O Outubro Rosa e as boinas da minha mãe

Ilustração feita com exclusividade por Malu Risi

Em dezembro de 2008, recebi uma ligação das minhas irmãs: minha mãe estava com algo estranho no seio esquerdo, vamos investigar. O ano de 2009 foi uma verdadeira avalanche de sentimentos e atitudes. Aos poucos íamos descobrindo a gravidade da situação da minha mãe. Os exames não eram nada positivos. A sombra do câncer de mama pairava sobre a minha família, sobre o nosso dia a dia, sobre a nossa genética. Minha família é uma modesta família do interior, pai e mãe funcionários públicos, por isso corremos atrás de atendimento no SUS e foi assim que nossa saga se iniciou.

Sou a filha mais nova de uma família de três irmãs. Eu, minha mãe e minhas irmãs construímos, ao longo de nossas vidas, uma relação de sobrevivência. Muito pela condição sempre justa de grana, pela vida no interior, pelos laços silenciosos construídos entre mulheres. Minha mãe, sempre uma fortaleza. De palavras certeiras e gestos curtos, ela guiou o nosso lar com toda a força que uma mãe do interior pode ter. Ver minha mãe frágil não foi algo fácil. Encarar a fragilidade das matriarcas, sempre fortes, não é algo fácil a se fazer.

 
outubro rosa
 
Mas é algo que deve ser encarado. Seguimos em meio a exames, filas de espera e desesperanças. Como todos vocês sabem, nosso sistema de saúde não é local de esperanças, mas sim de força e resistência. A cada negativa que recebíamos (sim, recebemos muitas negativas de tratamento), seguíamos adiante para bater em uma próxima porta. Assim seguimos por alguns meses até o diagnóstico. De fato, era câncer de mama, em estágio avançado.

É impressionante o poder que uma doença tem em relação a uma família. Ter nas mãos aquele resultado positivo para câncer de mama nos mostrou o quanto ainda poderíamos nos unir mais e mais. Quando se descobre um diagnóstico desse, por mais que o desespero seja logo a primeira opção, o instinto de sobrevivência é ativo em modo turbo, é preciso lutar.

 
cancer de mama luta
 
O câncer de mama é o câncer que mais acomete mulheres em todo o mundo, sendo responsável por 22% dos casos. Segundo a Estimativa sobre Incidência de Câncer no Brasil, produzida pelo Inca, o Brasil terá 57.960 novos casos de câncer mama a cada ano. Mais comum em mulheres acima de 40 anos, 66,2% dos casos de câncer de mama são descobertos pelas próprias pacientes ao notarem alterações na mama, segundo o Inca. Estes dados reforçam a importância do autoexame além de sabermos que, se descoberto em estágio inicial, as chances de cura para o câncer de mama podem chegar a 95%.

Minha mãe seguiu o tratamento pelo Hospital Federal do Andaraí. Por lá fez quimioterapia, cirurgia, acompanhamento médico e psicológico. Mesmo em meio a elevadores quebrados, falta de seringas e gases, os médicos lutam pela sobrevivência tanto quanto seus pacientes.

Foi lá que descobrimos a ABRAPAC – Associação Brasileira de Apoio aos Pacientes com Câncer –  que disponibiliza próteses e perucas gratuitas para mulheres portadoras e sobreviventes do câncer de mama. Há também iniciativas internas, dentro do próprio hospital, em prol da beleza da mulher durante o tratamento de câncer. A autoestima é bombardeada junto com o câncer: os cabelos caem, o corpo emagrece, a pele sente. Minha mãe recusou as perucas e abraçou como pode suas boinas, tão estilosas.

A verdade é que durante todo meu ano de 2009 vivemos horas de angústia e de muita persistência. No dia de sua cirurgia, uma mastectomia total, depois de ter seguido forte por meses, desabei ao lado da minha irmã, sentada em um meio fio, esperando notícias. Mas é preciso sofrer um tanto também, é preciso absorver tudo o que vier, a força também vem daí.

 
positividade cancer de mama
 
A certeza de que a genética não me reserva boas notícias me tornou uma mulher mais consciente, mas meu desejo é que ninguém precise encarar de frente a doença para se conscientizar. Hoje, sete anos depois, minha mãe foi considerada curada. Mas a memória de filas de espera, cabelos caindo, boinas de todas as cores e dezenas de pontos, me acompanha todos os dias em que vejo minha mãe sorrir. E é por ela que me cuido, que faço autoexame e exames de rotina. É preciso estarmos atentas, conhecermos nossos corpos, nos cuidarmos. O mundo precisa de nós vivas e saudáveis.

