Amo/Sou: Stay Home Club

Eu sou uma pessoa assumidamente caseira. Claro, eu tenho vida social: adoro sair pra um restaurante gostosinho, ir ver um filme no cinema, passar horas numa livraria, conhecer barzinhos novos, andar de bicicleta, enfim. Mas isso de vez em quando. Normalmente, no meu tempo livre, meu rolê favorito é ficar em casa e por um disco pra ouvir, ler deitada na cama, brincar com minhas gatas, jogar videogame, perder horas descobrindo novas lojinhas da Etsy… ou mesmo quando estou emotiva e só quero ficar em casa choramingando vendo um filme na TV.

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Tanto que meu ex-namorado, que é um cara boêmio ultra carismático e extrovertido, tinha coceira com minha falta de ânimo pra sair. Enquanto ele amava dar rolês intermináveis com pessoas que ele tinha acabado de conhecer, eu torcia o nariz e queria ir embora mais cedo.

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Para abraçar esse meu lado recluso e um tanto anti-social, descobri há alguns anos atrás a lojinha Stay Home Club, que em tradução livre seria algo como “O Clube das Caseiras” (coloquei no feminino, porque o foco da loja é vestuário para garotas – apesar de ter uma camiseta ou outra para rapazes).

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As camisetas e moletons traduzem exatamente o que os outros gostam de dizer sobre as pessoas caseiras de uma maneira perfeitamente irônica e bem-humorada, trazendo frases como “Boring is Best” (algo como “tédio é melhor”), “Recluse” (reclusa) e “Awful” (horrível). Além de camisetas, eles vendem pins, posters, totes, canecas e mais um monte de outras coisas legais. E sim, garotas: entrega no Brasil.

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Ouça: Cherry Glazerr

Cherry Glazerr é um trio roquenrou maravilhoso de Los Angeles que estão ganhando notoriedade no mundo da música. São duas garotas: a frontwoman Clem Creevy, vocal e guitarra, e Hannah Uribe, vocais e bateria. Elas são amigas desde a oitava série e super novinhas, ainda menores de 21 anos. Além delas temos o Sean Redman, um pouco mais velho que elas, no baixo.

 

 
Podem falar o que quiserem, mas o som delas é maravilhoso – sim, migas, falo “DELAS” mesmo tendo um integrante homem. Okay, elas não estão tocando nenhuma novidade sonora, mas é um rock delícia que tinha saudades de ouvir desde a garageira riot do Bratmobile nos anos 90.

 

 
Bom, a banda começou como a maioria das bandas indies: a Creevy gravou umas demos inspirada nas suas bandas favoritas, como Black Moth Super Rainbow e Funkadelic. Só que a diferença é que o som caiu no colo da Burger Records, que resolveu lançar as gravações antes mesmo do Cherry Glazzerr fazer seu primeiro show – aham, pois é. Além de talentosa, nasceu com a bunda virada pra lua.

A banda tocou em alguns comerciais e já figurou em algumas trilha-sonoras desde 2013, então você já deve ter ouvido eles mesmo sem ter ouvido falar na banda. O primeiro álbum deles é o Haxel Princess, que vocês podem ouvir aqui:

 

 
Se você curte um grrrl rock (claro que curte, por favor, né), essa banda não deve ser novidade pra você. Se for, adicione elas no coração e na sua playlist que não vai se arrepender. As músicas são animadas, fofas e dançantes, com letras que abordam desde problemas com bullying até amor por sanduíche de queijo quente.

 

 

Grilled cheese in my mouth
Get on your knees if you wanna bite
Go fly a kite
Got the bread, got the cheese
Make me a grilled cheese please
Try and steal a fight, we’ll get in a fight

 
A banda lançou duas faixas novas no fim do ano passado. Acho que logo mais vem disco novo por aí. Será? Espero. Põe pra tocar:

 


 

Pra terminar, uma curiosidade: a líder da banda, Clem Creevy, também é atriz. Ela apareceu na maravilhosa série Transparent como a personagem Margaux e sua banda fictícia Glitterish. O som dessa banda, “Operator”, faz parte da trilha-sonora:

 

 

Siga o Cherry Glazerr pela internet:
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Tanto que meu ex-namorado, que é um cara boêmio ultra carismático e extrovertido, tinha coceira com minha falta de ânimo pra sair. Enquanto ele amava dar rolês intermináveis com pessoas que ele tinha acabado de conhecer, eu torcia o nariz e queria ir embora mais cedo.

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Para abraçar esse meu lado recluso e um tanto anti-social, descobri há alguns anos atrás a lojinha Stay Home Club, que em tradução livre seria algo como “O Clube das Caseiras” (coloquei no feminino, porque o foco da loja é vestuário para garotas – apesar de ter uma camiseta ou outra para rapazes).

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As camisetas e moletons traduzem exatamente o que os outros gostam de dizer sobre as pessoas caseiras de uma maneira perfeitamente irônica e bem-humorada, trazendo frases como “Boring is Best” (algo como “tédio é melhor”), “Recluse” (reclusa) e “Awful” (horrível). Além de camisetas, eles vendem pins, posters, totes, canecas e mais um monte de outras coisas legais. E sim, garotas: entrega no Brasil.

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