Aline Lata e Helena Wolfenson se conheciam de vista em São Paulo. Mas 15 dias depois do rompimento da barragem de resíduos de minério da Samarco/Vale/BHP, em novembro do ano passado em Minas, elas pegaram carona com uma amiga em comum rumo à Mariana e subdistritos. A ideia inicial era ajudar os locais como pudessem, com trabalho voluntário e tirando fotos.
Juntos, pegaram uma rota alternativa até Bento – que estava fechada para o público – e visitaram a casa deles e de conhecidos pela primeira vez depois da tragédia. Eles perderam não só todos os bens, mas também um lugar de memória de gerações que nasceram e cresceram naquele vale rural, cercado de um minério precioso. Ainda sim, encararam com humor. “Eles falaram: ‘se a Samarco fodeu com a nossa vida, vamos jogar bola na lama!’. Tinha umas piadas, uma beleza, que foram fazendo tudo ter mais sentido, diferente de uma certa passividade que eu vinha vendo lá”, conta Helena.
Dessa experiência, Aline e Helena tiveram a ideia de fazer o documentário Rastro de Lama, que contará a história de personagens que vivem na região atingida. Editaram o material que fizeram na ocasião e fizeram um teaser.
O plano agora é conseguir mais dinheiro para voltar à região no próximo mês, coletar mais material e arcar com os custos de finalização do filme. Para isso, estão fazendo uma campanha de financiamento coletivo, que termina no dia 18 de março. É tudo ou nada! A meta é arrecadar 50 650 reais. Se não conseguirem juntar a grana, o dinheiro volta integralmente para os doadores. É possível doar qualquer valor, mas a partir de 25 reais, é possível receber algumas recompensas como fotos e livros de artistas que estão colaborando com o projeto. Por isso, pedimos sua ajuda para ajudar esse projeto tão importante encabeçado por duas mulheres. Não podemos deixar que o maior crime ambiental do país seja esquecido.
A ideia é levantar as questões que rodeiam o caso, como a exploração do minério no país afeta a história de pessoas que têm relação direta com essa esfera da economia, até as responsabilidades que deveriam ser cumpridas pela empresa, a fiscalização de obras, obrigatoriedade de planos de emergência e a parte que cabe aos governos Estadual e Federal. Ricardo e Marlon, e outros habitantes do subdistrito, vivem com a promessa da construção de uma Nova Bento Rodrigues. Que cidade será essa? Que futuro os espera? Será essa promessa cumprida? “O documentário precisa existir, para acompanhar de perto essas respostas e não deixar que essa promessa seja abandonada”, afirma a diretora Helena Wolfenson.
Ovelha – Qual o diferencial desse filme?
Aline Lata – Acho que o que diferença desse filme para outros que estão sendo feitos é a história do Marlon e do Ricardo, e a relação deles com a tragédia, a experiência deles é única, mas também se torna universal, quando se trata da relação entre grandes corporações com muito poder e pessoas que não tem voz na sociedade.
Helena – Acho que a nossa história parte muito de um ponto de vista subjetivo. Tanto do que nos tocou profundamente lá, o encontro com os meninos, quanto da história deles em si.
Ovelha – Sentiram alguma dificuldade/receio sendo mulheres lá? Ou viram alguma vantagem nisso?
Helena – Eu senti ser mulher em varias situações, portas se abrindo, fechando, abrindo por linhas tortas. Isso é muito presente sempre no Brasil, ainda mais no interior e sendo fotógrafa.
Aline Lata e Helena Wolfenson se conheciam de vista em São Paulo. Mas 15 dias depois do rompimento da barragem de resíduos de minério da Samarco/Vale/BHP, em novembro do ano passado em Minas, elas pegaram carona com uma amiga em comum rumo à Mariana e subdistritos. A ideia inicial era ajudar os locais como pudessem, com trabalho voluntário e tirando fotos.
Juntos, pegaram uma rota alternativa até Bento – que estava fechada para o público – e visitaram a casa deles e de conhecidos pela primeira vez depois da tragédia. Eles perderam não só todos os bens, mas também um lugar de memória de gerações que nasceram e cresceram naquele vale rural, cercado de um minério precioso. Ainda sim, encararam com humor. “Eles falaram: ‘se a Samarco fodeu com a nossa vida, vamos jogar bola na lama!’. Tinha umas piadas, uma beleza, que foram fazendo tudo ter mais sentido, diferente de uma certa passividade que eu vinha vendo lá”, conta Helena.
