Recentemente li o livro “A Arte De Ser Normal“, da escritora Lisa Williamson, e confesso que a proposta me cativou logo de imediato. “Como assim? Um livro infanto-juvenil que fala sobre transexualidade? Eu preciso ler isso!”, e foi o que fiz. Com uma grande ajuda da Editora Rocco, consegui ter o livro em mãos e, a partir daí, foram páginas e páginas de risos e choro.
O livro conta a história de uma menina trans de 14 anos cuja transexualidade é um segredo que ela só divide com duas pessoas: seus dois melhores amigos. [Ao longo da obra, ela é tratada o tempo todo por “ele” e no nome masculino, já que o livro conta a história dela antes da transição. Mas vamos tratá-la no feminino aqui e sem dar nomes, ok?] Ela tem um desejo muito grande de revelar sobre seu gênero para os pais, mas a ideia a causa um grande medo, pois ela não sabe como eles vão reagir.
As coisas na vida dela seguem – minimamente – normais, até que um novo aluno entra na escola, e traz consigo uma série de sentimentos relacionado a sua pessoa.
Enquanto mulher trans, confesso que o livro diversas vezes foi ao meu encontro. Lembro daquela Ariel mais nova, querendo transicionar, ter cabelo grande, usar as roupas que as meninas usavam, e não poder. Não poder por não ter forças ou informação suficientes para transicionar, para explicar para os meus pais, para seguir em frente com o que eu era, por estar numa sociedade transfóbica, por ser muito nova, enfim, uma série de questões.
Em muitos momentos durante o livro eu chorei. Chorei por me ver na personagem principal. Logo na primeira página, há uma situação muito interessante, onde as crianças da segunda série estão falando sobre o que querem ser quando crescer, e várias crianças falam sobre as profissões com que sonham. Um fala “bombeiro”, outro “jogador de futebol”, mas existe algo de especial na resposta da personagem principal: eu quero ser menina.
Claro que, ao longo da história, esse ocorrido com ela quando criança é muito pautado, mostrando como o preconceito, o bullying, tudo isso existe. Como isso afeta uma criança e como é pesado se desvincular dessas ofensas que são direcionadas a ela.
Há um didatismo muito grande quando falamos desse livro, já que ele é voltado para o público infanto-juvenil. A própria autora, Lisa Williamson, declarou que o livro é para que crianças a partir de 12 anos entendam que ter um parente, um amigo ou um conhecido que é trans é algo totalmente normal.
Indico a leitura para todas as pessoas! Mas, principalmente para aquelas que tenham uma criança na família que diz “ser menino”/”ser menina”. Isso definitivamente merece uma atenção especial. Acredito que esse livro pode ajudar em muitos esclarecimentos e dúvidas que essas pessoas venham a ter a respeito dessa criança – que provavelmente está pensando mil coisas, mas que pode não conseguir se expressar muito bem por medo, ou qualquer outro motivo.
Ilustração feita com exclusividade por Thais Cortez (a.k.a. Emily)
Recentemente li o livro “A Arte De Ser Normal“, da escritora Lisa Williamson, e confesso que a proposta me cativou logo de imediato. “Como assim? Um livro infanto-juvenil que fala sobre transexualidade? Eu preciso ler isso!”, e foi o que fiz. Com uma grande ajuda da Editora Rocco, consegui ter o livro em mãos e, a partir daí, foram páginas e páginas de risos e choro.
O livro conta a história de uma menina trans de 14 anos cuja transexualidade é um segredo que ela só divide com duas pessoas: seus dois melhores amigos. [Ao longo da obra, ela é tratada o tempo todo por “ele” e no nome masculino, já que o livro conta a história dela antes da transição. Mas vamos tratá-la no feminino aqui e sem dar nomes, ok?] Ela tem um desejo muito grande de revelar sobre seu gênero para os pais, mas a ideia a causa um grande medo, pois ela não sabe como eles vão reagir.
