Filme NSFW: Cam Girlz

A pornografia já é polêmica por si só, mas ela é um assunto ainda mais delicado na luta feminista. Andrea Dworkin, por exemplo, foi um símbolo de luta contra a indústria pornô. E com a Internet e mídias sociais, as mulheres ainda travam uma batalha por respeito e justiça contra ações como o revenge porn (pornografia de vingança), que resultam muitas vezes em feminicídio.

Porém, a geração Millennial encontrou na Internet uma nova maneira de fazer e lidar com a pornografia: as Cam Girls. Diversas garotas, a maioria entre 18 e 25 anos (mas na verdade tem gente de todas as idades), ganham a vida performando atos sexuais filmados ao vivo por elas mesmas, através de suas webcams. Não há um diretor, não há contratos. Elas fazem aquilo que querem fazer e que se sentem à vontade fazendo.

 

 

Essa é a proposta do documentarista e cinegrafista Sean Dunne, que apresenta o relato e dia a dia de diversas dessas mulheres em seu novo documentário, Cam Girlz. O filme não apresenta um ângulo opinativo a partir de entrevistas com especialistas, interferências da sua pessoa na experiência do filme ou mesmo através de uma narração (algo comum ao vermos os documentários de Morgan Spurlock ou de Michael Moore). Os documentários de Dunne são conhecidos por apresentarem uma realidade que fala por si só, através do retrato dos personagens envolvidos naquele universo.

 

 

Em Cam Girlz, são as próprias jovens que apresentam seu mundo e mostram partes da sua rotina, comentando sobre suas percepções de como é protagonizar e viver esse lado da pornografia amadora online.

 

 

Mas ainda há muita discussão a respeito. Outro documentário, que estreou em Sundance este ano, é Hot Girls Wanted (que falamos brevemente sobre aqui), que aborda os efeitos da indústria pornô amadora online para jovens mulheres sob um olhar bastante preocupado. Abaixo, vocês podem ver um vídeo com as diretoras Jill Bauer e Ronna Gradus falando a respeito da experiência de realizar este documentário (infelizmente em inglês, sem legendas):
 

 
Quem conhece o trabalho de Dunne sabe de seu apreço por universos tabus expostos de forma crua. American Juggalo, de 2011, ele retrata a subsociedade dos Juggalos, nome dado aos fãs do grupo de hip hop Insane Clown Posse. Em 2013, ele ganhou o prêmio de Melhor Diretor de Documentário no Tribeca Film Festival por Oxyana. O filme conta a história de uma comunidade devastada por medicamentos prescritos através de retratos íntimos de seus moradores. Com o burburinho que Cam Girlz está fazendo, é provável que Dunne ganhe mais alguns prêmios este ano.
 


 
Se você ficou animada em conferir o doc, saiba que ele já está disponível no Vimeo On Demand. É possível alugar por 5 dólares ou comprar por 13 dólares. Bom filme! (;

Mais de Nina Grando

Que tal ter o Cthulhu como seu Virtual Pet?

A gente já falou sobre o amor aos virtual pets, principalmente de quem viveu os anos 90, quando o Tamagotchi era um chaveirinho digital que custava uma fortuna e que só os bacanas tinham (mas que logo depois choveu versão deles a R$ 5). Era a sensação.

Mas a gente tem uma novidade gamer nostálgica ainda mais especial para você, garota nerd, que ama um RPG ou adora clássicos da literatura de horror fantástica: o mais temido deus dos contos de Lovecraft, o senhor dos mares Cthulhu, pode agora caber em seu bolso e ser seu amiguinho. Não é incr… terrível? <3 Pra ser ainda mais legal, o Cthulhu Virtual Pet tem uma arte fofíssima em 8 bits retrô, como nosso bom, velho e já mencionado Tamagotchi.

 
cthulhu-ovelha00

cthulhu-ovelha01
 

 
Você basicamente tem que cuidar dele pra ele continuar ali, na paz, bem no fundo das profundezas do oceano, pra não resolver se rebelar e acabou-se o mundo. Esse joguim REPRESENTA.

Então vai e baixa esse Cthulhu cruelmente fofinho no seu celular Android ou iOS porque ainda por cima essa graça tá de graça.

Leia mais
Andrea Dworkin, por exemplo, foi um símbolo de luta contra a indústria pornô. E com a Internet e mídias sociais, as mulheres ainda travam uma batalha por respeito e justiça contra ações como o revenge porn (pornografia de vingança), que resultam muitas vezes em feminicídio.

Porém, a geração Millennial encontrou na Internet uma nova maneira de fazer e lidar com a pornografia: as Cam Girls. Diversas garotas, a maioria entre 18 e 25 anos (mas na verdade tem gente de todas as idades), ganham a vida performando atos sexuais filmados ao vivo por elas mesmas, através de suas webcams. Não há um diretor, não há contratos. Elas fazem aquilo que querem fazer e que se sentem à vontade fazendo.