Dessa experiência, Aline e Helena tiveram a ideia de fazer o documentário Rastro de Lama, que contará a história de personagens que vivem na região atingida. Editaram o material que fizeram na ocasião e fizeram um teaser.
O plano agora é conseguir mais dinheiro para voltar à região no próximo mês, coletar mais material e arcar com os custos de finalização do filme. Para isso, estão fazendo uma campanha de financiamento coletivo, que termina no dia 18 de março. É tudo ou nada! A meta é arrecadar 50 650 reais. Se não conseguirem juntar a grana, o dinheiro volta integralmente para os doadores. É possível doar qualquer valor, mas a partir de 25 reais, é possível receber algumas recompensas como fotos e livros de artistas que estão colaborando com o projeto. Por isso, pedimos sua ajuda para ajudar esse projeto tão importante encabeçado por duas mulheres. Não podemos deixar que o maior crime ambiental do país seja esquecido.
A ideia é levantar as questões que rodeiam o caso, como a exploração do minério no país afeta a história de pessoas que têm relação direta com essa esfera da economia, até as responsabilidades que deveriam ser cumpridas pela empresa, a fiscalização de obras, obrigatoriedade de planos de emergência e a parte que cabe aos governos Estadual e Federal. Ricardo e Marlon, e outros habitantes do subdistrito, vivem com a promessa da construção de uma Nova Bento Rodrigues. Que cidade será essa? Que futuro os espera? Será essa promessa cumprida? “O documentário precisa existir, para acompanhar de perto essas respostas e não deixar que essa promessa seja abandonada”, afirma a diretora Helena Wolfenson.
Ovelha – Qual o diferencial desse filme?
Aline Lata – Acho que o que diferença desse filme para outros que estão sendo feitos é a história do Marlon e do Ricardo, e a relação deles com a tragédia, a experiência deles é única, mas também se torna universal, quando se trata da relação entre grandes corporações com muito poder e pessoas que não tem voz na sociedade.
Helena – Acho que a nossa história parte muito de um ponto de vista subjetivo. Tanto do que nos tocou profundamente lá, o encontro com os meninos, quanto da história deles em si.
Ovelha – Sentiram alguma dificuldade/receio sendo mulheres lá? Ou viram alguma vantagem nisso?
Helena – Eu senti ser mulher em varias situações, portas se abrindo, fechando, abrindo por linhas tortas. Isso é muito presente sempre no Brasil, ainda mais no interior e sendo fotógrafa.
Aline Lata e Helena Wolfenson se conheciam de vista em São Paulo. Mas 15 dias depois do rompimento da barragem de resíduos de minério da Samarco/Vale/BHP, em novembro do ano passado em Minas, elas pegaram carona com uma amiga em comum rumo à Mariana e subdistritos. A ideia inicial era ajudar os locais como pudessem, com trabalho voluntário e tirando fotos.
[caption id="attachment_9840" align="alignnone" width="1024"] Foto: Helena Wolfenson[/caption]
[caption id="attachment_9839" align="alignnone" width="1024"] Foto: Helena Wolfenson[/caption]
[caption id="attachment_9841" align="alignnone" width="1024"] Foto: Helena Wolfenson[/caption]
Juntos, pegaram uma rota alternativa até Bento – que estava fechada para o público – e visitaram a casa deles e de conhecidos pela primeira vez depois da tragédia. Eles perderam não só todos os bens, mas também um lugar de memória de gerações que nasceram e cresceram naquele vale rural, cercado de um minério precioso. Ainda sim, encararam com humor. “Eles falaram: ‘se a Samarco fodeu com a nossa vida, vamos jogar bola na lama!’. Tinha umas piadas, uma beleza, que foram fazendo tudo ter mais sentido, diferente de uma certa passividade que eu vinha vendo lá”, conta Helena.
[caption id="attachment_9844" align="alignnone" width="1024"] Aline Lata fotografa um dos meninos | Foto: Helena Wolfenson[/caption]
[caption id="attachment_9845" align="alignnone" width="1024"] Marlon e Ricardo olham sua cidade atingida pela lama | Foto: Helena Wolfenson[/caption]
[caption id="attachment_9842" align="alignnone" width="1024"] Foto: Helena Wolfenson[/caption]
Dessa experiência, Aline e Helena tiveram a ideia de fazer o documentário Rastro de Lama, que contará a história de personagens que vivem na região atingida. Editaram o material que fizeram na ocasião e fizeram um teaser.
