JAND: universitários nigerianos em Londres

A Modé Aderinokun é uma nigeriana que já estudou no Togo, em Londres e em São Francisco. Em 2014 ela começou um quadrinho bem legal, o JAND.

O JAND explora a vida de oito estudantes universitários que moram em Londres e representam um grupo social que a autora conhece muito bem: o círculo de jovens nigerianos de classe média alta.

Em uma entrevista para o Okay Africa, a Modé explica que “as pessoas não percebem que existe uma classe alta na Nigéria, porque a mídia não mostra isso”. A autora acredita que essa é uma narrativa pouco explorada em livros filmes ou programas de TV sobre a Nigéria e JAND é a forma que ela encontrou de visibilizar essas histórias.

O tom dos quadrinhos é bem leve, a gente acompanha a vida da burguesia da Nigéria pelas lentes das experiências desses jovens que estão estudando fora do país.

 
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O nome JAND tem dois significados: além de ser uma sigla para Just Another Nigerian Drama, a palavra “jand” é coloquialmente usada por jovens nigerianos como sinônimo de Londres.

Pra quem não sabe, Londres é um super destino acadêmico para estudantes nigerianos. De acordo com o relatório Migration in Nigeria: A Country Profile 2009, o número de estudantes nigerianos em instituições educacionais no Reino Unido cresceu de 2800 em 2007 para 30 mil em 2015. Além da proximidade física e de um processo de obtenção de vistos relativamente mais simples que de outros países, o Reino Unido também se tornou um destino pois os currículos de muitas escolas de elite nigerianas é o mesmo usado pelos britânicos.

Acompanha a página do JAND aqui.

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Crescendo LGBT na África

A None on Record é uma organização de mídia digital que documenta histórias da comunidade LGBT no continente africano e na diáspora africana.

A None on Record foi fundada pela Selly Thiam, uma jornalista senegalesa lésbica que mora nos EUA, e que começou o projeto para construir uma memória oral da vida de LGBTs africanos. Nessa entrevista com o OkayAfrica, a Selly conta mais do projeto e da cena cultural LGBT de Nairóbi.

As histórias coletadas pela None on Record são divididas em séries de vídeos temáticos e estão todas disponíveis aqui. A organização já produziu uma série chamada Seeking Asylum sobre a vida de pessoas LGBT africanas que estavam buscando asilo no Reino Unido. Este ano, no dia 17 de maio, o Dia Internacional Contra a Homofobia e a Transfobia, a None on Record lançou a série Growing Up LGBT in Africa, com entrevistas feitas em Nairóbi sobre como é crescer LGBT no leste africano.

O projeto mostra a experiência pessoas super interessantes, como a Lorna Dias, que é da Coalizão de Gays e Lésbicas do Quênia:
 

 
Um outra entrevistada bem legal é a Cleopatra Kambungu, uma cientista e militante transgênero. A Cleopatra ficou conhecida quando participou de um projeto incrível chamado The Pearl of Africa, um documentário sobre a vida dela pós-transição. O objetivo do filme era discutir a vida das pessoas LGBTQI na África, mas acabou rolando também um crowdfunding para ajudar na transição da Cleo. Dá uma olhada na entrevista dela:
 

 
Não esquece de curtir a página da None on Record!

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JAND.

O JAND explora a vida de oito estudantes universitários que moram em Londres e representam um grupo social que a autora conhece muito bem: o círculo de jovens nigerianos de classe média alta.

Em uma entrevista para o Okay Africa, a Modé explica que “as pessoas não percebem que existe uma classe alta na Nigéria, porque a mídia não mostra isso”. A autora acredita que essa é uma narrativa pouco explorada em livros filmes ou programas de TV sobre a Nigéria e JAND é a forma que ela encontrou de visibilizar essas histórias.

O tom dos quadrinhos é bem leve, a gente acompanha a vida da burguesia da Nigéria pelas lentes das experiências desses jovens que estão estudando fora do país.

 
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O nome JAND tem dois significados: além de ser uma sigla para Just Another Nigerian Drama, a palavra “jand” é coloquialmente usada por jovens nigerianos como sinônimo de Londres.

Pra quem não sabe, Londres é um super destino acadêmico para estudantes nigerianos. De acordo com o relatório Migration in Nigeria: A Country Profile 2009, o número de estudantes nigerianos em instituições educacionais no Reino Unido cresceu de 2800 em 2007 para 30 mil em 2015. Além da proximidade física e de um processo de obtenção de vistos relativamente mais simples que de outros países, o Reino Unido também se tornou um destino pois os currículos de muitas escolas de elite nigerianas é o mesmo usado pelos britânicos.

Acompanha a página do JAND aqui.

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