e vários outros temas, eu já tinha um contato muito grande e foi fácil na hora de pegar tudo que eu sentia falta, e colocar nos desenhos. Então comecei a representar a mulher negra, a mulher gorda, a mulher que não se coloca dentro do molde que a sociedade criou – onde a mulher deve ser feminina, bonita como a revista e a novela mostram, sempre magra, sempre doce, submissa, eu decidi que essas não eram as mulheres que eu precisava desenhar, e antes eu desenhava muitas delas. Elas já têm uma representatividade gritante, o mundo foi feito pra elas, elas estão em tudo que vemos (revistas, novelas, séries, filmes, indústria cosmética, etc). Eu não precisava reforçar isso, e nem queria. Quem precisava de empoderamento eram as outras. Eu decidi fazer algo por elas.
[caption id="attachment_10302" align="aligncenter" width="700"] Ilustração da Giovana para a sua página Mosqueando.[/caption]
Ovelha: Conta pra gente quem são algumas das suas referências? As artistas que você curte, as pessoas que te inspiram?
Giovana: Eu busco referência na própria mulher, na cultura negra, gosto muito de ficar no Instagram, tem muita menina linda por lá, vez ou outra acabado desenhando algumas delas. Gosto muito de ficar no pinterest, também. Mas no fim tudo acaba sendo referência ou inspiração, pessoas, musicas, livros, filmes, etc. Eu sou apaixonada pelo trabalho da Sirlanney, do Magra de Ruim; da Brendda Costa, do Vanilla Tree; da Evelyn negahamburguer; da Valfré, e de várias outras meninas fodas que eu poderia ficar horas citando, haha.
Dá pra ler mais sobre o trabalho da Gio aqui, gente. E recomendo que sigam as páginas dela também: Instagram | Facebook | Tumblr
Antonia Opiah é uma cineasta nigeriana-americana que produz vídeos incríveis sobre a relação da mulher negra com beleza e cabelo.
Por muito tempo, a Antonia trabalhou com marketing digital para empresas, mas um dia, ela resolveu se mudar para Paris e criar seu próprio site de lifestyle para mulheres negras, o Un’ruly. Lá, a Antonia escreve um pouco de tudo, sobre música, sobre cultura, sobre arte, sobre movimento negro, sobre Black Lives Matter.
O Un’ruly também tem uma seção super legal chamada working girl, onde Antonia entrevista com mulheres negras com as mais diversas profissões: cantoras, professoras, musicistas, designers, escritoras, estilistas, consultoras, atrizes. Foi através do Un’ruly que a Antonia desenvolveu os projetos “You Can Touch My Hair”, “Pretty” e “On the Street”.
You Can Touch My Hair
O trabalho da Antonia ficou conhecido em 2013, quando a cineasta lançou um curta-metragem chamado “You Can Touch My Hair”, onde mulheres negras discutem como seus cabelos estão sempre submetidos a um tipo de atenção que nem sempre é positiva.
Pretty
Em janeiro deste ano, a Antonia lançou uma websérie chamada “Pretty”. Em “Pretty” mulheres negras de cidades como Londres, Paris, Milão e Nova York falam sobre o que elas acham que significa ser bonita e sobre a relação da mulher negra com os ideais de beleza.
Pretty já tem 16 episódios e a Antonia posta vídeos novos toda semana!
Na reportagem abaixo, ela fala um pouco mais do projeto, contando que recentemente esteve em Casablanca e em Tel Aviv para gravar episódios. Uma das pessoas que ela entrevistou em Tel Aviv é a Yityish Aynaw, a primeira Miss negra de Israel.
No primeiro episódio da série, gravado em Paris, as entrevistadas falam sobre o que é considerado bonito ou não na cidade onde elas vivem. Elas contam que pouco a pouco, com o aumento a imigração, a mulher negra passa a ser incluída na noção de beleza francesa, mas também contam que a representação ainda é insuficiente e que ainda rola muita exotificação da mulher negra.
On the Street
A Antonia também tem uma série chamada “On the Street”, onde ela mostra o estilo e cabelo de mulheres negras na rua.