As coisas na vida dela seguem – minimamente – normais, até que um novo aluno entra na escola, e traz consigo uma série de sentimentos relacionado a sua pessoa.
Enquanto mulher trans, confesso que o livro diversas vezes foi ao meu encontro. Lembro daquela Ariel mais nova, querendo transicionar, ter cabelo grande, usar as roupas que as meninas usavam, e não poder. Não poder por não ter forças ou informação suficientes para transicionar, para explicar para os meus pais, para seguir em frente com o que eu era, por estar numa sociedade transfóbica, por ser muito nova, enfim, uma série de questões.
Em muitos momentos durante o livro eu chorei. Chorei por me ver na personagem principal. Logo na primeira página, há uma situação muito interessante, onde as crianças da segunda série estão falando sobre o que querem ser quando crescer, e várias crianças falam sobre as profissões com que sonham. Um fala “bombeiro”, outro “jogador de futebol”, mas existe algo de especial na resposta da personagem principal: eu quero ser menina.
Claro que, ao longo da história, esse ocorrido com ela quando criança é muito pautado, mostrando como o preconceito, o bullying, tudo isso existe. Como isso afeta uma criança e como é pesado se desvincular dessas ofensas que são direcionadas a ela.
Há um didatismo muito grande quando falamos desse livro, já que ele é voltado para o público infanto-juvenil. A própria autora, Lisa Williamson, declarou que o livro é para que crianças a partir de 12 anos entendam que ter um parente, um amigo ou um conhecido que é trans é algo totalmente normal.
Indico a leitura para todas as pessoas! Mas, principalmente para aquelas que tenham uma criança na família que diz “ser menino”/”ser menina”. Isso definitivamente merece uma atenção especial. Acredito que esse livro pode ajudar em muitos esclarecimentos e dúvidas que essas pessoas venham a ter a respeito dessa criança – que provavelmente está pensando mil coisas, mas que pode não conseguir se expressar muito bem por medo, ou qualquer outro motivo.
Ilustração feita com exclusividade por Thais Cortez (a.k.a. Emily)
Recentemente li o livro “A Arte De Ser Normal“, da escritora Lisa Williamson, e confesso que a proposta me cativou logo de imediato. “Como assim? Um livro infanto-juvenil que fala sobre transexualidade? Eu preciso ler isso!”, e foi o que fiz. Com uma grande ajuda da Editora Rocco, consegui ter o livro em mãos e, a partir daí, foram páginas e páginas de risos e choro.
O livro conta a história de uma menina trans de 14 anos cuja transexualidade é um segredo que ela só divide com duas pessoas: seus dois melhores amigos. [Ao longo da obra, ela é tratada o tempo todo por “ele” e no nome masculino, já que o livro conta a história dela antes da transição. Mas vamos tratá-la no feminino aqui e sem dar nomes, ok?] Ela tem um desejo muito grande de revelar sobre seu gênero para os pais, mas a ideia a causa um grande medo, pois ela não sabe como eles vão reagir.
As coisas na vida dela seguem – minimamente – normais, até que um novo aluno entra na escola, e traz consigo uma série de sentimentos relacionado a sua pessoa.
Enquanto mulher trans, confesso que o livro diversas vezes foi ao meu encontro. Lembro daquela Ariel mais nova, querendo transicionar, ter cabelo grande, usar as roupas que as meninas usavam, e não poder. Não poder por não ter forças ou informação suficientes para transicionar, para explicar para os meus pais, para seguir em frente com o que eu era, por estar numa sociedade transfóbica, por ser muito nova, enfim, uma série de questões.
Em muitos momentos durante o livro eu chorei. Chorei por me ver na personagem principal. Logo na primeira página, há uma situação muito interessante, onde as crianças da segunda série estão falando sobre o que querem ser quando crescer, e várias crianças falam sobre as profissões com que sonham. Um fala “bombeiro”, outro “jogador de futebol”, mas existe algo de especial na resposta da personagem principal: eu quero ser menina.
