Nova série favorita: The Affair

Ovelha | The Affair, primeira temporada
Gosto muito de série que bagunça a cabeça. “The Affair”, que estreou nos EUA em outubro, faz isso com você, embaralhando todas suas ideias. Simplesmente porque não dá para confiar na história que é contada. O formato é o seguinte: todos os episódios são divididos em duas partes, sendo metade para a versão do Noah e a outra parte para a de Alison sobre o caso extraconjugal deles.

Noah (Dominic West) é um professor e escritor meio charmoso, casado com uma mulher rica com quem tem quatro filhos. Alison (Ruth Wilson) trabalha como garçonete e é casada com Cole (Joshua Jackson), que é dono de um rancho. O casal, cujo filho de quatro anos morreu afogado, mora nos Hamptons, área de casas de veraneio perto de Nova York, onde Noah e a família vão passar as férias.

the affair
Isso é o que dá para garantir da história. O resto, como Noah e Alison se conheceram, o “approach”, e como a traição vai se desenrolar é contado de formas bem diferentes pelos dois a um delegado de polícia. Nos dias atuais, eles são interrogados separadamente por conta da investigação da morte de um dos personagens (o que lembra um pouco outra série maravilhosa, “True Detective”)!

Resta a você escolher em quem acreditar, baseando-se nesses flashbacks. Confesso que fico sempre do lado da Alison. As lembranças dela parecem muito mais verdadeiras do que as dele. Por exemplo, Noah sempre fala de Alison com umas sacadas até  machistas, como “eu quero estar no comando na hora de trepar”, e ela acaba parecendo uma tarada sexual por ele em algumas cenas, do tipo “me come agora”. A versão dela de si mesma é bem reservada, com ele se aproximando na maioria das vezes.

Além de tudo isso, “The Affair” tem uma abertura belíssima, com a canção “Container”, da Fiona Apple (Clique aqui para ver). Fico arrepiada só de ouvir. Ah, boa notícia: teremos segunda temporada!

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Olá, ovelhitas!

Mais uma semana com um monte de coisas legais, importantes e inspiradoras que vimos e achamos que merecem a atenção de vocês.


// YANDÊ

A Noisey fez uma matéria sobre a primeira rádio indígena online do Brasil. Leia aqui.

 


// DOMINATRIX

Karmenife Paulino tinha 22 anos quando foi estuprada por um cara de uma fraternidade da Universidade de Wesleyan, em Connecticut, Estados Unidos (aliás, assistam ao documentário “The hunting ground”, no Netflix).

Com a fotógrafa Tess Altman, ela criou uma série de fotos chamada “Reclamation”, em que ela posa de dominatrix em frente à fraternidade em que foi violentada. Leia mais aqui.

 


// VIOLÊNCIA NA USP

Residência estudantil da USP, o Crusp, tem pelo menos um agressor de mulher por andar. Leia aqui.

 


// BATEKOO

Matéria sobre a Batekoo, festa para gays, lésbicas e transexuais negros que acontece em SP. Aqui.

 


// MERCADO DE TRABALHO

Entrevista com Angela Christina Lucas, professora de gestão de pessoas e comportamento organizacional no Centro Universitário FEI, que aponta como os RHs cometem injustiças contra as mulheres.

 


// QUANDO?

A revista Select fez uma edição bem boa sobre feminismo. Eu destaco essa resposta da Eliane Robert de Moraes, que foi minha professora na PUC-SP e é musa da vida.

O mundo deixará de ser machista quando nós, mulheres, formos todas respeitadas. O mundo deixará de ser machista quando formos todas respeitadas nos espaços privados e nos espaços públicos. Todas, sem exceção: as que usam biquíni e as que usam burca. E também as que usam outras vestimentas. E ainda as que preferem não usar nada. O mundo deixará de ser machista quando as mulheres usarem biquínis ou burcas ou qualquer outra vestimenta ou mesmo nada por desejo próprio. E o mundo esquecerá que um dia terá sido machista quando o respeito dos homens e das instituições pelas mulheres for não mais uma obrigação, mas um desejo de todos. Todos, sem exceção. Vai ser festa.

http://www.select.art.br/8410-2/

 


// NEGRA NO CINEMA BR

Juliana Gonçalves e Renata Martins entrevistaram Adélia Sampaio, a primeira cineasta negra a dirigir um longa-metragem. “Cinema é, sem dúvida, uma arte elitista, aí chega uma preta, filha de empregada doméstica e diz que vai chegar à direção, claro que foi difícil! Até porque me dividia entre fazer cinema e criar meus dois filhos”.

Vale a leitura!

 


// PILAR

A “TPM” publicou uma entrevista com a jornalista Pilar del Río, viúva do escritor José Saramago. E é uma das coisas mais lindas que eu li essa semana. Clique aqui.

 


// LITERATURA

Sobre mulheres escritoras, por Luisa Geisler, no blog da Companhia das Letras.

 


// KIERNAN SHIPKA

“Mad men” pode ter acabado, mas Sally Draper sempre estará nos nossos corações. Veja esse ensaio maravilhoso e uma entrevista com a atriz Kiernan Shipka feita pela “Dazed”.

 


// LEIA MULHERES

A “Time” divulgou uma lista das 100 escritoras mais lidas em faculdades norte-americanas. Vamos ler mais mulheres!

 


Até a próxima semana! Força \o/

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Ovelha | The Affair, primeira temporada
Gosto muito de série que bagunça a cabeça. “The Affair”, que estreou nos EUA em outubro, faz isso com você, embaralhando todas suas ideias. Simplesmente porque não dá para confiar na história que é contada. O formato é o seguinte: todos os episódios são divididos em duas partes, sendo metade para a versão do Noah e a outra parte para a de Alison sobre o caso extraconjugal deles.

Noah (Dominic West) é um professor e escritor meio charmoso, casado com uma mulher rica com quem tem quatro filhos. Alison (Ruth Wilson) trabalha como garçonete e é casada com Cole (Joshua Jackson), que é dono de um rancho. O casal, cujo filho de quatro anos morreu afogado, mora nos Hamptons, área de casas de veraneio perto de Nova York, onde Noah e a família vão passar as férias.

the affair
Isso é o que dá para garantir da história. O resto, como Noah e Alison se conheceram, o “approach”, e como a traição vai se desenrolar é contado de formas bem diferentes pelos dois a um delegado de polícia. Nos dias atuais, eles são interrogados separadamente por conta da investigação da morte de um dos personagens (o que lembra um pouco outra série maravilhosa, “True Detective”)!

Resta a você escolher em quem acreditar, baseando-se nesses flashbacks. Confesso que fico sempre do lado da Alison. As lembranças dela parecem muito mais verdadeiras do que as dele. Por exemplo, Noah sempre fala de Alison com umas sacadas até  machistas, como “eu quero estar no comando na hora de trepar”, e ela acaba parecendo uma tarada sexual por ele em algumas cenas, do tipo “me come agora”. A versão dela de si mesma é bem reservada, com ele se aproximando na maioria das vezes.

Além de tudo isso, “The Affair” tem uma abertura belíssima, com a canção “Container”, da Fiona Apple (Clique aqui para ver). Fico arrepiada só de ouvir. Ah, boa notícia: teremos segunda temporada!

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