São vídeos super curtinhos (de um minuto no máximo), em que as entrevistadas falam um pouco do seu visual e das suas escolhas capilares.
No vídeo abaixo, a Christina conta um pouquinho das suas box braids:
Mosqueando, ela apresenta ilustrações muito lindinhas de meninas e mulheres que nem sempre ocupam um espaço central na mídia. Fizemos uma entrevista rapidinha pra conhecer um pouco melhor a Gio e o trabalho dela!
Ovelha: Bom, me conta um pouco sobre como começou a página e quando começou a desenhar?
Giovana:Me formei em design gráfico recentemente e depois de ficar sem emprego eu resolvi me dedicar melhor a minha página. Eu já desenhava bem antes, eu comecei muito criança e nunca parei, mas sempre rolou muito medo de mostrar pros outros, timidez, vergonha, toda insegurança, sabe? Então eu criei o instagram pra quebrar esse medo, mas acabei dando pouca atenção pra como eu mostrava o que eu fazia, eu postava desenhos aleatórios e eu tinha um desânimo muito grande em achar que aquilo tudo não tinha um propósito. A gente é acostumada a ser “modesta” a ponto de não aceitar que é boa em algo, e se diminuir repetidamente. Principalmente para a mulher, ser segura e admitir que é boa em alguma coisa é quase um afronte, é arrogância. E não é, então, por que não reconhecer logo que sou boa nisso e mostrar pros outros? Foi isso que decidi fazer, no ano novo a gente lista “objetivos” e pra 2016 eu decidi que iria cuidar melhor das minhas redes sociais e mostrar o que sei fazer, e está funcionando.
Ovelha: Você explora muitos temas relacionados ao feminismo, à negritude, empoderamento feminino. Como começou a abordar essas temáticas? Li que foi com a militância então queria que você falasse um pouco de como foi esse processo.
Giovana: Eu não via muito sentido em apenas postar desenhos aleatórios, os desenhos não carregavam nada além de estética, e foi algo que eu me desprendi muito conforme fui crescendo (como pessoa), eu tinha a necessidade de fazer algo maior com os meus desenhos, mas não sabia como. E então minha mãe me disse uma vez “que bom que você desenha meninas gordas, porque eu to cansada de só ver gente magra em todo lugar” e sem querer ela me mostrou o que eu poderia fazer com aquilo, que era proporcionar uma representatividade pra mulheres fora do padrão. Como eu já participava de grupos que promovem o debate sobre questões sociais como padrão estético, militância negra, feminismo, e vários outros temas, eu já tinha um contato muito grande e foi fácil na hora de pegar tudo que eu sentia falta, e colocar nos desenhos. Então comecei a representar a mulher negra, a mulher gorda, a mulher que não se coloca dentro do molde que a sociedade criou – onde a mulher deve ser feminina, bonita como a revista e a novela mostram, sempre magra, sempre doce, submissa, eu decidi que essas não eram as mulheres que eu precisava desenhar, e antes eu desenhava muitas delas. Elas já têm uma representatividade gritante, o mundo foi feito pra elas, elas estão em tudo que vemos (revistas, novelas, séries, filmes, indústria cosmética, etc). Eu não precisava reforçar isso, e nem queria. Quem precisava de empoderamento eram as outras. Eu decidi fazer algo por elas.
Ovelha: Conta pra gente quem são algumas das suas referências? As artistas que você curte, as pessoas que te inspiram?
Giovana: Eu busco referência na própria mulher, na cultura negra, gosto muito de ficar no Instagram, tem muita menina linda por lá, vez ou outra acabado desenhando algumas delas. Gosto muito de ficar no pinterest, também. Mas no fim tudo acaba sendo referência ou inspiração, pessoas, musicas, livros, filmes, etc. Eu sou apaixonada pelo trabalho da Sirlanney, do Magra de Ruim; da Brendda Costa, do Vanilla Tree; da Evelyn negahamburguer; da Valfré, e de várias outras meninas fodas que eu poderia ficar horas citando, haha.
Dá pra ler mais sobre o trabalho da Gio aqui, gente. E recomendo que sigam as páginas dela também: Instagram | Facebook | Tumblr