Claro que, ao longo da história, esse ocorrido com ela quando criança é muito pautado, mostrando como o preconceito, o bullying, tudo isso existe. Como isso afeta uma criança e como é pesado se desvincular dessas ofensas que são direcionadas a ela.
Há um didatismo muito grande quando falamos desse livro, já que ele é voltado para o público infanto-juvenil. A própria autora, Lisa Williamson, declarou que o livro é para que crianças a partir de 12 anos entendam que ter um parente, um amigo ou um conhecido que é trans é algo totalmente normal.
Indico a leitura para todas as pessoas! Mas, principalmente para aquelas que tenham uma criança na família que diz “ser menino”/”ser menina”. Isso definitivamente merece uma atenção especial. Acredito que esse livro pode ajudar em muitos esclarecimentos e dúvidas que essas pessoas venham a ter a respeito dessa criança – que provavelmente está pensando mil coisas, mas que pode não conseguir se expressar muito bem por medo, ou qualquer outro motivo.
Recentemente li o livro “A Arte De Ser Normal“, da escritora Lisa Williamson, e confesso que a proposta me cativou logo de imediato. “Como assim? Um livro infanto-juvenil que fala sobre transexualidade? Eu preciso ler isso!”, e foi o que fiz. Com uma grande ajuda da Editora Rocco, consegui ter o livro em mãos e, a partir daí, foram páginas e páginas de risos e choro.
O livro conta a história de uma menina trans de 14 anos cuja transexualidade é um segredo que ela só divide com duas pessoas: seus dois melhores amigos. [Ao longo da obra, ela é tratada o tempo todo por “ele” e no nome masculino, já que o livro conta a história dela antes da transição. Mas vamos tratá-la no feminino aqui e sem dar nomes, ok?] Ela tem um desejo muito grande de revelar sobre seu gênero para os pais, mas a ideia a causa um grande medo, pois ela não sabe como eles vão reagir.
As coisas na vida dela seguem – minimamente – normais, até que um novo aluno entra na escola, e traz consigo uma série de sentimentos relacionado a sua pessoa.
Enquanto mulher trans, confesso que o livro diversas vezes foi ao meu encontro. Lembro daquela Ariel mais nova, querendo transicionar, ter cabelo grande, usar as roupas que as meninas usavam, e não poder. Não poder por não ter forças ou informação suficientes para transicionar, para explicar para os meus pais, para seguir em frente com o que eu era, por estar numa sociedade transfóbica, por ser muito nova, enfim, uma série de questões.
Em muitos momentos durante o livro eu chorei. Chorei por me ver na personagem principal. Logo na primeira página, há uma situação muito interessante, onde as crianças da segunda série estão falando sobre o que querem ser quando crescer, e várias crianças falam sobre as profissões com que sonham. Um fala “bombeiro”, outro “jogador de futebol”, mas existe algo de especial na resposta da personagem principal: eu quero ser menina.
Claro que, ao longo da história, esse ocorrido com ela quando criança é muito pautado, mostrando como o preconceito, o bullying, tudo isso existe. Como isso afeta uma criança e como é pesado se desvincular dessas ofensas que são direcionadas a ela.
Há um didatismo muito grande quando falamos desse livro, já que ele é voltado para o público infanto-juvenil. A própria autora, Lisa Williamson, declarou que o livro é para que crianças a partir de 12 anos entendam que ter um parente, um amigo ou um conhecido que é trans é algo totalmente normal.
Indico a leitura para todas as pessoas! Mas, principalmente para aquelas que tenham uma criança na família que diz “ser menino”/”ser menina”. Isso definitivamente merece uma atenção especial. Acredito que esse livro pode ajudar em muitos esclarecimentos e dúvidas que essas pessoas venham a ter a respeito dessa criança – que provavelmente está pensando mil coisas, mas que pode não conseguir se expressar muito bem por medo, ou qualquer outro motivo.