Tenha uma saúde mental organizada

Eu choro em dias de bad (colagem a partir da foto: instagram @ninalikes)
Seja como bullet journal ou aplicativo, é importante registrar como nos sentimos para ter um maior controle e entendimento da nossa saúde mental

Neste início de 2017 eu descobri (atrasadíssima) a nova febre entre muitas manas que conheço: bullet journal. Se você também caiu de paraquedas nesse Brasil, o bullet journal (apelidado de BuJo) é uma espécie de agenda, mensal ou semanal, que é um mix de calendário com diário. Você escreve o que fez, o que tem pra fazer, o que te deixou feliz e o que te deixou triste em bullet points (resumido em tópicos) – e daí vem o nome.
 

 
Na verdade eu já conhecia esse formato de diário, porque é bastante comum entre as coreanas e japonesas. Como eu adoro uma agenda e tudo o que vem daquelas bandas da Ásia, já tinha reparado nisso há anos, mas nunca comprei ou usei. Daí que essa prática só chegou agora no ocidente e pegou geral.
 

[caption id="attachment_13721" align="alignnone" width="720"] Como lidar com a fofura coreana?[/caption]  
Apesar de ainda não ter aderido, eu acho essa febre do bullet journal ÓTIMA. Por que? Porque ajuda as manas a não só manterem a organização, mas também a saúde mental. Hã? Sim.
 
[caption id="attachment_13716" align="alignleft" width="320"] Chorona sim, tá legal?[/caption]

Eu conheço muitas garotas que sofrem de depressão, ansiedade e síndrome do pânico. Que estão desempregadas ou num subemprego. Que estão em um relacionamento abusivo ou que estão superando um pé na bunda. Enfim, só da gente viver nesse mundão já bate aquela bad de vez em quando (sem contar a TPM mensal).

Apesar de capricorniana, eu vivo na sofrência tendo meu ascendente e lua em câncer. Estou aqui culpando os astros, mas o que quero dizer é que sou extra-sensível com energias negativas e com os males do mundo. Eu não costumo refletir muito antes de sentir as coisas, sou impulsiva. Choro com a trilha-sonora de Forrest Gump, quero ajudar todos os animais abandonados, enfim. É coisa demais pra um coração mole.
 

 
Hoje foi um daqueles dias. A bad bateu. E, diferente de muitas das minhas amigas, eu não tenho um bullet journal. Então busquei no Google uma indicação de aplicativo que ajuda a controlar o humor. Achei o Daylio.
 

 
Daylio é um aplicativo que te lembra todos os dias de informar como você está se sentindo hoje a partir das coisas que você fez no dia. Você pode escrever um textinho de registro, como num diário, ou apenas dizer como está seu mood baseado nas ações que fez, que podem ser totalmente customizadas. Para um aplicativo gratuito, não tenho reclamações. Ele agrada aos olhos, a interface é simples e bonita. E com o passar do tempo você consegue ver, ao longo do mês, os dias que esteve mais estressada ou mais feliz e os motivos que te levaram a cada coisa.
 

 
Enfim, o que quero dizer é que, sendo agenda, bullet journal, diário ou aplicativo, o importante é ter algum lugar para compartilhar suas emoções, de forma a ganhar um maior auto-conhecimento e controle da nossa saúde mental, dos nossos esforços e das nossas expectativas.
 

Fique bem!

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  • Veja um passo-a-passo de como montar um bullet journal no site da Galileu.
  • Se joga nos boards do Pinterest sobre bullet journal.
  • Baixe o aplicativo Daylio para Android ou para iOS. É grátis!
  • Não deixe de considerar uma ida ao psicólogo! Ajuda profissional é fundamental!
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    Mais de Nina Grando

    Um app para descobrir mulheres históricas

    Sabe o Google Doodles, aqueles desenhos que aparecem em destaque na página inicial do buscador Google, normalmente homenageando alguma personalidade ou celebrando um dia importante? Saiba que apenas 17% de todos os Doodles figuraram uma mulher. Bom, para um site que promove mais de 3,5 bilhões de pesquisas por dia (são 40 mil por segundo), 17% é muito, muito pouco. Ao perceber isso, a SPARK –movimento sem fins lucrativos dos EUA– resolveu que já era mais do que hora de evidenciar os feitos das mulheres no mapa da história. E criaram então um projeto para fazer exatamente isso.

    Coincidindo com o Mês da Mulher, o Google concordou em trabalhar com a SPARK para destacar mais mulheres históricas em seus doodles. Mais do que isso, a SPARK foi convidada para pesquisar e honrar as mulheres notáveis e fundamentais que já existiram em um mapa especial, produzido pelo app Google’s Field Trip. A SPARK disse, em nota:

    O Google sabe, assim como nós, que não é que as mulheres não fazem história. Somos nós (a sociedade) que não as honramos pelos seus feitos.

    Isso é algo que a cientista social e professora Carla Cristina Garcia, do Inanna Educação e PUC-SP, vive dizendo para suas alunas em seus cursos: É uma afronta dizer que as mulheres estão fazendo algo como se fosse uma novidade. Dizer que hoje “as mulheres estão entrando no mercado de trabalho” ou que “as mulheres estão começando no campo das artes” é de uma bogagem e uma ignorância histórica sem tamanho. O problema é esse mesmo: ignorância. As mulheres fazem e já fizeram muita coisa, junto com os homens. Só não são honradas por isso.
     

     
    Já é possível baixar o app gratuitamente para os sitemas iOS e Android. Ao ligar as ‘configurações históricas’ do aplicativo, somos notificadas toda a vez que chegamos em um local em que uma mulher fez algo importante. Foram mapeados diversos lugares ao redor do mundo, então não importa onde você esteja: se uma mulher fez um feito histórico no lugar em que você se encontra, você será alertada.

    Isso é perfeito para enriquecer o turismo em qualquer cidade do mundo. Imagina ser alertada sobre os feitos de diversas mulheres que ajudaram a construir aquele lugar, seja por seu papel social, artístico, político, científico, intelectual ou mesmo por sua participação em guerras (sim, mulheres também são –e sempre foram– guerreiras).
     

     
    Como são MUITAS mulheres que precisam desta visibilidade, a SPARK está aceitando contribuições de qualquer pessoa que saiba sobre feitos inspiradores de mulheres na história, encorajando a colaborar com sua base de dados. Basta escrever uma mini-bio entre 150 e 300 caracteres sobre a vida e conquistas desta mulher, além de, é claro, informar o local exato onde ela atuou. Mande um email para sparkteam@sparksummit.com com o título “Women On The Map”. Ah sim, mas tem que ser em inglês. Pelo menos por enquanto (:

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