 

Mais informações essenciais sobre o câncer de mama:

  • O autoexame é uma das formas mais comuns de descobrir alterações nas mamas. Além de simples e indolor, o autoexame permite à mulher conhecer melhor seu próprio corpo e observar possíveis mudanças. Ele deve ser realizado todo mês, regularmente, logo após a menstruação. Para as mulheres que não menstruam mais, pode ser feito num mesmo dia de cada mês, por exemplo, todo dia 15. É importante ressaltar que o autoexame não basta para diagnosticar tumores. Para isso existem outros exames como ultrassonografia das mamas e mamografia.
  • Mulheres a partir dos 40 anos devem realizar mamografia anualmente. Para mulheres como eu, com histórico na família, o que traz um risco elevado, a mamografia deve ser anual a partir dos 35 anos de idade.
  • O câncer de mama é o tipo de câncer que mais mata mulheres ao redor do mundo. Segundo a Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer, 14,7% dos casos de morte por câncer em 2012 eram de pacientes com câncer de mama.
  • O câncer de mama também acomete homens, mas em um número muito menor: cerca de 1% dos casos de câncer de mama são diagnosticados em homens. Por isso as campanhas do Outubro Rosa são majoritariamente voltadas para as mulheres.
  • Se descoberto em fase inicial, as chances de cura são de quase 95%. Segundo uma pesquisa realizado pelo Inca com 12.847 pacientes (2000 a 2009), a sobrevida em cinco anos, de acordo com o estágio da doença no início do tratamento, foi de: 88,3% (estágio I), 78,5% (estágio II), 43% (estágio III) e 7,9% (estágio IV).

  • O tratamento de câncer é obrigatório
    e, segundo a Lei 12.732 de 2012, o tratamento contra o câncer no Sistema Único de Saúde (SUS) deve começar em até 60 dias após o diagnóstico. Vale para todos os tipos de câncer, incluindo o câncer de mama. Mas a realidade é um tanto diferente, segundo o Ministério da Saúde, a fila de espera por uma radioterapia pode chegar a 120 dias.

 

Outros sites importantes com conteúdo confiável sobre câncer de mama:

Fundação Laço Rosa: Após um diagnóstico de câncer de mama durante a gestação, em 2007, Aline Lopes iniciou uma batalha contra a doença, passando por uma mastectomia radical e uma sessão quimioterapia, ainda grávida. Aline, junto com as irmãs Marcelle e Andréa, decidiram ajudar e orientar pessoas com o câncer de mama e assim nasceu, em 2010, a Fundação Laço Rosa. Uma organização sem fins lucrativos que divulga a causa do câncer de mama e trabalha na articulação de políticas públicas para o enfrentamento da doença.

Instituto Oncoguia: A ONG Instituto Oncoguia foi fundada em 2009 por um grupo de profissionais de saúde e ex-pacientes de câncer, liderados pela psico-oncologista Luciana Holtz de C. Barros. Dessa união nasceu uma associação sem fins lucrativos, criada e idealizada com o objetivo de ajudar o paciente com câncer a viver melhor por meio de projetos e ações de informação de qualidade, educação em saúde, apoio e orientação ao paciente, defesa de direitos e advocacia.

INCA: O Instituto Nacional de Câncer (INCA) é o órgão auxiliar do Ministério da Saúde no desenvolvimento e coordenação das ações integradas para a prevenção e o controle do câncer no Brasil. Essas ações compreendem a assistência médico-hospitalar, prestada direta e gratuitamente aos pacientes com câncer como parte dos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde, e a atuação em áreas estratégicas, como prevenção e detecção precoce, formação de profissionais especializados, desenvolvimento da pesquisa e geração de informação epidemiológica.
 

