E a vitória é dos negros no SAG Awards

Uzo Aduba, Queen Latifah e Viola Davis foram as três mulheres negras premiadas no SAG Awards 2016, premiação do Sindicato dos Atores de Hollywood que aconteceu a menos de um mês do Oscar, premiação que gerou polêmica por, mais uma vez, deixar os atores de cor da América sem reconhecimento, indicando apenas brancos (por isso as hashtags #OscarSoWhite e #OscarStillSoWhite – já que foi uma repetição de 2015… e de toda a história da premiação).

 
[caption id="attachment_8918" align="aligncenter" width="845"]diversidade sim! diversidade sim![/caption]  
Uzo Aduba ganhou o SAG de Melhor Atriz de Série Cômica por Orange is the New Black. Queen Latifah ganhou por sua atuação no filme Bessie, como Melhor Atriz em Telefilme ou Minissérie. E Viola Davis mereceu mais um reconhecimento por sua brilhante atuação em How To Get Away With Murder, ganhando o SAG de Melhor Atriz em Série Dramática.

Vamos celebrar essas lindas um pouco abaixo, vamos:

 


 
Outro negro que sapateou na cara do racismo foi Idris Elba, que ganhou dois prêmios na noite: como Melhor Ator Coadjuvante pelo filme Beasts of No Nation e como Melhor Ator em Telefilme ou Minissérie, por sua atuação na série Luther.

 

 
Sensacional, apenas. E pra terminar, a vitória do elenco de Orange Is The New Black que resume tudo: “É isso que queremos dizer quando falamos de diversidade!”

 

Mais de Nina Grando

Sobre as indelicadezas perante o diferente

Hoje meu dia começou com um cara da Sabesp interfonando no meu apartamento para ver o relógio da água. Reclamou que outra moradora foi mal-educada com ele por não deixá-lo entrar. Na saída, já com o pé pra fora do prédio, ele diz:

Só uma curiosidade: sua mão assim é acidente ou de nascença?

Ele nunca mais vai me ver na vida. Nunca mais. É esse o tipo de pergunta que se faz a uma pessoa que acabou de conhecer e que muito provavelmente não verá mais? Será que a pessoa acha mesmo que perguntar isso é o mesmo que perguntar as horas, ou se vai chover? Eu ainda me surpreendo com a falta de tato das pessoas.

Quando isso acontece eu congelo, fico sem graça, respondo um fraco “ah, nasci assim” e começo a me sentir horrível. Porque não importa o quão legal eu possa ser, não importa o cabelo colorido, as tatuagens, nada. Parece que o que fica é o estranho e bizarro fato de eu ser deficiente. As pessoas não sabem lidar com isso. Eu não as culpo. Eu tenho meus 28 anos e tento lidar com isso todos os dias.

E por isso mesmo, por eu ser uma mulher adulta e quase trintona que ainda se sente grilada com esse tipo de pergunta vindo de estranhos, que as pessoas precisam saber que isso não é assunto para conversa, principalmente quando você acaba de conhecer a pessoa.

Mas não pára por aí! Porque se essas indelicadezas acontecessem só com estranhos, já seria ruim. Mas tem coisa pior: quando a falta de noção vem das pessoas que você ama.

Eu tinha amizade com uma amiga do meu ex-namorado, mas que acabamos ficando muito próximas. A gente vivia se vendo pra tomar cerveja e conversar. Até um dia que ela, bêbada, me disse:

Quando o Joãozinho me contou que estava namorando você, eu perguntei pra ele: “Uau, ela é muito gata! Mas me conta, como é transar com uma deficiente?”

OU SEJA, não só a pessoa diminuiu a nova namorada do amigo à sua deficiência como ela ainda resolveu compartilhar esse fato com a mesma, anos de amizade depois.

Essas escrotices são mais comuns do que se possa imaginar. Você com certeza já deve ter cometido alguma gafe com algum amigo oprimido socialmente ou que está passando por alguma doença.

 

 
Todos nós somos seres humanos queremos ser amados, causar uma boa impressão, ser levados a sério, ser respeitados. E nós sofremos com nossos problemas todos os dias. Tem dias que nos reduzimos à nossa diferença sem precisar da “ajuda” de ninguém. Se você, ser perfeito, já fica com sua autoestima balançada algumas vezes, imagina a pessoa que convive com uma diferença.

Uma querida amiga escreveu em seu perfil do Facebook um desabafo que ilustra bem o que quero dizer e como se sentem as pessoas que tem alguma doença ou deficiência visível:

 
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Escrevi isso não somente como desabafo, mas também para utilidade pública. Pra quem ler pensar duas, três, ou quantas vezes for necessário antes de fazer um comentário sobre aquela característica da pessoa que te é tão diferente. Até que a pessoa chegue à lúcida conclusão de que na verdade não é pra falar nada.

Vou deixar alguns links que achei pela internet que também dão aquele toque amigo de como falar com pessoas que são deficientes, passando por uma doença ou que simplesmente tem algo na sua aparência fora do ideal social da perfeição. Obrigada, de nada.
 


 
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How To Get Away With Murder, ganhando o SAG de Melhor Atriz em Série Dramática.

Vamos celebrar essas lindas um pouco abaixo, vamos:

 


 
Outro negro que sapateou na cara do racismo foi Idris Elba, que ganhou dois prêmios na noite: como Melhor Ator Coadjuvante pelo filme Beasts of No Nation e como Melhor Ator em Telefilme ou Minissérie, por sua atuação na série Luther.

 

 
Sensacional, apenas. E pra terminar, a vitória do elenco de Orange Is The New Black que resume tudo: “É isso que queremos dizer quando falamos de diversidade!”

 

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