O Fat Shaming de Nicole Arbour

 
A essa hora todo mundo já deve ter visto a polêmica que o vídeo da Nicole Arbour, Dear Fat People, causou na internet. Acho que o único – ÚNICO – aspecto positivo desse vídeo ofensivo e horroroso foi despertar um diálogo sobre a existência do Fat Shaming.

 
[caption id="attachment_6471" align="aligncenter" width="580"]Ah, ótimo, mais uma pessoa pra cagar regra sobre o meu corpo. Ótimo. Ah, ótimo, mais uma pessoa pra cagar regra sobre o meu corpo. Ótimo.[/caption]  
Eu, como pessoa gorda, fiquei extremamente incomodada com a garota magra dizendo que “essa coisa de Fat Shaming” não existe porque… meu deus, é claro que existe. Até quem é magra consegue sofrer isso – vide celebridades que ao ganhar alguns quilinhos já estão sendo xingadas de tudo quanto é nome nos tablóides. Se é assim pras pessoas magras, imagina pra quem é gorda como eu – e como um monte de gente por aí? Fat shaming é algo real e extremamente doloroso.

Um lindo vídeo de resposta que surgiu na internet foi o da Whitney Way Thore – que tem um programa na TLC chamado “My Big Fat Fabulous Life” sobre sua vida e peso – no qual ela diz o que eu não consegui dizer devido a minha raiva ao ver algo tão hediondo sendo dito por essa Nicole.

 


You go, girl!!!

 
Parafraseando a Whitney Way Thore, você não consegue, olhando pra uma pessoa, saber sobre a saúde dela. Só de olhar não dá pra saber os motivos dela ter sobrepeso ou ser obesa: você não sabe se ela tem realmente todas as doenças que atribuem erroneamente somente aos gordos (como diabetes, pressão alta e outras), você não sabe se ela se exercita, você não sabe se ela acabou de perder peso.

 
Whitney Way Thore <3
 
Você simplesmente não sabe, então APENAS PARE de fingir que se importa com “a nossa saúde”. Juro, não é dessa forma que uma pessoa deve expressar ~preocupação~ com outra. O efeito atingido é exatamente o oposto – e que pessoa gorda, nos dias de hoje, não sabe sobre os possíveis efeitos do sobrepeso? É xingando ela, fazendo piada que você vai fazer com ela emagreça – ou é assim que você vai deixá-la pra baixo, fazê-la desenvolver algum distúrbio alimentar? Acho que a última parte é mais provável.

Escrito por
Mais de Fernanda Ozilak

Vida real em quadrinho: Rubyetc

Com um traço super sucinto, Ruby, uma artista britânica de apenas 21 anos, consegue passar muito do dia a dia dos antissociais como nós. É impressionante a forma que ela consegue retratar com muito bom humor situações corriqueiras que todxs passamos.

 
ruby-01

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Conheci o trabalho da Rubyetc por acaso. Estava eu de boas no Facebook quando de repente alguém deu like na página dessa artista incrível e apareceu na minha timeline. De repente eu já tinha visto dezenas dos quadrinhos dela.

 
ruby-04

quem nunca?

yep.

comidas da vida real
 
No Facebook é possível ver mais quadrinhos, já no blog dela tem mais textos, e dá pra ter uma pequena noção desse universo interno que ela retrata de forma tão simples e certeira.

 


A Ruby ainda tem um Instagram bastante engraçado.

 

Pra conhecer mais do trabalho dessa linda:

Facebook / Tumblr / Twitter / Society6 / Instagram / Blogspot

Leia mais
despertar um diálogo sobre a existência do Fat Shaming.

 

 
Eu, como pessoa gorda, fiquei extremamente incomodada com a garota magra dizendo que “essa coisa de Fat Shaming” não existe porque… meu deus, é claro que existe. Até quem é magra consegue sofrer isso – vide celebridades que ao ganhar alguns quilinhos já estão sendo xingadas de tudo quanto é nome nos tablóides. Se é assim pras pessoas magras, imagina pra quem é gorda como eu – e como um monte de gente por aí? Fat shaming é algo real e extremamente doloroso.

Um lindo vídeo de resposta que surgiu na internet foi o da Whitney Way Thore – que tem um programa na TLC chamado “My Big Fat Fabulous Life” sobre sua vida e peso – no qual ela diz o que eu não consegui dizer devido a minha raiva ao ver algo tão hediondo sendo dito por essa Nicole.

 


You go, girl!!!

 
Parafraseando a Whitney Way Thore, você não consegue, olhando pra uma pessoa, saber sobre a saúde dela. Só de olhar não dá pra saber os motivos dela ter sobrepeso ou ser obesa: você não sabe se ela tem realmente todas as doenças que atribuem erroneamente somente aos gordos (como diabetes, pressão alta e outras), você não sabe se ela se exercita, você não sabe se ela acabou de perder peso.

 
Whitney Way Thore <3
 
Você simplesmente não sabe, então APENAS PARE de fingir que se importa com “a nossa saúde”. Juro, não é dessa forma que uma pessoa deve expressar ~preocupação~ com outra. O efeito atingido é exatamente o oposto – e que pessoa gorda, nos dias de hoje, não sabe sobre os possíveis efeitos do sobrepeso? É xingando ela, fazendo piada que você vai fazer com ela emagreça – ou é assim que você vai deixá-la pra baixo, fazê-la desenvolver algum distúrbio alimentar? Acho que a última parte é mais provável.

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