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Estante das Minas: Adília Lopes

Como eu disse aqui na Ovelha, na minha primeira participação, faz mais ou menos um ano que me dedico à leitura de escritoras mulheres. Já fui da autoajuda à poesia, do romance à teoria, e continuo nessa empreitada para fortalecer nosso mercado literário e para me fortalecer também, né, por que não?

Faz uns dois meses, uma grande amiga me perguntou se, ao só ler mulheres, eu não sentia falta dos autores homens, se um Mia Couto não me causava saudades. Nem titubeei ao dizer que não. Depois de conversarmos mais sobre isso, ela acabou mudando de ideia… E gosto de pensar que foi porque viu minha estante de livros e abriu o primeiro livro de poesia que entreguei a ela: a Antologia de poemas da Adília Lopes.

Foi essa mesma amiga, depois de perceber o quanto estava atravessada pela dúvida em relação às escritoras mulheres, que me sugeriu que eu divulgasse o que eu andava lendo. Muitas vezes eu acabava falando do livro que estava lendo no meu próprio Facebook e via como outras mulheres se empolgavam na discussão, então por que não expandir isso? Foi assim que entrei em contato, de novo, com as Ovelhas maravilhosas e me propus a escrever sobre mulheres na literatura. Sei que muito do que vai sair aqui estará imerso nessa paixão louca que tenho pelos livros, mas acho que isso também faz parte da admiração e da sororidade, então tá tudo certo.

E nada mais justo do que começar falando dessa poeta fabulosa que é a Adília Lopes, que foi justamente quem me ajudou a dar o pontapé inicial nessa troca deliciosa entre mulheres. Conheci a Adília ainda na época da faculdade, através de um professor de Literatura Portuguesa. Ele, acompanhando meus gostos, me disse que a Adília se tornaria minha paixão. E assim foi. Logo no primeiro poema fiquei tonta, zonza, imersa nesse universo português tão simples e tão envolvente.

No more tears foi o primeiro poema que li da Adília e foi daquelas leituras que te deixam parada alguns minutos, absorvendo toda as camadas que a poeta lança ao falar de algo tão simples e corriqueiro como a infância:

No more tears
Quantas vezes me fechei para chorar

na casa de banho da casa de minha avó

lavava os olhos com shampoo

e chorava

chorava por causa do shampoo

depois acabaram os shampoos

que faziam arder os olhos

no more tears disse Johnson & Johnson

as mães são filhas das filhas

e as filhas são mães das mães

uma mãe lava a cabeça da outra

e todas têm cabelos de crianças loiras

para chorar não podemos usar mais shampoo

e eu gostava de chorar a fio

e chorava

sem um desgosto sem uma dor sem um lenço

sem uma lágrima

fechada à chave na casa de banho

da casa da minha avó

onde além de mim só estava eu

também me fechava no guarda-vestidos

mas um guarda-vestidos não se pode fechar por dentro

nunca ninguém viu um vestido a chorar

 

In: O decote da dama de espadas, 1988

Em seu poema, ela coloca não só o lugar da criança, como o lugar da criança mulher, atravessada pela mãe, pelos cabelos, pelas lágrimas e pelos vestidos, aqueles que não choram.

Adília Lopes é o codinome de Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira que nasceu em Lisboa, no dia 20 de abril de 1960. Ela publica seus primeiros poemas em 1984, mas se consagra como escritora a partir de 1985, quando começa uma série de publicações que a levaram a ser conhecida por toda parte em Portugal. Por conta de uma história curiosa de psicose esquizoafetiva, muito citada em seus poemas, Adília larga a primeira faculdade que cursa, Física, por uma indicação médica. Após um tempo afastada dos estudos, passa a se dedicar à Literatura e Linguística (graças à Deusa).

Fedra está apaixonada

por Hipólito

Hipólito não está apaixonado

por Fedra

Fedra enforca-se

Hipólito morre

num acidente

 

Dido está apaixonada

por Eneias

Eneias não está apaixonado

por Dido

Dido oferece uma espada

a Eneias

Eneias esquece-se da espada

quando se vai embora

Dido suicida-se

com a espada esquecida

por Eneias

 

Um desgosto de amor

atirou-me para um

curso de dactilografia

consolo-me

a escrever automaticamente

o pior são os tempos livres

 

In: Sete rios entre campos, 1999

 

Obviamente, Adília se tornou uma das minhas poetas favoritas. Afinal de contas, não dá para não se apaixonar por alguém que se autodenomina uma “freira poetisa barroca” e faz poesia sobre o cotidiano de uma maneira delicada e marcante.

