Ouça: Noname

Noname é o nome artístico de Fatimah Warner, uma rapper americana de Chicago que traz – seguindo influências de artistas como Lauryn Hill e Nina Simone – uma sonoridade cativante balanceado com suas letras fortes.

Em uma entrevista para a The Fader ela explica:

Eu tento existir sem me ligar a rótulos. Eu realmente não ligo para rótulos, mesmo a maneira que eu me visto; Normalmente não uso nada com nome de uma marca. Para mim, não ter um nome expande minha criatividade.

Pois é, essa jovem rapper (de 25 anos) tem um lado literário bastante forte. Sua mãe foi dona de uma livraria por muitos anos, o que facilitou seu interesse pela leitura durante a adolescência e posteriormente a aproximou da escrita criando poesias.

Seu álbum de estreia, Telefone (2016), foi produzido inicialmente em 2013 de forma livre e bem aberta. Inspirado em conversas com amigos e parentes, ela quis transmitir a sensação de poder conversar algo sobre si com alguém de quem gosta muito. Coisas que existem apenas em seu telefone.

A sensação é de estar ouvindo Noname contar uma parada importante, mas sem ser muito séria. Num ritmo envolvente, ela torna as coisas mais interessantes – e mais leves também.

Dá um play nessa apresentação que ela fez recentemente na NPR:

Inclusive já quero os bonés oficiais de Telefone:

(1974)

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Ah! Segue ela no Spotify e no Soundcloud também!
 

Mais de Fernanda Garcia

Ainda tem dúvidas da sua força?

Recentemente eu li uma entrevista da Rihanna onde ela abria o jogo sobre seu passado e presente e dizia ter a ideia de que algumas pessoas nasceram para enfrentar umas merdas mais do que as outras por (resumidamente) serem mais fortes e fazerem as coisas certas.

Nunca fui fã da cantora, mas sempre admirei sua coragem e força pra enfrentar as adversidades da vida. De certa forma, concordo com o que ela disse ou talvez eu esteja apenas tentando ver razões para tomarmos tanto “tapa na cara” às vezes. Não que eu queira justificar as ações que nos acontecem, que pretensão seria essa afinal? Sei que um dos sentidos da vida humana é descobrir sempre mais e compreender os porquês de tudo. Mas também aprendi os riscos de querer entender esse universo que nos cerca.

Mas voltando ao assunto que a Rihanna levantou na minha cabeça: essa teoria de que algumas pessoas sejam simplesmente “mais fortes” que outras talvez seja um bom pensamento para não te fazer cair na bad sem resposta do “por que eu?”.

Porque você é forte, porque você está aqui hoje e agora, porque você sabe o quanto é uma pessoa boa e as adversidades só estão aí pra fortalecer ainda mais o fato de que você consegue conquistar tudo o que quiser se acreditar na sua própria força, seja ela amplamente visível ou não. Ela está ali.

Tudo o que você possui hoje, seja material ou não, deve-se acima de tudo ao seu esforço e capacidade e é aí que você pode enxergar o seu próprio poder e importância. Nas pessoas que te amam, no seu trabalho suado, nos seus projetos pessoais, na sua individualidade, na (até pequena) natureza ao seu redor e, mesmo que você ainda duvide, sua força também está na sua beleza interna e externa.

E um adendo: problemas são imensuráveis aos olhos dos outros. Só você sabe o tamanho da sua “bucha” e tudo bem quanto a isso. Quem vai resolver é você, afinal.

Espere o problema como uma parte inevitável da vida, e quando ele chegar, mantenha sua cabeça erguida, olhe para ele nos olhos e diga: ‘eu serei maior que você. Você não pode me derrotar” – Ann Landers

 

Ilustração feita com exclusividade por Fernanda Garcia (a.k.a. Kissy)
 

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Noname é o nome artístico de Fatimah Warner, uma rapper americana de Chicago que traz – seguindo influências de artistas como Lauryn Hill e Nina Simone – uma sonoridade cativante balanceado com suas letras fortes.

Em uma entrevista para a The Fader ela explica:

Eu tento existir sem me ligar a rótulos. Eu realmente não ligo para rótulos, mesmo a maneira que eu me visto; Normalmente não uso nada com nome de uma marca. Para mim, não ter um nome expande minha criatividade.

Pois é, essa jovem rapper (de 25 anos) tem um lado literário bastante forte. Sua mãe foi dona de uma livraria por muitos anos, o que facilitou seu interesse pela leitura durante a adolescência e posteriormente a aproximou da escrita criando poesias.

Seu álbum de estreia, Telefone (2016), foi produzido inicialmente em 2013 de forma livre e bem aberta. Inspirado em conversas com amigos e parentes, ela quis transmitir a sensação de poder conversar algo sobre si com alguém de quem gosta muito. Coisas que existem apenas em seu telefone.

A sensação é de estar ouvindo Noname contar uma parada importante, mas sem ser muito séria. Num ritmo envolvente, ela torna as coisas mais interessantes – e mais leves também.

Dá um play nessa apresentação que ela fez recentemente na NPR:

Inclusive já quero os bonés oficiais de Telefone:

(1974)

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