O plano agora é conseguir mais dinheiro para voltar à região no próximo mês, coletar mais material e arcar com os custos de finalização do filme. Para isso, estão fazendo uma campanha de financiamento coletivo, que termina no dia 18 de março. É tudo ou nada! A meta é arrecadar 50 650 reais. Se não conseguirem juntar a grana, o dinheiro volta integralmente para os doadores. É possível doar qualquer valor, mas a partir de 25 reais, é possível receber algumas recompensas como fotos e livros de artistas que estão colaborando com o projeto. Por isso, pedimos sua ajuda para ajudar esse projeto tão importante encabeçado por duas mulheres. Não podemos deixar que o maior crime ambiental do país seja esquecido.
[caption id="attachment_9848" align="alignnone" width="1024"] Foto: Aline Lata[/caption]
[caption id="attachment_9845" align="alignnone" width="1024"] Marlon e Ricardo olham sua cidade atingida pela lama | Foto: Helena Wolfenson[/caption]
A ideia é levantar as questões que rodeiam o caso, como a exploração do minério no país afeta a história de pessoas que têm relação direta com essa esfera da economia, até as responsabilidades que deveriam ser cumpridas pela empresa, a fiscalização de obras, obrigatoriedade de planos de emergência e a parte que cabe aos governos Estadual e Federal. Ricardo e Marlon, e outros habitantes do subdistrito, vivem com a promessa da construção de uma Nova Bento Rodrigues. Que cidade será essa? Que futuro os espera? Será essa promessa cumprida? “O documentário precisa existir, para acompanhar de perto essas respostas e não deixar que essa promessa seja abandonada”, afirma a diretora Helena Wolfenson.
Aline Lata – Acho que o que diferença desse filme para outros que estão sendo feitos é a história do Marlon e do Ricardo, e a relação deles com a tragédia, a experiência deles é única, mas também se torna universal, quando se trata da relação entre grandes corporações com muito poder e pessoas que não tem voz na sociedade.
Helena – Acho que a nossa história parte muito de um ponto de vista subjetivo. Tanto do que nos tocou profundamente lá, o encontro com os meninos, quanto da história deles em si.
Ovelha – Sentiram alguma dificuldade/receio sendo mulheres lá? Ou viram alguma vantagem nisso?
Helena – Eu senti ser mulher em varias situações, portas se abrindo, fechando, abrindo por linhas tortas. Isso é muito presente sempre no Brasil, ainda mais no interior e sendo fotógrafa.
Hysterical Literature é uma série de vídeos que mostra mulheres atingindo orgasmos ao lerem trechos de seus livros preferidos. O projeto é arquitetado pelo fotógrafo Clayton Cubitt. Lançado em 2012, os vídeos já foram vistos 30 milhões de vezes em 200 países – segundo o próprio site.
Esse projeto me inspirou muito pelo fato de trabalhar com o contraste entre a cultura e a sexualidade. Evidentemente os vídeos são também uma critica a sociedades e religiões que ainda discriminam o orgasmo feminino. Além disso, gosto muito da temática do dualismo entre o corpo e a mente.
Juntos, pegaram uma rota alternativa até Bento – que estava fechada para o público – e visitaram a casa deles e de conhecidos pela primeira vez depois da tragédia. Eles perderam não só todos os bens, mas também um lugar de memória de gerações que nasceram e cresceram naquele vale rural, cercado de um minério precioso. Ainda sim, encararam com humor. “Eles falaram: ‘se a Samarco fodeu com a nossa vida, vamos jogar bola na lama!’. Tinha umas piadas, uma beleza, que foram fazendo tudo ter mais sentido, diferente de uma certa passividade que eu vinha vendo lá”, conta Helena.
Dessa experiência, Aline e Helena tiveram a ideia de fazer o documentário Rastro de Lama, que contará a história de personagens que vivem na região atingida. Editaram o material que fizeram na ocasião e fizeram um teaser.
O plano agora é conseguir mais dinheiro para voltar à região no próximo mês, coletar mais material e arcar com os custos de finalização do filme. Para isso, estão fazendo uma campanha de financiamento coletivo, que termina no dia 18 de março. É tudo ou nada! A meta é arrecadar 50 650 reais. Se não conseguirem juntar a grana, o dinheiro volta integralmente para os doadores. É possível doar qualquer valor, mas a partir de 25 reais, é possível receber algumas recompensas como fotos e livros de artistas que estão colaborando com o projeto. Por isso, pedimos sua ajuda para ajudar esse projeto tão importante encabeçado por duas mulheres. Não podemos deixar que o maior crime ambiental do país seja esquecido.