É possível achar muitos outros poemas da Adília Lopes espalhados pela internet, mas, se você é daquelas que ama livros e vai querer ler tudo de cabo a rabo, corre pra comprar logo, porque essa Antologia que citei foi publicada no Brasil pela Cosac Naify em parceria com a 7Letras, na coleção Ás de Colete. Por conta do encerramento das atividades da Cosac, é provável que o livro esgote em breve. E não se sabe quando haverá uma reedição, infelizmente. :(

Com o fogo não se brinca

porque o fogo queima

com o fogo que arde sem se ver

ainda se deve brincar menos

do que com o fogo com fumo

porque o fogo que arde sem se ver

é um fogo que queima muito

e como queima

muito

custa mais

a apagar

do que o fogo com fumo

 

In: Um jogo bastante perigoso, 1985.

 

Leiam Adília Lopes, meninas! Vamos celebrar essas mulheres incríveis que produzem intensamente e falam também intensamente sobre ser mulher. <3

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Mas é algo que deve ser encarado. Seguimos em meio a exames, filas de espera e desesperanças. Como todos vocês sabem, nosso sistema de saúde não é local de esperanças, mas sim de força e resistência. A cada negativa que recebíamos (sim, recebemos muitas negativas de tratamento), seguíamos adiante para bater em uma próxima porta. Assim seguimos por alguns meses até o diagnóstico. De fato, era câncer de mama, em estágio avançado.

É impressionante o poder que uma doença tem em relação a uma família. Ter nas mãos aquele resultado positivo para câncer de mama nos mostrou o quanto ainda poderíamos nos unir mais e mais. Quando se descobre um diagnóstico desse, por mais que o desespero seja logo a primeira opção, o instinto de sobrevivência é ativo em modo turbo, é preciso lutar.

 
cancer de mama luta
 
O câncer de mama é o câncer que mais acomete mulheres em todo o mundo, sendo responsável por 22% dos casos. Segundo a Estimativa sobre Incidência de Câncer no Brasil, produzida pelo Inca, o Brasil terá 57.960 novos casos de câncer mama a cada ano. Mais comum em mulheres acima de 40 anos, 66,2% dos casos de câncer de mama são descobertos pelas próprias pacientes ao notarem alterações na mama, segundo o Inca. Estes dados reforçam a importância do autoexame além de sabermos que, se descoberto em estágio inicial, as chances de cura para o câncer de mama podem chegar a 95%.

Minha mãe seguiu o tratamento pelo Hospital Federal do Andaraí. Por lá fez quimioterapia, cirurgia, acompanhamento médico e psicológico. Mesmo em meio a elevadores quebrados, falta de seringas e gases, os médicos lutam pela sobrevivência tanto quanto seus pacientes.

Foi lá que descobrimos a ABRAPAC – Associação Brasileira de Apoio aos Pacientes com Câncer –  que disponibiliza próteses e perucas gratuitas para mulheres portadoras e sobreviventes do câncer de mama. Há também iniciativas internas, dentro do próprio hospital, em prol da beleza da mulher durante o tratamento de câncer. A autoestima é bombardeada junto com o câncer: os cabelos caem, o corpo emagrece, a pele sente. Minha mãe recusou as perucas e abraçou como pode suas boinas, tão estilosas.

A verdade é que durante todo meu ano de 2009 vivemos horas de angústia e de muita persistência. No dia de sua cirurgia, uma mastectomia total, depois de ter seguido forte por meses, desabei ao lado da minha irmã, sentada em um meio fio, esperando notícias. Mas é preciso sofrer um tanto também, é preciso absorver tudo o que vier, a força também vem daí.

 
positividade cancer de mama
 
A certeza de que a genética não me reserva boas notícias me tornou uma mulher mais consciente, mas meu desejo é que ninguém precise encarar de frente a doença para se conscientizar. Hoje, sete anos depois, minha mãe foi considerada curada. Mas a memória de filas de espera, cabelos caindo, boinas de todas as cores e dezenas de pontos, me acompanha todos os dias em que vejo minha mãe sorrir. E é por ela que me cuido, que faço autoexame e exames de rotina. É preciso estarmos atentas, conhecermos nossos corpos, nos cuidarmos. O mundo precisa de nós vivas e saudáveis.

