Assista: todos os filmes da Ava DuVernay

Diretora, produtora, roteirista, distribuidora de filmes… a norte-americana Ava DuVernay, de 45 anos, é uma das mais importantes vozes sobre representatividade em Hollywood atualmente. Ava é a primeira mulher negra da história a dirigir um filme com orçamento de US$ 100 milhões. Ava também é a primeira cineasta negra a ser indicada ao Oscar de documentário por “A 13ª Emenda”.

Ou seja, é MUITO importante conhecermos e divulgarmos a obra dela. Ava se formou em Inglês e Estudos Afro-americanos e chegou a trabalhar com relações públicas. Segundo o site IMDb, ela já soma em seu currículo 18 trabalhos apenas como diretora.

Seu 1º longa-metragem é o documentário “This is The Life”, de (2008), que conta a história dos artistas que fizeram parte do movimento de hip-hop “The Good Life”.

Em 2010, ela dirigiu um documentário para a TV chamado “My Mic Sounds Nice: The Truth About Women in Hip Hop” (que eu não sei se tem disponível para ver na internet), e o longa de ficção “I Will Follow”, sobre uma mulher que tem que aprender a lidar com o luto da morte da tia.

Em 2012, Ava DuVernay dirigiu um episódio da série de TV “Scandal”, e lançou o belíssimo filme “Middle of Nowhere”, uma trama que começa quando o marido da personagem Ruby é condenado a oito anos de prisão.

Não sabemos o que ele fez para estar ali – só sabemos que ela fará de tudo, inclusive largar os estudos de Medicina, para poder visitá-lo sempre que possível. A cadeia fica num lugar distante e Ruby ainda é enfermeira em um hospital e cuida do sobrinho para a irmã poder trabalhar. É uma história bem emocionante.

Maaaas foi só em 2014 que o mundo pôde saber da existência da cineasta por causa da repercussão em torno de “Selma: Uma Luta Pela Igualdade”, pelo qual disputou o Oscar de melhor filme.

“Selma” retrata a luta de Martin Luther King Jr. pelo direito de voto dos negros em uma campanha que culminou na marcha de Selma a Montgomery, no Alabama, e que convenceu o presidente Johnson a implementar a Lei dos Direitos de Voto em 1965.

Em outubro de 2016, Ava lançou em parceria com a Netflix o documentário “A 13ª Emenda”, que analisa o racismo nos EUA, focando no sistema prisional do país, que tem maioria de prisioneiros negros. É um dos melhores filmes que eu vi ultimamente.

Ava DuVernay declarou, em comunicado:

O filme é uma resposta às minhas perguntas sobre como e por que motivo nos tornamos a nação com mais prisioneiros no mundo, como e por qual motivo enxergamos alguns de nossos cidadãos como criminosos natos, como e por qual motivo boas pessoas permitem que essa injustiça continue acontecendo, geração após geração

Ava DuVernay também é fundadora do coletivo de distribuição Array, focado em mulheres e minorias, e criadora da série “Queen Sugar” (2016-), que foi renovada para a terceira temporada. A série tem todos os episódios dirigidos por mulheres e vai ao ar pela emissora americana OWN, da Oprah Winfrey.

Para 2018, está prevista a estreia de “Uma Dobra no Tempo” (o tal filme com orçamento de US$ 100 milhões).

Baseado no best-seller de Madeleine L’Engle e com roteiro de Jennifer Lee (“Frozen”), o filme conta a história de uma menina (Storm Reid) que sai em busca do pai, um cientista que desaparece em meio a um projeto misterioso. O elenco conta com Oprah Winfrey, Mindy Kaling, Reese Witherspoon e Chris Pine.

Precisamos ficar atentas a tudo o que a Ava DuVernay fizer pois sempre será um trabalho político, voltado à diversidade, à história dos negros e das mulheres.

Mais de Letícia Mendes

Links da semana

Olá, ovelhitas!

Mais uma semana com um monte de assuntos importantes e inspiradores que achamos que merecem a atenção de vocês.