A ideia é levantar as questões que rodeiam o caso, como a exploração do minério no país afeta a história de pessoas que têm relação direta com essa esfera da economia, até as responsabilidades que deveriam ser cumpridas pela empresa, a fiscalização de obras, obrigatoriedade de planos de emergência e a parte que cabe aos governos Estadual e Federal. Ricardo e Marlon, e outros habitantes do subdistrito, vivem com a promessa da construção de uma Nova Bento Rodrigues. Que cidade será essa? Que futuro os espera? Será essa promessa cumprida? “O documentário precisa existir, para acompanhar de perto essas respostas e não deixar que essa promessa seja abandonada”, afirma a diretora Helena Wolfenson.
Ovelha – Qual o diferencial desse filme?
Aline Lata – Acho que o que diferença desse filme para outros que estão sendo feitos é a história do Marlon e do Ricardo, e a relação deles com a tragédia, a experiência deles é única, mas também se torna universal, quando se trata da relação entre grandes corporações com muito poder e pessoas que não tem voz na sociedade.
Helena – Acho que a nossa história parte muito de um ponto de vista subjetivo. Tanto do que nos tocou profundamente lá, o encontro com os meninos, quanto da história deles em si.
Ovelha – Sentiram alguma dificuldade/receio sendo mulheres lá? Ou viram alguma vantagem nisso?
Helena – Eu senti ser mulher em varias situações, portas se abrindo, fechando, abrindo por linhas tortas. Isso é muito presente sempre no Brasil, ainda mais no interior e sendo fotógrafa.
Juntos, pegaram uma rota alternativa até Bento – que estava fechada para o público – e visitaram a casa deles e de conhecidos pela primeira vez depois da tragédia. Eles perderam não só todos os bens, mas também um lugar de memória de gerações que nasceram e cresceram naquele vale rural, cercado de um minério precioso. Ainda sim, encararam com humor. “Eles falaram: ‘se a Samarco fodeu com a nossa vida, vamos jogar bola na lama!’. Tinha umas piadas, uma beleza, que foram fazendo tudo ter mais sentido, diferente de uma certa passividade que eu vinha vendo lá”, conta Helena.
Dessa experiência, Aline e Helena tiveram a ideia de fazer o documentário Rastro de Lama, que contará a história de personagens que vivem na região atingida. Editaram o material que fizeram na ocasião e fizeram um teaser.
O plano agora é conseguir mais dinheiro para voltar à região no próximo mês, coletar mais material e arcar com os custos de finalização do filme. Para isso, estão fazendo uma campanha de financiamento coletivo, que termina no dia 18 de março. É tudo ou nada! A meta é arrecadar 50 650 reais. Se não conseguirem juntar a grana, o dinheiro volta integralmente para os doadores. É possível doar qualquer valor, mas a partir de 25 reais, é possível receber algumas recompensas como fotos e livros de artistas que estão colaborando com o projeto. Por isso, pedimos sua ajuda para ajudar esse projeto tão importante encabeçado por duas mulheres. Não podemos deixar que o maior crime ambiental do país seja esquecido.
A ideia é levantar as questões que rodeiam o caso, como a exploração do minério no país afeta a história de pessoas que têm relação direta com essa esfera da economia, até as responsabilidades que deveriam ser cumpridas pela empresa, a fiscalização de obras, obrigatoriedade de planos de emergência e a parte que cabe aos governos Estadual e Federal. Ricardo e Marlon, e outros habitantes do subdistrito, vivem com a promessa da construção de uma Nova Bento Rodrigues. Que cidade será essa? Que futuro os espera? Será essa promessa cumprida? “O documentário precisa existir, para acompanhar de perto essas respostas e não deixar que essa promessa seja abandonada”, afirma a diretora Helena Wolfenson.
Ovelha – Qual o diferencial desse filme?
Aline Lata – Acho que o que diferença desse filme para outros que estão sendo feitos é a história do Marlon e do Ricardo, e a relação deles com a tragédia, a experiência deles é única, mas também se torna universal, quando se trata da relação entre grandes corporações com muito poder e pessoas que não tem voz na sociedade.
Helena – Acho que a nossa história parte muito de um ponto de vista subjetivo. Tanto do que nos tocou profundamente lá, o encontro com os meninos, quanto da história deles em si.
Ovelha – Sentiram alguma dificuldade/receio sendo mulheres lá? Ou viram alguma vantagem nisso?
Helena – Eu senti ser mulher em varias situações, portas se abrindo, fechando, abrindo por linhas tortas. Isso é muito presente sempre no Brasil, ainda mais no interior e sendo fotógrafa.