 

Mais informações essenciais sobre o câncer de mama:

  • O autoexame é uma das formas mais comuns de descobrir alterações nas mamas. Além de simples e indolor, o autoexame permite à mulher conhecer melhor seu próprio corpo e observar possíveis mudanças. Ele deve ser realizado todo mês, regularmente, logo após a menstruação. Para as mulheres que não menstruam mais, pode ser feito num mesmo dia de cada mês, por exemplo, todo dia 15. É importante ressaltar que o autoexame não basta para diagnosticar tumores. Para isso existem outros exames como ultrassonografia das mamas e mamografia.
  • Mulheres a partir dos 40 anos devem realizar mamografia anualmente. Para mulheres como eu, com histórico na família, o que traz um risco elevado, a mamografia deve ser anual a partir dos 35 anos de idade.
  • O câncer de mama é o tipo de câncer que mais mata mulheres ao redor do mundo. Segundo a Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer, 14,7% dos casos de morte por câncer em 2012 eram de pacientes com câncer de mama.
  • O câncer de mama também acomete homens, mas em um número muito menor: cerca de 1% dos casos de câncer de mama são diagnosticados em homens. Por isso as campanhas do Outubro Rosa são majoritariamente voltadas para as mulheres.
  • Se descoberto em fase inicial, as chances de cura são de quase 95%. Segundo uma pesquisa realizado pelo Inca com 12.847 pacientes (2000 a 2009), a sobrevida em cinco anos, de acordo com o estágio da doença no início do tratamento, foi de: 88,3% (estágio I), 78,5% (estágio II), 43% (estágio III) e 7,9% (estágio IV).

  • O tratamento de câncer é obrigatório
    e, segundo a Lei 12.732 de 2012, o tratamento contra o câncer no Sistema Único de Saúde (SUS) deve começar em até 60 dias após o diagnóstico. Vale para todos os tipos de câncer, incluindo o câncer de mama. Mas a realidade é um tanto diferente, segundo o Ministério da Saúde, a fila de espera por uma radioterapia pode chegar a 120 dias.

 

Outros sites importantes com conteúdo confiável sobre câncer de mama:

Fundação Laço Rosa: Após um diagnóstico de câncer de mama durante a gestação, em 2007, Aline Lopes iniciou uma batalha contra a doença, passando por uma mastectomia radical e uma sessão quimioterapia, ainda grávida. Aline, junto com as irmãs Marcelle e Andréa, decidiram ajudar e orientar pessoas com o câncer de mama e assim nasceu, em 2010, a Fundação Laço Rosa. Uma organização sem fins lucrativos que divulga a causa do câncer de mama e trabalha na articulação de políticas públicas para o enfrentamento da doença.

Instituto Oncoguia: A ONG Instituto Oncoguia foi fundada em 2009 por um grupo de profissionais de saúde e ex-pacientes de câncer, liderados pela psico-oncologista Luciana Holtz de C. Barros. Dessa união nasceu uma associação sem fins lucrativos, criada e idealizada com o objetivo de ajudar o paciente com câncer a viver melhor por meio de projetos e ações de informação de qualidade, educação em saúde, apoio e orientação ao paciente, defesa de direitos e advocacia.

INCA: O Instituto Nacional de Câncer (INCA) é o órgão auxiliar do Ministério da Saúde no desenvolvimento e coordenação das ações integradas para a prevenção e o controle do câncer no Brasil. Essas ações compreendem a assistência médico-hospitalar, prestada direta e gratuitamente aos pacientes com câncer como parte dos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde, e a atuação em áreas estratégicas, como prevenção e detecção precoce, formação de profissionais especializados, desenvolvimento da pesquisa e geração de informação epidemiológica.
 

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