 

 

Essa é a proposta do documentarista e cinegrafista Sean Dunne, que apresenta o relato e dia a dia de diversas dessas mulheres em seu novo documentário, Cam Girlz. O filme não apresenta um ângulo opinativo a partir de entrevistas com especialistas, interferências da sua pessoa na experiência do filme ou mesmo através de uma narração (algo comum ao vermos os documentários de Morgan Spurlock ou de Michael Moore). Os documentários de Dunne são conhecidos por apresentarem uma realidade que fala por si só, através do retrato dos personagens envolvidos naquele universo.

 

 

Em Cam Girlz, são as próprias jovens que apresentam seu mundo e mostram partes da sua rotina, comentando sobre suas percepções de como é protagonizar e viver esse lado da pornografia amadora online.

 

 

Mas ainda há muita discussão a respeito. Outro documentário, que estreou em Sundance este ano, é Hot Girls Wanted (que falamos brevemente sobre aqui), que aborda os efeitos da indústria pornô amadora online para jovens mulheres sob um olhar bastante preocupado. Abaixo, vocês podem ver um vídeo com as diretoras Jill Bauer e Ronna Gradus falando a respeito da experiência de realizar este documentário (infelizmente em inglês, sem legendas):
 

 
Quem conhece o trabalho de Dunne sabe de seu apreço por universos tabus expostos de forma crua. American Juggalo, de 2011, ele retrata a subsociedade dos Juggalos, nome dado aos fãs do grupo de hip hop Insane Clown Posse. Em 2013, ele ganhou o prêmio de Melhor Diretor de Documentário no Tribeca Film Festival por Oxyana. O filme conta a história de uma comunidade devastada por medicamentos prescritos através de retratos íntimos de seus moradores. Com o burburinho que Cam Girlz está fazendo, é provável que Dunne ganhe mais alguns prêmios este ano.
 


 
Se você ficou animada em conferir o doc, saiba que ele já está disponível no Vimeo On Demand. É possível alugar por 5 dólares ou comprar por 13 dólares. Bom filme! (;

" />
Andrea Dworkin, por exemplo, foi um símbolo de luta contra a indústria pornô. E com a Internet e mídias sociais, as mulheres ainda travam uma batalha por respeito e justiça contra ações como o revenge porn (pornografia de vingança), que resultam muitas vezes em feminicídio.

Porém, a geração Millennial encontrou na Internet uma nova maneira de fazer e lidar com a pornografia: as Cam Girls. Diversas garotas, a maioria entre 18 e 25 anos (mas na verdade tem gente de todas as idades), ganham a vida performando atos sexuais filmados ao vivo por elas mesmas, através de suas webcams. Não há um diretor, não há contratos. Elas fazem aquilo que querem fazer e que se sentem à vontade fazendo.

 

 

Essa é a proposta do documentarista e cinegrafista Sean Dunne, que apresenta o relato e dia a dia de diversas dessas mulheres em seu novo documentário, Cam Girlz. O filme não apresenta um ângulo opinativo a partir de entrevistas com especialistas, interferências da sua pessoa na experiência do filme ou mesmo através de uma narração (algo comum ao vermos os documentários de Morgan Spurlock ou de Michael Moore). Os documentários de Dunne são conhecidos por apresentarem uma realidade que fala por si só, através do retrato dos personagens envolvidos naquele universo.

 

 

Em Cam Girlz, são as próprias jovens que apresentam seu mundo e mostram partes da sua rotina, comentando sobre suas percepções de como é protagonizar e viver esse lado da pornografia amadora online.

 

 

Mas ainda há muita discussão a respeito. Outro documentário, que estreou em Sundance este ano, é Hot Girls Wanted (que falamos brevemente sobre aqui), que aborda os efeitos da indústria pornô amadora online para jovens mulheres sob um olhar bastante preocupado. Abaixo, vocês podem ver um vídeo com as diretoras Jill Bauer e Ronna Gradus falando a respeito da experiência de realizar este documentário (infelizmente em inglês, sem legendas):
 

 
Quem conhece o trabalho de Dunne sabe de seu apreço por universos tabus expostos de forma crua. American Juggalo, de 2011, ele retrata a subsociedade dos Juggalos, nome dado aos fãs do grupo de hip hop Insane Clown Posse. Em 2013, ele ganhou o prêmio de Melhor Diretor de Documentário no Tribeca Film Festival por Oxyana. O filme conta a história de uma comunidade devastada por medicamentos prescritos através de retratos íntimos de seus moradores. Com o burburinho que Cam Girlz está fazendo, é provável que Dunne ganhe mais alguns prêmios este ano.
 


 
Se você ficou animada em conferir o doc, saiba que ele já está disponível no Vimeo On Demand. É possível alugar por 5 dólares ou comprar por 13 dólares. Bom filme! (;

" />