// WHITE SHOES

A Folha entrevistou a fotógrafa norte-americana Nona Faustine (foto acima), que fica nua e usa apenas sapatos brancos de salto alto para se autorretratar em lugares de Nova York que, há 200 anos, foram palco da violência escravagista. Leia aqui.

 


// JORNALISMO HUMANIZADO

A Olga elaborou um minimanual do jornalismo humanizado que “pretende fornecer aos profissionais de comunicação ferramentas básicas para uma redação limpa de sexismo, racismo, homofobia e transfobia, apontando erros de abordagem básicos cometidos na cobertura de crimes de gênero – não apenas pelo dever moral do tratamento humanizado para todos os envolvidos, mas também para que o jornalismo não colabore com a perpetuação de discursos de ódio”.

A primeira parte aborda a violência contra a mulher.

 


// VIOLÊNCIA RACIAL

A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no Brasil, diz relatório final da CPI do Senado sobre o Assassinato de Jovens. Matéria da BBC.

 


// AS RUAS FALAM

Mulheres usam lambe-lambe para combater e denunciar abusos em SP. Matéria da Folha que fala dos projetos Se Essa Rua Fosse Nossa, organizado pela escritora Ryane Leão, Onde Jazz Meu Coração, e do Frida Feminista.

 

#fridafeminista

Uma foto publicada por Frida Feminista (@fridafeminista) em


// SOBRE MACHISMO

“As pessoas não estupram porque estão loucas, estupram porque são machistas”, diz a jurista Silvia Pimentel, da Faculdade de Direito da PUC-SP, em entrevista ao Estadão.

 


// 90 MULHERES

Juristas criam grupo feminista contra desigualdade de gênero. Fazem parte do grupo juízas, defensoras públicas, promotoras, sócias de escritórios de advocacia, professoras universitárias e pesquisadoras. Leia aqui.

 


// #NOMAKEUP

A cantora Alicia Keys publicou um texto na Lenny Letter em que fala sobre a decisão de não usar mais maquiagem.

 


// HOLLYWOOD

“Sempre fiquei fascinada sobre como as mulheres têm que ser mais bem comportadas do que os homens”, desabafa Jennifer Lopez sobre ser chamada de “diva” no set de filmagens. A “Hollywood Reporter” entrevistou Lopez, Kerry Washington, Julianna Margulies, Sarah Paulson, Kirsten Dunst, Regina King e Constance Zimmer.

 


// TECNOLOGIA

Matéria do Nexo sobre o risco de exposição indevida via webcam do computador. “A ideia de que possa existir alguém nos assistindo sem nosso conhecimento, aliás, é digna de filme de terror. Por isso, um número cada vez maior de pessoas está tomando uma medida simples: tapando a webcam com um adesivo ou um post-it.”

 


// VIBRADORES, UMA HISTÓRIA

Mulheres usam vibradores há muito mais tempo do que se imagina.

VÍDEO do Super Deluxe.

 


// ESTÉTICA NEGRA

Recomendamos a leitura do texto: Estética negra empodera, sim. Porque não dá para enfrentar o racismo quando você ainda se odeia

 


// BLOCKBUSTER

O filme da Mulher Maravilha, que deve estrear em 2017, será o primeiro dirigido por uma cineasta mulher em Hollywood a ter um orçamento de US$ 100 milhões. Sim, o primeiro!

 


// PEDOFILIZAÇÃO

“A sociedade convoca os olhares para que desejem essas meninas”, diz a professora Jane Felipe de Souza, que desenvolveu o conceito de “pedofilização”, em entrevista à Galileu.

 


// CULTURA DO ESTUPRO

 

Dois textos que falam sobre o fim da cultura do estupro. Este da Paula Soprana, na Época, e este da Debora Diniz.

 


// LEITURA

A Djamila Ribeiro escreveu um texto para a TPM sobre as desigualdades de gêneros ainda existentes na sociedade.

 


// ARTE E MODA

Matéria sobre o projeto Naked Lady, comandado por mulheres.

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// VAGINA ARTÍSTICA

A artista Rokudenashiko, que foi presa no Japão por obscenidade, fala por que ela não vai parar de fazer sua arte de vagina.

VÍDEO.

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// NOS YOUTUBE

Clipe novo da MØ para finalizar e dar uma dançadinha de leve

 


Até a próxima semana! Força \o/

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primeira mulher negra da história a dirigir um filme com orçamento de US$ 100 milhões. Ava também é a primeira cineasta negra a ser indicada ao Oscar de documentário por “A 13ª Emenda”.

Ou seja, é MUITO importante conhecermos e divulgarmos a obra dela. Ava se formou em Inglês e Estudos Afro-americanos e chegou a trabalhar com relações públicas. Segundo o site IMDb, ela já soma em seu currículo 18 trabalhos apenas como diretora.

Seu 1º longa-metragem é o documentário “This is The Life”, de (2008), que conta a história dos artistas que fizeram parte do movimento de hip-hop “The Good Life”.

Em 2010, ela dirigiu um documentário para a TV chamado “My Mic Sounds Nice: The Truth About Women in Hip Hop” (que eu não sei se tem disponível para ver na internet), e o longa de ficção “I Will Follow”, sobre uma mulher que tem que aprender a lidar com o luto da morte da tia.

Em 2012, Ava DuVernay dirigiu um episódio da série de TV “Scandal”, e lançou o belíssimo filme “Middle of Nowhere”, uma trama que começa quando o marido da personagem Ruby é condenado a oito anos de prisão.

Não sabemos o que ele fez para estar ali – só sabemos que ela fará de tudo, inclusive largar os estudos de Medicina, para poder visitá-lo sempre que possível. A cadeia fica num lugar distante e Ruby ainda é enfermeira em um hospital e cuida do sobrinho para a irmã poder trabalhar. É uma história bem emocionante.

Maaaas foi só em 2014 que o mundo pôde saber da existência da cineasta por causa da repercussão em torno de “Selma: Uma Luta Pela Igualdade”, pelo qual disputou o Oscar de melhor filme.

“Selma” retrata a luta de Martin Luther King Jr. pelo direito de voto dos negros em uma campanha que culminou na marcha de Selma a Montgomery, no Alabama, e que convenceu o presidente Johnson a implementar a Lei dos Direitos de Voto em 1965.

Em outubro de 2016, Ava lançou em parceria com a Netflix o documentário “A 13ª Emenda”, que analisa o racismo nos EUA, focando no sistema prisional do país, que tem maioria de prisioneiros negros. É um dos melhores filmes que eu vi ultimamente.

Ava DuVernay declarou, em comunicado:

O filme é uma resposta às minhas perguntas sobre como e por que motivo nos tornamos a nação com mais prisioneiros no mundo, como e por qual motivo enxergamos alguns de nossos cidadãos como criminosos natos, como e por qual motivo boas pessoas permitem que essa injustiça continue acontecendo, geração após geração

Ava DuVernay também é fundadora do coletivo de distribuição Array, focado em mulheres e minorias, e criadora da série “Queen Sugar” (2016-), que foi renovada para a terceira temporada. A série tem todos os episódios dirigidos por mulheres e vai ao ar pela emissora americana OWN, da Oprah Winfrey.

Para 2018, está prevista a estreia de “Uma Dobra no Tempo” (o tal filme com orçamento de US$ 100 milhões).

Baseado no best-seller de Madeleine L’Engle e com roteiro de Jennifer Lee (“Frozen”), o filme conta a história de uma menina (Storm Reid) que sai em busca do pai, um cientista que desaparece em meio a um projeto misterioso. O elenco conta com Oprah Winfrey, Mindy Kaling, Reese Witherspoon e Chris Pine.

Precisamos ficar atentas a tudo o que a Ava DuVernay fizer pois sempre será um trabalho político, voltado à diversidade, à história dos negros e das mulheres.

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